The first 200 lines.
UMA SÉRIE DOCUMENTAL NETFLIX
CENTRAL DE EMERGÊNCIA DE OTTAWA 8 DE MARÇO DE 1994
Central.
Sim, fala do Serviço de Meteorologia de Muskegon.
Era para confirmar se a chamada que recebi não foi uma partida.
É um dos nossos operadores.
Estamos a perseguir luzes pela estrada.
- Como é que são? - Não sei.
Recebemos relatos de algo a cruzar o céu com luzes horizontais.
Três a quatro luzes...
... a alta velocidade, a subir, a descer e a cruzar o céu.
O que vi nessa noite?
O que vi a, pelo menos, 115 mil km/h?
É difícil para um cientista admitir.
Por isso, terei de dizer...
... embora agissem de forma inteligente,
não agiam como humanos.
Em miúdo, as pessoas gozavam comigo.
Diziam: "Só podia acontecer ao Jack."
Tudo me acontecia.
Coisas estranhas.
Cresci em Muskegon, no oeste do Michigan.
É uma região muito bonita. Temos as quatro estações.
Esta foi a casa onde cresci.
Lembro-me de estar aqui fora com três, quatro anos,
e de ter muita curiosidade sobre o mundo.
Desde que me lembro,
sempre me interessei por astronomia, ciência,
e, claro, meteorologia.
Comecei a aprender a ler mapas meteorológicos
aos cinco, seis anos de idade.
Os meus pais viviam no Lago Michigan.
Eu via as tempestades a atravessar o Lago Michigan.
E foi assim que soube que queria ser meteorologista,
desde os seis anos.
A 8 de março de 1994, tinha eu 29 anos, prestes a fazer 30.
Trabalhava no Serviço Nacional de Meteorologia de Muskegon há três anos.
Estava a fazer o turno das quatro à meia-noite.
E estava sozinho, o que não é invulgar.
As temperaturas rondavam os -7 oC.
O vento era ligeiro e a visibilidade era boa,
facilmente de 130 km.
Não esperava nenhum incidente naquela noite,
porque, em termos meteorológicos, estava tudo bem.
Era uma noite agradável, clara e fria.
22 KM A SUL
A noite estava muito clara.
Eu estava na cozinha a falar com a minha amiga Edna.
Na altura, o telefone tinha fio.
Eu gosto de andar quando estou ao telefone.
O meu marido estava na cave, a ver televisão no sofá.
Eram cerca das nove horas da noite.
Fui até à janela da cozinha.
Foi quando vi as luzes.
O brilho lá fora era tão intenso
que pensei que fosse uma superlua.
Pensei bem.
Não, vi quatro luzes. Não pode ser lua cheia.
Disse: "Edna, acho que está um óvni no meu quintal."
As luzes estavam em linha reta.
Estavam paradas.
Estavam mesmo em cima das árvores do nosso pasto.
A que estava mais à esquerda
atravessou lentamente a linha das árvores.
Depois, voltou lentamente ao seu lugar.
A outra, mais à direita, a oeste,
começava a mover-se lentamente.
Depois, desapareceu. Desapareceu num instante.
Então, sobraram três.
Nunca tinha visto uma nave ou várias naves.
As luzes eram tão fortes que não conseguia ver além delas.
Fiquei a observá-los durante meia hora.
Oxalá tivesse uma câmara na altura.
Não tínhamos telemóveis que tirassem fotos.
O que mais me surpreendeu foi o óvni não fazer barulho.
A minha égua estava no pasto.
Ela pastava e dormitava.
Ela nem percebeu que estavam sobre ela.
Nem um som.
Foi o que mais me impressionou.
Silêncio absoluto.
ESTAÇÃO METEOROLÓGICA DE MUSKEGON
35 KM A SUL
Em 1994, eu era casada.
A minha filha tinha dez anos
e o meu filho tinha 14.
Eu e o meu marido Daryl tínhamos ido para a cama e os miúdos estavam na sala.
O Joey começou a gritar.
Disse: "Têm de ver isto. Venham ver isto."
A nossa sala parecia um holofote.
Tão iluminada!
112.
Queríamos saber
se ouviram alguma coisa sobre umas luzes a piscar no céu?
Formam um grupo.
Parecem luzes de Natal lá em cima no céu.
- Não, senhora. - Não ouviram nada?
Nada.
É melhor mandarem alguém.
É diferente. Nunca vi nada assim.
Não sei. É estranho, mas está a leste, sudeste.
Bem lá em cima.
Ouve-se os meus filhos a gritar ao fundo na cassete do 112.
O meu marido, o Daryl, disse: "Vamos lá para fora."
Esta coisa tinha uns 90 metros.
Estava do outro lado da rua
e não fazia nada,
andava muito lentamente.
Não era como um avião.
Não era como um dirigível.
Nunca vi nada assim.
Eu disse que era de um material cromado.
Tinha forma cilíndrica.
E andava em círculos.
Não vi janelas nem nada parecido.
E havia luzes a sair por baixo.
Parece um círculo de luzes a piscar.
Disse ao Daryl: "O que é aquilo?"
E...
Ele disse: "Holly, é um óvni."
Ficámos lá fora uns 15, 20 minutos
até o agente Velthouse chegar.
Eu estava no meu carro-patrulha
quando recebi uma chamada do 112
para ir à residência da Holly Graves e da família dela.
Eu era cético em relação aos óvnis.
Estava a tentar encontrar uma explicação para o que se estava a passar:
alguém a emitir luzes, ou talvez algo a arder.
Fui recebido pela Holly Graves e o marido.
Vi duas luzes
e ambas se moviam para sudoeste.
Eram consistentes com um voo, talvez de algum tipo de avião.
Estavam bem lá em cima.
As luzes passaram de branco para verde,
e estavam bastante próximas.
Enquanto os via,
uma luz chamou-me a atenção,
e afastou-se da outra luz de forma rápida
e continuou a ir para sudoeste.
Isso foi invulgar.
Era diferente de qualquer avião que eu tivesse visto.
O meu marido e o agente Velthouse
ficaram no jardim durante mais dez minutos.
Depois, o agente Velthouse foi-se embora.
Nessa altura, ouvi o Daryl gritar.
Ele disse que se tinha dividido em cinco...
... antes de desaparecer.
Enquanto tentava seguir as luzes,
recebíamos mais chamadas
da Central de Emergência do Condado de Ottawa.
112.
Há quatro ou cinco luzes
a piscar enfileiradas de cima a baixo.
Voou muito depressa.
Havia quatro luzes e não paravam de piscar.
Um avião não é daquela largura.
E depois começou... Passou para três luzes.
Depois, começou a girar. Fazia um movimento circular.
Depois, começou a subir e a descer e passou para duas luzes, e fez o mesmo.
Agora é só uma, e está a girar.
Estão ali parados.
Vieram em grupo e depois separaram-se.
Contactei o operador do Condado de Ottawa
para localizar um serviço de radar
para saber o que as pessoas estavam a relatar.
E ele, por sua vez, contactou o Serviço de Meteorologia de Muskegon.
22 HORAS SERVIÇO NACIONAL DE METEOROLOGIA
Serviço de Meteorologia.
Por volta das 22 horas,
recebi um telefonema da Central do 112 do Condado de Ottawa.
Olá, Muskegon. Fala o 112 do Condado de Ottawa.
- Como está? - Bem.
Vocês têm acesso a um radar, certo?
- Sim. - Têm?
Estão a captar algo estranho a sul do condado de Ottawa?
Estamos a receber um monte de chamadas por causa de umas luzes estranhas
no sul de Ottawa, no condado de Allegan Norte.
perto de Holland City.
- Luzes estranhas? - Sim.
- Tivemos cerca de 60 chamadas de óvnis. - Credo! Certo.
Eu tenho estado a pensar: "Não, aqui há história."
Pois.
Quando ele falou de avistamentos de óvnis, pensei: "Caramba.
Há muita gente a beber hoje."
Mas não ia ignorá-los e dizer:
"Não vejo nada disso."
Ia dar uma vista de olhos. Eu também estava interessado.
Como operadores de radar,
aprendíamos não só a analisar os fenómenos atmosféricos,
mas também como o radar funciona
e o que pode enganar o radar.
Somos meticulosamente treinados
porque temos de emitir avisos de mau tempo e tornados
a partir do que vemos no radar.
Estou a vê-lo na vertical agora,
e o retorno é grande lá em baixo.
Deve estar a uma altitude...
Bem, desapareceu, mas estava a cerca de 6 mil pés.
Podia ter sido um avião, mas era muito grande. Espere.
E presumi que fosse uma aeronave a 6 mil pés, o que não era invulgar.
No comments yet. Be the first to leave one.