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Ena pá!
Ena pá!
- Ena pá! - Sim, Marlin, estou a ver. É lindo.
Coral, quando disseste que querias vista para o mar
não pensaste que te calharia o oceano inteiro, pois não?
Ah, sim! Aqui um peixe pode respirar!
O maridinho esteve bem, ou quê?
- Esteve bem. - E não foi fácil.
"Havia muitos outros peixes a quererem esta casa."
Ai se queriam! Acredita que queriam. Todinhos!
Estiveste bem, sim senhor. E a zona é um espanto.
Então gostas, é?
Gostar, gosto. Gosto mesmo.
Mas, Marlin, eu sei que a Grande Barreira de Coral tem óptimas escolas
e uma vista espantosa, mas precisaremos assim de tanto espaço?
Coral, é dos nossos filhos que se trata! Eles merecem o melhor! Olha.
Eles vão acordar, olhar lá para fora e ver uma baleia a passar junto à sua janela.
- Vais acordar os pequenos. - Ah, pois. Tens razão.
Olha. Estão a sonhar.
- Ainda não lhes demos nomes. - E queres dar-lhos agora? Está bem.
Esta metade fica a chamar-se Marlin Filho e esta Coral Filha. Pronto, já está.
Gosto de Nemo.
Um deles pode ser Nemo, mas gostaria que a maior parte fosse Marlin Filho.
Pensa só: daqui a uns dias seremos pais!
E se eles não gostarem de mim? A sério!
Temos ali mais de 400 ovos. Há proba- bilidades de um deles gostar de ti.
O que foi?
- Lembras-te como nos conhecemos? - Tento esquecer-me.
Eu lembro. "Desculpe, menina.
Importava-se de ver se tenho um anzol espetado no lábio?"
- Desaparece! - Cá vem o lindinho!
Para onde foi toda a gente?
Vai para dentro de casa.
Coral, não! Não lhes vai acontecer nada. Anda para casa. Tu. Imediatamente.
Coral!
Coral?
Coral?
Coral?
Coral?
Coral?
Pronto, pronto, pronto. Está tudo bem. O papá está aqui.
Estás com o papá.
Prometo que nunca hei-de deixar que nada te aconteça.
Nemo.
À PROCURA DE NEMO
É o primeiro dia de escola! Toca a acordar!
- Vá lá! É o primeiro dia de escola. - Não quero ir para a escola!
- Não és tu, papá. Sou eu. Acorda! - Estou acordado. O que é?
Está na hora de ir para a escola. Ena pá!
- Nemo! - O primeiro dia de escola!
Nemo, não te mexas! Nunca conseguirás sair daí sozinho.
Sentes algum corte?
Pode passar-te despercebido, se estiveres a meter fluidos. Estás tonto?
- Quantas riscas tenho? - Estou óptimo.
- Responde à pergunta! - Três.
Algo não está bem contigo. Eu tenho uma, duas... três?
Não tenho mais? Estás bom. Que tal vai a barbatana da sorte?
- Com sorte. - Ora deixa cá ver.
De certeza que queres ir para a escola este ano? Podes esperar 5 ou... 6 anos.
Papá, já é tempo de ir à escola.
Não te esfregaste. Queres que esta anémona-do-mar te queime?
- Sim! - Esfrega-te.
- Já está. - Falta um niquinho.
- Onde? - Aqui. Aqui mesmo. E aqui. E aqui.
Ora bem, que excitação. O primeiro dia de escola.
Estamos prontos para aprender. O que há a lembrar sobre o oceano?
- Que não é seguro. - Isso, lindo menino!
Espreitamos para ver se o caminho está livre. Saímos e voltamos a entrar.
E voltamos a sair e voltamos a entrar. E mais uma vez.
Saímos e voltamos a entrar. E se quiseres fazer isto 4 vezes...
- Papá! - Está bem, anda.
- Talvez na escola eu veja um tubarão. - Duvido muito.
- Tu já viste um tubarão? - Não e não tenciono ver.
- Que idade têm as tartarugas? - Não sei.
O Areia Plâncton, aqui do lado,
disse que as tartarugas marinhas vivem cerca de cem anos!
Se alguma vez vir uma, pergunto-lhe... depois de falar com o tubarão!
Eh lá, calminha! Aguenta. Espera para atravessar.
Não me largues a barbatana.
Não te vais passar, como na reserva de animais?
Aquele caracol estava prestes a avançar.
Aonde será que vamos?
- Adeus, mamã! - Venho buscar-vos depois das aulas.
Vá lá, meus, parem com isso! Devolvam-me a carapaça!
Vamos tentar ali.
É aqui o ponto de encontro com o professor dele?
- Ora vejam quem saiu da anémona! - Pois. Incrível, eu sei.
- Marty? - Marlin.
- Bob. - Tad.
Phil. Você é um peixe-palhaço.
É divertido, não é? Conte-nos uma anedota.
Conte lá.
Isso é um equívoco. Nós não somos mais divertidos do que os outros peixes.
- Vá lá, ó reinadio. - Seja divertido.
Está bem. Sei uma anedota.
Um molusco encaminha-se para o mar... Bem, ele não caminha, nada.
Aliás, o molusco não se está a mexer. Ele está parado.
O pepino-do-mar...
Estou baralhado. Havia um molusco e um pepino-do-mar.
Estavam os dois parados.
Sela! Sai de cima do Sr. Johannsen!
Já chega, meninos.
Para onde é que foram?
Papá, também posso ir brincar?
Ficava mais tranquilo se brincasses nos bancos de esponjas.
Era lá que eu brincaria.
- O que é que tem a barbatana dele? - Que esquisito!
- O que é que eu fiz? - Sê simpático. É o 1º dia dele.
Já nasceu assim. Chamamos-lhe a barbatana da sorte.
Papá!
Este tentáculo é mais curto do que os meus outros tentáculos,
mas não se dá por nada, sobretudo quando me rodopio assim.
- Eu sou alérgico ao H2O. - E eu sou odioso!
Vamos dar nome às zonas, às zonas...
Vamos dar nome às zonas oceânicas!
- Sr. Raia! - Anda, Nemo.
É melhor ficares comigo.
Há a mesopelágica, a batipelágica e a abissopelágica.
As outras são profundas de mais P'ra serem vistas por nós.
Onde se terá metido a minha turma?
Estamos aqui debaixo!
Ah, estão aí! Montem, exploradores!
Explorar o conhecimento é muito lírico quando se tem um pensamento empírico!
Papá, pode ir.
- Ora viva! Quem és tu? - Sou o Nemo.
Todos os novos exploradores têm de responder a uma pergunta de ciência.
Em que tipo de casa moras?
Numa anémona-na... amonémona...
Deixa, não te aleijes! Sê bem-vindo a bordo, explorador!
Ele tem uma barbatana pequenina.
Se ele tiver problemas em nadar, deixe-o descansar um bocadinho.
- Papá, está na hora de te ires embora. - Não se preocupe. Andamos em grupo.
Turma, órbitas oculares em frente!
E sejam comedidos no uso dos vossos gânglios supraesofágicos.
- Isto é contigo, Jimmy. - Ora bolas!
- Adeus, Nemo. - Adeus, papá.
Adeus, filhote!
Tem cuidado.
Você está a portar-se bem, para primeira vez.
- Não os podemos reter para sempre. - Foi duro eles irem para o recife exterior.
Eles têm de crescer... O recife exterior?! Vão para lá? Mas vocês estão doidos?!
Porque não fritá-los já e servi-los com batatinhas?!
- Marty, acalme-se. - Não me mande ter calma, ó cavalinho!
"Cavalinho"?
Para um peixe-palhaço, ele não tem muita graça.
É pena.
Vamos dar nome às espécies, às espécies que vivem no mar!
Há os Moluscos, os Gastrópodes, os Artrópodes, os Equinodermes,
os Cordados, e peixes como nós! Cantem comigo!
A alga marinha é fixe, a alga é divertida, faz a sua comida dos raios do sol.
Aqui têm a zona de recife exterior!
Explorem à vontade, meninos, mas não se afastem uns dos outros.
Cianobactérias estromalíticas. Juntem-se aqui!
Um ecossistema inteiro numa partícula infinitesimal.
- O número de pares proteicos... - Andem, venham daí.
Vá, cantem comigo!
Há os Poríferos, os Celenterados, os Hidrozoários, os Cifozoários...
Ei, malta, esperem aí!
Fixe!
Salvei-te a vida.
Ai já me fizeram deitar tinta!
O que é aquilo?
Eu sei o que aquilo é. O Areia Plâncton viu um.
Ele chamou-lhe... Disse que era um bar... co!
Eh pá! Que grande cu!
Olhem para mim! Vou tocar no cu!
Vamos lá a ver se vocês se aproximam dele!
Está bem.
Desafio-vos a fazerem melhor!
- E tu, Nemo, até onde é que vais? - O meu pai diz que não é seguro.
- Nemo! Não! - Papá?
- Estavas a ir para o mar alto! - Não.
- Ainda bem que eu aqui estava. - Ele não se ia afastar.
- Estava cheio de medo! - Não estava nada!
Isto não vos diz respeito, meninos. Tu sabes que nadas com dificuldade.
- Eu nado lindamente, está bem?! - Não! Não devias andar aqui.
Eu tinha razão: escola só para o ano.
Não, papá! Lá porque tu tens medo do mar alto...
Não estás preparado. Julgas-te capaz de fazer estas coisas, mas não és!
Odeio-te.
Não há... nada para ver. Juntem-se além.
Posso ajudar nalguma coisa? Sou cientista.
Desculpe a interrupção. Ele não nada lá muito bem
e ainda é muito cedo para andar aqui sem ser vigiado.
Ele comigo está em segurança.
Não duvido, mas tem uma turma grande. Basta uma distracção, e ele perde-se.
- Não que o senhor se distraísse. - O Nemo está a ir para o mar alto!
Nemo!
O que estás a fazer?
Vais ficar preso aí e lá terei de te ir buscar antes que algum peixe te file!
Volta aqui!
Eu mandei-te voltar imediatamente!
Pára! Rapazinho, se deres mais uma barbatanada...
Não te atrevas! Se puseres uma barbatana nesse barco... Estás a ouvir?
Não toques no bar...
Nemo!
Ele tocou no cu!
Põe-me aqui essa barbatanazinha caudal. Isso mesmo!
Estás metido num sarilho, meu menino! Ouves? Um grande...
Grande...
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