Sebastian Maniscalco: Is it Me?

Sebastian Maniscalco: Is it Me?

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Sebastian Maniscalco Is It Me 2022 WEBRip x264-ION10
A Commentary by LegendasPTPT
🟩 𝑶𝒇𝒇𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍 𝑺𝒖𝒃𝒕𝒊𝒕𝒍𝒆𝒔 🟩

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Published on: 2022-12-07
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The first 200 lines.

Vegas, a joia do deserto.

Aqui há pessoas de todas as formas e tamanhos.

Embora hoje em dia os hotéis sejam mais altos e brilhantes,

a clientela perdeu algum do seu brilho.

A minha Vegas preferida é a de outrora, quando o dinheiro vivo era rei.

Quando todos fumavam, bebiam martínis e vestiam-se a rigor.

Durante o reinado do Rat Pack.

É essa a Vegas com que eu sonho.

É a Vegas que eu quero ressuscitar.

Senhoras e senhores,

Sebastian Maniscalco!

Ena! Um aplauso para Las Vegas, Nevada!

Portanto, eu queria fazer um regresso

ao tempo em que as pessoas se aperaltavam…

… em Las Vegas.

Por isso, tenho de agradecer às pessoas que se deram ao trabalho…

… de vestir um fato ou um vestido.

Sim. Boa.

Agradeço.

Mas, pelo que vejo, muita gente não fez isso.

Isso é bom. É bom ver casais saírem no fim de semana.

Eu e a minha mulher não podemos porque eu trabalho.

Então, saímos à terça-feira.

É a nossa noite de sair.

Todos dizem que tem de haver uma noite de sair, quando temos filhos.

"Têm de marcar uma noite para sair!

Para se reconectarem."

Então, agora, saímos e discutimos sem os miúdos.

É agradável.

Conseguimos realizar muito mais,

sem os miúdos por perto. É bom.

Eu amo a minha mulher, Lana, mas ela não tem sentido de urgência. Não tem…

Quando estacionamos o carro, nunca abrimos as portas ao mesmo…

… tempo.

Eu saio sempre do carro, fecho a porta

e vejo que ela ainda lá está.

E fico à espera, a pensar: "Ela tem de reparar que já saí…

… do carro, tem de lhe cair a ficha."

Mas nada.

Tenho de ir para o lado dela, bater à janela e perguntar:

"Que porra estás a fazer?"

Está sempre à procura de algo.

Há toda uma loja da Sephora…

… na consola. Mas que…

Procura no banco de trás.

"Que procuras no… Não viemos no banco de trás.

Que haverá no banco de trás?

Está sem os sapatos.

É uma viagem de dez minutos e ela perde os sapatos.

Ela usa saltos, doem-lhe os pés. Eu percebo, está bem?

Mas se fosse eu, teria olhado para o GPS e pensado:

"Estamos a três minutos, talvez devesse começar…

… a voltar a montar os pés."

E quando sai do carro, nem consegue andar com os saltos.

Parece o videoclip do "Thriller" a atravessar o estacionamento.

Diz-me ela: "Não estou sexy, amor?

Não estou sexy?"

E eu: "Sim, já estou cheio de tesão.

Entra mas é no restaurante, estão a olhar para ti.

"A coisa está feia.

A coisa está feia, amor."

E entramos no restaurante.

Façam sempre reserva. acho que convém fazer isso.

Sentimo-nos orgulhosos, quando temos uma reserva.

Logo que entramos, vemos pessoas a cirandar no átrio.

Damos um toque à mulher… "Não devem ter reserva."

E damos o nome… E, por vezes, ficamos nervosos.

Há ali um momento em que ficamos, tipo: "Será que marcaram?"

E eles: "Maniscalco para dois." Já procuraram também?

Sim, está mesmo ali! Graças a Deus!

Ao caminhar para a mesa, a minha mulher acha que é a melhor altura

para conversar comigo enquanto atravessamos um restaurante apinhado.

A minha mulher vira-se, a dizer: "A minha mãe vem em maio.

Por isso, se quiseres, devíamos dizer à tua mãe para vir em julho."

E eu digo: "Amor, perdemos o tipo. Não sei onde é a nossa mesa.

Vamos ter muito tempo para discutir isto à mesa.

Vamos procurar o chefe de sala."

Sentamo-nos.

A minha mulher não faz um uso adequado do tempo da ementa.

Põe-se a olhar à volta do restaurante… "Céus, já viste aquelas…

… sancas?"

E eu: "Começa a ler, vê se atinas com a ementa.

Vão fazer-nos perguntas."

Temos de ter respostas preparadas.

Escolhe uma proteína e para de olhar para as sancas."

Não sabe como funciona um restaurante. Nunca trabalhou num.

Eu fi-lo toda a vida.

Conheço as traseiras, a frente…

A minha mulher não faz ideia. Faz sinal aos ajudantes.

Quê? Não se faz sinal ao ajudante, está bem?

Ele tem duas funções. Limpar mesas e pôr mesas.

Ele não sabe da conta, não sabe os pratos do dia

e, às vezes, não sabe a língua.

De um modo geral, o ajudante

é um estrangeiro entre os 18 e os 35 anos.

Certo?

De um modo geral.

A minha mulher não conhece estrangeiros. Não cresceu com eles, como eu.

O meu próprio pai era estrangeiro.

Avós, estrangeiros. Tias, tios…

Tenho montes de estrangeiros na família, certo?

Sei como se comportam.

Se o meu pai estivesse aqui e eu não o conhecesse,

eu apontaria para ele e diria: "Aquele tipo não nasceu aqui."

Só pela maneira como ele se mexe.

Isto não são movimentos americanos.

A minha mulher chamou o ajudante e eu vi logo que havia problema.

Diz ela: "Desculpe." E eu: "Amor, que estás a fazer?"

Ele vem à mesa…

Ela não adapta o discurso nem a escolha das palavras. É igual.

Fala com o ajudante como fala comigo.

Diz ela: "Desculpe incomodar, mas, de facto, não sabemos do nosso…"

E digo eu: "Amor! Já o perdeste.

Ele não sabe o que significa 'de facto'. Para que estás para aí

a juntar as frases?

Tens de meter aí umas palavras-chave. Sal… guardanapo… gelo…

Merdas que ele conheça, amor. Ele acabou de chegar.

Não sabe o que é 'de facto'."

Pediu-lhe uma Tito's com gasosa.

Digo eu: "Amor, o único Tito que ele conhece está a lavar pratos

nas traseiras do restaurante.

Vai chegar lá e gritar: 'Tito, estão a chamar-te!'

O tipo vai chegar e dizer: 'Olá, chamo-me Tito.

Eis a gasosa! Querem gasosa no sumo?'"

O empregado vem e ela fica em choque, certo?

Tem a ementa à dela frente há 25 minutos.

O empregado pergunta: "Que vai ser?" E ela: "Oh, céus! Oh, meu Deus!"

Vem com aquela do: "Tu primeiro." Já vos fizeram isso? "Tu primeiro, amor."

"Está bem. Quero o lombo com salteado de legumes.

Agora, tu!

Quanto tempo achavas que eu ia falar com este tipo?"

Achavas que ia levá-lo a dar uma volta pelo restaurante, de mão dada,

e perguntar-lhe sobre os sonhos e esperanças?

"Tu primeiro!

Não é paraquedismo!

Diz ao homem…"

Mas eu e a minha mulher estamos num novo capítulo.

Temos dois filhos, com cinco e três anos.

Uma com cinco anos e um com três. E eu tenho 49.

Há uma diferença de idade de 46 anos

entre o meu filho e eu. Está bem?

Adoro brincar com ele, não entendam mal, mas grande parte da brincadeira

é estar deitado. Certo?

Brincamos muito ao: "Vamos enterrar o papá, esta noite.

Doem-lhe os joelhos e tem algum problema no ombro."

Brinco muito deitado.

A de cinco anos anda no jardim de infância.

Há um miúdo na turma dela que se identifica como um leão.

Vai para a escola com uma cauda, orelhas e pelo…

… em volta dos pulsos.

Quer que lhe chamem Ruigido. Escutem…

Não estou a inventar, estou só a dar as notícias, pessoal.

Vinte e três miúdos e um leão na turma.

Eu vivo em Los Angeles. É preciso ver com quem se está a falar.

Estava eu e outro pai à espera que os miúdos saíssem.

Dei-lhe um toque e disse: "Já viu o leão…

… que têm na turma?"

E ele: "Eu sei, não é fabuloso?"

E eu flutuei para longe daquele tipo. Certo?

Não vou falar com aquele tipo o resto do semestre.

Não culpo o miúdo. Culpo os pais.

Certo?

Ouçam, o miúdo deve ter aparecido de manhã vestido de leão.

Certo?

Tipo: "Sou um leão, mamã! Sou um leão, papá!"

E os imbecis dos pais disseram: "É um leão!

Bem, então, vamos, leão. Vamos lá para a escola."

Se o meu filho me aparecer vestido de urso panda,

digo-lhe: "Volta lá para cima e veste umas calças de ganga, porra.

Não vou levar um panda para a escola. Está bem?

E pronto. Resolvido. Nunca mais voltamos a ver esse fato.

O papá disse que não.

Há aqui pessoas

a olhar para mim e a pensar: "Que diferença te faz?

Como é que isso te afeta?"

Está a afetar a minha filha, está bem?

Ela não aprende nada porque este leão

perturba a aula.

Anda pelo fundo da sala

a derrubar livros e secretárias, está bem?

A professora tem de parar o que está a fazer.

E agora, não se pode dizer nada.

Porque, se eu disser algo, de repente, sou insensível

aos sentimentos do leão.

Não posso ir ter com a professora e perguntar: "Que porra é esta do leão?

Se ele acha que é um leão, tragam uma jaula e deem-lhe carne crua.

A minha filha não sabe o alfabeto…

… porque o Ruigido anda lá atrás

à procura de zebras."

Acreditam que estamos sequer a discutir esta merda?

Agora, o meu filho também tem de ir para a escola.

Não faço outra coisa. Sempre nas entregas.

No meu tempo, ninguém nos levava. Não tínhamos boleia

para lado nenhum.

Muito menos para a escola.

Não sei como foi para vocês, mas na minha casa,

os meus pais apenas diziam: "Vai pelo passeio

e quando vires pessoas da tua altura chegaste à escola."

Vê se chamam o teu nome e entra. Com sorte, aprendes umas merdas."

Agora, tenho de levar o meu filho à escola.

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