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É Estermonte?
Tarth, Sir Jaime.
A Ilha Safira.
Porque estamos num navio mercante? Porque não há velas Lannister?
Este navio vai para Vilavelha.
Nós desembarcaremos mais cedo, não longe de Lançasolar
e remaremos até à costa de Dorne durante a noite.
- Alguma vez estivestes em Dorne? - Não.
Eu estive. Os dorneses são doidos.
Só querem lutar e foder, foder e lutar.
Deveis estar contente por lá voltardes.
Não há nada como uma boa luta para nos pôr com vontade de foder.
E não há nada como uma rapariga dornesa louca por foder
para nos limpar a cabeça para a luta seguinte.
É assim que as duas coisas funcionam juntas.
De certeza que vamos lutar muito. Eu vou.
Mas não imagino que fiquemos para o resto.
Não depois de termos raptado a princesa deles.
Não vamos raptar a princesa deles. Vamos salvar a minha sobrinha,
levá-la de volta para a família dela.
A vossa sobrinha?
Faço este tipo de coisas há muito tempo. Sou bom a fazê-las.
- Por isso é que estais aqui. - Eu sei. Porque estais vós aqui?
Porque não enviastes 40 como eu? Ou um exército?
Ao contrário de muita gente, tendes um.
Porque não quero começar uma guerra.
Isso continua a não explicar o que fazeis aqui.
Tenho de ser eu.
Se estou a preparar algo assim,
um homem maneta que é uma das caras mais reconhecíveis de Westeros...
Tenho de ser eu.
Libertastes o vosso irmão, não libertastes?
Aposto que a vossa irmã não gostou disso.
Foi o Varys que o libertou.
Se voltardes a ver o sacaninha,
dai-lhe cumprimentos meus.
Ele assassinou o meu pai.
Se voltar a vê-lo, corto-o ao meio.
E depois dou-lhe os vossos cumprimentos.
O Banco de Ferro pediu o pagamento de um décimo das dívidas da Coroa.
Dada a despesa da reconstrução da frota real...
Quanto pode a Coroa pagar?
Com o inverno a chegar, metade do que eles pedem, menos?
Sois o Mestre da Moeda, como lhes pagamos?
A Casa Tyrell poderia emprestar o ouro
e a Coroa pagar-nos-ia mais tarde, senão falarei com a minha filha.
Já nos destes demasiado.
Não, temos de pedir melhores condições ao Banco de Ferro.
- Sem dúvida. - Pessoalmente.
Eu?
Temos de enviar um representante ao Banco de Ferro,
alguém importante, para mostrar aos banqueiros o nosso respeito.
Como Mestre da Moeda do Rei, não me ocorre ninguém mais qualificado.
Seria uma honra, Vossa Graça.
O Rei manifestou preocupação pela segurança do sogro nesta viagem.
Ordenou que Sir Meryn liderasse pessoalmente a vossa escolta.
A minha Guarda Real? Por favor, transmiti os meus...
- Boa viagem, Lorde Tyrell. - Com certeza. Com certeza.
Darei cumprimentos vossos ao Titã de Bravos.
O Pequeno Conselho está cada vez mais pequeno.
Não o suficiente.
Posso oferecer-vos vinho, Vossa Santidade?
Não.
O Alto Septão anterior teria pedido o vintage.
Eu poderia dizer que as nossas mentes são templos aos Sete
e que devem ser mantidas puras.
Mas a verdade é que não gosto do sabor.
Em que posso servir-vos?
Ouve-se falar de septos a serem queimados por todo Westeros,
de Irmãs Silenciosas a serem violadas,
de corpos de homens santos empilhados nas ruas.
As guerras ensinam às pessoas a obedecer à espada, não aos deuses.
Talvez os deuses precisem de ter uma espada.
Nos tempos anteriores aos Targaryen,
a Fé Militante administrava a justiça dos Sete.
A Fé Militante foi desarmada há mais de dois séculos.
Se eu explicar o objetivo sagrado deles ao meu filho, o Rei,
não tenho dúvidas de que ele assinará um decreto
a armar os crentes que julgardes dignos.
Um exército que defende os corpos e as almas do cidadão comum?
Um exército ao serviço dos deuses.
E ao vosso, claro, enquanto representante escolhido dos Sete.
Uma honra que eu nunca esperei.
- Ou que tivesse desejado. - E por isso é que fostes escolhido.
Ambos sabemos como o mundo funciona.
Muitas vezes, os malvados são os mais ricos,
fora do alcance da Justiça.
O próprio Rei nem sempre pode punir aqueles que mais o merecem.
Todos os pecadores são iguais perante os deuses.
O que diríeis se vos contasse que há um grande pecador entre nós?
Protegido por ouro e por privilégios.
Que o Pai o julgue de forma justa.
O que fazeis?
Ajudai-me. Ajudai-me.
Sim. Sim.
Largai-me!
Vamos.
Calai-vos. Toca a andar.
Este é o estabelecimento de Lorde Petyr Baelish.
Brochistas.
Paneleiro.
Esterco panasca.
Há um local especial no Sétimo Inferno para gente como tu.
Por favor. Por favor, eu pago.
Pago a todos vós.
Pois pagarás.
Agarrem-no. Pecador.
- Larguem-me. - Sir Loras da Casa Tyrell,
quebrastes as leis dos deuses e dos homens.
Quem julgas que és?
A Justiça.
Porque está o meu irmão numa cela?
Não sei.
- Não o ordenei. - Ambos sabemos quem o ordenou.
Disseste-me que ela ia regressar a Rochedo Casterly.
Estás a dizer que a minha mãe está por detrás disto?
Ela tem ciúmes por já não seres dela.
Prender o meu irmão é a vingança dela.
Tu e a minha mãe não se dão bem?
Meu doce, doce Rei.
Sentes algum afeto por mim?
Claro que sinto.
És a minha rainha.
Não suporto pensar no meu irmão trancado numa cela enegrecida.
- Vou libertá-lo para ti. - Prometes?
Exijo que Sir Loras seja libertado já.
Eu prendi-o?
Bem, não.
Mas armastes a Fé Militante.
Destes um exército ao Alto Pardal.
Dei.
E a tua esposa tem todo o direito de criticar.
Não podemos permitir que fanáticos detenham o irmão da Rainha,
quaisquer que sejam as perversões dele.
Então...
... posso dizer à Margaery que libertareis Sir Loras?
Já te disse, eu não detive Sir Loras.
Tu és o Rei. De certeza que se falares com o Alto Pardal,
ele libertará o pobre rapaz.
Parem!
Sua Santidade está a rezar. Não pode ser incomodado.
Dai a ordem e livrar-nos-emos desta ralé.
Quereis dizer, matá-los-ão? No septo?
Estaríeis a enviá-los para conhecerem os deuses que amam.
Bastardo!
Sois uma abominação!
Sois fruto do pecado!
Maldito bastardo!
Arranjaremos outra forma.
Abominação!
Minha Rainha.
Não havia forma de libertar Sir Loras sem violência.
És o Rei dos Ândalos,
o Senhor dos Sete Reinos, o Protetor do Domínio,
e deixas um grupo de fanáticos aprisionar o teu cunhado.
- Vou falar com o Alto Pardal. - Vais? Quando?
- Não sei. - Não sabes?
Ele estava a rezar ainda agora.
Tenho de enviar uma mensagem à minha avó.
Voltarás mais tarde?
Preciso de estar com a minha família, Vossa Graça.
Claro.
- Tens este rapaz em boa conta. - Muito bem.
Comandante da Patrulha da Noite.
E um bastardo, filho de uma rameira de taberna.
Talvez, mas o Ned Stark não o tratava como tal.
Devia ter-te dado um filho.
- A culpa não é tua. - Então é de quem?
Só te dei fraqueza.
E deformação.
Aquelas cicatrizes não têm importância para o Senhor da Luz.
Minha Senhora.
O pai dela é o rei escolhido pelo Senhor
e o sangue do pai dela corre-lhe nas veias.
Partis para Winterfell em breve?
Tem de ser, para nos anteciparmos à neve.
Outrora, confiastes em Sir Davos e deixastes-me para trás.
Espero que não volteis a cometer o mesmo erro.
Não voltarei.
- Preciso de vós. - Só precisais de fé, meu Rei.
E vós, minha senhora, do que precisais?
De servir o meu Senhor.
Lorde Vaufreixo.
Lady Caulfield.
- Lorde Smallwood. - Nunca ouvi falar destas pessoas.
Elas também não ouviram falar de ti.
Mas precisamos de homens e eles têm alguns.
Quantos homens tem este Lorde Myzen de nos enviar?
Mais do que Lorde Wibberley.
- Ele não. - Eu sei, desculpa.
Mas precisamos de homens e de mantimentos e o Roose Bolton
é o Guardião do Norte. - Ele assassinou o meu irmão.
Jurámos ser patrulheiros na Muralha.
Não podemos patrulhar a Muralha com 50 homens.
E não arranjamos mais homens sem ajuda do Guardião do Norte.
Peço desculpa, minha senhora.
Comandante.
Em que posso ajudar-vos?
Vinde connosco quando partirmos para sul.
Nenhum de nós conhece o castelo tão bem como vós.
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