The first 200 lines.
"OUVIR É ONDE COMEÇA O AMOR:
OUVIR A NÓS MESMOS,
E ENTÃO
AOS NOSSOS VIZINHOS."
SR. ROGERS
Olá?
Olá?
Meu Deus!
Socorro!
Muito bem!
Se esse não é o som de um homem, não sei o que é.
29 DIAS E MEIO DEPOIS
Queremos impor a lei e nos defender.
Estão dentro do limite de velocidade?
Se estou dentro do limite, e me ultrapassaram,
vocês estão acima do limite.
Cansou de ser bonzinho? Quero ouvi-lo gritar.
Capítulo cinco: Vamos cantar a palavra "droga".
-Droga. Droga. -Droga. Droga.
Oi, é a Charlotte. Deixe uma mensagem. Tchau.
Oi, amor.
Só para dizer que estou chegando ao novo posto. Estou animado.
BEM-VINDO A BEAVERFIELD
Enfim, me ligue.
Adoraria ouvir sua voz.
Ou não.
Não precisa ligar, se não quiser.
Na verdade, não.
Gostaria que me ligasse, por favor.
Estou dizendo o que quero.
É isso aí.
Certo. Bem, é o Finn.
Amo você. Me ligue. Tchau.
Droga. É saudável.
Droga. Droga. Droga!
GÁS MIDLAND
POUSADA BEAVERFIELD BOA COMIDA E ACOMODAÇÃO
Boa tarde para vocês.
Se não têm suprimentos, é bom arranjarem,
porque a tempestade vai ser grande.
Estamos falando de uma nevasca daquelas...
Oi.
Onde posso encontrar...
Obrigado.
Sr. Parker, já falei...
Desculpe, Sra. Sherwin, já disse...
-Estou aqui para ouvir. -É Sherman.
Estou preocupada.
Este gasoduto é uma façanha da engenhosidade humana.
Olhe para isso.
É plástico, envolto em aço,
no subsolo cimentado de Portland.
Vai ganhar um cheque gordo, é só assinar.
Qual é a graça?
É a ironia.
Tem uma ambientalista no segundo andar.
Sabe, estou preocupada...
Querida, tenho ambientalistas.
Tenho gente do MIT mais esperta do que uma ambientalista.
Fizeram estudos de impacto...
-Oi. Desculpe atrapalhar... -Que nada. Como posso ajudar?
-Você é Jeanine? -Deve ser o novo guarda-florestal.
-Finn Wheeler, guarda-florestal. -Sou Jeanine Sherman.
Sam Parker. Gás Midland.
-Que coincidência. -Como é?
-O gasoduto. É seu projeto? -É, sim.
Vou ficar em Beaverfield durante a construção.
Que sorte a minha.
-Se passar. -E vai. Tenho certeza.
Tem que ter a maioria dos votos, Sr. Parker.
Tem muita natureza aqui.
Seria uma pena iniciar as obras tão perto da floresta.
Um homem que não quer dominar a natureza
não entende como ela é brutal, guarda.
Não. Sinto muito.
Não quis que soasse como um ameaça.
Não quis dizer que...
Posso levar sua bagagem?
Senhora? Jeanine? Deixe que eu levo.
Não. O café é das 7h às 9h, e abrimos de novo ao meio-dia.
Por ora, sou o único lugar para comer que está funcionando,
ainda mais com a tempestade chegando.
-Soube que vai ser grande. -É exagero.
Os noticiários adoram assustar os outros.
Ei, Jeanine! Tem clientes esperando.
-Quer que cuide deles? -Não.
Vou fazer sanduíches.
As fotos estão...
-Deixe comigo. -Pode cuidar do guarda-florestal?
Claro. Bota ordem no lugar, porque é minha heroína.
-Oi, guarda-florestal. -Finn... Finn Wheeler.
-É o carteiro. -Agente dos correios.
Gêneros são limitantes.
Cecily.
Tenho uma carta para o guarda-florestal.
Sério?
Não sou desorganizado, só estou animado.
Não estou julgando, só observando.
"Escrevo para informar das atividades de caça comercial de Emerson Flint.
Contactar as autoridades locais. Sinceramente, Dra. Jane Ellis.
PhD, Med. Vet., professora em Zoologia e Estudos Ambientais."
Quarto 207.
-Beleza. Tenho um caso. -Um caso?
É. Vou dar uma passada na casa do Flint.
-Dá para ir andando? -É meio longe.
Mas posso ir com você, tenho uma entrega por lá.
-Se não tiver problema. -Problema nenhum.
-Pode ir colocar... -Vou me trocar.
Seu uniforme de guarda. Ou aquecer seu alazão.
-Beleza. Tchau. -Está bem.
Então, mora na pousada?
-Moro. Bem legal, né? -É, sim.
Aluguei um quarto quando fui transferida,
achando que arrumaria um lugar na cidade.
Mas dois dias viraram um mês, e Jeanine não me deixou ir.
Foi: "Se ajudar na arrumação, posso ficar nesse cafofo?"
"Sim, por favor."
-Cafofo? -A mansão.
-Saquei. -Quer escutar uma fofoca?
O marido da Jeanine conheceu uma mulher em um bar,
e eles fugiram juntos.
Jeanine nunca mais foi a mesma.
-Caramba. -Pois é.
Dizem que foram para Belize.
Soube que Belize é horrível nessa época do ano.
Diferente da ensolarada Beaverfield.
Devia ter trazido sapatos para neve.
O quê? As pessoas têm isso?
-Sapatos de neve? -É.
Claro. Sabia que é o jeito mais antigo
e eficiente de atravessar gelo e neve?
Por causa dos sapatos de neve.
Nossa. Vai se dar bem em Beaverfield.
Todo mundo aqui é meio estranho. O clima, as pessoas, tudo.
Que chique.
Devon mexe com tecnologia e Joachim ensina ioga.
São milionários da cidade grande, amantes da natureza.
Conhece o tipo.
Oi, rapazes.
Oi.
Este é Finn, o novo guarda-florestal.
Coloque as correspondências na mesa. Obrigado.
Somos amigos.
Ei, Cecily!
Ei, Gwen!
Sei que está com meu motor e meu injetor de combustível.
-Não estou, não. Ainda não. -Que estranho.
-Foi mal. -Encomendei no mês passado.
Pelas minhas contas, já se passaram três semanas.
Vou ficar de olho.
Marcus. Marcus!
-Espere. Tem que ver isso. -Oi.
-Caramba. -Que droga, Marcus.
Merda.
-Que horas são? -Desculpe, amor.
"Desculpe, amor" não são horas.
-Está chapado? -Amor, não.
Beber e dirigir é para idiotas.
Não fale assim. Quem é aquele? Qual é o seu nome?
Sou o guarda Finn Wheeler.
-O quê? -O quê?
É o novo guarda-florestal da cidade.
-Essa coisa de guarda... -O que ele disse?
São da polícia?
Sou Cecily. Já nos falamos várias vezes.
-Bem-vindo a Beaverfield. -Fascinante.
-Chupa aqui. -Ei. Ela bebeu muito refrigerante.
-Lindo casal. -Pois é.
-Que nojo. -Um espetáculo e tanto.
-Minha nossa! -Quanto orgulho.
Querem um cheque gordo pelo gasoduto.
-Não tem graça. É alugado. -Como sabe disso?
Um grande mistério.
-Lê as cartas das pessoas? -Não. É brincadeira.
-É crime. -É o novo guarda-florestal?
-Olá. -E quem é?
Trish, versão Stephen King.
O que disse?
-A rainha de Beaverfield, Trish. -Sei.
-Trish Anderton, do Xarope Anderton. -Prazer em...
Está na família há 90 anos, mas artesanato é minha paixão.
É você!
É um mini eu pálido.
Alguém já fez um anjo de garrafa seu antes?
É para colocar na árvore de Natal. Tem uma?
-Não no momento... -Ou de Kwanzaa?
-Ponha na árvore de Kwanzaa. -Não existe.
Vou abrir uma loja de artesanato assim que as obras acabarem.
Escreva o que estou falando.
-Olá, olá. -Oi. Olha ele aí.
-Um, dois, três. -Um, dois, três.
Quase não recebe atenção desde que o Chachi chegou. Não é?
Olha ela aí. É a Cecily, do correio.
-Não, obrigada. Pare. -Guarda Finn Wheeler.
-Tudo bem? -Olá, guarda.
-Nunca com a esquerda. -Nunca. Esse é dos meus.
-Não é isso. -Não foi isso.
-Como vai? -Vamos.
Tenho uma coisa para você, guarda.
É da nossa reserva particular.
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