Alexander: The Making of a God

Alexander: The Making of a God

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Season 1

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Alexander The Making Of A God S01 WEB H264-RBB
A Commentary by sash35

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720p
720
1080
Published on: 2024-02-02
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The first 200 lines.

TEMPLO DE ÁMON OÁSIS DE SIWA, EGITO

Vem aí uma guerra.

Uma batalha tão feroz,

tão apocalíptica,

que dividirá o mundo em dois.

Atacar!

Dilacerado pela feroz rivalidade

entre dois homens.

Alexandre, o Grande,

e Dário, rei dos reis.

Dois inimigos figadais

de mundos distantes,

mas as duas faces da mesma moeda.

Um jovem príncipe macedónio

a lutar pelo seu país e pela glória.

E um rei persa determinado a defender

o maior império da Terra.

Envolvidos numa guerra de interesses...

... que mudará o mundo

pelas chamas

e pelo sangue.

Mas quem sairá vitorioso?

Quem triunfará?

Só os deuses podem decidir.

O HOMEM, O DEUS

Alexandre prende a nossa imaginação.

Ele representa um momento marcante da história.

Alexandre foi a maior mente militar de todos os tempos

e, ao mesmo tempo, um poeta, um filósofo.

Era um cientista, um inventor

e um construtor de impérios.

Não admira que, passados 2000 anos,

ainda estejamos obcecados por ele.

EGITO — ATUALIDADE

Alexandre fundou Alexandria,

que se tornou uma das maiores cidades do mundo.

E agora, a Dra. Pepi Papakosta,

está a descobrir os restos da grande cidade de Alexandre.

Meu Deus!

Isto é uma barra arquitetónica. É muito importante.

É uma nova surpresa.

Diariamente, temos uma surpresa.

É um ótimo presente para nós.

Ao escavar nesta grande cidade,

sinto-me mais perto do meu herói...

... porque, em Alexandria, Alexandre está vivo.

Ele está em todo o lado.

A Dra. Pepi dedicou quase duas décadas da sua vida

em busca da antiga Alexandria.

Ela tem escavado

as diferentes camadas num esforço para encontrar isto.

Começámos a escavação aqui há muito tempo

com uma pequena trincheira,

e agora escavámos milhares de metros quadrados.

Tudo à mão.

Sou arqueóloga e trabalho com a Dra. Papakosta.

E tenho muito orgulho em ser um membro da equipa.

Trabalho na escavação desde 2007.

Pode dizer-se que é a minha vida.

A cada dia de trabalho, encontramos mais objetos,

mais provas sobre Alexandre.

Encontrámos muitas provas impressionantes,

muitas descobertas importantes.

IMAGENS DE ARQUIVO

Mas o mais belo e interessante de tudo o que desenterrámos aqui,

é uma estátua de mármore de Alexandre.

Parecia um milagre.

As pessoas ainda procuram vestígios do verdadeiro homem.

Procuram as suas estátuas,

as suas inscrições,

as suas moedas.

Encontraste-o.

É importante recordar que Alexandre, o Grande,

no final da história,

o ícone, está longe de ser o Alexandre do início.

Encontrámo-lo pela primeira vez por volta de 336 a.C.

Um ano antes, ele exilou-se voluntariamente

num lugar chamado Ilíria.

Ele era um príncipe de 20 anos que tinha fugido do reino do pai.

Isto é brincadeira. Não é, Alex?

E acho que o que ele tentou fazer neste lugar

foi descobrir qual era o seu papel neste mundo.

Alex!

Histe!

Para trás!

Histe, Alex!

Eu disse para parares!

Desculpa.

Desculpa.

Não faz mal.

Não era contra mim que lutavas.

Era com o teu pai, não era?

Não era?

Não era brincadeira?

Podemos brincar?

Alexandre cresceu com dois amigos próximos.

E um deles, Heféstio,

não era apenas um amigo querido,

mas talvez o seu maior amor.

As relações entre pessoas do mesmo sexo eram comuns no mundo grego.

Os gregos não tinham uma palavra para a homossexualidade

ou para ser gay.

Não fazia parte do vocabulário deles.

Havia apenas a expressão da sexualidade.

Alex, queres ir mesmo para casa depois deste tempo todo?

Tenho de enfrentar o meu pai.

Além disso, estarás ao meu lado, certo?

Até ao fim.

Se vamos ver o rei, sugiro que o façamos vestidos, não?

Vamos.

Ptolomeu era um confidente próximo de Alexandre.

E, naquela altura, Alexandre tinha um grupo de amigos

que tinham estado na corte real,

e esses dois amigos parecem ter sido Heféstio e Ptolomeu,

que ficam com ele e mantiveram a relação

ao longo das suas campanhas.

O exílio de Alexandre termina em 336 a.C.,

quando ele recebe uma convocação real do pai

para regressar à capital da Macedónia, em Egas, para ir a um casamento real.

MACEDÓNIA — EGAS

O casamento era entre a filha de Filipe, a irmã de Alexandre,

e um senhor da guerra vizinho.

Era uma política típica de Filipe casar indivíduos

com homens poderosos nas suas fronteiras.

Basicamente, servia para fortalecer a aliança

que tentava construir para guerrear contra a Pérsia.

PALÁCIO DE EGAS — MACEDÓNIA

Mãe.

Tão formal, agapi mou.

Quero dizer, mamã.

A Ilíria não foi gentil com a tua pele,

mas continuas bonito como sempre.

Bem-vindo a casa, meu amor.

Casa?

Não é um regresso triunfante.

É apenas uma precaução até recuperarmos o nosso estatuto na corte.

O meu pai esclareceu o meu estatuto na última vez que falámos.

Tudo se resolverá em breve. Verás.

Além disso, quem não adora um casamento?

Depressa. Vem comigo.

A mãe de Alexandre, Olímpia,

foi uma das pessoas mais influentes da história.

Ela era uma princesa estrangeira

e foi uma das sete esposas de Filipe II,

mas tinha uma posição de autoridade sobre as outras mulheres da corte,

pois, assim que se casou,

dera à luz o suposto herdeiro ao trono, Alexandre.

E, de repente, anos depois, ela vê-se quase indesejada

quando Filipe, numa crise típica de meia-idade,

arranja uma jovem noiva e se casa com ela,

e há uma grande possibilidade, claro, de que esta princesa macedónia,

que esta rapariga, lhe dê herdeiros varões.

E Olímpia será descartada, e Alexandre será expulso.

Paira uma grande tensão no ar,

que chega a um ponto crítico, como sempre, no copo-d'água.

Não sabia que este casamento teria um entretenimento tão fascinante.

A quem te referes?

A nós.

A rainha rejeitada e o seu pobre filho exilado.

Porque me chamaste?

Não fui eu.

Foi ele.

O rei.

O meu pai?

Mamã, o que se passa realmente aqui?

Alexandre fugira da corte da Macedónia há um ano

porque o pai dele, Filipe, tentara matá-lo.

Houve um grande banquete na Macedónia

e, à medida que a noite avançou, todos foram ficando embriagados.

E, na embriaguez,

o general Átalo basicamente insultou Alexandre ao dizer:

"És um bastardo. Não és o herdeiro legítimo do trono."

Alexandre ficou furioso.

E Filipe, o seu pai, em vez de sair em defesa de Alexandre, disse:

"Insultaste o meu melhor amigo." E basicamente tentou matar Alexandre.

Alexandre deixou a corte,

provavelmente não tanto por temer pela sua vida,

mas mais porque o pai não o tinha defendido.

Alexandre. Não estás a evitar o teu pai, pois não?

O teu rei.

Depende.

Vai abraçar-me ou matar-me?

Um ano no deserto e ainda remóis isso.

Humilhou-me.

- Átalo estava bêbedo. - Mas ficou do lado dele.

Foi só uma brincadeira.

Além disso,

os laços de sangue são mais fortes.

Mas não o vinho, no seu caso?

O que se passa? O Alexandre precisa de mim?

Sabes, Heféstio, cuidas dele mais do que eu.

O Átalo pode ser um dos meus melhores generais,

mas tu és meu filho e isso importa.

Ele parece tenso.

Ele está bem, Ptol. Só tem de se lembrar de quem é.

Ou beber até esquecer.

Resulta sempre comigo.

Se vou enfrentar o velho inimigo,

quero-te comigo.

Seria uma honra lutar ao seu lado, como costumávamos fazer.

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