Avalon

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Avalon 1990 720p WEB-DL AAC2 0 H264-FGT
A Commentary by bisounours
zalmen srt 🦋 resync.

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720p
720
Published on: 2017-02-19
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The first 200 lines.

Cheguei aos EUA em 1914, pela Filadélfia...

... onde desembarquei.

Depois vim para Baltimore.

Era o lugar mais lindo que já tinha visto na vida.

Havia luzes por toda a parte. Quantas luzes!

Era um festival de luzes.

Aquilo significava para mim: "Sam estava na América."

Sam estava na América.

Não sabia o que comemoravam, mas havia luzes.

E eu andei sob elas.

O céu explodia, as pessoas gritavam...

Havia fogos. Que boas-vindas!

Que boas-vindas!

Não sabia onde estavam meus irmãos.

Tinha o endereço na carta, mas, quando cheguei lá, tinham se mudado.

Um homem conhecia os Krichinsky.

Era pequeno e usava sapatos enormes, nunca esqueço.

Eram sapatos enormes. Bonitos e novos.

Disse que vivia disso.

Lasseava sapatos para os ricos.

Enchia as pontas com jornal, e andava com eles.

Eu disse: "Que país é esse! Que país!

Os ricos não precisam nem lassear seus sapatos."

Então esse homem me levou por uma rua após a outra.

Andamos e andamos...

... e o céu explodia em comemoração.

Então chegamos a Avalon.

E o homem dos sapatos gritou: "Krichinsky! Krichinsky!"

E os meus 4 irmãos me viram e gritaram:

Sam!

Sam.

Sam.

E foi assim que cheguei à América, num 4 de julho.

Como eles comemoravam! Uma grande festa!

Fechavam as ruas e comemoravam noite adentro.

E o homem dos sapatos grandes?

Continuou fazendo aquilo por mais dois anos...

Pôs o irmão dele no negócio.

Andavam pelas ruas, lasseando sapatos. Então ele teve uma idéia.

Resolveu fazer sapatos que serviam.

Começaram a fazer sapatos sob medida: Os irmãos Solomon.

Faziam sapatos, calças. Depois abriram uma loja de departamentos.

Mas os irmãos Krichinsky colocavam papel.

Os 5 irmãos colocavam papel de parede.

E trabalhávamos duro.

Menos Gabriel.

Ele ficava apontando: "Há uma ruga ali, está errado."

Ele era o inspetor.

Por que trabalhavam nisso?

Foi seu avô, William.

Foi o 1 º a chegar aqui e trabalhou numa loja de departamentos...

...que vendia e colocava papel de parede.

Então tornou-se colocador de papel.

Cada irmão que chegava também se tornava colocador.

Mas nos fins de semana, tocávamos música.

E que música!

Gostávamos da música americana. Nós éramos conhecidos.

E uma noite...

... olhei para o salão e vi...

... uma linda jovem.

Eu não era bonito, não tinha um belo corpo.

Mas, quando tocava numa mulher...

... ela se apaixonava por mim.

Como a família cresceu! Esposas, filhos.

Havia Krichinsky por toda parte.

Então fazíamos reuniões de família.

Juntávamos dinheiro para trazer primos, tios, tias.

Então, de repente, William pegou a gripe.

Foi uma epidemia terrível, em 1919.

Morreram milhares.

William morreu.

Era jovem, deixou 3 filhos.

Quantas vezes contará essa história?

Todos já a ouviram.

Alguns não ouviram. Bill morreu no ano passado.

Estava muito quente, não estava?

Quantas vezes teremos de ouvir?

Eles conhecem essa história.

É sobre como cheguei à América.

Eles já sabem. Nós já ouvimos.

Papai, vai cortar o peru, ou quer que eu corte?

Depois de contar como meu pai chegou aqui.

Tem bastante tempo para falar de seu pai.

Desculpem-nos o atraso.

Mais um minuto, e íamos cortar o peru e começar a comer.

Cortar o peru sem mim?

Vamos embora, então!

- Não o cortamos. - Achei que tinham cortado.

Falávamos de quando Bill morreu.

Tivemos sorte de nos atrasarmos.

Nunca entendi o porquê deste feriado.

- Não entende o quê? - Ação de Graças.

Graças a quem?

Graças ao que se tem.

Toda vez falamos nisso?

Temos de comprar o peru e matá-Io para dar graças...

...só por causa desse feriado.

Nunca como peru. Por que tenho de comer hoje?

Então, não dê graças, mamãe.

Quero contar como meu pai chegou aqui.

Não pode esperar?

As crianças precisam ouvir.

Eva, está muito macio.

Era uma linda ave.

O peru estava vivo no porão. Ela o matou.

Trouxemos meu pai em 25.

- Vinte e cinco? - William morreu em 1919. 25.

Foi mais tarde.

Ele veio no mesmo ano que Bill e Edith.

Bill e Edith vieram depois!

- Depois? - Depois.

Foi em 26.

Gabriel, qual a diferença? Ele veio, não?

Há uma grande diferença entre 25 e 26.

Um é 25 e o outro é 26.

Quem se importa se foi em 25 ou em 26?

Jules, se parar de se lembrar, você se esquece.

Foi em 26.

Lembro-me da emoção quando foi encontrá-Io.

Finalmente o pai chegava. Mandamos dinheiro para ele.

Toda a família foi à fronteira...

Jules era um garotinho.

Estava frio.

Fomos pela feira, estava muito frio.

Como assim, frio? Era final de maio.

Maio? Lembro-me do frio.

Não, está confundindo com o casamento de Irene.

Aí estava bem frio. Seu pai chegou em 17 de maio.

De qualquer maneira, a família toda foi.

Os irmãos, as esposas, as crianças.

Eu e as crianças não fomos.

Ficamos esperando em casa.

Que emoção. O pai chegava.

Eu ouvia o tempo todo: "Espere até o pai chegar."

O chefe da família. Imaginei um homem grande e poderoso.

Porque sempre ouvia: "Espere até o pai chegar."

"A palavra do pai, quando fala..."

Então, quando o vi...

Era menor que eu, que só tinha seis anos.

Era desse tamanho.

Era um homem baixinho.

Nunca disse que era grande.

Só disse que era o pai.

Desde o dia...

Desde que chegou à América, nunca mais teve de trabalhar.

Nunca mais na vida. Nós lhe dávamos 10% de nosso salário.

10%?

Não é mesmo? Certo.

10%. Ele era o pai.

Ele nunca bebia água.

Todo o tempo que viveu aqui, desde que chegou...

...só bebeu uísque ou água com gás.

Mas nunca bebia água.

E como ele bebia!

Qual o nome daquela coisa que ele bebia?

Slivovitz!

Ele a chamava de "Bebe e Cai".

Era beber aquilo para cair para trás.

Só com uma dose...

...aquilo queimava a boca.

Ele era muito engraçado.

Quando ele bebia água?

Ele nunca bebia! Quantas vezes devo repetir?

Estou na sua frente, não consegue ouvir?

Ele nunca bebia água!

Nunca bebia água. Já entendi.

Você perguntou, eu disse. E vou dizer mais.

Talvez, às vezes, bebesse um pouco de água.

Ele nunca bebia água!

Então, não gostava.

- Não gostava? - Quantas vezes devo repetir?

Hymie, Gabriel, Jules.

As tias também já foram crianças?

Todo mundo é criança antes de virar tia.

Achei que brotavam do chão.

Ando pensando.

Acho que é uma boa hora para abrirmos um negócio nosso.

Negócio nosso? Está brincando?

Pense nos riscos.

Temos uma boa clientela. Para quê arriscar?

É o momento perfeito. Já temos os clientes.

Abrimos nossa loja e mantemos a clientela.

Vendemos as mesmas coisas, mas o lucro é nosso.

Acha que o Simmons vai ficar só olhando?

Ele tentará pegar os nossos clientes.

Manteremos muitos clientes, eles gostam de nós.

Perderemos clientes, não conseguiremos manter todos.

Ganharemos menos e teremos que conseguir clientes novos.

A guerra acabou.

Há muita gente rica. É o momento certo.

Sobremesa!

Ouvi sobremesa?

Ouvi sobremesa.

Sobremesa.

Tragam para mim.

As crianças não querem?

Então, minha avó não é avó de Teddy.

- Isso mesmo. - O que ela é?

É tia-avó dele.

Existe isso?

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