Oh, Hello: On Broadway

Oh, Hello: On Broadway (Oh, Hello on Broadway)

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A Commentary by psyking
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Published on: 2017-09-26
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The first 200 lines.

UM ESPECIAL DE COMÉDIA ORIGINAL NETFLIX

Acho que podemos fazer o show e depois...

Se quiser pizza, vamos comer.

- Eu quero pizza se tiver refrigerante... - Vamos por aqui.

Hoje tem refrigerante de máquina? Eu não gosto de latinha.

Sim, é isso aí.

- Adorei. - Certo.

Com uma bola de basquete menor, daquelas de mulher...

e perto da marca de três pontos...

Sim, mas não somos mais aceitos no clube.

Não, mas estou dizendo que...

Veja, não é preciso... Você pode ir a qualquer lugar disfarçado,

se souber o que fazer na quadra.

- Estou nervoso com o show. - Por quê?

Porque estão gravando para a televisão.

Eu não ligo. Vou ficar doidão...

É hora do show!

Senhoras e senhores, bem-vindos ao Lyceum Theater.

Infelizmente nesta apresentação,

os papéis de Gil Faizon e George St. Geegland

serão interpretados por Gil Faizon e George St. Geegland.

Vamos fazer um show da Broadway.

Vejo você depois do show.

Que idiota.

E, agora, deem as boas-vindas a Gil Faizon e George St. Geegland.

Ah, eu conheço você.

Oh, Hello.

- Encantado, claro. Eu sou Gil Faizon - E eu sou George St. Geegland.

E nós somos dois solteirões lendários

que vivem no Upper West Side de Manhattan.

Que é o bairro com mais bafo de café.

Gostaríamos de saudar o pessoal no mezanino e nos camarotes!

Vocês são a razão de fazermos esse show!

Mas faremos contato visual somente com o pessoal da frente.

Nós vamos nos divertir tanto esta noite

porque teatro é o que está causando hoje em dia.

Tem o musical Hamliton e eu não tenho mais nenhum exemplo.

Falando em teatro que está causando,

vocês vão perceber que estamos sendo filmados.

Dá para ver as câmeras por todo lado.

Estamos filmando para um especial do canal Investigação Discovery.

Não, é para a Netflix.

É para assistir em uma tacada só.

Você assiste um episódio de cada show, espera uma semana,

e depois assiste outro episódio em uma tacada só de novo.

E se você vir uma câmera, olhe diretamente no fundo da lente.

Estamos tentando passar a imagem de que temos diversidade na plateia,

então, quem for branco, daria para não ser, hoje à noite?

Certo, acho que mencionamos tudo.

Gostaríamos também de saudar nosso estagiário, o Ravi, na cabine.

Um olá para o Ravi!

Ravi é calouro da NYU Tisch School for the Arts.

Sim, ele está estudando para ser um dramaturgo,

então é o nosso técnico agora e não receberá salário por nove meses.

O nome dele é Ravi Nandan.

Um desses novos tipos indianos.

Eles misturam os sotaques e pedem mil desculpas.

Mas nós gostamos de brincar, dizendo que ele é o mestre da diversão.

Uma de nossas famosas voltinhas.

Olhem para nós.

Vejam nossos passos simbólicos.

Nós somos os beneficiários de uma ordem de restrição de 1997.

Isso nos mantém sempre a 30 metros do maior ator dos Estados Unidos,

Sr. Alan Alda.

Alan Alda, duplo A, bipe! "Saiam da minha propriedade!"

Mas quem somos nós de verdade?

Qual é a nossa essência? Como descrever?

Sabe quando você chega ao fim de um pote de homus

e não consegue pegar o restinho,

então, usa os dedos para conseguir mais?

Bingo! Somos nós, bebê!

Como posso descrever a vibe que nós emanamos?

Sabe quando você entra em uma agência de viagens

e fica: "Hein?"

É isso aí.

Nós somos os saquinhos de chá de erva-mate

fumegando em cima da bancada da cultura pop americana.

Mas quem somos nós como indivíduos?

Posso contar minha longa história?

Veja o palco, use-o.

E eu aceito o palco.

Claro que todos vocês me conhecem, eu sou George St. Geegland.

Sou o tipo de cara que você encontra em uma festa

mexendo nos casacos.

Eu não sou judeu nem mulher,

mas como muitos homens com mais de 70 anos,

cheguei àquele momento da vida em que sou, meio que, os dois.

Nasci em Providence, Rhode Island,

e sou o responsável por reintroduzir o vírus da pólio na comunidade escolar.

Como romancista, fui comparado a Philip Roth.

Também já fui comparado ao esboço policial

de um pervertido do Central Park.

E adivinhem, senhoras e senhores, eu já fui casado três vezes.

Azarado no amor, dizemos brincando.

Maravilhoso!

Minhas três esposas morreram do mesmo jeito, na mesma escadaria.

Cada morte, um aprendizado e um aprimoramento baseado na anterior.

Um fato curioso para a apresentação desta noite:

Estou sob efeito de remédios não-compatíveis.

Encantando, claro, eu sou Gil Faizon.

Eu participei de prêmios Tony, assistindo.

E morando ou não no seu prédio,

de alguma forma eu participo das reuniões de condomínio.

Eu sou a cara do Steven Spielberg se ele não tivesse um tostão.

Com o passar dos anos, tive discussões variadas

com um colega, o ator Richard Dreyfuss.

Ele conseguiu o papel de protagonista no filme Tubarão

e eu travei a mandíbula de tanta cocaína que usei.

Também sou assistente de parto habilitado.

Mas ganhei a vida principalmente como profissional da voz

Quase me tornei o narrador oficial da CBS.

Desculpe, não quero interromper,

mas o seu teste para a CBS foi lindo.

Gostaria de mostrar sua audição para eles?

Não sei se a plateia quer ouvi-la.

Eu ia fazer de qualquer jeito, sabe.

Esta foi a minha audição para a CBS.

Encantado, claro, sou Gil Faizon representado por Don Buchwald e Associados

apresentando meu trabalho para a CBS.

Esta é a CBS, bebê!

Divertido e galanteador,

mas estou errado ou você fez uma segunda opção de teste?

- Sim. - Certo, você fez.

Um ator tem que oferecer opções, certo?

Esta é uma das principais coisas que ensino em meu seminário para atores,

chamado: "Improvisação para Não-Ouvintes".

É um seminário de cinco horas e você ganha um almoço com frango.

Sanduíche de frango apimentado.

- É bem frio... - E 90% dele é alface.

É um sanduíche frio, um refrigerante morno,

acontece em um sábado e custa US$ 900.

É verdade.

Esta é a segunda versão, Gil Faizon, encantado, claro,

anteriormente representado por Don Buchwald e Associados,

me apresentando para a CBS.

CBS? Tudo bem!

Perfeito! E deixe-me dizer uma coisa,

estou chateado num nível forte por você não ter conseguido esse trabalho.

George, isso é muito gentil da sua parte.

Não é gentileza, é verdade.

Você, Gil Faizon, quantas vezes já não falei

que é o ator mais forte de Nova York?

Esse cara é a minha rocha.

Foi ele quem veio me contar que eu não tinha passado no teste da CBS.

E querem saber, ele não me deixou lamentar por um segundo.

Fez com que eu retomasse minha vida.

Começamos a usar heroína naquela tarde.

E injetávamos entre os dedos dos pés, deixando os braços livres para raquetebol.

E, depois, o que fizemos?

Ele me deu o maior presente que um escritor pode dar a um ator.

Escreveu uma peça para eu estrelar.

O que nos traz a esta noite.

Ao longo dos anos, escrevi várias peças para Gil e eu apresentarmos...

- George, lembra da primeira? - Nossa primeira peça?

Eu jamais esquecerei.

A primeira peça que fizemos? Jamais esquecerei.

Eu me inspirei e roubei diretamente...

do clássico de Sam Shepard, Oeste Verdadeiro.

Sim, mas a nossa chamava-se: Upper West Verdadeiro.

Tinha uma reviravolta final ao estilo de M. Night Shyamalan,

onde no fim, abre-se o plano, o que é difícil fazer em uma peça,

mas abre-se o plano.

E o tempo todo tinha sido no Upper West Side.

Tem, por exemplo, uma loja Judaica,

que está sempre fechada.

Quem é esse cara?

É o cara que surge do bueiro.

Ele aparece fora do bueiro, diz: "Não, obrigado", e volta.

É notável que o remake de Oeste Verdadeiro teria Reilly e...

Sinto muito. E Phillip Seymour Hoffman.

Sinto muito.

É duro porque nos emocionamos sempre ao mesmo tempo, em todo show.

É que queríamos usar a morte do Philip Seymour Hoffman em nosso favor.

Senhoras e senhores, cabe a vocês, quando alguém famoso morre,

culpar o ano em questão e atrair toda a atenção para vocês.

Pegar uma foto em um banco de imagens, com marca d'água,

e postá-la na merda do seu Facebook.

Isso deixa profundamente gratos esses mortos.

Agora, outro fato notável do remake de Oeste Verdadeiro ,

John C. Reilly e Philip Seymour Hoffman

trocavam os papéis toda noite.

Nós fazíamos a nossa versão disso. Trocávamos nossos remédios.

Eu tomava os antipsicóticos do George.

E eu usava o creme para eczema do Gil.

Mas muitos de vocês, jovens, devem nos conhecer

por nosso drama existencial de sucesso, Esperando Godot...

Olá.

Só que em nossa versão, Godot aparece nos três primeiros minutos

e, então, fazemos com ele a pegadinha Too Much Tuna.

Nós aparecemos de chapéu coco.

Tiramos o chapéu e temos sanduíches de atum na cabeça.

A plateia morre de rir.

Literalmente, porque nos apresentamos em uma enfermaria em Washington Heights.

E esses...

- Diga. - Esses dominicanos do caralho...

Foi tipo... Ei, feche a porta.

Foi como se não tivessem entendido.

E aqueles que entendiam inglês, foi como se não tivessem gostado.

A maioria das nossas peças foi montada em hospitais

ou abrigos que praticam eutanásia ou ainda em intervalos de sessões do AA.

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