The first 200 lines.
É linda, não é?
Eternals é um filme muito ambicioso.
Temos dez personagens novas.
Passa-se ao longo de sete mil anos.
Passa-se na Terra, mas também no espaço.
Passa-se em todo o planeta.
A extensão e a dimensão são enormes.
Eu diria que é o nosso filme mais ambicioso de sempre...
NATE MOORE PRODUTOR
... num MCU que tem o Endgame.
Tem tudo o que podemos imaginar.
Tem monstros e deuses espaciais gigantes.
Também tem uma história de amor.
Foi por isso que ficámos empolgados.
A Marvel Studios já produziu mais de 25 filmes,
mas isto parece bastante diferente de tudo o que já fizemos.
É um mundo novo.
É o que a Marvel tem de mais incrível,
é um universo muitíssimo complexo.
Acho mesmo que Eternals é o filme mais épico...
... que a Marvel já fez.
Tem literalmente a maior fasquia
com que qualquer super-herói do UCM já teve de lidar.
É muito maior do que qualquer outra coisa
que já vimos no UCM.
E podemos ver o início de futuras lendas.
No final deste filme,
a forma como vemos o UCM e a própria Terra irá mudar.
KEVIN FEIGE PRODUTOR
O impacto que Eternals terá no UCM
não será nada menos do que uma redefinição de todo o Universo Cinematográfico.
MARVEL STUDIOS UNIDOS
A minha visão inicial para o filme
pode ser resumida num poema de Willam Blake.
"Ver o Mundo
"num Grão de Areia
"E o Paraíso numa Flor Selvagem.
"Ter o infinito na palma da mão
"E a Eternidade numa hora."
Quando fiz a apresentação, sem dizer nada...
REALIZADORA
... foi o que eu fiz.
A visão para o filme é perceber como podemos captar algo tão épico
e íntimo ao mesmo tempo,
algo tão épico como a criação de um sol
e tão íntimo como os suaves murmúrios de um amante.
E como conseguir conciliar esses momentos no filme.
Foi esse o desafio.
Não sei ao certo como aconteceu.
Eu tinha acabado de realizar The Rider.
E quando me ligaram para me encontrar com o Nate Moore,
fiquei muito surpreendida e contente com Eternals.
Queremos sempre realizadores que nos inspiram
e que conseguem ótimas atuações.
Eu vi o primeiro filme da Chloé,
depois vi The Rider e achei espantoso.
A primeira conversa que tive com o Nate
foi sobretudo sobre as histórias e as personagens,
mas também sobre o contributo que eu podia dar.
Lançámo-nos logo de cabeça ao que estávamos a fazer
e também como o faríamos.
Porque a forma de fazermos este filme
vai definir como o filme ficará.
A Chloé tem uma visão muito específica para o filme.
Devido à forma como ela grava, parece muito mais pessoal.
Por isso, ficamos com uma sensação
de que estamos a fazer um filme independente gigantesco.
Quando eu soube que ia realizar um filme da Marvel...
... quis logo fazer parte disso.
Queria saber como ela entraria neste mundo de super-heróis e deixaria a sua marca.
A Chloé Zhao, que vem de um estilo de realização muito mais naturalista,
pressionou-nos imenso para sabermos
como fazer as gravações em locais mais práticos,
o que é um desafio, sob o ponto de vista logístico
de levar a equipa a locais diferentes.
Encontrar locais onde é possível gravar no exterior, à chuva e sob os elementos,
é um desafio.
É difícil para a equipa e para o elenco,
para a equipa de efeitos visuais.
Mas o objetivo era obter uma estética muito distinta.
Era um desafio que queríamos enfrentar.
É sem dúvida um desafio, mas é algo que eu adoro.
Cheguei ao projeto como realizadora que quer contar uma história,
mas também como fã.
Para mim, o UCM é um local com excelentes personagens e aventuras.
E é bastante evidente que é composto por uma equipa de pessoas
que adoram mesmo o género e os seus fãs.
Chegou a hora.
A Marvel Studios e o Universo Cinematográfico da Marvel
celebraram o seu 10.º aniversário.
E com a estreia do último filme dos Vingadores,
terminámos finalmente a saga do Infinito com 22 filmes.
Que rumo vamos seguir agora? Por onde começamos?
E queríamos muito fazer duas coisas.
Um novo começo, com personagens e histórias novas,
mas também voltar às origens da mitologia mais antiga e rica
da BD da Marvel.
E quando pensamos nos criadores de mitos da Marvel,
Jack Kirby, chamam-no Rei Kirby por boa razão,
e ele criou algo há muitos anos chamado Eternals.
QUANDO DEUSES CAMINHAM NA TERRA! ETERNALS
Um dos enredos mitológicos mais ricos da história da Marvel.
Temos uma tela muito rica com que trabalhar,
não apenas a tela da Marvel,
mas também as mitologias históricas do nosso mundo.
Os Eternals em BD foram criados por Jack Kirby nos finais dos anos 70.
Era a segunda passagem pela Marvel
e ele queria fazer algo cósmico e totalmente novo.
E na BD, bem como no nosso filme,
tinham de proteger a Humanidade tempo suficiente
até os Celestials voltarem e avaliarem
se a Humanidade era digna de se juntar a eles nas estrelas.
No filme, creio que partilham uma origem muito semelhante.
Na BD, os Celestials vieram à Terra, encontram homens...
ZOIE NAGELHOUT PRODUÇÃO E DESENVOLVIMENTO
... e fizeram uma experiência. Criaram os Deviants,
uma experiência falhada.
E ao verem que falharam,
criaram os Eternals como contraste.
Kirby criou um mundo muito empolgante e interessante,
mas era baseado na história humana
e quase parecia que se podia passar no nosso mundo.
Adoro a mitologia das origens
e adoro o facto de ter combinado mitologia espacial
com mitologia humana do planeta Terra,
juntou as duas mitologias e criou personagens
que vivenciaram isso.
E deu-nos a oportunidade de podermos reaprender a nossa própria história.
Estamos muito ansiosos por explorar as origens
ARGUMENTO
de todo o Universo Cinematográfico da Marvel no nosso filme.
Pela primeira vez, podemos estar perante os Celestials,
mas já tivemos vislumbres deles nos filmes anteriores.
Já fizemos referências aos Celestials noutros filmes.
Em Os Guardiões da Galáxia, Knowhere, a base de operações do Colecionador
é a cabeça de um Celestial.
Os Celestials são uma parte essencial das publicações da Marvel
e queríamos dar-lhes a mesma importância no Universo Cinematográfico.
No fundo, Eternals é um filme épico.
Aborda a imortalidade, a identidade, o dever.
E exploramos todos esses elementos
que tantos super-heróis espantosos já fizeram antes.
Mas queremos retratar esse facto ao longo de toda a extensão
da história da Humanidade na Terra.
Falando de todo o processo, recebemos 800 páginas de pesquisa.
Todas as BDs, todos os romances gráficos, tudo sobre este universo:
"Aqui têm. Escrevam um filme."
E passámos quatro, cinco semanas a pensar,
a bater com a cabeça na parede para definir este mundo.
Os Eternals tiveram três iterações nas BDs nos últimos 30 a 40 anos.
Fomos inspirados pelo trabalho do Rei Kirby
e pela versão dos Eternals do Neil Gaiman.
Creio que a expetativa dos nossos fãs
era que seguíssemos a versão de 2000, do Neil Gaiman.
De muitas formas, é a versão mais popular dos Eternals,
mas, para nós, a grande inspiração foi a versão de 1976, de Jack Kirby.
E, em parte, porque ele criou a ligação com a história mundial,
a história dos astecas.
Grande parte da sua linguagem de design, até a sua inspiração narrativa
teve origem na história do mundo.
Já os vi a lutar, a mentir e a matar,
mas também os vi
a rir e a amar.
O que mais me agrada na história de Eternals
é regressarmos ao início da nossa civilização
para percebermos que, na verdade, têm estado entre nós
e têm-nos ajudado durante todo este tempo.
Referimos acontecimentos históricos.
Pudemos referir as tragédias e os nossos melhores momentos
e pudemos mostrar o que significa estar neste planeta.
Este planeta
e estas pessoas
mudaram-me.
E isso permitiu-nos regressar no tempo
e ver coisas que não tínhamos visto.
Nas apenas no Universo Marvel, também como cineastas,
coisas que não se veem com frequência no cinema.
A Antiga Mesopotâmia no início da civilização
e a Antiga Babilónia, que é para muitos historiadores o berço da civilização.
O Império Gupta a 200 DC.
É um período temporal que não se vê muito no cinema,
mas era muito rico em factos históricos
que nós, como cineastas, desconhecíamos.
Porque não ajudaram a combater o Thanos?
Ou noutras guerras? Ou em tantas coisas horríveis da história?
Mandaram-nos não interferir em conflitos humanos
que não envolvessem Deviants.
STEPHANE CERETTI Supervisor de Efeitos Visuais
No início, ao querermos definir o que eram os Deviants,
começámos a analisar os monstros das histórias antigas.
Dos gregos e dos egípcios.
A Chloé queria algo muito único.
Queríamos ter algo alienígena,
mas que também tivesse formas que nos fossem familiares.
Por exemplo, no início do filme, na Mesopotâmia,
são muito maiores, parecem dinossauros.
São monstros gigantes.
E à medida que evoluem com o tempo,
tornam-se mais parecidos com animais que vemos hoje em dia.
Havia esse aspeto de narração
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