Murdaugh Murders: A Southern Scandal

Murdaugh Murders: A Southern Scandal

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Season 1

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Murdaugh Murders A Southern Scandal S01E02 Murders at Moselle 720p NF WEB-DL DDP5 1 H 264-WDYM
A Commentary by LegendasPTPT
🟩 𝑶𝒇𝒇𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍 𝑺𝒖𝒃𝒕𝒊𝒕𝒍𝒆𝒔 🟩 - Legendas: Maria João Fernandes

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Published on: 2023-02-23
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The first 200 lines.

Por volta das quatro da manhã, recebi uma chamada.

Tinha havido um acidente de barco

e a maioria dos miúdos estava no Hospital Beaufort,

mas não sabiam da Mallory.

Recebi uma chamada da mãe da Mallory, ela só gritava.

O telefonema que recebi naquela manhã...

Não o desejo a nenhum progenitor.

Dizia a mim mesmo

que aquilo não podia acontecer, que não podia ser verdade.

Foquei-me em ir para Beaufort.

Não conseguia pensar.

Ainda não sabíamos aonde íamos.

Fomos para Beaufort.

Não queria ir ao hospital, porque a Mallory não estava lá.

Parámos o carro e questionámo-nos: "Aonde devemos ir?"

Depois, descobrimos que o acidente aconteceu em Archers Creek.

Quando lá chegámos, havia polícias por todo o lado.

O Anthony recusou-se a ir para o hospital.

Sabiam que tinha um problema no ombro, mas ele não saía de lá,

porque não queria ir embora sem a Mallory.

Eu rezei e perguntei a Deus

porque é que tinha de ser a minha filha.

O que dizemos a alguém que vem ter connosco,

ao nosso filho,

e ela tinha desaparecido?

Ele estava destroçado e sentia-se muito culpado.

Estávamos no mesmo sítio.

Porque é que eu vim à superfície e ela não?

CRIMES NUMA FAMÍLIA SULISTA

A equipa de mergulho chegou

e os mergulhadores tentaram encontrá-la,

mas a corrente era muito forte.

24 DE FEVEREIRO, 2019

A corrente deve estar a levá-la para mais longe.

Tens de pedir o helicóptero.

Está muito nevoeiro.

E eu continuava lá, à espera.

A Miley ligou-nos. A viagem foi horrível.

Não sabemos o que dizer ou pensar.

Só nos restava rezar.

Só nos restava rezar e foi isso que fizemos.

Na altura, apenas eu, o Paul e o Connor estávamos no hospital.

O Connor mal conseguia falar porque tinha o maxilar inchado

e tinha um corte enorme.

Fiquei em pânico por causa da Mallory e só queria saber se havia novidades.

Sabem alguma coisa? Encontraram-na?

Tentei ter esperança.

No hospital, começámos a interiorizar o que tinha acontecido.

Havia vários enfermeiros a entrar e sair, a fazerem-me perguntas

e eu só conseguia pensar se já tinham encontrado a Mallory.

E só queria a minha mãe.

Quando lá cheguei, levaram-me para um quarto

e iam suturar os dedos dela, porque a pele tinha sido puxada para trás.

Um dos enfermeiros que lá estava, estava a mudar o soro dela e disse:

"Não te devia dizer isto, mas o Paul é um bêbedo nojento

e tens de te afastar dele o mais depressa possível."

Depois, quando lhe fizeram o raio-x,

uma das enfermeiras veio dizer-me:

"De enfermeira para enfermeira e mãe para mãe,

tem de a afastar dele."

Dez minutos após entrar no hospital, fui interrogada pelo agente Pritchard.

Ele disse que precisava do meu depoimento.

Foi aí que comecei a perceber

que isto era uma investigação.

O Alex Murdaugh e o avô do Paul, o Randolph, não demoraram a chegar.

Estes homens que têm grandes reputações no Condado de Hampton

seriam capazes de mentir, enganar e encobrir qualquer coisa.

O Paul estava muito bêbedo.

Passámos a esquina e conseguia ouvir o Sr. Randolph e o Alex.

Lembro-me do Randolph Murdaugh dizer: "Não, não pode interrogá-lo agora.

Ele está totalmente embriagado."

O Connor ligou e disse:

"Pai, tivemos um acidente e a Mallory desapareceu."

O meu telefone voltou a tocar e era o Alex Murdaugh.

E ele disse-me e à Christine que o Connor ia a guiar o barco.

Ele estava preocupado com duas tragédias.

Ele disse-nos para não nos preocuparmos

porque eles iam proteger o Connor.

Foram buscar-me ao quarto para fazer um raio-x ao maxilar

e o Alex sussurrou-me ao ouvido:

"Fica de boca fechada. Não digas nada."

Basicamente, estava a insinuar que eu ia a guiar o barco.

Quando chegámos ao hospital, tentei ir ter com o meu filho,

mas ele impediu-nos.

O Randolph e o Alex falaram com as autoridades.

Depois, entraram no quarto do Connor e ele disse:

"Disseram que tu ias a guiar o barco."

Enquanto me operavam a mão,

o Randolph entrou e ficou a olhar para mim.

Bateram à porta.

O Alex Murdaugh bateu na porta de vidro e disse:

"Tenho de entrar aí. Eu represento-a."

Antes de eu chegar lá, o Alex disse

que ele era o representante e tutor legal dela.

Eu olhei para a enfermeira-chefe e disse: "Não quero aquele homem aqui."

O Sr. Randolph veio falar comigo e eu disse:

"Há alguma novidade sobre a Mallory?

Já sabem alguma coisa?"

E ele disse:

"De quem está a falar?"

E eu disse: "Da Mallory Beach, Sr. Randolph."

E ele disse: "Acho que já todos sabemos qual foi o fim dela."

E eu não conseguia acreditar no que estava a ouvir.

6 HORAS APÓS O ACIDENTE

Mallory Beach, de 19 anos, não é vista

desde que o barco onde ela estava com cinco amigos

bateu num pilar em Archers Creek, às 02h00, num domingo.

Equipas de resgate do Condado de Beaufort e de Parris Island

têm procurado nas águas no local e na zona envolvente.

Liguei o meu computador e a primeira coisa que vi

foi que uma rapariga do Condado de Hampton tinha desaparecido.

Quando soubemos que um Murdaugh estava envolvido,

pensámos: "Caraças!"

Soube de tudo na manhã seguinte, na igreja.

A Mallory foi minha aluna.

O acidente foi divulgado rapidamente.

A tensão estava a aumentar porque o Paul guiou o barco bêbedo.

Muita gente ouviu dizer que havia dúvidas sobre quem tinha guiado o barco.

Após sair do hospital, fui à ponte.

Havia equipas de busca.

O meu coração parava quando os mergulhadores vinham à superfície

e ficava destroçada quando diziam que não tinham encontrado nada

e tinham de passar a outro local.

A BUSCA CONTINUA

Fui ter com o Anthony e os pais dele, mas ele recusava-se a sair de lá.

Cada vez era mais difícil para mim sair de lá.

Fiquei lá o dia todo.

Ele não queria ir embora. Queria estar lá.

Todos os dias, o Anthony ia até à água.

Ele falava com ela, rezava e...

Naquele dia, ouvi-o a dizer a um amigo:

"Não sei o que vai acontecer,

mas, se ela saísse da água agora mesmo,

eu casava-me com ela hoje.

Casava-me com ela neste momento."

Chegámos à ponte, lembro-me de ver os pais dela

e de voltar a ter noção de tudo.

Parecia ainda mais real quando tínhamos de enfrentar a situação.

A Miley era a melhor amiga dela desde o infantário

e eu só podia abrir os braços, abraçá-la e chorar.

Nunca me esquecerei da imagem da Miley a chorar pela Mallory.

Quando crescemos com alguém e temos uma ligação como elas tinham,

parecia que ela estava a implorar a Deus que a ajudasse.

Havia um agente

entre o barco e a equipa de mergulho.

Mas eu disse

que só queria ir até ao local.

Eu só queria ver o barco. Queria ver onde tinha acontecido.

E ele disse-me que eu não podia,

que tinha ordens para não deixar passar ninguém.

E, pouco depois disso,

vi o Sr. Randolph Murdaugh e a Maggie Murdaugh

a irem até ao local do acidente.

Porque é que eles podiam ir lá?

Quer dizer, andavam à procura da minha filha.

Foi aí que percebi que os Murdaugh

estavam mais preocupados em encobrir a situação

do que com encontrar a Mallory.

Isso não nos surpreendeu nada.

O Anthony queria estar perto de onde ela caiu na água

e também não o deixaram.

O irmão do Alex, o John Marvin, tirou o barco de lá.

Na altura, não sabíamos disso.

Ele não o devia ter feito. Era um local do crime.

72 HORAS APÓS O ACIDENTE

Três dias de busca e ainda não há sinal da adolescente.

Ainda há nove ou doze barcos de patrulha,

equipas de mergulho e helicópteros.

A questão do tempo é fundamental

no que diz respeito a resgates e assim.

Se alguém caiu à água nesta altura do ano,

queremos encontrar a pessoa rapidamente.

As autoridades do Condado de Beaver têm dois suspeitos de guiar o barco.

Paul Murdaugh e Connor Cook.

O objetivo do Alex era incriminar o meu filho em vez do dele.

Foi muito chocante e difícil de assimilar.

Crescemos com os Murdaugh. Eu e o John Marvin éramos bons amigos.

O Marty e o Alex eram amigos.

Fazíamos desportos juntos.

Após o liceu, o Alex seguiu o caminho dele e eu segui o meu.

Afastámo-nos.

Três noites após o acidente, recebi uma chamada do Alex.

E ele disse: "Marty, temos de falar."

Quando lá cheguei, era de noite e não havia carros na rua.

Eu saí do meu carro, ele saiu do dele, tirou o telemóvel do bolso,

desligou-o, pousou-o na carrinha e disse-me:

"É para saberes que não estou a gravar."

Quando entrámos, ele disse: "Escolhe uma sala, Marty."

Perguntei: "Como assim?"

E ele disse: "Quero que saibas que não te estamos a lixar."

Não estamos a gravar nem a filmar isto."

Mas, naquele momento, eu pensei:

"Sim, estou a ser lixado à grande."

Ele estava sentado na mesa e disse:

"Quero saber de que lado estão.

Não consigo fazer o luto pela Mallory

porque tenho medo do que pode acontecer ao meu filho."

Eu disse: "Alex, eu só consigo pensar no desaparecimento da rapariga."

Ele queria certificar-se...

... de que, basicamente, eu não abria a boca.

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