High: Confessions of an Ibiza Drug Mule

High: Confessions of an Ibiza Drug Mule

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Season 1

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A Commentary by LegendasPTPT
🟩 𝑶𝒇𝒇𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍 𝑺𝒖𝒃𝒕𝒊𝒕𝒍𝒆𝒔 🟩

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Published on: 2022-10-21
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The first 200 lines.

UMA SÉRIE NETFLIX

15 DE AGOSTO DE 2013

Michaella McCollum, a mulher de Dungannon

suspeita de tráfico de cocaína no Peru,

foi detida com Melissa Reid da Escócia

ao tentarem embarcar para Espanha.

Esta sou eu.

Michaella McCollum.

Apanhadas com 11 quilos de cocaína escondidos na bagagem.

Aos 20 anos, tornei-me metade da Dupla do Peru.

- Qual é a sua nacionalidade? - Irlandesa.

E dona do coque mais famoso do mundo.

Diziam ter sido obrigadas a levar a droga.

Afinal, era mentira.

Talvez se pergunte como uma miúda da Irlanda do Norte rural

pôde acabar aqui,

numa prisão de máxima segurança na América do Sul.

Michaella McCollum pode apanhar 15 anos de prisão.

A minha família perguntou-se.

Foi como alguém ter morrido.

E todo o mundo tinha algo a dizer.

Se tentaram transportar 1,5 milhões de libras em cocaína,

merecem tudo o que vão apanhar.

- Os média perseguiram as famílias. - É disto que todos falam.

Uma má decisão parecia ter-me destruído a vida.

Mas porquê? Porque o fizeram?

Ela tinha tomado a decisão, mas o que havia por trás?

Bom, esta é a história de como me meti nesta confusão…

e…

Michaella McCollum voou para Dublin, saindo da prisão e do Peru.

… como consegui sair dela.

Velocidade de câmara. Prontos?

Michaella, vamos a isto.

A HISTÓRIA QUE SE SEGUE CONTÉM CENAS DRAMATIZADAS

E BASEIA-SE NO DEPOIMENTO DE UMA MULA DE DROGA CONDENADA.

Esta sou eu.

Pareço inocente, não é?

E aqui estou com a família, a mais jovem de dez.

Vivíamos numa casinha geminada em Aughnacloy…

O BAR CENTRAL

… na Irlanda do Norte rural, nos anos 90.

A morte de um adolescente ontem elevou o número de mortos,

numa semana de selvajaria, para oito.

Tiros e ovelhas.

Uma merda, não é?

Mas eu não era diferente de si.

E, um dia, decidi fugir.

Comprei um bilhete para Ibiza,

só de ida,

e porque não?

Esta sou eu.

Bom, eu em 2013.

Mudei imenso desde então,

e não só na aparência.

Bom, adivinha o que se segue, não é?

Daria tudo para parar o tempo ali mesmo.

43 DIAS PARA A DETENÇÃO

Comissários, aos vossos lugares. Aterramos daqui a um minuto.

A minha família, claro, achou uma loucura.

Nunca tinha estado fora do Reino Unido.

Não conhecia ninguém, ia sozinha.

Achei que estavam a exagerar.

Que nada de mal aconteceria. Ia para uma ilha paradisíaca.

O que podia acontecer de mal lá?

24 DE JUNHO DE 2013

Nem desfiz as malas. Fui logo para a farra.

Sentia-me tão feliz.

Acho que, no mundo, às vezes, é difícil sentir isso.

Estou rodeada de gente que também se sente muito bem.

Uma coisa é certa.

Não havia festas assim em Aughnacloy.

Com 19 anos, fiquei fascinada.

As freiras, na igreja, não eram assim.

Fui apresentada a muita gente diferente,

gente que achei muito fixe.

Pensei: "Estou nesta bela ilha com sol, há drogas,"

e havia muita dança e música.

Fiquei apaixonada.

De entre quem conheci nas primeiras semanas,

a mais importante foi a minha amiga Parry.

Quando conheceu a Michaella? Pode descrevê-la?

MELHOR AMIGA EM IBIZA

Bêbada.

A Michaella apareceu no clube onde eu trabalhava

com uma italiana que tinha conhecido num avião.

É verdade. Estava meio zonza e tocada.

Era muito bonita.

Muito simpática, sorridente,

muito afável.

Tinha uma boa energia.

Começámos a falar e fez-se logo um clique.

Tornámo-nos boas amigas e inseparáveis a partir daí.

Foi o início da nossa amizade.

Andávamos sempre na farra, todos andavam.

Também trabalhávamos juntas, dançávamos.

Éramos jovens, só nos queríamos divertir.

Estávamos em Ibiza.

Podia ser uma confusão, às vezes, podia ser meio louco.

Era uma miúda espontânea.

Em Ibiza, os turistas podem fazer muita coisa.

Há bons restaurantes, mercados hippies,

o Museu de Arte Contemporânea.

Nada disso me interessava.

Rapidamente vi que, para ficar mais tempo,

teria de atinar e arranjar um rendimento mais certo.

E arranjei trabalho num bar,

mas, afinal, não eram só bebidas que esperavam que servisse.

Alguém fez o pedido das bebidas e também me pediu droga.

Disse-lhes que não sabia onde a arranjar.

Responderam: "Atrás do balcão."

Fui ao bar e disse ao gerente: "Aquele homem pediu-me droga."

E ele: "O que queria?" E disse: "Anota com as bebidas."

Pensei: "Isto é meio estranho, mas tudo bem." E alinhei.

Sem culpa, porque não tocava na droga ou no dinheiro.

Não achei que fosse muito errado.

O que acharia a sua família?

Metiam-se num avião e iam buscar-me a Ibiza, se soubessem.

Tinha obviamente pisado um grande risco,

mas, em Ibiza, o risco era uma constante,

e, para mim, a linha entre certo e errado

tornara-se meio turva.

Não se recebe muito, vivendo ali,

abaixo do ordenado mínimo.

Tínhamos pouco dinheiro,

mas transportar droga?

Não.

A decisão foi dela,

mas há tantos fatores diferentes

a ter em consideração.

Tipo quem está envolvido e quem a manipula?

Todas essas coisas que acho que as pessoas não veem.

Só pensam: "Ela transportou droga de um país para o outro,"

mas não viram o que havia por trás ou como ela foi envolvida.

Foi…

Aconteceu tudo muito rápido.

Ao olhar para trás,

sabe qual foi o momento exato em que lixou a sua vida?

Terá sido este?

Eu estava desorientada demais para o saber.

29 DIAS PARA A DETENÇÃO

E, como em todas as boas histórias,

entra em cena um belo desconhecido alto e moreno.

Como era o Davey? Pode descrever-mo?

Era bastante atrevido

e convencido.

Era calmo e relaxado,

muito descontraído.

E isso agradou-me.

Não se drogava.

Quase toda a gente em Ibiza consumia.

Acabavas sempre por o fazer, mesmo não querendo.

Achei que era bom ter um amigo

que não fazia aquilo, para podermos

fazer coisas normais, tipo ir à praia sem estar pedrado com quetamina ou algo.

Foi o que me atraiu no Davey, no início.

A Michaella não tinha falta de atenção masculina.

Mas, do meu ponto de vista,

não percebia o que a Michaella gostava nele.

Não sentia boa energia da parte dele.

E, naquela altura,

ela andava muito distante

e fiquei muito preocupada com ela.

Era como se estivessem a puxá-la para longe.

Não sei. É curioso, porque, na altura,

não notamos ou pensamos muito naquilo,

mas, olhando para trás,

começamos a juntar as peças todas

e torna-se muito mais óbvio do que era

quando estávamos no momento.

Os amigos disseram para me afastar do Davey,

porque era narcotraficante.

Pensei: "Vocês consumiram a noite toda. Que mal há em ser narcotraficante?"

Portanto, não lhes liguei,

mas devia ter ligado, pensando bem.

Mas era jovem, eram as primeiras férias no estrangeiro

e só pensava em divertir-me.

Senti-me…

Não sei, é estranho, mas lembro-me de me sentir tão feliz.

Acho que se calhar ficou desesperado

e precisava de alguém para um certo serviço,

e eu estava ali, disponível na altura.

Um dia, convidou-me para ir a um churrasco com um grupo de amigos.

Disse que seria ótimo conhecê-los.

Éramos muito amigas, tínhamos muitos amigos em comum.

Quando fui ao churrasco, o ambiente era muito estranho,

muito sombrio.

Não era descontraído.

Não entendi porque ela gostava daquela gente.

Senti-me meio nervosa.

Senti que se passava algo, mas não sabia o quê.

E o que se passava?

Estava cada vez mais caída pelo Davey.

Deu-me ácido e perguntou-me se queria fazer uma viagem.

Uma viagem a sério,

a Barcelona,

para lhe ir buscar uma coisa.

Pensei que seria um pequeno pacote de…

Obviamente, pensei em droga, porque ele vendia droga.

Pensei que talvez fossem uns comprimidos de ecstasy.

Não pensei que fosse nada grande.

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