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HUMAN VAPOR
Tem múltiplas feridas provocadas por arma branca.
Estava morto quando os paramédicos chegaram.
E os pertences da vítima?
Havia uma carteira na mala dele. E um telemóvel.
Mais nada digno de nota.
Está à procura de alguma coisa?
Sim, suponho.
Ele está ali.
- Aqui. - Estamos a investigar.
Olá.
O que aconteceu?
O Obata
está morto.
E o diário?
Não é da tua conta. Esquece.
Responde. Encontraste-o?
Não te metas nisto!
Ias conseguindo que te matassem.
E depois?
Seja como for,
ainda podes ser um alvo.
Mandei-os arranjar um sítio seguro. Fica lá.
Havia dois repórteres.
Um homem e uma mulher.
- Um homem e uma mulher. - Sim.
Desculpe, posso falar consigo?
Com licença.
Sim. O que foi?
Porque é que estavam a seguir os yakuzas que me atacaram?
Não lhe posso dizer.
Pergunto como vítima que quase foi morta.
Como não parece perceber, eu explico.
É contra as regras partilhar detalhes da investigação com repórteres.
Seja como for, o Okamoto contactou-me.
Vamos levá-la para o sítio que preparámos.
Trouxe o carro.
Não é preciso.
Ainda tenho trabalho a fazer.
A vítima, Hiroki Obata, foi o diretor do White Center.
Depois de o centro fechar, desapareceu.
Parece que estava a tentar dar um diário antigo à Kono
e foi morto por isso.
Provavelmente, por alguém do Clã Fujishiro,
que anda atrás do diário.
O que raio se passa?
Isto significa que o caso está mesmo ligado ao Vapor Humano?
Sim.
Eles têm-se mantido discretos, por isso, terem matado alguém
significa que o diário deve conter informação muito importante.
Detetive Okamoto!
Espere um segundo.
Vimos o veículo do suspeito nas imagens.
O dono é Shinzo Yamazaki. Tem 32 anos e é do Clã Fujishiro.
Rastreiem-lhe o telemóvel.
- Ele não pode estar longe. - Certo.
Desculpe.
Eu aviso se houver novidades.
Estou?
Roubei o diário, como pediu.
Tenho-o aqui.
Tira fotografias ao que está lá escrito e envia-mas imediatamente.
Achei que me podiam seguir, por isso livrei-me do telemóvel.
Idiota! Em que é que estavas a pensar?
Ouve,
não me importa como o fazes, mas envia-me as fotografias.
Mais uma coisa.
Se fores apanhado, livra-te do original.
Percebeste?
Vamos começar!
Telemóvel, fotos…
Aí vêm as tartarugas!
Vamos recebê-las com uma grande salva de palmas.
- Vinte no Pássaro Escarlate. - Muito bem, vamos a isso!
Número três.
Número um, número dois…
Vão entrar.
- Tartaruga no vermelho! - A sorte e as tartarugas estão lançadas!
Vamos lá!
Já está a rodar!
A roda do destino está a rodar!
Muito bem, façam as vossas apostas!
Só as tartarugas sabem que destino as espera!
E vão começar!
Estão livres!
As número um, dois e três não se mexeram!
A número três está a mexer-se, furtiva como um francoatirador!
A número três entrou! Três, Tartaruga Negra!
E a um e a dois?
Estão a mexer-se! Número dois, Dragão Azul!
A número um foi para a Tartaruga Negra!
Um, Tartaruga Negra!
Dois, Dragão Azul!
Três, Tartaruga Negra!
A sexta ronda terminou!
- Está tudo amarrotado. - Desculpe.
- O chefe? - Está lá dentro.
Tapa isso bem, idiota!
O vapor vai entrar!
- Careca. - Sim?
- Está ali uma brecha. - Desculpe!
- Faz isso bem. - Sim.
- Sadaoka. - Sim?
- Tu também, idiota. Está mal. - Desculpe.
Façam uma moldura como esta.
- Sim! - Sim!
Porque é a tua está tão má, estúpido?
Seu…
Não me pregues partidas dessas, sacana. Apaga isso!
É o Vapor Humano? Como é que um yakuza tem medo de vapor?
Estamos a lidar com um monstro. Não é humano.
O Yamazaki já tem o diário.
Ele que o faça chegar cá.
Estive a pensar, papá.
Na verdade, isto pode ser uma grande oportunidade.
Não devíamos dar o primeiro passo?
Entramos em contacto com eles e obtemos alguma coisa que valha a pena.
- Contactamo-los? - Sim.
Fomos obrigados a fazer todo o trabalho sujo deles, até agora.
Podíamos usar o diário para os chantagear.
- Ei. - Sim, chefe?
O chefe vai fazer uma chamada. Saiam.
Certo.
Com licença.
Bem, há quanto tempo.
Sim. Conseguimos chegar ao diário primeiro.
Aposto que vocês também o querem.
Quanto estão dispostos a pagar?
De que raio está a falar?
Sou o próximo alvo?
O quê? Se eu quiser, mostro o diário ao mundo inteiro, seu sacana.
E quem é que ia ter problemas?
Então despacha-te e resolve isto, sacana!
Então?
Estão assustados. Nota-se.
- Vão pagar 300 milhões. - Trezentos milhões?
Podemos contar com isso?
- Bem, vamos esperar para ver. - Certo.
Por agora, reúne os jovens na sede.
Entendido.
Papá.
Se apanharmos o tal gajo do vapor…
… podemos fazer-lhe uma perfínia?
O quê?
Já passaram três anos.
Veículo suspeito localizado. A matrícula acaba em 268.
Nishiizu, Nihara.
Estás pronta? Cinco!
- Depressa! - Quatro…
Três, dois, um…
- O quê? - Ei!
- Ei! - Então?
- O que estás a fazer? Espera! - Momo?
Momo!
Ei, tu aí! Espera!
Momo!
Socorro!
- Vão atrás dele. - Sim.
Momo. Ajudem-nos!
Momo!
Esse diário vale mesmo esta confusão toda?
Com base no que o Obata disse,
os nomes dos alvos do Vapor Humano estão lá escritos.
O quê?
Espere, então não estamos em perigo?
Se denunciarmos isto, eles podem fazer-nos desaparecer.
Se não te agrada, não sejas repórter.
- Quero ser repórter, mesmo que morra… - Espera.
Como é que a yakuza sabia que eu me ia encontrar com o Obata?
Boa pergunta.
Talvez a tenham escutado?
Não pode ser…
Deixe-me ver o seu telemóvel.
- Toma. - Obrigado.
Então?
Espere só um segundo.
- Eu sabia. Foi escutada. - O quê?
Foi instalado um vírus tramado no seu telemóvel.
Está programado para gravar as suas chamadas como ficheiros AMR
e enviá-las para um servidor.
Onde é que aprendeste a fazer estas coisas?
Participava em concursos de hackeamento quando andava na universidade.
Não preferias fazer isso a ser repórter?
Quero ser repórter, mesmo que morra…
Mais importante do que isso,
não me lembro de clicar em e-mails ou links suspeitos.
Não, o vírus foi instalado diretamente no seu telemóvel.
Mas
eu nunca dou o meu telemóvel a ninguém.
Abe, já chega.
Verificámos o seu telemóvel. Não encontrámos nada de invulgar.
Peço desculpa.
Pode ir para casa, por hoje.
Sra. Kyoko,
apaguei o vírus.
- Separamo-nos para procurar? - Sim.
Eu vou por aqui.
Eu vou por ali.
DESAPARECIDO
PARADEIRO DESCONHECIDO
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