The Intruder (L'Innocente)

The Intruder (L'Innocente)

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L'innocente 1976 720p BluRay AVC-mfcorrea
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Published on: 2017-01-31
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The first 200 lines.

"O INOCENTE"

O coche do Sr. Ermile!

Muito bem, senhor.

- Obrigado. - Saudação.

Chegou seu coche, Sr. Ermile

Está bem.

Continuamos amanhã. Lamento muito...

...mas agora é tarde. Tenho de ir.

- Certo. Até amanhã. - Até logo.

Pois não.

Em guarda!

- Não entendi. Dizia? - Ah! Sim, eu creio que...

a frieza dos homens ingleses seja só um mito.

Uma invenção.

- Boa noite. - Boa noite.

E ele disse logo não.

Mas, esta noite a Esperança não ia cantar?

- Não, terça-feira que vem. - Terça-feira?

Que pena. Terça-feira que vem não virei.

- Dizem que é extraordinária. - Como cantora?

Ou como mulher?

Eu não entendo nada de canto.

Se a nossa princesa pudesse imaginar como são poucos...

os convidados dela que vêm aqui para ouvir música!

Ela sabe muito bem.

É a penitência que nos dá por nossos pecados.

Você vem aqui para cortejar a Condessa Teresa Raffo?

Como penitência, um Mozart, dois Schubert e quatro Chopin.

É uma pena que tenham chegado tão tarde!

A culpa é minha, princesa. Só minha.

Estou mais que convencida.

Pior para você. Perdeu Mozart e um belo Liszt.

- Lamento - Venha se sentar perto de mim.

Seu Chopin é admirável.

Queria lhe agradecer, princesa.

Lamento não poder ficar até o fim.

Já vai? Que pena.

É uma pianista extraordinária.

Eu também acho.

Até longo.

Onde vai?

Não fico aqui, já que vim com ela.

Não sabia que você viria.

Sim, eu sei.

Adeus. Divirtam-se.

Teresa, peço-lhe!

Vem comigo?

Não posso, não compreende?

Venha comigo agora, neste instante...

ou esta é a úItima vez que vai me ver.

E estou falando sério.

Meu caro Tullio...

vai permitir que...

a mais bela de nossas convidadas vá embora?

Não depende de mim, príncipe.

Meu sarau não acaba aqui.

Querem dizer ao Conde Eigano que estou esperando?

Pode deixar.

Ah! Não é preciso. Está aqui.

Querido Stefano.

Vamos embora?

Vamos Tullio.

Entremos, antes que comece outra peça.

Minha mulher se aborrece se não me vê na sala.

Na realidade basta tão pouco para agradá-las.

- Pego você mais tarde. - Mas como?

Ou melhor, mando-lhe o coche.

Não creio que voltarei. Não me sinto bem.

- Vou com você. - Não complique. Até logo.

Entre!

Como vê, conheço-o muito bem.

Tinha certeza que viria.

Preferi esperar por você, antes de voltar a sair...

a ter de enfrentar o penoso risco de o encontrar aqui...

quando regressar, esta noite.

Devolva-me as chaves de minha casa.

Seja razoável, não podia ir embora com você.

Era uma noite em que minha mulher queria...

que a acompanhasse a um dos malditos concertos...

na casa da melhor amiga dela.

Por que não me disse que iria também?

Eu fui...

exatamente porque sabia que você iria.

Já era hora de enfrentar a situação. Não acha?

Durante meses conseguiu...

com a habilidade de um mágico...

evitar que eu percebesse como as coisas estão na verdade.

- E assim tomei a iniciativa. - A iniciativa?

E o que havia de perceber?

Que sou casado? Sempre o soube!

- É verdade. - E então?

Mas pelo que você diz...

há um tempo que...

as relações entre você e sua mulher...

são formais.

- É isso mesmo. - Não é verdade.

Basta vê-Ios quando estão juntos para perceber que não.

Você é como todos os maridos burgueses...

que habitam neste mundo, meu caro...

que juram à amante que não têm relações com a mulher...

e à mulher juram que não têm amante.

Mesquinharias que não aceito.

Você sabe que sou uma mulher livre e sem preconceitos...

não só em palavras, como você percebe.

Tem ciúmes dela.

Eu não compartilho um homem...

com outra mulher...

mesmo que seja a esposa.

Você não compartilha nada com ninguém...

e sabe disso.

Só penso em você, só tenho você...

dentro de mim. Sempre.

Sua presença se faz sentir continuamente, obstinada...

até inimiga.

Eu tenho de sair... com Eigano.

Volte para sua esposa.

Deixe-me!

Não!

Eu não a deixo!

Você fica comigo.

Ainda está acordada?

Disse-me que não estava bem e assim...

Como sou estúpida!

Fiquei angustiada...

e abri a janela cem vezes para o ver retornar.

Sabe o que estava fazendo?

Estava escrevendo para você...

mas já que está aqui...

Amanhã, parto para Florença...

ainda não sei quanto tempo vou ficar por lá.

Desta vez, a coisa é séria. Tinha de lhe dizer.

Vai embora para sempre?

Bem... para sempre! Que palavras pesadas.

Ouça Giuliana...

ainda que nunca tenha lhe dito...

certamente houve no passado...

alguma...

alguma alma piedosa que...

falou sobre as minhas infidelidades.

Eu mesmo, não falei delas porque...

eram casos...

sem importância.

E, sobretudo, porque havia um pacto entre nós...

desde o início...

desde o momento em que aceitou casar comigo.

O amor existe até durar, depois é substituído...

pelo afeto, a estima, a amizade...

os interesses comuns, sempre que possível, claro.

Mas acho que esse é o nosso caso, dado que...

você aceitou sem reagir a situação de fato que surgiu...

entre nós, há muito tempo.

Eram casos sem importância, como você diz.

Por isso, procurei ignorá-Ios, não lhes dar atenção.

- Para mim o matrimônio... - Sim, nosso matrimônio devia...

ser defendido a qualquer custo.

Até dos ressentimentos. É o que está querendo dizer.

Teve razão. Você foi extraordinária...

porque, ainda que meu amor por você...

tenha diminuído...

como é fatal que aconteça...

o afeto e a estima só aumentaram.

Eu gosto de você e a respeito como...

como uma irmã queridíssima...

à qual nunca poderei renunciar.

Claro, você tem todo o direito de fazê-Io...

mas eu sofreria muitíssimo se me abandonasse.

Quer continuar a viver comigo?

- Ajudar-me? - Ajudá-Io em que sentido?

Suportando-me.

Enfrentando uma situação que...

segundo os esquemas da sociedade...

seria certamente criticada.

- A mulher que amo agora... - Teresa Raffo?

- Sim. Teresa. - É viúva, é livre...

O que o impede de se juntar a ela, se é isso que deseja?

Mas eu disse que amo Teresa...

e não que quero me casar ou viver com ela.

É uma mulher sensual...

bela...

eu a desejo.

Nenhuma mulher conseguiu prender minha atenção...

como ela.

Mas o que é isso?

Eu chego e eles partem? Por favor!

Federico!

Tullio!

O que está acontecendo?

Alguns dias de licença antes do dever.

- O que fazem, partem? - Não, somente eu.

- Ainda bem que está aqui. - Onde vai?

Na realidade...

- Você vai ficar quantos dias? - Três, aliás três e meio.

Ouça, eu...

estou cheio de problemas, ou de sorte, como preferir.

Tenho de partir. Giuliana vai ficar só.

É claro que não te quero punir, mas...

o fato de saber que vai ficar com ela, me tranqüiliza.

Um momento, gostaria de passar...

esses três dias e meio em Roma.

Não disse querer passá-Ios com minha cunhada.

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