The first 200 lines.
Este é um corte de almofada, o outro é um...
-Corte de princesa. -Sim.
Estes nomes não têm que ver com ela.
Têm um corte presidencial?
Que tal
algo mais clássico?
-É este. -Tem bom gosto, Daisy.
Tenho sim.
Ouviu a patroa.
Muito bem. Por aqui.
Olá. Posso ajudar?
Queria um presente para a minha namorada.
Espero que um desses embrulhos sirva.
Tem algo específico em mente?
Nem por isso.
Apenas algo que seja razoável.
-Deixe-me mostrar o que temos. -Ótimo.
Estás confortável com isto?
Sim, pai. Tudo bem.
Está tudo bem. Eu só...
As pessoas são malucas aqui.
Não são mais do que em LA.
Meu Deus, pai, ele está bem?
-Não saias da minha vista. -Não saio.
-Está bem? -Sim.
Chamou o 112?
Não, mas está ali uma ambulância.
Tudo bem por aí? Calma.
Sou paramédica. Eu trato disto.
A sério, eu estou bem.
-Como se chama? -O quê? Eu estou bem.
Sim, está bem.
Precisas de harissa?
Precisavas de harissa.
Perfeito. Vamos ferver.
Boa.
-A falar com o peixe outra vez? -Não.
Estou a falar com a sopa.
-Bem, trago limões Eureka. -Meu Deus! Obrigada.
É o tipo de amiga que eu sou. Tu pediste limões.
-Mas eu sei que gostas dos Eureka. -Eureka!
-Sim, porque gostas de fazer isso. -Tem de ser.
Muito bem, ena...
Aniversário em casa?
Rach, adoro que tenhas emoldurado isto.
Vou sempre amar o nosso primogénito.
Apesar de o crítico ter dito que parecia uma estação de serviço.
Eu gosto de estações de serviço. Têm bons snacks.
Tens mesmo boa atitude. É assustador.
Preciso de mudar-me. Podes baixar o lume daqui a dois minutos?
Sim. Tens comida no cabelo. Sim, aí mesmo.
Sabes, é incrível a porcaria que tu consegues fazer.
Parece uma aula de cozinha para miúdos.
Sim, estava nessa onda.
Devias ir andando porque o Gary deve chegar pelas 19:00.
Muito bem, então vou sair daqui a duas ou três horas.
É hilariante. És alguma comediante?
Tenho trabalhado num número.
É verdade, vi o artigo na New York Magazine.
-Viste? -O Novo Tatuador de Nova Iorque.
Presumo que tenhas ajudado.
Sim, ajudei.
O quê? Enviei-lhe alguns cannoli. Tipo: "Talvez possas dar
"uma palavrinha ao editor de cultura." E deu.
És muito generosa.
Compras pessoas com cannoli. É bom saber.
Terri,
Não disseste nada do meu vestido. O que achas?
Estás incrível.
É exagerado, mas estava a pensar numa onda, tipo,
Jennifer Lopez a apanhar os filhos a caminho dos Grammys.
Ele não vai reparar na cozinha.
Não, não vai.
Tens o telemóvel a tocar.
É o Gary.
-Vou comer peixe hoje. -Terry.
O quê?
Olá, querido. A caminho?
Desculpe, quem é?
O quê?
Não o encontro em lado nenhum.
Se eu achar o telemóvel dás-me um?
Não comeces. E não lhe contes, ela odeia.
Olá.
Até parece que nunca viste a Vaiana.
-Como vão as coisas por aí? -Do melhor.
As árvores iluminadas, fomos patinar
-e vimos um tipo ser atropelado. -Meu Deus!
Não, foi um bom dia, tirando o tipo. Mas está bem, acho.
Podemos fazer tudo igual quando voltares.
Não é preciso, lembro-me bem. As multidões, os cheiros.
Eu gosto dessas coisas.
-Quando chega o teu voo? -Amanhã às 17:00.
O que vão fazer até lá?
A Daisy vai estar com a Nina, que não vê desde a primeira classe.
Giro. Boa.
-Sim, enquanto o pai tem a reunião. -Que reunião?
Vanessa. Hora da margarita.
Já vou.
Bem, tenho de ir. Vemo-nos em breve com muitos presentes.
-Está bem? -Diverte-te no último dia da viagem.
Acerca da questão de não lhe contares sobre a reunião.
Que foi?
Disseste que achavas que o homem estava bem.
Querida, a ambulância chegou num instante.
Mas às vezes as pessoas não estão bem.
E se não estiver?
Tens razão.
Eu acho que está bem,
mas de manhã podemos ir ao hospital ver como é que ele está.
Sim.
Ontem à noite o médico disse-me que ele tinha uma concussão.
É grave?
Como te sentes?
Já estive pior.
É uma concussão ligeira. Nada partido. Talvez um ou outro hematoma.
-Só isso? -Só isso.
Raios!
O meu telemóvel.
O teu quê?
Está partido.
Tem razão. Parece que vai ficar bem.
Muito bem, a Rita trata de tudo.
-Certo. -Muito bem.
Vamos fazer-lhe uma ressonância porque tem alguma perda de memória.
Perda de memória? Ela não falou disso.
Não te lembras do que aconteceu ontem?
Nem por isso.
Isso não é bom sinal. Parece-me mau. É sério?
Ele vai ficar bem.
Vão examinar-me agora, certo?
Só lá para a noite. No pior caso, amanhã.
-Devias ir. -Não te vou deixar aqui.
Anda lá. A sério.
-Devias estar preocupada com o telemóvel. -Para.
Está partido.
Eu estou bem. Devias estar no restaurante.
A sério.
Tens a certeza?
Sim.
Muito bem.
-Adeus. -Vou levar as tuas coisas.
É isto.
Tomem conta dele.
-Amo-te. -Amo-te.
Como é a comida aqui?
Não, não somos família. Só... Só queríamos ver como está.
Só sabemos que foi atingido por um táxi.
Lamento. Não posso dar informações dos pacientes.
-Nem sequer sabem o nome dele. -Só queremos saber se está bem.
Chegou ontem à noite, foi atingido no Soho.
O meu pai salvou-o.
-Não, não foi... -Foi sim. Foi por causa de ti.
-Desculpe. Olá. -Não foi...
Olá.
Desculpem interromper.
Ouvi-vos falar. Estavam lá com o tipo que foi atropelado?
-Não tem de revelar nada. -Eu sei. Ele chama-se Gary.
Tem uma concussão.
-Não! -Mas é pequena. Vai ficar bem.
-Sim. -Folgo em sabê-lo.
Ouviste, D?
-O que aconteceu? -Desculpem, não podem ficar aqui.
Se quiserem falar, vão para outro lugar.
Tu e o Gary são casados?
Não. Nós somos...
Melhores amigos?
És uma stripper?
O quê?
Vive em Nova Iorque?
Sim, vivo em Queens.
-E vocês? -LA.
Mas vivíamos aqui e talvez regressemos.
Fixe. Podem trabalhar nas duas cidades. Bicosteiros, chique.
Mais ou menos. Sou professor de escrita criativa na UCLA.
-Fixe. -Mas também é escritor,
e quer escrever outro livro.
Muito bem, sim, se calhar devíamos ir embora,
antes que a Rachel fique a saber tudo de nós.
Pelo menos não estraguei o pedido.
Não ouvi nada. Não ouvi mesmo nada.
Estou cansada. Preciso de dormir.
Vestir roupas normais.
Estou a usar saltos num hospital. É o que eu estou a fazer.
-Tenho de ir. -Dormir?
É o mais importante.
-Acho que tem razão. -Também acho.
Se passarem por Bryant Park,
o meu restaurante tem uma banca no mercado de Natal,
e adorava agradecer-vos com uma refeição ou...
-A sério? Sim. -Sim.
-Como se chama? -Chama-se Gillini.
-É uma padaria. -Padaria?
E restaurante em Little Italy.
Acabou de conhecer o maior consumidor de pão da América.
-A sério? É você? -Sim.
Aos anos que o queria conhecer.
Meu Deus!
Merda!
Gabinete de canto.
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