The first 200 lines.
Anteriormente...
Levi Brenner foi solto.
Se ele voltar, não vai me achar aqui. Vou para casa.
OÁSIS DE PURO CONFORTO
- Vejo que quer entrar. - Chame de curiosidade mórbida.
Quando tentei me desculpar pelo que disse no julgamento, você não quis ouvir.
Acha que não sei que foi ordem do seu pai?
Foi, mas foi errado. Eu sinto muito.
A casa onde sua linda ex-mulher mora com a linda esposa e a linda filhinha?
Nunca cheguei perto dela.
Eu não invadi.
- Papo furado. - Estou dizendo a verdade.
Três, dois, um!
REABERTURA DE PARQUINHO
Oba!
O parquinho da Escola Rosa Ramiro foi reaberto
e recebeu os alunos pela primeira vez desde o Furacão Martin há seis meses.
O senador Victor Ochoa usou a restauração
como base do plano de recuperação pós-tempestade.
Não se trata de tijolos ou verbas.
Mas de investir nas pessoas. Na esperança.
Oi. Faltam só algumas coisas.
Depois vou para a fila da loteria.
Tá. Tchau.
Consulta do preço do item 217...
Obrigado pela preferência.
Senhor?
Com licença, senhor?
Acho que esqueceu de pagar.
- Não passei algo? - Sim. O carrinho todo.
Sua amiga empacotou tudo para parecer pago na saída.
Isso é da sua conta?
Meu nome é R.J. Decker, detetive de prevenção de perdas.
Parece mentira.
Não é. Presto serviço para o Whitby's.
Eu me camuflo e fico observando se está tudo sendo pago.
É um policial disfarçado de supermercado?
Trabalho como detetive.
Inspetor de hortifrúti?
Não...
Sou detetive... Enfim, vamos voltar lá para dentro?
Resolver isso numa boa. Sem polícia.
Por que não chamam a polícia?
Porque precisam de fichas e depoimentos.
E um julgamento onde explico o que é "reduflação" para um juiz.
Nem eu nem você quer isso.
Não pegue os ovos. Vou ter que te perseguir.
Por favor.
Querido, ainda não paguei os ovos.
Lá vai ela.
Eu pago esses ovos.
- Outro fugitivo? - Sim.
- Valores fracos, mas pernas fortes. - Verdade.
Deixe aqui. Eu coloco na prateleira.
- Tá bem? - Tá. Valeu, Arturo.
Sorria! O próximo você pega!
- Sim? - Esqueceu o jantar.
Esqueci o jantar.
Esperei 30 minutos.
Não foi fácil conseguir a reserva, mesmo sendo eu.
O dia foi puxado. Beba comigo.
Como pedido de desculpas. Por favor.
Saindo.
- Aqui. - O que aconteceu?
Roubo de abacate no trabalho hoje?
Não. Eu estava investigando o roubo da casa de Mel e Cath.
Não foi seu amigo da prisão, o que roubou o carro-forte?
É que ele e a cúmplice tinham um álibi.
Tem outra pessoa atrás de nós.
Ele quis me afetar,
porque investiguei a semana toda e parece um roubo comum.
Muito esforço para um roubo comum.
A filha de Mel, Sofia, está tendo pesadelos.
Se eu pegar o criminoso, nós dois dormiremos melhor.
É um suspeito?
Ainda não sei.
Uma moradora viu um homem suspeito na vizinhança.
Mas ela é daquelas que vê homens suspeitos por toda parte.
Vai saber.
Você está linda.
Eu sei.
É sabor hot yoga.
Sim. É o lúpulo.
Compre uma cerveja melhor amanhã.
Só isso?
Quero me desculpar pelo jantar.
Boa sorte na missão secundária.
O pessoal da noite nunca joga as caixas fora.
Quem fechou? Calma, já sei.
Terry. O cara se esforça a noite toda para que nada ser feito.
- O que foi isso? - Não parecia ser caixa.
INVESTIGADOR PRIVADO
Possível ocorrência de um atropelamento e um roubo...
- Oi. - Sei que era sua folga.
- Tudo bem. - Obrigado.
O que aconteceu?
Um roubo. Não um arrastão, mas uma operação organizada.
Sem sinal de entrada ou saída.
Fugiram com quase US$10 mil em mercadoria.
Tá. Há muitos policiais para um assalto.
Os criminosos não só roubaram.
Eles mataram um funcionário.
- O quê? - Arturo Correa.
Arturo, o velhinho da entrada? Ele foi morto?
Tinha 85 anos. Trabalhava aqui havia décadas.
Faltavam três semanas para se aposentar.
Por que ele trabalhou à noite?
Não limpamos com o mercado aberto.
Ele foi amarrado numa cadeira, morto e jogado na prensa.
A prensa que esmaga caixas?
Sarah, do estoque, encontrou o corpo.
Ela achou que podia ter causado a morte,
mas a temperatura indicava que ele estava morto havia quatro horas.
Como sabe disso?
Ouvi os peritos conversando.
- Certo. - E vejo Bones.
Claro.
Tinha marcas de corda no pescoço dele.
Forte indício de estrangulamento como causa da morte.
O legista ainda precisa confirmar, mas hematomas não se formam após a morte.
- Senhor, afaste-se da fita. - Claro.
- Não vou repetir. - Foi mal.
Gavin, só para esclarecer, meu valor muda
quando a prevenção de perdas vira um homicídio.
Não vai solucionar o homicídio. Vai achar a mercadoria roubada.
Beleza. Veja o que acontece às 23h56.
Pensei num pulso eletromagnético, tipo Onze Homens e Um Segredo.
Um pulso eletromagnético? Para roubar um supermercado?
Danny Ocean roubou uns US$100 milhões? O varejo perde US$100 bilhões em roubos.
Não vamos considerar que isso foi obra de Danny Ocean.
As câmeras são desligadas por dentro. Pegue vídeos dos fundos.
Já conversamos. Falei no primeiro dia para instalar lá.
Eu sei, mas estou esperando a aprovação da diretoria.
Isso leva tempo.
Certo. E Arturo?
Podem tê-lo coagido a desligar as câmeras.
Eu e a polícia verificamos.
Entendi.
Tá. Puxe todas as imagens, do andar de vendas, todas.
Me mostre.
- Posso? - Sim.
Ali. Olhe a prateleira inferior à esquerda.
Não havia sinais de arrombamento
porque não estavam entrando, estavam saindo.
Ele fica escondido até fecharem, desliga as câmeras
e chama a quadrilha.
O problema é que não estavam sozinhos. Arturo deu de cara com eles.
É isso, resumidamente.
Olhei a sala elétrica.
Cheia de quadros, disjuntores e circuitos.
Não desligariam a energia por acaso.
- Foi alguém de dentro? - Tenho certeza. Veja isso.
Se não fosse pela morte, eu postaria isso.
Mas veja aqui. Na mesma hora, em outro local.
Arturo ouviu, mas continuou trabalhando.
Ele fazia essa cara quando eu mudava um grau no termostato.
- Irritação. - Sim.
- Acha que ele era o infiltrado? - Falei com o gerente.
Olhei mais a fundo a aposentadoria dele.
Ele foi forçado.
Arturo decidiu dar o troco no mercado, e o cúmplice deu o troco nele.
O mercado fecha às 22h. Veja às 21h50.
E aí...
Foi algo combinado.
Se foi Arturo, vamos perguntar à família com quem ele andava.
O supermercado acha que está procurando mercadoria,
mas você só quer se enfiar numa investigação de homicídio.
Eu conhecia Arturo e gostava dele.
Muito esforçado, sempre sorrindo.
E a mercadoria levará ao assassino.
É aqui.
Licença. Estamos procurando Maria, filha de Arturo.
O que disse?
Não falo inglês.
Perdão, senhor. Procuramos Maria, filha de Arturo.
Sabe onde está?
Também não falo espanhol.
Baltazar, não amole.
Relevem. É um velho rabugento. Gosta de ser difícil.
- Estamos procurando Maria. - Ela está na cozinha.
Obrigado.
Não leve a mal, mas não parece surpresa
com o possível envolvimento do seu pai.
Não estou. Não exatamente.
Achei que era coisa do passado.
- Seu pai tinha antecedentes? - Não. Não como pensam.
Ele era um dissidente em Cuba.
Não era violento.
Não se envolvia com incêndios ou bombas.
Fazia roubos e sabotagens.
Era uma pedra no sapato de Fidel.
Ele sequestrou um caminhão do governo cheio de TVs e rádios
confiscados de famílias consideradas gusanos.
"Gusanos"? O que é isso?
Vermes. Era assim que Castro chamava os opositores.
Ele vendeu os eletrônicos?
Ele devolveu às famílias.
Tudo que ele aprontava era por Cuba e pelo povo.
Mas, em 1974, ele sentiu o cerco fechando
e teve medo de sumirem com ele.
No comments yet. Be the first to leave one.