All the Reasons to Forget

All the Reasons to Forget (Todas As Razões Para Esquecer)

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Todas as Razões Para Esquecer 2018 Source Rip Xvid dCd
A Commentary by devilcoelhodog
Enjoy. devil (johner)

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XviD
Published on: 2018-08-12
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The first 200 lines.

Insônia, irritação...

falta de concentração, preguiça...

falta de interesse...

Mais algum sintoma?

Não.

Mas, para ser sincero, tirando a insônia,

todos os outros sintomas eu sempre tive.

Quer dizer...

Talvez a falta de interesse esteja um pouco

acentuada, de modo geral,

mas não que eu não tenha interesse. Eu tenho interesse em várias coisas...

que...

me interessam.

Né?

Sexo?

Oi? Você tem praticado sexo?

Não.

Dor? Física?

Também. Não.

Algum outro tipo de dor?

Como assim?

Antônio...

a gente está aqui há 30 minutos.

Até agora você só me falou que dorme mal quando bebe,

que sua prima fala muito, e alguns sintomas.

Além de um silêncio constrangedor de 25 minutos.

E aí, Antônio, o que mais?

Existem vários tipos de abordagem que nós podemos fazer aqui,

mas primeiro eu preciso entender quem é o Antônio.

Quem é o Antônio?

O que o Antônio sente?

Eu...

É...

São difíceis essas perguntas, não é, doutora?

É, eu sei.

Mas para isso vou tentar ser o mais simples possível.

E aí, Antônio? Por que o Antônio está aqui hoje?

- All the Reasons to Forget - Todas as Razões para Esquecer

E aí, Antônio?

Não vai falar nada?

Eu não... Eu não sei o que dizer.

Depois de tudo que falei, você não tem nada para dizer.

Mas... É exatamente isso.

Você já falou tudo. Não é? Não...

Eu falei. E você?

Eu o quê? Exatamente. Você.

O que posso acrescentar, Sofia?

Sei lá, Antônio, qualquer coisa.

Afinal, foram dois anos morando juntos.

Foram?

Agora você não sabe mais há quanto tempo estamos juntos.

Não é isso. Você falou no passado.

"Foram dois anos morando juntos" e não "há dois anos moramos juntos".

É...

Acho que foi proposital.

Foi?

Você acha isso mesmo?

Acho. Pelo menos um tempo.

Você tem certeza?

Não, eu não tenho.

Mas eu acho que a gente precisa.

Eu preciso.

E mesmo assim você não vai falar nada?

Antônio? Oi, Carla.

Que saudade!

É... eu estou... Nossa, você sumiu!

E aquela mensagem que te mandei pedindo para você...

Eu sei, eu sei. Calma. Deixa eu te falar então...

Já?

Tinha hora para chegar?

Não, não. É que você ligou dez minutos atrás.

É que eu terminei um namoro 15 minutos atrás.

Não tinha muito para onde ir, então... É, eu sei. Desculpa.

E aí, Felipe, tranquilo?

É... Essa é a Dra. Elisa. Meu primo Antônio.

Muito prazer, Antônio.

Estou atrapalhando algo? Vocês querem que eu vá...

pedir uma pizza? Está vendo, Carla?

Custava ter pedido para ele ter esperado um pouco?

Como eu saberia que ele chegaria tão rápido?

Ninguém consegue em São Paulo. Desculpa.

Estava sem trânsito e é um pulo até aqui.

Vocês não têm que ter vergonha nenhuma de explicar para o Antônio.

Todo mundo passa por crises. É, a gente está no meio

de uma sessão da nossa terapia de casal.

Ah, que bom! Pensei que fosse algo mais grave,

tipo um câncer no Felipe ou quem sabe você tivesse perdido um bebê.

A consulta é em casa? Antônio,

o meu método é fazer que o casal se entenda

dentro do ambiente familiar, que a casa é a fortaleza,

o lugar das alegrias, tristezas.

O casal tem que lidar com isso. Legal.

Aliás, Antônio, poderia marcar uma consulta com a Dra. Elisa.

Término de relação é sempre complicado, né?

Não só o término, né, Carla?

Ah, e se eventualmente você precisar de algum antidepressivo...

Podemos conversar, sim. Quando o Antônio quiser.

E, se for preciso, eu posso receitar algum remédio.

Não...

Do que vocês tão falando? Eu estou bem, estou ótimo.

Imagina, antidepressivo.

Está meio bagunçado, mas você pode ficar aqui nesse sofá.

Ele é grande.

Nossa, não dá para acreditar

que vocês se separaram depois de tanto tempo, Antônio.

Aliás, vocês se conheceram na inauguração da minha loja, né?

Quando você chegou do Rio.

Acho que foi. Na verdade, teve um momento...

Que barulho é esse aí, Carla? Nada.

Desculpa. É que a gente adora bicicleta.

É... Deu para perceber.

É sempre bom ter algo em comum.

Fala isso porque você e a Sofia não tinham nada em comum?

Não, para puxar assunto mesmo.

Provavelmente a gente tinha várias coisas em comum,

só nunca parei para pensar muito nisso. Quer ajuda?

E mesmo assim vocês acabaram?

Não, a gente acabou porque...

Acabou, né? Toda relação tem começo, meio e fim.

É.

Acho que sim.

Como é que é meu nome?

Georgete. Não.

É...

Valquíria. Você tem a maior carinha de Waleska.

Waleska.

Bem carioca. Sofia.

Sofia. É desses cariocas que falam...

isqueiro...

Festa. Festa sexta.

Eu falo isqueiro.

Antônio...

Você não quer almoçar?

É...

Não, não... Estou sem fome, obrigado.

Balada?

Oi?

Teve baladinha ontem?

É porque a sua cara está do tipo totally garbage, man.

Não, é que...

É, balada. Deu para perceber.

Eu preciso só que você não atrase

na entrega das opções do logo "Soul Essencial".

O.k.? "Soul Essencial"?

"Soul Essencial". A marca de suco.

Orgânico. Sem glúten. Ah, tá. Lembrei.

Beleza, man.

Bem que achei estranho, né, cara?

Ninguém toma cerveja segunda-feira.

Mas e aí, você está bem? Está tomando tarja preta?

Tarja preta?

Eu tenho cara de quem precisa de tarja preta?

Não, cara, sei lá. Falei por falar.

Todo mundo toma. Dizem que ajuda, não sei.

Mas e aí, você está morando onde agora?

Na casa da minha prima, mas é temporário. Então, não sei.

Porra, tem o apartamentinho da minha mãe no Centro.

Está joia. Quer dizer, não está joia, mas...

Tá com uma reforminha,

então se quiser... Ah, legal.

Vou dar uma pesquisada. Qualquer coisa, te aviso.

Beleza.

Olha, vou na cervejinha de leve, hein, cara?

Sim...

Por que você está falando isso? Tenho cara de quem vai ficar bêbado,

chorando as mágoas pelo canto, vomitando.

Olha para mim, né, cara? Não, eu sei, cara.

É porque eu também não posso. Larguei o trabalho, agora estou focado.

Estou escrevendo um livro. Sério?

Estamos amadurecendo, né?

Eu terminando um relacionamento, você se demitindo para escrever um livro.

Adulto, não é, brother? Porra.

E seu livro é sobre o quê?

Infância, não é?

Você foi abusado? Não.

Sofreu bullying?

Não. Perdeu pai, mãe?

Não. Você conhece meus pais. É verdade.

Opa. Tudo bem?

Tudo bom? Vê duas cervejas, por favor?

Qual vocês vão querer? Ah, cara...

Tanto faz.

Tem que escolher uma. Temos mais de 20 tipos.

Ah...

Aquela da última vez era boa, né? Qual era mesmo?

Hum... Essa aqui.

Então, vê duas com esse nome esquisito, por favor.

Obrigado. Falou.

Antônio, você não está entendendo, cara.

Esse livro vai ser matador. Um livro sobre a minha infância,

do meu ponto de vista, só que de uma maneira fantástica.

Entendi... Isso não é pouco não, cara?

Um livro sobre os acontecimentos da sua infância,

como se eu quisesse escrever um livro sobre...

o término do meu namoro.

Você pode escrever um livro do término do seu namoro.

Sim, posso, mas não tem graça.

Quem quer ver o término do namoro de um cara normal.

Sem graça. Depende de como vai contar.

Não tenho nada para contar.

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