Lost Treasures of Egypt

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Season 1

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Lost Treasures Of Egypt S01E04
A Commentary by looppin
Legendas: Ana Rita Santos

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Published on: 2020-10-01
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The first 200 lines.

Egito,

a fonte mais rica de tesouros arqueológicos do planeta.

Este é fabuloso.

Sob esta paisagem de deserto

estão os segredos desta civilização antiga.

Uau! Percebe-se porque os faraós escolheram este local.

Agora, numa temporada completa de escavações,

as nossas câmaras receberam acesso sem precedentes

e seguem equipas na linha da frente da arqueologia.

Conduzo depressa porque estou empolgado.

É uma entrada. Vemos uma entrada.

Revelam segredos enterrados.

Disseram-me que encontraram algo.

Uma esfinge!

E fazem descobertas que podem reescrever a história antiga.

Desta vez, os arqueólogos revelam

o que os invasores de túmulos deixaram.

John investiga um escândalo antigo de roubo de um túmulo.

Os túmulos reais não são roubados por ladrões comuns.

A Segurança Interna dos EUA

ajuda a devolver uma múmia roubada ao Egito.

É fabuloso.

E Don faz uma descoberta num túmulo há muito esquecido.

Meu Deus.

Pode ser algo verdadeiramente emocionante.

TESOUROS PERDIDOS DO EGIPTO

INVASORES DE TÚMULOS

O Vale dos Reis.

Sessenta e cinco túmulos escondidos neste desfiladeiro remoto,

construído para as múmias dos grandes faraós e os seus tesouros.

Ao longo da História, estes túmulos foram invadidos,

poucas semanas após serem selados e até ao século XX.

Para os arqueólogos,

os objetos deixados pelos ladrões são indícios inestimáveis

que os ajudam a desvendar os segredos do Antigo Egito.

Dr. Ryan.

O famoso egiptólogo americano Don Ryan

começa a temporada no vale.

Vim pela primeira vez ao Egito como aluno.

A minha prioridade era ver este lugar.

Tinha um mapa do Vale dos Reis.

Entre os túmulos dos faraós famosos,

vi vários pontos com números.

Isso deixou-me curioso.

Os pontos no mapa de Don

representavam os túmulos mais pequenos e menos conhecidos.

Tornaram-se a área de especialização de Don.

Trabalhar em vários túmulos do vale é especial por várias razões,

além de ser o sítio arqueológico mais famoso do mundo.

A temporada de escavações vai de outubro a abril

e depende da experiência de centenas de trabalhadores locais.

Já o conheço.

É bom.

Este livro é especial,

porque começa na minha primeira temporada no Egito,

em 1989.

Todos os túmulos do Vale dos Reis são uma peça de um puzzle.

As missões de Don focaram-se num grupo de túmulos pequenos

no limite do vale.

Ficam perto da câmara funerária do faraó Amenhotep II.

Muitos dos túmulos circundantes não estão identificados.

Todos eles foram saqueados há séculos.

Os tesouros foram roubados por ladrões.

Em alguns, deixaram animais mumificados

e olaria antiga.

Este ano, Don escava um dos túmulos mais misteriosos,

o túmulo 49.

Não se sabe para quem foi construído.

Pensa-se que está vazio e ninguém o escava há mais de cem anos.

Somos os primeiros arqueólogos

a entrar e a retirar os objetos desde 1906.

Sei, de experiências anteriores,

após escavar vários túmulos dessa época,

que esses arqueólogos costumavam levar os objetos maiores

ou os objetos mais bonitos e deixavam o resto no interior.

Será difícil desvendar os mistérios deste túmulo.

A câmara não tem sinais de identificação.

Não temos qualquer indício

da pessoa para quem este túmulo possa ter sido construído.

Temos de procurar pistas pequenas.

Don tornou-se perito em revelar os segredos

destes túmulos mais pequenos e sem decorações.

Os túmulos onde trabalho não têm inscrições.

Não podemos entrar e ler as paredes.

No Vale dos Reis,

ter uma câmara funerária é uma grande honra.

Podia ser membro da família real ou um alto funcionário.

O túmulo 49 foi roubado por invasores antigos,

mas não significa que esteja vazio.

Levamos e analisamos tudo.

Seria muito bom encontrar algo com um nome.

Podemos encontrar objetos do enterro original.

Pode ser algo verdadeiramente emocionante.

A equipa só tem três semanas para transportar toneladas de terra.

Cada balde deve ser inspecionado à mão.

Até os fragmentos mais pequenos são levados para análise.

Nunca se sabe. O último balde de entulho

pode dar-nos a resposta que procuramos.

Na entrada do vale

há um complexo de túmulos e templos,

chamado Deir el-Bahari.

Funcionários importantes eram sepultados nestes penhascos.

Quantas pessoas temos hoje?

- No total, 30. - Precisamos de mais dez.

O professor Antonio Morales

é um egiptólogo da Universidade de Alcala, em Espanha.

É responsável por 30 peritos internacionais

que trabalham num dos maiores projetos arqueológicos do Egito.

Viemos para escavar dois ou três túmulos

de altos funcionários muito importantes e poderosos.

Dão-nos muitas informações sobre religião,

crenças, rituais

e sobre a cultura do Antigo Egito.

Este ano, a licença do governo chegou tarde.

Esta temporada será muito intensa.

Esperávamos trabalhar cinco ou seis semanas,

mas só temos três semanas. Será duplamente intensa.

Como os túmulos do Vale dos Reis,

este sítio também foi roubado,

muitas vezes por outros antigos egípcios.

A maioria dos túmulos antigos foi saqueada

semanas ou meses após o funeral.

É interessante tentar fazer

uma reconstrução do que aconteceu aqui.

Isto é o conteúdo.

No ano passado, a equipa encontrou centenas de partes de corpo.

Múmias destruídas por ladrões que procuravam ouro e joias.

Os ladrões cortaram as faixas,

à procura do máximo de objetos.

Quando acabavam, podiam queimar ou deitar fora a múmia.

Não queriam ter fantasmas ou visitas da vida depois da morte.

Os invasores acreditavam que os mortos os assombravam,

se não destruíssem a múmia.

Para os mortos, esse era o pior destino possível.

O corpo mumificado tinha de ficar intacto

para viverem na vida depois da morte.

Não queriam deter os ladrões só para proteger o tesouro,

mas também para garantir a vida eterna.

Posso entrar no sarcófago.

Antonio investiga como o dono deste túmulo com 4000 anos

tentou impedir que a múmia fosse destruída por invasores.

Estamos na secção mais profunda do túmulo,

onde estavam o caixão e o corpo.

A equipa sabe que devia pertencer a um funcionário importante.

Não há múmia,

mas o sarcófago está coberto de hieróglifos detalhados.

Entre eles, a equipa encontra o nome do dono.

Conseguimos ler esta área.

Diz "Ipi". O falecido chamava-se Ipi.

Vemos todas as coisas de que o falecido precisa

na vida depois da morte.

Ipi era um vizir, um cargo inferior apenas ao de faraó.

Era um homem de estado poderoso

e foi sepultado num sarcófago muito decorado,

coberto de feitiços que o protegem na vida depois da morte.

Para garantir que a múmia ficava intacta,

o túmulo de Ipi foi concebido para deter ladrões.

A entrada foi selada com pedras enormes.

Dentro da câmara funerária,

o sarcófago foi esculpido no chão.

Foi coberto com lajes, para que a câmara parecesse vazia.

Quando os ladrões chegassem, veriam uma câmara vazia

e um chão maravilhoso, e pensariam que já tinha sido roubada.

Nem esse conceito inteligente conseguiu deter os ladrões.

A múmia de Ipi e todos os tesouros foram roubados há séculos.

Fora do túmulo de Ipi há uma descoberta emocionante.

Disseram-me que numa das secções em que começámos esta manhã

parecem ter encontrado uma estrutura.

A equipa viu uma abertura no meio das pedras.

Pode ser a entrada de uma câmara escondida,

intocada há milhares de anos.

No Vale dos Reis,

o egiptólogo Don Ryan investiga o misterioso túmulo 49.

Não há mais a partir dali.

A decisão de peneirar toneladas de terra

de um túmulo que parecia vazio está a compensar.

A equipa encontrou vários artefactos

que podem ajudar a perceber para quem foi construído,

incluindo olaria, madeira e linho.

São fragmentos de tecido.

Estão bem conservados. Podem ter 3000 anos.

O túmulo é seco

e isso ajuda a conservar.

Diz-nos algo.

Se forem faixas de múmia, houve uma múmia naquela câmara.

É importante saber isso.

Estas peças de madeira e olaria antigas

têm mais de 3000 anos.

Isto é provavelmente um fragmento grande do caixão.

Isto deve pertencer à cavilha,

um bocado de madeira usado para manter o caixão unido.

- Têm coisas boas. - Talvez. Veremos.

Com base no que encontrou,

Don pode começar a reconstruir o que existia no túmulo 49.

Uma escadaria escondida, esculpida à mão em calcário sólido,

leva a uma câmara de 6x3 metros.

Os fragmentos de madeira escavados

são provavelmente de um caixão com pintura elaborada,

onde uma múmia bem enfaixada teria sido colocada.

À volta do caixão estavam objetos do quotidiano,

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