The first 200 lines.
Pare.
Pare.
Já teve o suficiente hoje, Benny.
Não vou deixar que a lei me domine.
-Chamarei um táxi para você. -Não, vou caminhar.
Um jornalista foi atropelado no norte hoje à noite.
A polícia acha que foi intencional.
-Morreu? -Mortinho da silva.
Quero detalhes. Motivo. E os antecedentes.
Opiniões no trabalho, essas coisas.
Benny era...
Benny? Benny Ekland?
Você o conhecia?
Conversamos sobre um caso nazista.
-Ele era um bom jornalista. -Em Lulea.
-Ele não escreveu sobre o F21? -O bombardeio.
-Isso foi há 40 anos. -Foi um ataque terrorista.
-Um jovem soldado foi morto. -Foi uma história obscura.
-Berit, você pode? -Não, estou naquele escândalo.
-Certo. Bengtzon? -Estou voltando.
Pegue o primeiro voo para Lulea.
Não se esqueça da roupa de inverno.
-Vai perder a festa de sexta. -Não estou mais nessa.
Você conhecia o Big Ben?
-Big Ben? -A gente chamava ele assim.
Falei com ele pelo telefone sobre a gangue de motocicleta...
mas nunca o vi pessoalmente.
Por que a polícia suspeita de assassinato?
Não sei. Ele era muito conhecido aqui.
Não necessariamente de modo positivo.
Nem todos gostavam do que ele escrevia.
-Sobre o que ele escrevia? -De tudo e de todos.
Desde ladrões de galinha
até aos salários dos servidores públicos.
E um texto relembrando o ataque terrorista do F21.
Ele escreveu bastante sobre o F21, certo?
Ele não largava o assunto.
Mas quarta-feira ele veio e disse
que tinha uma nova informação.
-Que tipo de informação? -Não tenho ideia.
-Você não perguntou? -Não, não perguntei. É o caso...
Benny estava obcecado.
Ele nunca acreditou na versão oficial.
Há alguém com quem possa falar? Ele tinha família?
Sim, a irmã dele na fábrica.
-Fábrica? -A siderúrgica.
Vou pedir ao Hans Blomgren, do arquivo, para ajudar você.
Benny era um cara teimoso. Produzia mais do que ninguém.
-Sabe o tipo, não? -Sim.
Isso deve ser difícil pra você.
Alguém tem alguma suspeita?
Repórter estrela. Favorito do editor.
O sindicado não gostava dele.
Ele sempre dizia: "Ponha meu nome
com a minha foto. Eu me superei".
-Tinha inimigos? -O que você acha?
Então, Miss Estocolmo. O que posso fazer por você?
Só o que não pode ser achado na Internet.
E sobre o ataque do F21.
F21.
F21.
Provavelmente você nem era nascida.
Por favor, Sr. Blomgren...
-Sou casada e tenho dois filhos. -É isso. Vocês feministas.
Então você não é feminista?
-Perdão? -Nada.
-Aqui está. -Obrigada.
Polícia de Lulea.
Annika Bengtzon, Evening Press.
Posso falar com o delegado Sup?
É Suup, um nome Saami.
-Ele não está. -Quando ele volta?
Eu não sei, desculpe.
Eu tento depois, obrigada.
Eu sabia que uma hora alguém perderia o controle.
Considerando tudo que ele estava remexendo.
Meu irmão era um criador de caso. Sempre foi.
E tinha um temperamento terrível.
Não conseguia manter a boca fechada.
Ele tinha um relacionamento?
Ninguém aguentava ele mais de um mês.
Era um chato de galocha.
Quem você acha que pode ter sido?
A pergunta é quem não teria sido.
Mas no fundo ele era um cara legal.
Então, quando meus pais ficaram velhos
ele voltou para ajudá-los.
E sempre trazia presentes como se eles fossem crianças.
Eles o amavam.
Não acredito que ele se foi.
Linus, olá. Annika Bengtzon, Evening Press.
-Tem algum tempo pra mim? -Não.
-Você terminou. -Não. Minha mãe já vem.
Você conheceu o Benny? O homem que foi atropelado.
-Não quero falar. -Eu não vou dizer seu nome.
Você pode permanecer anônimo.
Não pode contar nada para minha mãe.
Ela trabalha à noite. Não sabe que eu estava atrasado.
O que você estava fazendo?
Jogando videogames. Ela fica aborrecida.
Eu vi Benny no meu caminho de volta à noite para casa.
Ele estava bêbado.
De repente um carro que estava estacionado ligou
e saiu em direção a ele.
Bem em cima dele.
Então deu ré sobre ele e arrancou.
E você viu isso.
Viu também o motorista?
Linus, você chamou a polícia?
-Você tem de ir agora. -É a sua mãe? Eu gostaria...
Não, você prometeu.
-Quem é? -Ninguém.
Ninguém? Do que você estava falando?
Só coisas sobre a equipe.
Olá?
Você leu?
Tem algo sobre o trabalho do Benny...
no seu último dia e uma entrevista com a irmã dele.
E o que diz a polícia?
Não falei com eles.
Quando você volta?
Queria ficar mais uma noite.
Para quê?
Preciso ir à polícia e saber do F21.
Tudo bem, faça isso.
-Também tenho uma testemunha. -O quê?
Um garoto de 15 anos que viu o que aconteceu.
Por que não me disse antes? Podemos publicar?
-Podemos pôr isso? -Sim, pode ser.
Ótimo... vá em frente. Mantenha-me informado. Até mais.
Minha luva! Minha luva sumiu!
-Papai. -Estou ouvindo.
-Olá, como está? -Ellen perdeu a luva.
Tem um buraco no bolso dela. Dê uma olhada no forro.
Eu vou ver. Onde você está?
Em Lulea, vou ficar até amanhã.
Não pode simplesmente sair da cidade.
Eu sei, desculpe. Não fique bravo.
-Não estou. -Vou ler seu relatório à noite.
-Pai, estou com fome. -Minha luva.
Eu também estou com fome. Annika, não posso falar agora.
Eu te amo. Falo com você depois.
-Pai, vamos embora agora? -Sim, vamos pra casa.
Ele falava muito.
Especialmente se estivesse bebendo.
-O que ele falava? -O Big Ben estava arisco.
Tinha todas as respostas. Mas se você ia
contra ele, mordia como cobra.
-Algo mais? -Não, obrigada.
GAROTO DE 15 ANOS TESTEMUNHOU O ASSASSINATO
Não há muito que já não tenha sido publicado.
Posso te dizer o que a nossa pesquisa descobriu.
-Há 40 anos? -Exatamente.
Eu li o que Benny Ekland escreveu sobre o ataque.
Escreveu que foram encontradas
pegadas tamanho 36 no local.
-Isso é correto? -Sim.
E essa não foi a única sabotagem?
A portão não era muito seguro. Dava para rastejar por baixo.
Os artigos do Benny sempre foram apimentados.
Você concluiu que os russos eram culpados. Por quê?
Por um processo de exclusão.
Não havia vários grupos esquerdistas suspeitos?
Sim, mas nenhum estava capacitado
para realizar um ataque assim.
Nenhuma facção de esquerda ou de direita.
Só espiões russos com pés pequenos?
Você pode dizer assim. Eles existiram.
E, acredite ou não, eles ainda existem.
Mais alguma coisa?
Benny escreveu um artigo relembrando.
-Ele falou com você? -Não via o Benny há anos.
-Isso é tudo? -Sim.
-Annika Bengtzon? -Olá. Alexander Suup, detetive.
-Linus Gustafsson me chamou. -Ah, bom.
Vimos ele hoje.
Disse que você pediu para nos contatar.
Correspondência do Benny. Você queria?
Passe para a minha colega.
-Então, não precisa da gente? -Não, obrigado.
Podemos apenas conversar? - Conversar?
Assim dizia meu pai sempre.
Apreciamos sua ajuda. Muito bem feita.
Você foi rápida. Falei com Pettersson sobre
o F21 e soube que você já passou por lá.
Eu tenho algo que gostaria de soltar,
mas a base é contra.
Então espere um escândalo.
Desculpe, mas encontramos algo.
Vamos ver. O que é isso?
Tinha uma carta hoje para o Benny.
"Não há construção sem destruição".
"Isso significa crítica e, portanto, revolução".
Parece nossa polícia. Para a pesquisa.
-Perdão, você já terminou? -Ainda não. Voltarei.
-Já tem algo? -Não sei ainda.
Faz tempo que a polícia e o exército
têm um suspeito para o ataque F21.
Um conterrâneo.
Benny falou antes de morrer.
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