The first 200 lines.
J'aime beaucoup de choses à la campagne.
J'aime les fleurs, j'aime les arbres.
Um...
Et quoi d'autre?
Quoi d'autre?
Oui, les collines peut-être? Les animaux, les oiseaux.
Oui, oui.
Et pensez-vous que la campagne est plus tranquille que la ville? Par exemple.
Oui, mais pas assez excitante.
- Uh, quand j'ai venu ici... - Quand je suis venue.
Ah, Deus. Quantas vezes eu cometi esse erro?
É comum entre meus alunos. É o que mais erram.
Ah, o que importa...
Se um dia eu visitar Paris de novo, terei esquecido meu francês todo.
- Eu tenho que ir. - Não!
Fique. Ainda é cedo.
- O que você vai fazer em casa? - Nada especial.
Certo. Quantas vezes você pode brincar no jardim?
Deus!
Minha mãe é inacreditável.
Ela está lá fora...
Ela fez amizade com Peter e quer que ele escreva a biografia dela.
A vida estúpida dela. "Como contada para."
Calma. Ela vai embora em poucos dias.
É, foi isso que você disse semana passada. O tempo passa e ela ainda está aqui.
Olha isso. Ela não pára de colher flores, e eu pedi para ela parar.
Ela nem as coloca na água, então é claro que elas morrem.
Ficar com raiva não vai fazer o tempo passar mais rápido.
Quando eu pergunto a Peter se ele quer passear, ele está sempre ocupado escrevendo seu romance.
Mas ele tem tempo de sobra para passear pelo lago com ela.
- Ela conta história engraçadas. - vê? Homens.
Ela com certeza não perdeu o jeito.
- Eu pensei que com Peter seria diferente. - Lane, ela é sua mãe.
- Foi quando você namorou Errol Flynn? - Eu era muito velha para Errol Flynn.
Eu o conheci quando tinha 16 anos.
Para Errol, 15 anos era velha demais.
Lane, eu convidei os Richmonds para uns drinks hoje. Pensei em fazermos uma festa.
Por que você fez isso? Peter e eu íamos ver um filme de Kurosawa.
- Desculpe. Por que você não disse? - Eu disse.
Tudo bem. A gente assiste outro dia.
É, mas só está passando hoje.
- Onde eu estava? - Como nos conhecemos.
Foi como um filme ruim. Nós dois acenamos para o mesmo táxi.
- Dividimos o táxi e nos apaixonamos. - E eu não sei nada de física.
- Sobre o que conversaram então? - Conversar? Quando o taxímetro chegou em $3,00
- ela já estava com a língua no meu ouvido. - Lloyd!
Que ótimo. Venho visitar minha filha e tem um escritor alugando seu chalé.
Estou tentando escrever.
Eu acho que minha vida daria um bestseller.
Eu sei. Lembro de ler sobre suas aventuras nos jornais.
Você era muito jovem, mas qualquer coisa que seu pai tenha lido era verdade.
Não, eu lembro da sua foto no New York Journal-American
com um ator chamado Jeff Chandler, que você namorou.
Que memória.
Que memória! Foi em Palm Beach!
Eu adoro Palm Beach!
Era para onde estávamos indo quando eu decidi para para visitar Lane.
Eu não a via, sabe, desde que ela... tomou as pílulas.
Deus, isso foi há seis, oito meses.
O que algumas pessoas fazem por amor.
Ou falta de amor.
Claro, eu entendo. Se você nunca teve nada,
e então experimenta, e depois é tirado de você...
Pobre criança.
Tente bater na bola no ritmo da música. Vai dar um movimento leve.
- É, mas a música está rápida. - Mantenha o ritmo, e mantenha o olho...
Steffie, a senhora Mason acha que conseguiu uma oferta para a casa.
Isso é ótimo. Parabéns.
Dois. Não é ótimo, mas, depois que tudo estiver pago,
ainda vai sobrar alguma coisa para dar como entrada em um apartamento em New York.
Eu consigo dois pela minha, e tem metade do tamanho da sua.
Bem, eu não posso me dar ao luxo de escolher.
Pelo menos tenho um comprador. Eu acho. Espero, pelo menos.
Não dê o lugar de graça. Eu posso emprestar quanto você precisar.
Não, Howard. Deus, não. Obrigada, mesmo assim.
Não. Você tem sido... incrível para mim nisso tudo,
- mas eu preciso ter minha própria vida... - O que você pode fazer em New York?
Não sei. Eu...
Talvez fotografia de novo. Eu era...
Ou, às vezes eu penso sobre escrever, mas eu não sei.
É horrível, não é, nessa idade, ainda estar perdida por aí?
Eu só... Eu não sei o que quero.
Um filho. Eu adoraria ter um filho.
Lane, você por acaso terminou aqueles capítulos que eu entreguei?
- Já, quase. Estão ótimos. - Eu pensei sobre eles. Perdi a vontade.
- Não devia. Você está errado. - Eu quero começar tudo de novo.
Você não pode destruir tudo que você escreve, sabe.
Senão é claro que você vai ter que tomar tranqüilizantes para se acalmar.
Parece ser tão fútil. Eu deveria já ter terminado.
Semana que vem tem o Dia do Trabalho. Tenho que voltar a trabalhar no dia seguinte.
Se você não deixasse minha mãe te seduzir...
A vida dela definitivamente daria um livro fascinante.
Por quê? O que tem de fascinante na existência frívola dela?
Que ela deixou meu pai, que era um homem maravilhoso,
por um gângster que batia nela? Você acha que isso é interessante?
Ou o tiroteio? Aquilo não foi fascinante. Foi patético.
Talvez por ela ser uma sobrevivente, e o livro que estou escrevendo é sobre sobrevivência.
Certo. Ela levou a vida pra frente, mas eu fiquei com os pesadelos.
Com licença.
Diane quer uns cubos de gelo, e parece que não tem.
Tem um... tem uma máquina de gelo do lado de fora, da porta de trás.
E você está errada se achar que sua mãe não sofreu com aquele caso todo.
É. A pobre.
Ela perdeu um pouco da audição do ouvido esquerdo por causa dos tiros.
Trauma de barulho.
O que eu queria dizer - e não pretendo irritá-la -
é que algumas pessoas são sobreviventes, e outras se acabam com as tragédias.
- Essa é uma das crueldades de viver. - E no seu livro essa idéia é comovente.
Mas a história de uma garota de 14 anos que mata o amante de sua mãe é... leve.
E o julgamento foi leve e ele era leve.
E minha mãe estava completamente despreocupada.
Desculpe.
Desculpe. Eu vou pegar as páginas.
E você é bom, embora pense o contrário. Não vou deixar você jogá-las fora.
- Muito bom. Estou impressionada. - Você gostou disso?
Eu não sabia que você era uma jogadora de sinuca.
Agora você sabe.
Você teve tempo de escutar aquele disco que eu te dei?
Tive. Tive, sim.
Eu escuto o tempo todo.
É tão lindo. Eu estava escutando ontem a noite.
De alguma forma eu sabia que você iria gostar.
Eu escutei você dizendo que seu livro é sobre sobrevivência?
É, bem, não é exatamente sobre sobrevivência. É sobre... é sobre tudo.
Ah, é? Como a Enciclopédia Britânica.
Com licença. É melhor eu pegar aquelas folhas e ir trabalhar.
Howard, não é do seu feitio ser rude.
Não precisamos de outro livro sobre sobrevivência. Já temos o Manual do Escoteiro.
Lane acha que ele é talentoso.
Bem, se ele é tão bonzão, por que ele desperdiça a vida na Madison Avenue?
É porque escrever propragandas de cerveja e desodorante é mais do seu estilo.
Estou surpresa com você. Você é o homem mais gentil do mundo,
e você não consegue dizer uma coisa boa sobre Peter.
Ele é normal. Não acho que ele seja uma pessoa má.
mas não suporto que Lane fique tão alucinada para o lado dele.
- Ela fica vermelha quando ele aparece. - Agora você parece estar com ciúmes.
Que diferença faz? Ela vai embora mesmo.
Eu sabia que isso estava te inquietando.
Se você pudesse vê-la no começo do ano quando ela chegou.
Ela estava tão mal. Ela precisava tanto de alguém para cuidar dela.
Ela é muito frágil.
Nós passávamos muitas tardes juntos,
noites de inverno, escutando música.
Era tão prazeroso vê-la ganhar forças e começar a gostar mais das coisas.
Eu lembro que uma noite estávamos sozinhos depois de ter assistido a um filme juntos
e eu percebi que tinhas saudades dela e eu mal podia esperar para vê-la no outro dia.
E foi então que eu percebi que eu nunca quis que ela se fosse.
- Howard... - Obrigado.
Eu nunca disse nada. Eu sabia que ela estava mal, e não tinha superado ainda.
Eu não achava que ela estava pronta para ouvir que alguém estava se tornando
dependente dela.
Eu não queria...
Eu não queria dizer nada que pudesse assustá-la ou deixá-la confusa.
Bem, afinal de contas, eu sou bem mais velho do que ela.
Então eu me esquivei e esperei e... fiquei obcecado por ela.
E passei do momento certo de falar.
De repente ela estava apaixonada pelo inquilino,
aquele jovem sensível que passou a ocupar todo o seu tempo.
Bem...
dá para perceber como ter Peter por perto, só...
só eles dois por sete semanas...
como ela pode ter se apaixonado.
Nunca pensei que pudesse me sentir assim depois que Karen morreu.
Alô?
Steffie! É seu marido. Ele está dizendo que é importante.
Lane mudou em relação a mim.
Ela costumava se divertir tanto comigo.
Ela ria das minhas piadas e me dizia como eu estava bonita.
Ela se tornou tão raivosa.
O que você acha, querido? Esse ou o rosa com a jaqueta?
- Esse. - Você que manda.
Ei. Ei!
Venha aqui. Aonde você está indo?
Como eu sou sortudo por ter pegado aquele táxi.
Você é o único homem que conheço com quem vale a pena se casar desde o pai de Lane.
Os outros não valiam nada!
Nada! E a prova é que quando me pediram em casamento eu disse "não".
- Eu sou o sortudo. - Você, sortudo?
Você ganhou uma máquina que está rangendo e vai parar.
Entre minhas úlceras e minha bexiga e minha angina...
O buraco é maior do que a soma das partes. Lembra?
Disse o bispo para a dançarina.
- Desculpe. - Não, entre.
- Você queria usar esse broche? - É.
Mas decidi usar outra roupa, então acho que não preciso mais.
- É lindo. Onde você comprou? - Você me deu.
Mesmo? Que bom gosto!
- Diane não está maravilhosa? - Ela está ótima.
Tente se divertir hoje. Você não devia se tornar uma reclusa.
Eu só não estava querendo receber convidados hoje a noite.
Você tem que aprender a colocar o passado para trás.
O que passou passou.
É fácil falar.
Eu sei que você queria ir para o cinema com Peter.
Ele escreve bem? Falando sério, ele é capaz de escrever minha biografia?
- Mãe, não seja tola. - Tola? Me ofereceram um bom dinheiro.
Peter está tentando escrever um livro sério. Você não deveria estar distraindo ele.
Meu Deus, ele está sempre me perguntando mil coisas.
Acho que você não quer que suas memórias se tornem algo público.
Mesmo? Eu não tenho vergonha da minha vida.
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