The first 200 lines.
Vá lá! Vamos usar toda a água que temos!
Depressa! Usem lençóis para apagar o fogo.
Desfaçam estas barracas. Temos de travar o fogo.
Odeio estes fogos. Querem matar-me? Vamos lá!
Que está a arder?
É Sagar Wada. É onde o Lin estava.
Disseste que ele tinha partido.
Tenho frio.
Muito bem. Tens de manter isto limpo. Percebes?
Percebo. Está bem.
Muito bem. Bom rapaz.
Salaam alaikum, Sr. Lin.
Wa alaikumu assalam.
Sou o Qasim Ali, o líder daqui.
O Prabhu falou-me de si.
Obrigado, Sr. Lin.
Obrigado pelo que está a fazer.
Podia fazer mais com materiais melhores.
Se me arranjar o que tiverem…
Há quem precise de ir ao hospital, medicação, ficar a soro.
Sim, mas não teremos nada disso aqui.
Já tem o que nós temos.
Parvati?
Alguém pode ver a Lakshmi?
Que aconteceu? Que foi, Lakshmi?
Lin, venha cá!
Tragam-na para aqui.
Preciso de outra mesa para a deitar.
Devagar! Com calma.
Pronto. Está tudo bem.
Está tudo bem. Calma.
Pergunta-lhe se tem dificuldade em respirar.
Tem de ir ao hospital tirar o metal.
- Não o consegue tirar? - Não, nem pensar.
Acho que lhe perfurou o pulmão.
- Mãe! - Ravi!
Não! Saiu.
- Ravi! - Mãe!
Prabhu! Põe as mãos aqui, está bem?
Faz pressão.
Tira as mãos!
- Preciso que a segures, está bem? - Sim.
- Não a deixes mexer-se. - Certo.
Diz-lhe que isto a ajudará a respirar.
Não lhe toques!
Afasta-te da minha mãe!
Qasim, preciso de ouvir.
Ravi, chega! Ele está a tentar ajudá-la.
- Ravi. - Está bem?
- Ravi. - Mãe!
Ravi.
Merda! Porra!
- Que aconteceu? - Ela precisa de um médico!
Sai!
Prabhu, ajuda-me a levantá-la.
Aos três. Um, dois, três.
- Mãe. - Sr. Lin, para onde a vai levar?
Ela precisa de um médico ou vai morrer rapidamente.
Então, deixe-a morrer com as pessoas que adora.
Quero que viva com as pessoas que adora, não que morra com elas. Prabhu?
- Isto é errado. - Aos três. Um, dois, três.
- Ravi. - Tudo bem.
- Vamos levar-te ao médico. - Vai!
Ravi!
Não te preocupes. Vão ajudar a tua mãe.
Lin.
Lin, ouça!
Ela não vai morrer, Prabhu. Não por minha causa.
Precisamos de ajuda!
Parem!
- Prabhu. - Há uma mulher a morrer!
Prabhu.
Pare!
Lin, pare! Já chega!
Que disse ela?
Não importa.
Eu quero saber.
Perguntou pelo Ravi.
Vão voltar em breve.
Quantas barracas arderam?
Trinta. Incluindo a minha.
Mãe!
Vou buscar comida e chá, está bem?
Não tenho fome.
Lin.
Tentou fazer a coisa certa. Por isso, pode…
A culpa foi minha.
Prabhu, se não estivesse aqui, o fogo não teria…
Lin, por favor!
É comum haver incêndios aqui.
Acha que não odeio que a Lakshmi tenha morrido?
Desta vez, tivemos sorte.
No ano passado, houve um incêndio maior e ardeu muito mais do jhopadpatti.
Morreram mais de 20 pessoas.
Vou buscar comida, está bem?
Larga a… Merda!
Larga a prancheta e põe as mãos no ar.
Anda lá!
Não toquem em nenhum alarme, está bem?
Senhoras, encham estes sacos, por favor.
Está tudo no seguro. Não se preocupem com ele.
Fá-lo.
- Por favor… Laura. - Muito bem.
Arranjem emprego, preguiçosos!
Desculpa lá, mas este é o nosso emprego, badocha.
Não te metas no nosso caminho!
Vá lá, querida. Está tudo bem. Só tens de encher o saco.
Ela está aterrorizada!
Encham o saco!
Saiam da frente! Saiam!
Cuidado!
Desculpa, a culpa foi minha.
Larga-me.
Larga a porcaria da arma.
Larga-me! Sacana! Larga a arma!
Larga-me, merda!
- Larga a arma! Larga-a! - Está bem!
Que fizeste?
Anda.
Dale!
Dale, anda, porra!
Agora! Anda.
Dale.
Alguém chame uma ambulância!
Muito bem. Fica comigo.
Está tudo bem.
Fica comigo.
Afasta-te dele!
Salaam alaikum, Walidbhai.
Alaikumu assalam, Khaderbhai.
Escolha interessante de lugar.
É triste pensar em quantos homens ganharam aqui a vida, em tempos melhores.
Arre, tudo tem um prazo de validade.
E todos.
Querias falar, é aqui que o vamos fazer.
O Rujul Aadekar está morto.
No teu lugar, teria feito a mesma coisa.
Todas as empresas estão em paz.
Os nossos homens não se andam a matar nem aos tiros nas ruas
e todos estão satisfeitos.
Estão em paz porque são geridas por velhos cansados,
satisfeitos com o statu quo.
Exceto as tuas?
Exceto as minhas.
O Rujul pensava que eras fraco?
Ter a certeza da coisa certa não torna ninguém fraco.
Senão, tu ainda controlarias o mercado dos passaportes em Colaba, não eu.
É disso que se trata, Walid?
Queres começar uma guerra pelo teu orgulho ferido?
Não estou a começar nada. Isto são negócios, yaar.
Sagar Wada vale uma fortuna. Por isso, fiz uma oferta melhor ao Rujul.
Eu não vou perder Sagar Wada.
Isso é uma ameaça?
É a simples constatação de um facto.
Talvez para ti, chachu.
Um homem pode dizer que a sua mulher é linda
e outro só vê um porco.
Eu acho que é um simples facto eu ter mais homens e dinheiro do que tu.
Acho que é um simples facto as mulheres e as drogas serem o futuro.
Contudo, tu escolhes ficar no passado.
Tens de dar às pessoas o que querem, Khaderbhai.
Senão, passas à história.
Talvez construa uma grande estátua tua à entrada do meu Sagar Wada.
É sempre um prazer falar contigo, Walidbhai.
Está acordado? Ótimo, venha. Tem de ver uma coisa.
Está bem. Dá-me só um minuto.
Venha, na.
Olá.
Que estão a fazer?
São os seus pacientes.
De que estás a falar?
Sabem dos cuidados que prestou ontem
e estão à espera para o ver.
Não. Eu não sou…
- Lin… Não faz mal esperar, Linbaba. - Não posso.
Estão aqui há mais de uma hora. Disse-lhes que tinha de dormir.
Prabhu.
Se não estivesse aqui, eles estariam à espera,
mas em vão.
E isso mata a esperança.
Mas esperar por algo é diferente, na?
Não posso fazer isso. Eu não sou médico.
Um mau médico é melhor do que nenhum.
Não digo que seja mau.
Mas, se fosse, não faria mal. Lin, por favor!
- Prabhu… - A Lakshmi ia morrer na mesma.
E faremos o luto por ela.
Às vezes, as coisas são assim.
- Como estás, Prabhu? - Bem.
Sr. Lin.
Lamento imenso por ontem. Tinha razão, devia ter-lhe dado ouvidos.
Qasim, ele vai ajudar-nos?
Queria fugir mais do que nunca.
Aproveitar a segunda oportunidade com o dinheiro da Karla e sair de Bombaim,
apesar do que me ter ajudado causou a estas pessoas.
Vai ser bom, vai ver.
Oxalá.
Isso é muito dinheiro para dar, Linbaba.
Vou precisar de muita coisa.
Porque está a fazer isto?
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