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Time 2020 1080p BluRay x264 AAC5 1-[YTS MX]
A Commentary by SubPortal

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YTS
Published on: 2021-03-08
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The first 200 lines.

Merda. Estava a tentar decidir onde pôr a câmara.

Esperem um minuto.

Hoje é 23 de julho e...

Muita coisa mudou desde o início desta gravação.

O meu marido está preso.

Eu já saí há uma semana e um dia.

Estive presa desde 24 de maio.

Mas sei que, por muito sombrias que pareçam as minhas circunstâncias agora,

vai ficar tudo bem.

Ele vai... Ele vai voltar.

Uma mota.

-É a minha... -Ele vai voltar.

Mais forte do que antes.

Estou grávida de gémeos. Vou mostrar os gémeos.

Olhem para eles.

São os gémeos às 22 semanas.

Sai da frente. Laurence, se não saíres da frente...

Bom dia.

Menino de seis anos.

Bom dia.

Hoje é o teu primeiro dia de aulas.

Ei.

Bom dia, Robert.

É 24 de agosto, o primeiro dia do Remington na creche.

O que vais fazer na creche, Rem?

Vou fazer os possíveis para arranjar todas as namoradas que quiser.

Bom dia, querido.

Ouve-se o gelo a cair.

E lá estão os palermas ao frio.

Palerma n.º 2 e n.º 1.

Está frio.

Hilariante!

Que loucura!

Meu Deus! É tão giro!

Muito bem.

Planeias casar-te em breve?

-Eu sou casada. -És?

-Com o pai do Remington. -Quando?

Já casámos há ano e meio.

-Há quase ano e meio. -Onde está ele?

Não está na cidade, agora.

Sabes que mais? Não te quero lá em cima na palhaçada com os outros rapazes, sim?

-Está bem. -Presta atenção.

Presta atenção. Concentra-te, presta atenção. É o teu objetivo para hoje.

Mas eu e o Jared não corremos.

-Onde está a minha cabeça, Remington? -Aí está ela.

Rapaz, é bom que te faças homem.

Aponta para aqui...

Pai, estamos no outono.

As árvores começam a mudar de cor, hoje é 18 de outubro.

A data de hoje é 18 de outubro?

Só quero mostrar-te estas casas, pai.

-Para veres qual vamos comprar. -Sim, para veres qual vamos comprar.

Caramba, são bonitas! Todas juntinhas.

Pai, este sou eu. Voltamos a ti.

Está um lindo dia, querido. Quem me dera que o desfrutasses comigo.

O lugar do morto está vazio.

Gajo, e pensa, conheci-te quando tinha 16 anos.

Dezasseis anos.

Sempre soube que havia algo em ti.

Caramba, amo-te, Robert. Amo um Robert.

Se te portares bem, conto-te uma história.

Vês este sorriso, Robert?

Sabes o quanto vou sorrir quando vieres para casa?

Gajo...

Gajo, o quê?

A sorrir. Eu e todos os meus filhos

vamos andar o dia inteiro assim.

Até me vão doer os maxilares.

O quê?

A Sibil Fox fez o quê?

Sinto-me como uma campeã.

Gosto.

"Chamam-lhe Big Easy.

Mas, verdade seja dita, sem transportes como deve ser,

ela pode..." Quando dizemos "transportes como deve ser", afastamos,

e depois: "Pode ser difícil como o caraças."

Certo.

E depois volta a mim, quando me estou a apresentar.

"Paz e amor, família, sou a Fox Rich.

E, como esposa e mãe de seis rapazes...

...sei a importância dos transportes.

Como esposa e mãe de seis rapazes,

agradeço a oportunidade de o ajudar a comprar uma viatura

na Rich Motors de Nova Orleães."

Fixe.

"Sei o que significa precisar de um bom transporte

para se deslocar com a sua família.

Ouça, verdade seja dita, um carro é mais importante que uma casa, a meu ver.

Porque pode dormir no carro, mas não pode conduzir a sua casa."

-E é isso. -Fixe.

Então, acho que vamos fazer um plano consigo a dizer tudo isso.

-Está bem. -E depois também...

Até pode olhar por cima do meu ombro

e podemos fazer o resto juntos para ver se funciona.

-Podemos ensaiar consigo. -O que também queria fazer

era ver como estou, em termos de cabelo, de batom...

-Sim, claro, podemos fazer isso. -E ver como fica o plano.

Sim. Vou demorar um segundo.

-Vamos regular a iluminação. -Está bem.

Vou ver o que temos para trabalhar.

Podem chamar-lhe Big Easy, mas, verdade seja dita,

estar em Nova Orleães sem transporte

pode ser difícil como o caraças.

-Fantástico. -Tenho de endireitar os ombros.

-Vamos tentar de novo. -Mais uma vez.

Ou as vezes que precisar. Avance só um pouco.

Nasci Sibil Verdad Fox

a 18 de agosto de 1971.

A minha mãe era professora

e a minha avô era governanta da mãe do Hank Williams.

Descendo de pessoas que tinham um forte desejo de ter algo,

de ser alguém.

A minha mãe...

...ensinou-me desde muito nova

que o sonho americano era real.

E dizia:

"Sibil, podes vencer, se tentares."

E por isso, ali estava eu, uma rapariga da cidade

e estava decidida a tentar.

Cá está a família Rich.

O que acham disso?

Conheci o Robert, o meu marido, quando tinha 16 anos.

Tinha casado com o meu namorado do liceu.

Tínhamos comprado a nossa primeira casa,

dado a entrada para o nosso primeiro negócio.

Estávamos prestes a ser alguém.

Estamos a chegar à casa da tia Sandra.

E mal sabe ela o que aí vem.

-E ali estão eles. -Ali.

Sibil!

Surpresa!

Mal sabia eu que a minha família já tinha tudo o que precisávamos.

Tínhamo-nos uns aos outros.

Ouçam, a minha história é a história de mais de dois milhões de pessoas

nos Estados Unidos da América

que são vítimas do encarceramento dos pobres e das pessoas de cor.

Então, peço que se juntem a mim. E havia outra coisa. O que era?

Vamos transmitir em direto.

Se não puderem ir esta noite,

peço que vejam a transmissão em direto,

às 19h00, na minha página do Facebook,

porque vamos transmitir a experiência em direto.

Ouçam, é mais do que uma conversa.

É uma experiência, e espero que possam encontrar-se lá comigo.

Universidade Tulane, 19h00, na Capela Memorial de Rogers.

Paz e amor.

Vem cá depressa.

Isto deve ficar sempre alinhado. O teu cinto deve ficar sempre alinhado.

Meu Deus! Quem puxou a roupa para fora da gaveta assim?

Senhoras e senhores, queiram juntar-se a mim

na vossa receção Green Wave mais calorosa

à minha mãe, a oradora desta noite,

Fox Rich.

"Deixem-me ser clara desde o início.

Sei que não ganhei nada a não ser a minha vida."

A 16 de setembro de 1997,

o meu marido e eu assaltámos a Gambling Federal Credit Union.

Caramba, foi o que eu disse naquele dia. Por que raio fiz tal coisa?

O que me passou pela cabeça?

O Rob e eu sonhávamos abrir a primeira loja de roupa hip-hop de Shreveport.

Mas tínhamos dificuldade em pagar as contas.

E o que me lembro dessa época, acima de tudo,

era de não querer falhar.

E tínhamo-nos tornado desesperados.

Pessoas desesperadas fazem coisas desesperadas.

É tão simples como isso.

Quando larguei o meu marido e o sobrinho dele

para assaltar um banco,

logo depois de eles saírem do carro,

eu soube...

...que tínhamos entrado num mundo...

...que nunca esqueceríamos.

Na altura,

a pena por assalto à mão armada era de cinco a 99 anos de prisão.

E, a 15 de junho de 1999,

o meu marido foi condenado a 60 anos de prisão

sem direito a regime de prova,

nem liberdade condicional, nem suspensão da pena.

Sessenta anos...

...de vida humana.

A minha mãe dizia: "É fácil metermo-nos na merda."

Passaram vinte anos, pessoal.

Passaram vinte anos, pessoal.

Passaram duas décadas, pessoal.

Passaram vinte longos anos.

É difícil sair de algo assim.

É quase como o tempo da escravatura.

O homem branco mantém-nos lá

até achar que é altura de sairmos.

E é o que é esta situação.

Uma vingança pessoal.

Vingança pessoal.

Sim.

E eu disse à minha filha: "O que precisas de fazer

é prender o cabelo na cabeça

como se fosses meio maluca.

Veste um vestido, um par de calças e uns sapatos rasos

e vai ao tribunal cortejar."

Ela soltou o cabelo

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