The first 200 lines.
A Idade das Trevas.
O país encontrava-se dividido e sem um rei.
Desses séculos esquecidos, uma lenda nasceu...
A do Feiticeiro, Merlin,
Da vinda de um Rei,
Da Espada do Poder...
Uther!
Merlin!
Merlin, sou o mais forte! Sou o escolhido!
A espada, tu prometeste-me a espada!
E tê-Ia-ás, mas para sarar, não para talhar.
Amanhã, tréguas. Encontramo-nos no rio.
Para falar! Conversas são para namorados!
Preciso da espada para ser rei!
Mostra a espada.
Vejam todos,
a espada do poder, Excalibur!
Forjada quando o mundo era ainda jovem,
pássaros, animais e flores viviam em harmonia com o homem
e a morte não passava de um sonho.
Diz as palavras.
Um país, um rei!
Esta é a minha paz, Cornwall!
Lord Uther, se me submeter à espada do poder,
- que me concedes? - Eu?
Ele cedeu, tens de ceder também.
Todas as terras daqui ao oceano serão tuas,
se lá fizeres prevalecer a vontade real!
Aceito!
Rei Uther, celebremos o nosso acordo. Para o meu castelo!
A minha mulher dançará para nós.
Igrayne, dança!
Podes ser tu o rei, Uther,
mas não encontrarás rainha que se compare com ela.
- Tenho de a possuir! - Enlouqueceste? E a aliança?
Tenho de a possuir!
E arriscar tudo o que conseguiste?
Rei Uther, pois sim!
Nunca demolirás estas paredes
e nunca possuirás Igrayne!
Merlin, onde estás?
- Encontraste-o? - Não.
Mas ele anda por aí.
Só que recusa mostrar-se.
Onde tens estado?
Caminho desde os primórdios do tempo,
dando umas vezes, outras tomando.
- Só eu seio quê, e quando. - Tens de me ajudar.
- Tenho? - Sou o teu rei!
Destruíste as minhas tréguas e agora precisas de mim.
Anos de trabalho desfeitos em momentos, por luxúria!
Por Igrayne.
Por uma noite com ela.
Tu não podes entender, não és um homem!
Usa a tua mágica!
Igrayne...
Juras pela tua honra de rei,
conceder-me o que te pedir?
Só assim a terás.
Juro-o, por Excalibur!
O produto da tua luxúria será meu.
- Jura outra vez. - Juro!
Eles desistiram. Acabou-se.
Não. Quando a noite cair, perseguimo-los até os exterminar!
- Sonhei com o Dragão. - Eu acordei-o.
Não vês, cercando-te por todos os lados, o bafo do Dragão?
Tentámo-Io a sair.
O Duque sai para perseguir os teus homens.
Ali vai ele... óptimo.
Monta o cavalo!
Transformar-te-ei numa imagem do Duque.
Igrayne pensará que o marido voltou.
Mas o penhasco, o mar...
A luxúria será a tua bóia,
flutuarás no bafo do Dragão!
Parte!
Vai!
Toma o aspecto exterior do Duque...
Muda! Transforma-te!
Assim mesmo!
É o Duque!
O Duque regressou! Abram os portões!
Tenham o cavalo pronto para partir antes do alvorecer.
Uther!
Procurem o Rei!
Uther, mostra-te e luta!
O meu pai morreu!
Sossega, Morgana.
O pai, o meu pai morreu.
Olha, ali está ele.
Tiveste só um pesadelo, minha querida.
Igrayne, vem cá.
Vê se dormes...
Meu senhor.
O futuro tomou raiz no presente.
Cumpriu-se.
Quando? Onde?
No acampamento de Uther ao cair da noite, senhora.
Não pode ser.
Ele veio até mim a noite passada.
Que será de nós?
Isso, senhora, só o Lord Uther poderá dizer.
O Rei!
Fora!
- O que é, senhora? - Um menino.
- Manda-a embora! - Não passa de uma criança...
Vai, Morgana.
Ela olha-me com os olhos do pai.
Ele é meu... ou dele?
Um homem aproximou-se de mim,
amou-me...
e fez esta criança.
Pensei que era o meu marido,
mas esse já estava morto.
Sou apenas bom a massacrar homens.
A partir de hoje, aprenderei a amá-los.
Estou cansado de batalhar!
Quero ficar ao lado dele
e de sua mãe.
Está com fome.
Merlin, apareces sempre quando não deves
e não ligas quando te chamo.
Estive a dormir... durante nove luas.
O que fiz por ti não foi fácil.
Agora, venho receber.
A criança é minha.
Fizeste um juramento.
Merlin, eu falei sem pensar!
Ele é carne da minha carne!
Uther, é verdade? Não o deixes levar a criança!
Jurei, Igrayne. Fiz um pacto com Merlin.
Eras tu!
Foste tu naquela noite.
És tu o pai!
Não é para ti, Uther,
lareira, lar, mulher e filho.
Só sirvo para matar e para ser rei?
Talvez nem mesmo para isso...
As tuas palavras ferem como lâminas.
Traíste o Duque, roubaste-lhe a mulher e o castelo.
Agora, ninguém confia em ti.
Não és o esperado, Uther.
Dá-me o menino, eu protejo-o.
Porquê?
Leva-o! Leva o demónio do miúdo!
Porquê o bebé?!
Vai atrás dele!
Assim mesmo... Agora, dorme.
És agora pai e mãe do bebé, Merlin?
Quero o meu filho!
Traz-mo!
Merlin!
Onde estás?
Quero o meu filho!
Ataquem!
Uma emboscada!
Ajuda-me a desmontar, Ulfius!
O Rei foi atacado!
Excalibur!
A espada!
A espada do Rei!
Merlin, onde estás?
Pede ao teu Dragão que teça uma neblina
que nos esconda.
Merlin, onde estás?
Ninguém possuirá a espada!
Ninguém a não ser eu, empunhará a Excalibur!
Uther!
Aquele que arrancar a espada da pedra, será o Rei.
Arthur, és tu o escolhido.
Meus filhos, lembrem-se das minhas lições
e esqueçam os conselhos desses bandidos.
Tu, Kay, sê bravo, honesto e Clemente,
como é próprio de um cavaleiro.
E tu, Arthur, sê modesto e verdadeiro
e ajuda o teu irmão a preservar o bom nome dos Morven.
Lembro-me da minha primeira peleja.
Parece muito pior do que é.
Deus, envia-nos um verdadeiro rei.
Não somos dignos, mas o país sangra, o povo sofre.
Nós pecámos, mas neste dia de Páscoa,
quando Cristo ressuscitou, pelas suas vitórias a um destes cavaleiros,
seja concedida a graça de arrancar a espada e tornar-se rei.
Por direito da minha vitória,
pelo meu sangue,
dá-me forças!
Preparem-se todos os cavaleiros que queiram pelejar
pelo direito a tentar arrancar a espada da pedra!
Arthur, onde está a espada do Kay?
Um bom escudeiro não esquece a espada do seu cavaleiro.
- Deixei-a na tenda, pai. - Vai buscá-Ia depressa.
Roubada!
Vou ver o que o está a demorar.
Despacha-te, ou perdes a tua vez.
Roubaram a tua espada, mas tens aqui a Excalibur.
Kay, arrancaste a Excalibur da pedra?
Tirei... Não.
Não fui eu, foi o Arthur.
A espada!
Arrancaste-a, Arthur?
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