The first 200 lines.
Obrigado. Obrigado.
Não esperem muito.
COMÉDIA ESPECIAL DA NETFLIX
Obrigado. Obrigado.
Seria estranho se não aplaudissem.
Se eu apareço e vocês: "Vamos ver.
Vamos ver como esse idiota engordou."
E a resposta é: "Mais gordo".
Desisti faz tempo. Agora é como se acontecesse a outra pessoa.
"Oh, alguém deveria fazer algo.
Parece que estou testemunhando um incêndio na floresta.
Espero que eles possam contê-lo.
Mude o canal."
Isso é real. Isso não é uma prótese.
Eu que fiz. É orgânico. Eu sou um gordo.
Há indicações.
Eu me peguei cobrindo minha barriga com meus braços.
É um ato de um gordo.
Agora, estou magro.
Não pode ver minha barriga.
Gordo, magro.
Talvez as pessoas olhem para mim e digam: "Ele está grávido?
Oh, ele é magro e maternal. Que cara!"
Sei que essas calças estão apertadas. É um presente para as mulheres.
E para alguns caras.
Não posso controlar quem eu atraio a esta altura.
Estas calças estão apertadas, mas após usá-las uma semana, ficam boas.
É o que penso ao comprar roupas.
Eventualmente, as roupas acham: "Tudo bem, eu ajusto.
Você pode comprar calças maiores, ou eu as estico.
O que melhor lhe convier, Jim."
A propósito, esta camisa, quando uso para fora da calça, fica por aqui.
Dá medo. É muito comprida.
Vejo-a na minha cama e digo: "É minha camisa ou um saco de dormir?" É enorme.
Mas quando eu visto, acho que está um pouco apertada.
Aonde é que vou, andar de patins?"
Mas eu não ligo. Isso parece verdade?
Esse é nosso jeito de superar.
Quando há algo que não controlamos,
fingimos que não nos incomoda.
"Eu não ligo. Quem quer ser magro, hoje em dia?
Quem quer parecer saudável e atraente?
Todo mundo.
"Eu não. Prefiro parecer um marshmallow de peruca."
Comprei um cinto novo
porque o meu velho parecia que tinha sido torturado no Game of Thrones.
Não sei o que aconteceu com ele.
Acho que é porque não desisto do mesmo buraco no cinto.
Eu falo: "Ainda está bom."
Meu cinto, coitado: "Eu poderia ser uma fivela para David Beckham."
Mas um cinto para um cara gordo tem outra função.
Uma pessoa magra usa um cinto para segurar as calças.
Essas calças não irão a lugar nenhum.
Um cara gordo usa um cinto para distrair.
Distrair do fato que parece uma coisa só.
É um miniequador
separando o hemisfério norte da massa sul.
E quanto mais grosso o cinto, maior a ilusão. É apenas ciência.
Por isso que o Papai Noel... O cinto dele é como uma correia transportadora.
Não está nem segurando as calças. É para fechar a jaqueta.
E nós deixamos biscoitos para aquele porcalhão?
Claro que o Papai Noel usa suspensórios por debaixo do casaco.
Suspensórios, a última parada para o cara gordo.
Porque, eventualmente, o cara fica tão gordo,
que as calças precisam ser suspensas, como uma ponte.
O cinto não serve mais no equador.
Tem que ser usado por baixo.
Em vez de segurar as calças, faz com que elas caiam.
Porque cada ação tem uma reação igualmente oposta,
forçando escolher entre os suspensórios ou uma vida de piadas de encanador.
Triste.
Obrigado por estarem aqui hoje.
Certo.
Essa é a minha quinta hora especial. Uma para cada um dos meus cinco filhos.
Portanto, espero que essa seja a última.
É lindo aqui. Espero que tenham tido um belo verão
porque há uma pressão para se aproveitar o verão. Certo?
Sou do Meio-Oeste. Quase surto.
"Saia. Divirta-se. O inverno virá para nos matar.
Vá! Vá pegar um câncer de pele agora!"
Porque há uma expectativa de diversão durante o verão.
No inverno, discutimos o verão com tanta reverência.
Em janeiro, parecemos falar de um animal de estimação
da família que faleceu.
"Lembra-se do verão? Eu sinto tanta falta.
Eu tenho fotos do verão.
Éramos tão felizes."
O verão é apresentado como férias.
É como umas férias de três meses para ninguém além das crianças.
E quem não merece uns meses de folga após os rigores do jardim da infância?
Tenho cinco filhos pequenos. No verão,
eles ficam como se estivessem voltando de uma batalha contra o ISIS.
"O terceiro ano foi muito difícil."
Férias de verão é como levar um adulto à decepção.
No primeiro trabalho: "Tenho que trabalhar em julho?
Onde estamos, na Rússia?"
Há uma estranha pressão para viajar no verão.
"Vai aonde neste verão?" "Por que tenho que ir a algum lugar?"
"Nós vivemos aqui durante o clima terrível.
Agora que está bom, deveríamos ir a algum lugar."
Não faz sentido.
E o inverno é um clima horroroso, não é?
Nunca estamos preparados.
Nunca estamos preparados para as mudanças de estação.
Mesmo em outubro, estamos despreparados. Dizemos: "Está esfriando.
Como assim, todo ano agora?"
Não temos ódio. Em fevereiro, as pessoas estão com raiva do clima.
Queremos culpar alguém. Falamos: "Está congelando. Obama!
É a desgraça do ObamaCare.
Sem o ObamaCare, estaria 30 graus por aqui."
Sempre tem uns que não se importam com frio, certo?
Tipo: "Quantos graus, menos 15? Tranquilo. Fui jogar golfe.
Estou usando shorts porque sou um babaca."
São essas pessoas que vão nadar no Ano Novo.
Não quer secretamente que elas morram?
Não todas, mas assiste ao jornal, tipo: "Nenhum acidente, hein?"
Eu devia estar acostumado. Sou do Meio-Oeste.
Todas as lembranças da minha infância foram sempre no inverno.
Era inverno quando andava através da lama de montes de neve.
Quando estava na escola, vi uma foto da Sibéria onde Stalin
mandava os prisioneiros russos. Parecia muito com a minha terra natal.
"É minha bicicleta? É a minha bicicleta."
Perguntei para o meu pai: "Por que moramos aqui? Por que ficamos?"
E ele dizia: "Esse inverno duro
faz você apreciar bastante o verão."
Foi a essa altura que percebi que ele era alcoólatra.
"Oh, está bêbado o tempo todo." "Está sempre quente para mim."
Quando criança, imaginava as pessoas querendo se mudar para o Meio-Oeste.
Elas estavam na Costa Leste numa van coberta há 200 anos.
Alguém falava: "Aonde vai?"
"Oh, vamos para o Oeste. Vamos morar no Oeste."
"Oeste, como? Já pensou no Meio-Oeste?"
"Meio-Oeste?" "Sim. É como o Oeste, mas mais perto.
Deixe-me perguntar. Você gosta de ondas de grãos âmbar?"
"Não. Eu tenho doença celíaca."
"E lagos? Todos gostam de lagos. Os lagos lá são demais.
Aliás, tem os Grandes Lagos. Um deles é o Superior."
"Não vou para lá."
Mas adoro o Meio-Oeste. No Natal, vou para Milwaukee.
Adoro dizer aos meus amigos da Califórnia que vou a Wisconsin em dezembro.
Ele falam: "Oh, não, não. Não vá."
E eu: "A família da minha esposa é de lá."
"Deveria arranjar outra mulher."
Tudo que faço em Wisconsin é comer queijo.
Sei que é clichê, mas em Wisconsin ele tentam acabar com o estoque.
"Oh, ei, quer provar um queijo?" "Acabei de acordar."
"Isso é um sim, certo?"
Você já comeu tanto queijo que pensou:
"Nunca mais vou ao banheiro."
Na Costa Leste, o pessoal acha estranho. No Meio-Oeste, é segunda-feira.
Mas é o clima.
É por isso que comemos assim, tipo:
"Ainda estamos no inverno.
É verão, mas estou no ritmo."
Não é sempre inverno. Tem a primavera. As pessoas adoram.
É um dia divertido.
Que mentira que é a primavera. Certo?
Eu passo a primavera toda esperando a primavera chegar.
E dizem: "É primavera?" "Não, está nevando."
No próximo dia. "É primavera?" "Não, está 30 graus."
"Acho que perdemos aquelas florezinhas brancas."
Outono, as pessoas amam. "É minha estação preferida."
Não é uma competição.
"Minha estação favorita da Melhor Estação da América é o outono."
As pessoas que adoram o outono ficam loucas com a folhagem.
"As folhas! Vamos dirigir pelas folhagens.
É tão lindo como elas morrem.
São tão lindas antes de morrerem."
Achamos que é lindo. É o final da vida das folhas.
Também ajuda que as folhas não podem falar.
Se pudessem falar, diriam:
"Me dê minha clorofila!
Por que essas pessoas estão dirigindo e sorrindo para mim? Seus monstros."
Somos bastante insensíveis à tragédia das folhas.
Elas morrem, caem no chão. Nós as limpamos.
"Crianças, querem pular nesse monte de folha seca morta?
Não? Tudo bem. Vamos botar fogo nelas."
Coitada das folhas. Só conhecem a primavera e verão.
E em outubro, elas: "Onde está todo mundo?"
No começo de novembro, você vê algumas ainda vivas.
Elas: "Vou conseguir. Vou chegar no inverno.
Eu e meu amigo Carl. Certo, Carl? Carl?"
Os pinheiros devem sentir inveja da atenção que as folhas recebem.
"Folhas idiotas. Todo mundo dirige para admirá-las.
Nem dá para conhecê-las. Em dois meses, estão mortas.
Em dezembro você subirá uma escada para pôr uma estrela na minha cabeça."
"Por que um pinheiro tem sotaque de alguém do Brooklyn?
Quantas piadas de estações esse cara vai fazer?"
Falando em folhagem, quero contar, outubro passado,
estava em Massachusetts e são superorgulhosos das suas folhagens.
Eles dizem: "Viu nossa folhagem?"
"Bom trabalho. Bom trabalho em fazer nada."
Estava com meu amigo e passamos em frente daquela escola
e meu amigo disse: "Viu aquela escola?
É a escola onde escreveram "Mary Tinha um Carneirinho".
E eu: "Deveria ficar impressionado com isso?"
E ele: "Bem, é um marco nacional."
As pessoas falavam: "Vamos, pessoal.
Vamos ver onde escreveram a pior música."
Mas não sabia que "Mary Tinha um Carneirinho"
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