Dickinson

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Season 1

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Dickinson - S01E07 - WEB-DL - TOMMY / ION10 - SDH included
A Commentary by bontoutou
Official Subtitle - Works with all WEBRip and WEB-DL from Apple TV - TOMMY / ION10 - Contains ALL variants (SDH

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Published on: 2019-11-03
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The first 200 lines.

ATENÇÃO! HOJE É DIA DE ELEIÇÕES! VOTEM!

O CIRCO CHEGOU À CIDADE!

Não faz qualquer sentido.

Não, há anos que os Whig controlam este distrito.

Nunca perderam. Como é que, de repente, se transforma numa disputa?

Presumo que sejam os ventos da mudança.

Ventos?

É mais um terramoto.

Parece que o país está a desmoronar-se.

Não, eu...

Então...

... já foste votar?

Sim, a caminho de cá.

O Partido Whig conta com o teu apoio?

Não costumo votar nos membros de um único partido.

Sou mais independente.

Sim, acho que é bom um homem pensar por si.

Concordo.

Sra. Dickinson, em quem votaria?

- Se pudesse votar. - Eu?

Que pergunta engraçada. Nunca pensei nisso.

A sério? Pensei que era sufragista.

Como se atreve a insultar-me assim?

- Pai! - Meu Deus!

- É tão emocionante! - Meu Deus!

Sim, é emocionante.

- É dia das eleições, claro. - Não falamos disso.

O que interessam as eleições se nem podemos votar?

Estamos a falar...

... do circo! - O circo vem a Amherst!

Sim, começa hoje. Estão a montar a tenda.

- Têm leões... - Leões.

... e tigres e...

Gémeos siameses. Têm gémeos siameses.

Sabem? Os gémeos siameses.

Podemos ir?

O circo?

Que depravação.

"Depravação"? Como assim?

Os circos são antros de depravação.

São infames, rudes e impróprios para jovens educadas.

Não. Sabiam que houve um circo no Ohio que gerou tamanha violência

que meia cidade ficou ferida e a outra metade foi presa?

Não. Os circos estão cheios de ladrões, aldrabões, ciganos...

E aquelas senhoras?

As chamadas "acrobatas",

vestidas com pouca roupa e que, por certo, andarão por lá

a pavonear-se como vulgares... Nem vou dizer.

Não. O circo não é lugar para vocês.

Então, vais connosco?

- Ithamar, temos de conversar. - Sim, por isso vim.

Vamos dar uma volta. Caminhemos juntos.

- Está renhido. - Eu sei que sim.

- Não tem de me dizer. - Não devia ser renhido.

Eu sei. Os Democratas raramente dão luta.

O seu chapéu. Ficou na carruagem.

Obrigado. Adoro este chapéu.

Mas não são os Democratas.

- São os Know-Nothing. - Quem?

Os Know-Nothing. Não sabe sobre eles?

Sei tudo sobre eles.

- Certo. - E se me refrescasse a memória?

Então, não sabe.

São demasiados partidos. Porque não existem só dois?

Ou talvez saiba e está a dizer que não sabe

pois quando um membro dos Know-Nothing é questionado,

deve dizer que não sabe nada.

- Confuso. - Sim.

Posso estar a perguntar-lhe isto

e pode dizer que não sabe nada,

e essa pode ser a sua maneira de me dizer

que é um membro do Partido.

Partamos do princípio que não sou.

- Porque não tenho a vitória garantida? - Os Know-Nothing?

Parece que sabem algo sobre ganhar.

Podem ganhar!

Belos scones. Sabia que os scones foram criados no Séc. XVI?

- Desculpe, disse que podiam ganhar? - Sim.

- E derrotar-me? - Temo que sim, Edward.

Impossível. Isto é o Massachusetts.

O candidato dos Whig é eleito aqui, desde sempre.

Pois, os tempos mudam.

Sr. Dickinson.

- O que jantamos hoje? - Quero lá saber. Surpreende-me.

Que tal galinhola?

Ou galinha de caça? Ou narceja, faisão, tarambola, perdiz,

lebre no forno ou alcatra de veado?

Há alguma forma de eu sair desta conversa?

Os Know-Nothing criaram uma plataforma de retórica económica populista

e angústia nativista anti-imigração.

- Ideias contagiantes. - E nocivas.

Sim, mas estão a resultar.

E as pessoas votarão nesses palhaços?

Parece que sim.

As pessoas gostam que lhes digam quem culpar pelos seus problemas.

- E os Know-Nothing culpam... - Imigrantes, Católicos, irlandeses...

- Nós não culpamos ninguém. - Exato, não temos um inimigo.

- Parece um descuido. - Sim, em retrospetiva.

Depois disto tudo, posso perder?

- Não sei. Está renhido. - Renhido?

Raios partam.

Se vai ser renhido, que seja. Sabe que mais, Ithamar?

Acredito neste país e nos homens bons.

E que, no final de contas, os bons ganham porque amamos a América.

E quando os imigrantes se juntam a nós, abrimos bem os braços e dizemos:

"Bem-vindos. Comam um cachorro-quente."

Não excluímos ninguém.

Não.

E no que diz respeito aos Know-Nothing,

parece-me que aquilo que têm de conhecer melhor

é algo chamado patriotismo.

E generosidade. E orgulho.

Credo. Maggie, o que foi?

São os meus irmãos.

Estavam a votar esta manhã, nas urnas, quando foram atacados.

Um deles foi espancado gravemente.

Espancado por quem?

Pelos Know-Nothing!

Odeiam-nos por sermos irlandeses.

Vê, Edward? As coisas estão a descontrolar-se.

Sabe, Sr. Dickinson,

eu e os meus irmãos viemos para a América para fugir à perseguição.

"A terra dos livres", disseram-nos.

Mas aqui é igual ao que era na Irlanda.

Talvez devêssemos voltar para casa.

Maggie, não perca já a fé neste país.

Verá.

A honra e a decência irão triunfar.

Em breve serei eleito para a representar e aos seus irmãos.

E garantirei que uma coisa dessas não se repita.

Espero que esteja certo.

Sei que estou.

PERDEMOS PORQUE GANHÁMOS

E depois, se eu nunca vir um elefante?

Uma vez, vi uma nuvem que parecia um elefante.

Lamento que o teu pai não vos deixe ir.

Ele não me deixa fazer nada.

Talvez tenhas reparado.

Sim, nada de ler, nada de nadar...

E nada de circos.

Então... o que vais fazer em vez disso?

- Para me divertir? - Sim.

Como é que a Emily Dickinson se vai entreter?

Não sei.

Talvez fique por casa.

Talvez converse com uma traça.

Tenho aqui uma coisa.

O que é isso?

Um concurso de poesia.

Diz que hoje é o último dia para se poder participar.

"Procuramos o génio literário desconhecido de Amherst."

És tu. Quer dizer, com base no que li teu, podias ser.

Eu sei do concurso.

Sabes? Já te candidataste?

Lembras-te da conversa de ainda agora? Sobre o meu pai?

Pois.

Nada de ler, nada de nadar, nada de circo e nada de poesia.

Não em público.

Achas mesmo que ele se preocupava se participasses num concurso de poesia?

Parece que ainda não o conheces bem.

Parece que não.

Ele diz que as mulheres que procuram a fama literária são como...

Bem...

Digamos apenas "acrobatas".

Bem, é uma pena porque...

... acho que, se participasses,

ganharias.

"Ninguém conhece esta pequena rosa"

Aí estás tu.

Céus.

Ando à tua procura.

Olá, Em.

O que fazes aqui? Pensei que fitar campas era uma cena minha.

- Temos um problema. - Qual?

Alguém está enterrado no lugar da Sue.

Quem diabos é o Ichabod Beecher?

É o bebé dos Beecher.

Um dos bebés dos Beecher, melhor dizendo.

Pobre família. Tantos bebés. Morreram todos.

Porque é que este bebé Beecher está enterrado tão perto do nosso lote?

Perderam tantos bebés que ficaram sem espaço.

Isso é pena, mas eu devo ser enterrado aqui

e a Sue, como minha mulher, deve ser enterrada ao meu lado.

Não achas?

Porque não afastas o bebé?

O quê?

Não posso afastar um bebé morto.

O que diriam os Beecher?

Nada.

Não vivem em Amherst há anos. Voltaram todos para Inglaterra.

E esse bebé morreu há 27 anos. Já é praticamente um adulto.

É verdade.

Resolvi o teu problema. Preciso que resolvas o meu.

Qual é?

O Springfield Republican tem um concurso de poesia.

- Hoje é o último dia para se participar. - Não vais participar, certo?

- Claro que não. O pai matava-me. - Sem dúvida.

Por isso quero que tu participes.

O meu poema, o teu nome.

Eu?

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