Game of Thrones

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Season 5

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Game of Thrones S05E08 HDTV x264-KILLERS
A Commentary by Lisboanianrulez

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HDTV
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Published on: 2015-06-02
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The first 200 lines.

Vossa Graça, quero dizer... Vós não falareis.

Como vou saber que sois quem dizeis ser?

Se ao menos eu fosse outra coisa.

Se sois Tyrion Lannister, porque não haveria de matar-vos

como pagamento à vossa família pelo que foi feito à minha?

Quereis vingar-vos dos Lannister?

Eu matei a minha mãe, Joanna Lannister,

no dia em que nasci.

Matei o meu pai, Tywin Lannister, com um dardo no coração.

Sou o maior matador de Lannisters do nosso tempo.

Portanto deverei aceitar que estejais ao meu serviço

porque assassinastes membros da vossa própria família?

Ao vosso serviço?

Vossa Graça, acabámos de nos conhecer.

É demasiado cedo para saber se mereceis o meu serviço.

Se preferis regressar às arenas de luta,

basta dizê-lo.

Quando era mais novo, ouvi uma história

sobre um bebé nascido durante a pior tempestade de que há memória.

Não tinha riquezas, terras ou exército

apenas um nome, uma mão-cheia de apoiantes,

a maioria dos quais provavelmente pensava em usar esse nome em benefício próprio.

Mantiveram-na viva, movendo-a de lugar em lugar,

muitas vezes horas à frente de homens enviados para a matar.

Acabou por ser vendida a um senhor da guerra nos confins do mundo

e parecia que isso tinha ficado por aí.

Então, alguns anos depois,

a pessoa mais bem informada que conheci

contou-me que essa rapariga sem riqueza, terras ou exércitos

tinha de algum modo conseguido os três num curto período de tempo,

juntamente com três dragões.

Ele pensou que ela era a nossa melhor,

última oportunidade de construir um mundo melhor.

Pensei que valia a pena conhecer-vos, no mínimo.

E porque valerá a pena conhecer-vos?

Porque haveria de passar o meu tempo a escutar-vos?

Porque sozinha não podeis construir um mundo melhor.

Não tendes ninguém a vosso lado que entenda as terras que pretendeis governar.

As forças e fraquezas das casas

que se vos juntarão ou oporão.

Terei um grande exército e grandíssimos dragões.

Matança e política nem sempre são a mesma coisa.

Quando servi como Mão do Rei,

saí-me bem com a última, considerando que o rei em questão

preferia torturar animais a liderar o seu povo.

Poderia fazer ainda um trabalho melhor

aconselhando um governante digno do nome.

Se é isso que de facto sois.

Portanto quereis aconselhar-me?

Muito bem.

Que aconselharíeis fazer com ele?

Jurei matá-lo se alguma vez regressasse.

Eu sei.

Porque confiariam as pessoas numa rainha que não cumpre as suas promessas?

O que Ser Jorah tenha sido quando passava informações sobre vós...

Ele já não é esse homem.

Não me lembro de ter visto um homem são

tão devotado a qualquer coisa como ele em servir-vos.

Ele alega que mataria e morreria por vós

e nada do que testemunhei me deu razão para duvidar dele.

E, contudo, ele traiu-vos.

Ele teve uma oportunidade de confessar a sua traição?

Sim.

Muitas oportunidades.

E confessou?

Não... até ser forçado a fazê-lo.

Ele venera-vos.

Penso que está apaixonado por vós.

Mas ele não vos confiou a verdade.

Uma desagradável verdade, sem dúvida,

mas uma de grande significado para vós.

Ele não confiou que pudésseis ser suficientemente sensata para perdoá-lo.

Então deverei matá-lo?

Um governante que mata aqueles que lhe são devotos

não é um governante que inspire devoção.

E precisareis de inspirar devoção,

muita, se pretendeis governar para além do Mar Estreito.

Mas não podereis tê-lo a vosso lado quando o fizerdes.

Removei Ser Jorah da cidade.

Confessa.

O meu filho.

Deixa-me falar com... Confessa.

Estou a falar a sério.

A minha cara vai ser a última coisa que verás...

Chamo-me Lanna. Sou uma órfã.

Quando tinha oito anos, pedi dinheiro suficiente

para comprar o meu primeiro balde de ostras.

Vendi esse balde e fiz dinheiro suficiente para comprar mais dois.

Demorou algum tempo, mas poupei o suficiente

para comprar um carrinho de ostras.

Agora, todas as manhãs,

Sigo o meu caminho até aos canais.

Passo pelos mercadores de peixe e pelos padeiros.

Normalmente vejo Lhara,

a minha primeira cliente do dia, quando regressa a casa.

Então viro à esquerda para Moonsinger Lane...

Viro à esquerda para Ragman Lane

onde faço a maior parte do meu negócio.

Lanna é impressionante.

Muito industriosa.

Será uma boa servidora do Deus de Muitas Caras.

Como irá ela servi-lo?

Já não irá virar à esquerda para Ragman Lane.

Vai virar à direita, para o porto de Ragman.

Que fará ela lá?

Ela irá ver.

Ver o quê?

Como pode um homem explicá-lo à rapariga?

Se ele soubesse o que ela vai ver,

não haveria razão para enviá-la.

Ostras, amêijoas e berbigões!

Ostras, amêijoas e berbigões!

Ostras, amêijoas e berbigões!

As tuas ostras são frescas?

As melhores da cidade.

Não irias mentir a um velho, pois não?

Muito boas. Dá-me quatro, com vinagre.

É minha 18ª viagem.

Regressei de todas sem um arranhão.

Não pode ser.

Por favor, tenho três crianças.

Sem mim... Aqui, aceite. Tem de aceitar.

Tenho três crianças.

- Que farão elas? - Por favor.

Não são nada sem mim.

Por favor, tem de aceitar!

Por favor, não compreende!

Por favor!

Este homem é um jogador.

Ele aposta que um navio de marinheiros

chegará ao seu destino.

É uma estranha aposta para o capitão.

Só ganha se perder a vida.

Então por que razão um capitão aceitaria tal aposta?

Uma rapariga diz ao homem o que viu.

Se o capitão morre,

o homem magro paga à família muito dinheiro.

Mas talvez o jogador perca a aposta

e decida que afinal já não tem de pagar.

Uma mulher desamparada e a sua pequena criança,

que pode fazer com um homem desses se ele guarda o dinheiro para si?

A quem pode recorrer?

O Deus de Muitas Caras.

Disseste que não sabias o que eu ia ver nas docas.

Um homem não fazia ideia o que a rapariga ia ver ou não.

Uma rapariga chamada Lanna regressará às docas.

Vigiará o jogador.

Vai conhecê-lo tão bem como se conhece a si própria.

E depois?

Uma prenda para o homem magro.

Ela não está preparada.

Talvez esteja, talvez não.

E se não estiver?

É tudo a mesma coisa para o Deus de Muitas Caras.

O julgamento vai acontecer em breve.

O Alto Pardal apresentará

um caso substancial contra vós.

As acusações?

Fornicação, traição, incesto,

o assassínio do Rei Robert.

Tudo mentiras.

Claro, Vossa Graça.

A minha preocupação é a Fé não aderir

aos mesmos padrões de prova que a Coroa.

Espero que me perdoeis por dizê-lo,

mas a crença é, com frequência, a morte da Razão.

Quem me dera que o tivesses dito mais cedo.

Há alguma notícia de Jaime?

Receio que não.

Vossa Graça, o Grande Mestre Pycelle

convocou o vosso tio Kevan em Casterly Rock

para servir como Mão do Rei.

Ele preside agora ao Pequeno Conselho.

Diz-lhe que preciso falar com ele.

Implorei-lhe que vos visitasse, mas ele não quis.

E o meu filho, o rei?

Se tu podes visitar-me, com certeza que o rei...

A vossa prisão e a da Rainha Margaery...

Não as aceitou bem.

Permanece nos seus aposentos.

Os seus servos encontram, com frequência, a comida intacta.

Precisas de falar com ele.

Precisas de falar com o meu filho e dizer-lhe para me vir ver,

que venha ver a mãe.

Eu... tentei, Vossa Graça.

Não me quis ver. Não quer ver ninguém.

Não posso ficar aqui.

Há uma maneira, Vossa Graça.

Uma maneira de sair.

Confessar?

Ao Alto Pardal?

Não o farei.

Eu fi-lo.

Ergui-o do nada.

Não me ajoelharei perante um plebeu pé-descalço

a implorar o seu perdão.

Adeus, minha Rainha.

O trabalho continua.

Porquê?

Porquê, Theon?

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