The first 200 lines.
Os atores neste filme retratam pessoas reais
As palavras que pronunciam foram tomadas de cartas, diários, e outras fontes.
Acho que está todo mundo aqui.
Se puderem, por favor, tomem seus lugares, para podermos começar.
George Fitch, véspera de natal, Nanking, China 1937.
O que estou para relatar é a história a qual eu acredito deva ser contada,
mesmo que seja ouvida por somente uns poucos.
Não posso descansar até que tenha contado e, talvez, afortunadamente,
eu seja um dos poucos que esteja em posição de conta-la.
não é completa, apenas uma parte do todo,
e somente deus sabe quando estará terminada.
Oro que seja em preve.
mas temo que continue por muitos meses ainda.
Eu acredito que não há paralelo na história moderna.
Bob Wilson. Nasci e cresci aqui em China.
Meus pais eram ambos missionários.
Eu cursei medicina em Havard,
Mas voltei para cá para viver, e praticar medicina.
Nanking é meu lar.
Minnie Vautrin, Reitora da Universidade feminina de Nankin.
Sou de Secor, Illinois, uma pequena cidade agrícola das pradarias.
John Rabe,
Eu mudei para China, de hamburgo, a negócio, há 30 anos atrás.
Casei com minha namorada de infância da Alemanha.
e criamos nossos 2 filhos aqui.
Pelos últimos 6 anos eu tenho sido diretor da Siemens em China,
aqui em Nankin, a capital.
Em 1937, havia centenas de ocidentais vivendo e trabalhando em Nankin, a então capital da China
Nanking era muito bonita. Tínhamos o lago Xuanwu e um grande parque.
As avenidas eram ladeadas com Parassóis chineses. Era muito bonito.
Naquele tempo, Nanking era próspera e ativa.
A vida era boa.
Tínhamos muito para comer.
Quando você tinha um par de bicicletas, você era alguém.
Nós íamos andar de bicicleta e encontrar com os amigos.
Quando eu era pequeno,
Eu não entendia o conceito de pobreza.
Enquanto eu pudesse ir á escola, eu estava feliz.
4 anos antes de Pearl Harbor, a guerra tinha começado na Ásia
Os Japoneses, que eram aliados com os Nazistas, atacaram a China em 1937
Em 13 de agosto, os japoneses lançaram um assalto em Shanghai, 280 km a sudoeste de Nanking
Noticiário, Agosto, 1937.
Hoje, do extremo oriente, chegam tristes notícias de um novo conflito.
A nefasta crónica da guerra do Japão para esmagar toda a China....
e ganhar para si o controle de todo o oriente.
Shangai experimenta a guerra em seu pior.
não obstante, nesta guerra há um novo elemento...
uma aterradora, indiscriminatória, guerra moderna.
que leva a tragédia a pacificas cidades e suas não-combatentes populações.
Sempre soubemos que o Japão queria a China.
Sabia desde pequena. Meus pais sempre diziam,
O Japão quer conquistar a China porque temos toda a terra e a riqueza.
e estamos bem ao lado.
A cidade já estava cheia de rumores
antes dos bombardeios
"os aviões estão vindo! Os aviões estão chegando!" Todo mundo estava procurando pelos aviões.
Por todo lado, trincheiras podem ser vistas.
Em alguns lugares chegam a ter 700 m.
Da mesma forma que mostraria seu jardim de rosas
para seus amigos,
Agora é costume
levar seu amigos para suas trincheiras e abrigos, para lhes pedir suas opiniões.
Quando a sirene disparava, Todo mundo corria prá fora.
A polícia podia nos avisar, "Não saia prá fora!"
Hoje vivemos um genuíno terror.
O primeiro bombardeio que experimentamos.
Provavelmente não será o último.
Eu acabara de almoçar quando escutei o som dos aviões. Eram 6 aviões.
Os 3 primeiros eram prateados, seguidos de 3 mais escuros.
Eu disse, "Lá vai nossos aviões chineses atrás dos Japs!"
Nós erámos estudantes e patriotas.
Éramos só uns adolescentes e não entendíamos o que ocorria.
Corremos para as casas e as metralhadoras começaram...
Seguindo aquele som, começamos a ouvir os aviões.
O som dos aviões mergulhando era aterrorizante.
Eu era só uma criança. Eu estava muito assustado para saber aonde ir.
Quando vi os adultos correndo para um beco.
ao longo da muralha da cidade. eu os segui.
De repente eu caí.
Olhei e senti um calor.
Foi como se alguém tivesse derramado água fervente no meu corpo inteiro.
Não pude me levantar.
Um avião mergulhou e soltou uma bomba direto em mim.
Explodiu na água.
Num instante todos caíram como dominós. Estavam todos mortos
Comecei a gritar! Mamãe, papai!
Enquanto gritava meu pai estava correndo gritando meu nome e me procurando.
Escutei o som da voz familiar dele, mas ele não me reconhecia.
porque minha face estava suja com cinzas e sangue.
Ele veio pela água e me arrastou com grande sacrifício, de lá.
Então me colocou sobre os ombros e me carregou nas costas.
Durante o pior do bombardeio, em 19 e 20 de setembro,
eu disse no meu chinês em nosso abrigo antibombas.
o qual certamente não é a prova de bombas.
mas ao menos provê proteção contra estilhaços e fragmentos de bombas.
No jardim também espalhamos lonas de 20 por 20 pés.
com uma suástica pintada nelas.
Nas longas horas agachados no abrigo,
durante o bombardeio recente, liguei no rádio de Shangai
para destrair minha mente com um pouco de música.
E eles estavam tocando a marcha fúnebre de Beethoven.
Então, para piorar, eles anunciaram a seus ouvintes.
Essa música é dedicada a você pelos Agentes funerários de Shangai.
A maioria das lojas na rua comercial estavam fechadas.
e a cidade estava deserta e funesta.
Os olhares voltaram-se para mim... "O que está fazendo ainda aqui?"
25 de setembro. Esse foi um dia terrível.
Bombas pareciam chover.
Nanking estava sujeita a 3 terríveis bombardeios.
A contagem de incursões e alarmes agora atingia 39.
Galões de sangue civil jorraram hoje.
Sob tais circunstâncias, posso eu...
Posso eu abandonar tudo?
Eu acho que não.
Ninguém que tenha estado num abrigo e segurado uma criança chinesa em cada braço
pelas longas horas de um ataque, pode entender o que eu senti.
Os ricos estavam fugindo. Os pobres ficavam para trás.
Eles não sabiam para onde ir. Não tinham os meios para fugir.
Não estavam eles em perigo de ser massacrados em grande número?
Não deveria alguém tentar ajudá-los?
Há uma questão moral aqui.
E, até então, eu não tive coragem de abandona-los.
Muitos refugiados em Nanking tinham vindo de shangai. Eu os ouvi dizer que os japoneses eram muito maus.
Eles matavam civis e estupravam as mulheres.
Uma vez que estas estórias se espalharam, o povo começou a fugir.
Terça de manhã, levamos todo o pessoal do hospital para a estação Shokwan.
onde cerca de 1200 soldados chineses jaziam ao chão.
Encontramos os soldados espalhados aos montes na estação.
Alguns estavam em grande agonia.
Um deles tinha a perna arrancada perto do quadril.
A ferida não tinha sido atendida.
O odor de sua carne, nunca poderei esquecer.
Então cheguei em casa, lavei-me com lisol e sabão.
mas o odor permanecia.
Eu usei cremes de mentol e perfume, mas..
Ainda hoje tenho lembranças disso.
As pessoas em Nanking estavam aterrorizadas. Os ricos fugiram.
Naquele tempo minha família não tinha muito dinheiro.
Vivíamos bem, mas não tínhamos dinheiro para deixar a cidade.
As 21:00h, uma carta chegou do mensageiro da embaixada.
Estavam pedindo para todos evacuarem Nanking.
Foi um anúncio muito claro e enfático.
Ancorado no estaleiro da cidade condenada
o barco-patrulha americano Tanay do flotilha do YangTze...
Fugindo da cidade beligerante, um número de americanos e outros
chegam à enseada esperando embarcar no Panay.
Diplomatas representando o governo dos EUA encaixotam importantes documentos.
e seguem para o Panay em carros proeminentemente marcados com cores americanas.
Eu pessoalmente sento que não posso partir.
Os homens não são ordenados a abandonar seus barcos.
e mulheres não são obrigadas a abandonar seus filhos.
se os americanos partirem, também a maioria dos chineses irão.
O hospital teria de fechar ou ser operado por militares.
Ninguém pode deixar de pensar que se partir agora estaria deixando passar uma oportunidade
para serviço do mais nobre padrão.
Minha avó contou a meu pai.
que os japoneses estavam bombardeando tanto que deveríamos partir.
Estão bombardeando tão ferozmente que é melhor partir.
"Não se preocupem conosco, já somos tão velhos."
meu pai se recusou a deixa-los para trás porque ele era um bom filho.
As 13:30 dirigi ao Zhongshan Wharf.
Depois de uma breve despedida dos passageiros, Eu vi o barco partir,
o qual está a todo o vapor voltando a Shokwan.
Minha última "ponte está queimada".
A cidade está praticamente deserta agora,
exceto pelos pobres, que não tem aonde ir.
Esta manhã, antes do serviço começar, a sirene começou a tocar.
O pastor perguntou, "Devemos continuar, ou ir ao abrigo?"
Um homem disse, "continue", e assim o fizemos.
A vida é real. A vida é dura nesses dias.
Aos poucos, os bombardeiros aproximavam-se.
Quando as bombas podiam ser claramente ouvidas,
o pastor parou o sermão, e pediu-nos que rezássemos por paz.
Nanking estava em estado de terror.
O povo dizia, "os japoneses estão chegando"
"Primeiro lançam as bombas, então as tropas irão descer sobre nós."
Os chineses pareciam considerar Shanghai o principal teatro da guerra,
porque Shangai protege Nanking
Mas por quanto tempo?
Céus cobertos de fumaça sinalizam ao mundo
o capítulo final do maior drama bélico jamais filmado...
A tomada de Shangai!
Dentro de 2 horas da chegada em Shanghai, começamos a retirada.
Não havia uma ordem de retirada, fugimos por conta própria.
Afinal de contas, não tínhamos nenhuma arma,
nem munição, nada.
Cada um tinha 2 granadas em nossas mochilas,
e uma vez que as gatássemos, estávamos de mãos vazias.
Era uma missão suicida.
Estávamos em retirada enquanto lutando ao longo da estrada de ferro
Nossas tropas sofreram grandes baixas
É claro, algumas unidades com metralhadoras estavam melhor,
mas em algumas unidades restava apenas uns poucos soldados.
Perdas enormes.
Batemos em retirada enquanto lutando entre Shangai e Nanking
a pé.
Às 10:00h a ordem chegou.
"O regimento deve perseguir o inimigo que se dirige a Nanking"
"Todas as tropas devem estar prontas imediatamente."
O General Matsui disse que Nanking É a capital da China,
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