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TERRITÓRIO DO NORTE INTERIOR DA AUSTRÁLIA
Anda, Banjo.
- Vamos largar isco aqui. - Sim.
UMA SÉRIE NETFLIX
É preciso bom isco para os peixes grandes.
Muito bem!
Ou é um peixe muito grande
ou há aqui um crocodilo.
Isto não é bom sinal.
Crocodilo.
Não é nada bom sinal.
- Está ali um grande crocodilo. - Não!
Olha ali!
- Olhem a cauda dele. - Credo.
Ele não devia estar aqui. Temos de o levar.
Há aqui gado e vêm aqui pessoas.
Temos de o tirar daqui.
Mas temos de ver o que fazer
com o crocodilo, a criança e a água.
- Então… - A criança não vai à água.
Vamos espetar este dardo na nuca dele.
Não o vai magoar.
- Cuidado! - Crocodilo.
- Seguras aqui? - Sim.
- Eu fico. - Sim, fica aí.
A mãe tem aqui um crocodilo grande.
Não está contente.
Vamos pôr a corda no focinho.
Não quer alinhar nisto. Aí vem ele.
Espera.
Cuidado!
Segura bem!
Sou o Matt Wright.
Capturo e desloco os maiores crocodilos na Terra
para os proteger a eles e às pessoas.
Cuidado!
Este trabalho está no meu sangue.
E confio na minha equipa.
Isso mesmo.
A minha família vive no Território do Norte.
É uma das zonas mais selvagens da Terra.
E não há nada mais selvagem…
Puxa agora!
… ou perigoso do que isto.
Estás em pé, Willow?
Anda um crocodilo na fazenda Coolibah.
Levem o equipamento. Eu vou lá ter.
- Combinado. - Preparem-se. Até já.
Bom dia. Vamos dar comida aos crocodilos?
Sim.
Ali em cima.
Fica aí.
Estás pronto?
Aí vem ela.
Calma.
É um crocodilo pequeno.
- É pequeno? - Sim.
Não é grande, mas é selvagem.
Bom dia, Banj.
- Olha a mãe. - Olá.
Que estão a fazer?
- É assustador? - Sim.
- Ficas longe dele? - Sim.
Lindo menino. Vou andando.
- Liga-me quando aterrares. - Está bem, querida.
Até logo, meu amor.
- Amo-te. - E eu a ti.
Diz adeus.
Até logo!
Há cerca de 150 mil crocodilos a viver no Território do Norte.
Quando há um crocodilo a atacar gado
ou em risco de atacar humanos,
recebemos a chamada.
Levamos os crocodilos para um lugar seguro.
Não é o trabalho mais fácil que há, mas alguém tem de o fazer.
HANGAR DO MATT
Seguras?
Vamos à fazenda Coolibah apanhar uns crocodilos.
Podes vir.
Vamos mesmo para o interior.
Pronto para arrancar!
Lá não há lojas de ferragens.
PLANEADOR DE MISSÕES
Temos de ir prontos para tudo.
Levamos armadilhas de crocodilos, temos redes.
Buggies, barcos, helicópteros. Vamos prontos para o que for preciso.
Estás a ouvir, Willow?
Sim, estou.
Vou a caminho. O Jocko vai à frente.
Vamos o mais depressa possível.
Combinado, amigo. Até já.
Queremos companheiros que não cedam sob pressão,
porque as coisas podem descambar num ápice.
Conheci o Matt quando tinha 18 anos e trabalhava com gado.
Depois de algum rum e uma série de más decisões, ficámos amigos.
Já apanhámos alguns sustos, mas é isso que torna isto divertido.
Sou piloto de helicóptero para o Matty há sete anos.
Misturar helicópteros e crocodilos torna tudo mais perigoso.
Já perdi alguns dedos,
mas neste trabalho não temos medo de perder dedos,
é mais um braço ou uma perna.
FAZENDA COOLIBAH TERRITÓRIO DO NORTE
Acabei de chegar à fazenda Coolibah.
O Milton, o proprietário, tem um crocodilo na propriedade
que tem de ser capturado e deslocado.
Vamos lá.
- Milton. - Olá, Matty.
Como estás?
DONO DA FAZENDA
Tudo bem?
Como vão as coisas por aqui? Problemas com crocodilos?
Com um, principalmente.
- Certo. - É bem grande.
O Jack chama-lhe "Bochechas."
Eu gosto de crocodilos, mas não quando comem o meu gado.
Quando se cria gado em milhares de hectares como o Milton,
os crocodilos são ossos do ofício, e saem bem caros.
Matam pelo menos uma por semana.
Uma vaca vale uns 1200 dólares.
Perco umas 20 a 30 vacas por ano.
Não podemos destrui-los, mas podemos mudá-los de sítio.
É aí que entra o Matty.
OPERAÇÃO BOCHECHAS
Um proprietário infeliz, um crocodilo problemático.
Cabe-me a mim levá-lo daqui
para um local mais remoto
ou para uma reserva como a minha, em Darwin.
Estou à procura do Bochechas
e parece-me que esta captura não vai ser brincadeira.
Têm de percorrer 8 km em terreno acidentado até ao rio.
Têm de transportar 900 kg de armadilhas
e a estrada foi inundada.
O Wilson vai à minha frente e só tem duas rodas na estrada.
Não vamos conseguir passar.
Encontrei-o.
É um grandalhão.
Willow, ouviste?
Entendido. Escuto.
Encontrámos um grande animal
com uma vaca por perto.
Vamos montar a armadilha aqui para ver se o apanhamos depressa.
A vaca não está em grande condições, é melhor içá-la
e tirá-la dali para pôr outro isco.
A estrada não tem condições.
É possível deixar o reboque e içar tudo?
Sim, é capaz de dar.
Quando içamos com o helicóptero temos de estar alerta.
As coisas podem dar para o torto.
Não há margem para erros.
Tenho de dar a volta.
Certo.
Estamos a montar a armadilha a 30 m
do local onde o crocodilo andou a comer a vaca.
Não é ideal ter água até aos joelhos,
mas tem de ser.
Puxa na tua direção.
Isso mesmo.
Preciso que vás até à vaca para atar a cinta à volta do pescoço.
Depois levo-a até aí e coloco-a atrás da armadilha com isco novo.
- Certo. - Tem muito cuidado.
O crocodilo está ali.
Isto vai ser interessante.
Temos de ter cuidado com os crocodilos para não estarmos no local errado.
Este arrastão dá-nos uma noção do tamanho dele.
Não é um crocodilo pequeno.
É enorme.
O mais assustador de apanhar crocodilos e não sabermos ao certo onde é que estão.
Não quero entrar na água.
Quero fazer isto em segurança.
Podem estar a um metro de nós quando estamos dentro de água.
Nem sempre sabemos onde estão.
Estou a espetar o ramo no fundo
para ser a primeira coisa que ele morde, caso apareça.
E também serve para ver se não há buracos onde ele possa estar.
Estou a amarrar a vaca.
Quando o Matt voltar, pode levá-la para a armadilha.
Sentes o cheiro?
Que pivete!
Preferiam estar noutro lugar?
Põe a cavilha.
- Baixa um pouco. Está bom? - Sim.
A armadilha é simples. O gatilho fica amarrado ao isco.
Está bom assim.
O crocodilo tem de ser grande o suficiente para partir a corda.
Ativa a armadilha, puxa a cavilha e a porta desce.
Vou colocar aqui estas câmaras.
Dá-nos uma ideia do crocodilo que vamos apanhar.
Anda lá, Bochechas. Vamos apanhar-te.
O Bochechas pode demorar horas ou até dias a cair na armadilha.
Entretanto, a Kaia e o Banjo vieram cá.
Vamos treinar algumas técnicas de sobrevivência.
Numa região tão severa e remota como o Território do Norte,
pode sempre vir a dar jeito.
- Pronto para acampar, Banjo? - Sim!
Estás? Vamos!
- Pronto? - Vamos pôr o cinto.
Põe o cinto, filhote!
- Segurança primeiro! - Sim!
Sim!
- Muito bem. Estás pronto? - Sim!
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