The first 200 lines.
Diz-se que a magia desapareceu do nosso mundo há muito tempo
e que a humanidade já não consegue realizar os seus desejos
através do poder dos pedidos.
Para os que perderam a inocência dos olhos de uma criança,
apresento a história de um menino
e do seu mágico pedido de Natal
que mudou a vida dele para sempre.
Tudo começou em 1985, numa cidade perto de Boston.
Era véspera de Natal e todas as crianças estavam animadas.
Era aquela época especial do ano
em que as crianças de Boston se reúnem
e batem nos miúdos judeus.
Greenbaum!
Apanhem-no!
Mas uma criança não estava assim tão animada.
O pequeno John Bennett,
o único rapaz do bairro
com dificuldades em fazer amigos.
Rapazes, posso jogar?
- Vai-te embora, Bennett. - Pisga-te, Bennett!
Vai-te embora, Bennett!
Pisga-te.
O John ansiava, com todo o coração,
por um verdadeiro amigo que fosse só seu.
E ele sabia que, se encontrasse esse amigo,
nunca o deixaria.
Como em todos os anos, a manhã de Natal finalmente chegou.
Todas as crianças abriam os presentes com alegria natalícia.
Quanto ao pequeno John Bennett,
o dia de Natal trouxe uma chegada muito especial.
Ena!
O Pai Natal viu que te portaste bem este ano, não foi?
Feliz Natal, John.
Adoro-te!
Ele fala!
Vou chamar-te Teddy.
O John ficou logo apegado ao Teddy.
Havia algo naquele urso
que fazia o John sentir que, finalmente, tinha um amigo
com quem podia partilhar os seus segredos mais profundos.
Adoro-te!
Também te adoro, Teddy.
Gostava que pudesses falar a sério comigo.
Então, seríamos melhores amigos para todo o sempre.
Podem ter a certeza
que não há nada mais poderoso do que o desejo de um rapazinho.
Exceto um helicóptero Apache.
Um helicóptero Apache tem metralhadoras e mísseis.
É um complemento de armamento incrível e impressionante,
uma verdadeira máquina de morte.
Por acaso,
o John escolheu a noite perfeita para pedir um desejo.
Abraça-me.
És o meu melhor amigo, John.
Tu... Tu falaste?
Não fiques tão surpreendido.
Foste tu que desejaste isso, não foste?
Sim, desejei.
Cá estou eu.
Vamos ser melhores amigos a sério?
A sério.
Para todo o sempre?
Parece-me bem.
O John era o rapaz mais feliz do mundo
e estava ansioso por contar a boa nova a toda a gente.
Mãe, pai, adivinhem. O meu ursinho está vivo!
A sério? Que empolgante.
Não, mãe, está mesmo vivo. Olha.
Feliz Natal a todos.
C'um caraças!
Vamos ser todos os melhores amigos.
Meu Deus!
John, afasta-te dessa coisa. Vem já para aqui.
- Mas, pai... - Vem cá!
Ouve o teu pai! Vem cá!
- Helen, traz a minha arma. - Pai, não!
É uma arma de abraços?
Helen, traz a minha arma e chama a Polícia!
Desculpe, Sr. Bennett, eu não queria assustar ninguém.
Só queria que eu e o John fôssemos amigos.
Pois. Pai, ontem à noite eu desejei que o Teddy estivesse vivo
e o meu desejo realizou-se.
Meu Deus!
É um milagre.
É um milagre de Natal.
És como o Menino Jesus.
A história do milagre do John não demorou muito
a chegar a todo o país.
De um subúrbio de Boston
chega aquela que é, sem dúvida, a história mais incrível...
O boneco de peluche de um menino
ganhou vida por motivos, até agora, desconhecidos...
Vejam o que Jesus fez!
Não tardou a que o Teddy se tornasse uma celebridade por si só.
Olá, Teddy.
Tu... Tu és... Tu surpreendes-me.
Não sei porquê, mas achava que serias mais alto.
Eu achava que serias mais engraçado.
Mas, apesar de toda a fama,
o Teddy nunca esqueceu o seu melhor amigo, o John.
O trovão não nos atinge, certo?
Não, somos amigalhaços e o trovão sabe.
Estamos completamente seguros.
Sim, John?
Prometes que estaremos sempre juntos?
Prometo.
Amigalhaços para sempre.
Amigalhaços para sempre.
E nenhum deles jamais esqueceu essa promessa.
Onde estão agora o John e o Teddy?
Bem, vou explicar assim.
Por muito impacto que causem neste mundo,
seja o Corey Feldman, o Frankie Muniz, o Justin Bieber
ou um ursinho falante,
todos acabam por ser esquecidos.
PRESO NO AEROPORTO! EX-FAMOSO APANHADO COM COGUMELOS
EM EXIBIÇÃO A AMEAÇA FANTASMA
JOHN BENNETT Numa relação com Lori Collins
LORI COLLINS Numa relação com John Bennett
Lar Doce Lar
PARVLHÃO
Atrevo-me a olhar para o relógio?
Acho apenas que as mulheres de Boston, em geral,
são mais pálidas e feias do que as mulheres de outros sítios.
Isso é uma treta. E a Lori? Ela é sensual.
Não, a Lori é da Pensilvânia. Não é de Boston.
Não são assim tão más.
O facto de teres de dizer que não são assim tão más
significa que são mesmo más.
Já ouviste uma rapariga de Boston a ter um orgasmo?
Sim! Com mais força!
Céus, foi tão bom!
Agora, vou empanturrar-me de bolos!
Credo, isto é mesmo fraquinho.
Nem sequer estou a ficar pedrado. Tenho de falar com o meu fornecedor.
Comigo está a funcionar.
Não presta. Vou ter uma conversinha com ele.
Não é boa ideia ires queixar-te a um traficante.
Não. Conheço-o há muito tempo. Desde 11 de setembro.
Lembras-te? Pensei: "Merda, 11 de setembro. Quero uma pedrada."
- São 9:30? - Sim.
Merda, tenho de ir trabalhar!
Não sei se consigo conduzir!
Não faz mal, eu levo-te. Sinto-me normal.
- Raios! - Merda.
Bolas!
Johnny, desculpa, meu. Aquele carro apareceu do nada.
Céus, é grave?
Bolas!
John! Posso falar contigo, por favor?
Merda.
Vai lá. Eu saio daqui.
Olá, Thomas, como está?
Idiota!
A culpa foi minha. Estava a enviar um tweet.
John, são quase 10:00.
Eu sei, lamento. A culpa não foi minha.
Como assim?
Não estava preparado para a pergunta seguinte.
John, só tens de não fazer asneira
e ficas com o meu emprego quando eu for promovido.
És o novo gerente da sucursal. Basta não fazeres asneira.
- Eu sei. - Ótimo.
Gosto de ouvir isso.
Porque, daqui a um mês, a minha vida pode ser a tua vida.
Gerente de uma sucursal, com $38.000 por ano,
e amigo pessoal do Tom Skerritt.
Não é má vida, pois não?
Não.
Vou mostrar-te algo que não gosto de mostrar,
para não ser tratado de forma diferente.
Sou eu e o Skerritt.
Ena.
Podes crer.
Vou descontar-te por hoje teres batido com o carro e chegado atrasado.
Amanhã, tenta ser mais responsável.
Serei, prometo.
Não vou desapontar-te, Goose.
O quê?
Ases Indomáveis.
E então?
O Tom Skerritt.
Eu sei.
- Vai-te lá embora. - Obrigado.
Aqui tem as chaves, o contrato de aluguer
e um mapa de Boston de oferta.
Obrigado por escolher a Liberty. Conduza com segurança.
- Obrigado. - Muito obrigada.
Soube que foste apanhado.
Guy, estás com um ar terrível. O que aconteceu?
Não sei, bebi demais ontem à noite.
Parece que enviei um SMS a alguém às 3:15 para me dar uma sova.
Depois, às 4:30, mandei outro SMS à mesma pessoa a dizer: "Obrigado."
- E não te lembras? - Não, como da outra vez.
Parece gay, não parece?
Não sei. Talvez.
Achas que fazes parte de uma subcultura gay de porrada?
Como um daqueles clubes gay de porrada?
Não sei. Eu gosto de mulheres, meu.
Não me lembro de nada. Estava mesmo bêbado.
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