Mission Blue

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Mission Blue 2014 1080p Netflix WEB-DL DD5 1 x264-QOQ
A Commentary by Chromeman

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Published on: 2017-10-31
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The first 200 lines.

No final, todos regressamos ao mar - a Oceano, o rio oceânico,

como o fluxo contínuo do tempo, o início e o fim.

RACHEL CARSON, AUTORA, SILENT SPRING

UM DOCUMENTÁRIO NETFLIX

Dois meses após o pior derrame de petróleo na história dos EUA,

um grupo de tubarões-baleia é avistado no Golfo do México,

a menos de 100 km do derrame.

Na liderança de investigadores que seguem os tubarões-baleia

está a oceanógrafa Dra. Sylvia Earle

Vejam isto.

É um oceano cheio de tubarões-baleia.

Nem consigo contar as barbatanas.

Estamos acordados ou... Ainda estamos a sonhar?

Eles vivem aqui há milhões de anos.

Nós somos recém-chegados ao seu habitat.

Eu adoro fazer parte do mundo deles.

Eles não têm culpa nenhuma daquilo que os humanos fazem.

Desde o derrame, este grupo de tubarões-baleia,

o maior alguma vez visto no Norte do Golfo,

não voltou a ser visto lá.

Acho que vamos pôr este monstro lá dentro.

Isso mesmo. Obrigada.

Nos últimos anos, tenho estado fora talvez 300 dias por ano.

E dou muitas palestras... Às vezes, do nascer do dia ao entardecer.

Não quereria fazer mais nada, além de mergulhar.

Não é radical a proteger os oceanos?

Se pareço radical, talvez seja por ver coisas que os outros não veem.

Acho que, se os outros testemunhassem o que eu vi ao longo da minha vida,

o que vejo quando mergulho

e a perspetiva que ganhei após milhares de horas debaixo de água,

eu não pareceria nada radical.

Ela viu com os próprios olhos

partes deste planeta que poucos sequer imaginam.

Sylvia Earle, a mais conceituada oceanógrafa do país,

a explorar profundezas consideradas impossíveis de alcançar.

É um prazer apresentar uma cientista, engenheira, professora e exploradora,

a Dra. Sylvia Alice Earle.

PASSAPORTE - EUA

NATIONAL GEOGRAPHIC SOCIETY FUNCIONÁRIA

Vejo na minha mente um mundo diferente,

um mundo que mudou muito ao longo da minha vida.

Há 60 anos, quando comecei a explorar o oceano,

ninguém imaginava que poderíamos fazer-lhe mal.

Na altura, parecia ser um paraíso marítimo.

Mas, agora, enfrentamos um paraíso perdido.

E isto não é uma dramatização,

é a realidade do que se passa.

AQUÁRIO MARÍTIMO ENTRADA PRINCIPAL

Mas também é verdade que temos hipótese de corrigir as coisas.

O AQUÁRIO MARÍTIMO APRESENTA

A EXPLORADORA SYLVIA EARLE 24 JAN. ÀS 19h30

Deem as boas-vindas à Dra. Sylvia Earle.

Em qualquer noite,

a Sylvia Earle pode encontrar-se em Norwalk, Connecticut,

ou Estocolmo, Suécia, ou na Cidade do Cabo, África do Sul.

Sua Profundeza, Sylvia Earle.

Em Pequim, Belfast, Davos ou nas Ilhas Galápagos.

EXPEDIÇÃO ÀS GALÁPAGOS MARÇO 2010

Pensem nas mudanças que ocorreram

no mundo durante a vida de um peixe-relógio com 200 anos.

Mas eles não sabem porquê o mundo deles mudou.

E foi lá que a conheci, numa espécie de cimeira sobre o oceano.

Sou mergulhador. Adoro os mares.

DOCUMENTARISTA

Após conhecer a Sylvia, adoro-os mais,

mas são também pessoas como vocês nesta sala

que podem salvar o oceano.

INST. SMITHSONIAN INST. DE OCEANOGRAFIA SCRIPPS

A maior pescaria era, e ainda é, nos EUA,

o escamudo-do-Alasca, e está a mover-se para o Ártico.

Os atuns-rabilho são perseguidos em todo o lado.

CIENTISTA MARINHA

Estão a ser dizimados ecologicamente do planeta.

Se não cuidarmos do oceano, mais nada importa.

Eu já mergulho há metade da minha vida,

mas isso não é nada em comparação com ela.

Ela já explorava o oceano antes de eu nascer.

Sylvia, aquela tartaruga foi o máximo!

- E ela voltou cá. - Sim!

Ela subiu, inspirou algum ar e voltou ao mesmo sítio.

Eu passei uma semana com a Sylvia e fiquei encantado.

Vibração de garganta.

Como não sabia quem ela era antes disso?

Depois da ida às Galápagos,

eu não queria deixar o mundo da Sylvia.

Por isso, não deixei.

- É ela? - Sim, é.

É ela. Ali está ela.

Obrigado!

Que sítio lindo.

O que não percebi, na altura,

foi que este seria o início de uma odisseia de três anos...

Uma oportunidade de ver o oceano e o mundo através dos olhos da Sylvia.

Sylvia, assim que a conheci, tornou-se um exemplo para mim.

A sério.

Recorde-me como se tornou tão apaixonada

pelo oceano.

Tudo começou em Nova Jérsia.

Em miúda, eu tinha a liberdade de brincar nos bosques,

de passar o dia todo no exterior na brincadeira.

Muitas vezes, sozinha.

Frequentemente, sozinha.

A minha mãe era conhecida por ser a senhora dos pássaros do bairro.

As pessoas levavam-lhe esquilos, aves, rãs...

Tudo o que precisasse de ajuda.

O meu pai era muito inteligente e tinha jeito para reparar coisas.

Quando eu era pequena, tentava desmontar coisas para ver como funcionavam

e ele lembrava-me sempre para guardar todas as peças, não perder nada

e ter a certeza de que sabia como voltar a montar tudo.

Estamos a perder muitas peças,

a perder a diversidade da vida na Terra,

os pedaços que desapareceram,

e não sabemos como reparar isso.

Eu tinha 12 anos quando nos mudámos para a Florida.

No início, não fiquei encantada porque adorava o outro local.

Mas o Golfo do México era uma enorme massa de água azul

que criou quase um local mítico que atraiu os meus pais.

Alguns miúdos brincam nas ruas.

Alguns miúdos têm quintal

e o meu quintal era molhado.

Era o Golfo do México. Era glorioso.

Foi onde me apaixonei pelo oceano.

Eu via-o. Ouvia-o.

Cheirava-o. Tocava-lhe.

Podia chapinhar nele.

Adorava quando as algas davam à costa em grandes quantidades.

Era como ir ao zoológico.

Divertia-me a descobrir criaturas como os caranguejos pequenos.

Podia pegar neles, devolvê-los ao mar

e eles desatavam a fugir.

Era o paraíso para uma criança, para mim.

Sempre será assim para mim, um paraíso.

Neste momento, uma explosão e incêndio

devasta uma grande plataforma petrolífera junto à costa do Louisiana.

A explosão da semana passada ainda subsiste esta noite.

E teme-se que possa ocorrer um desastre ambiental.

Enquanto o petróleo fluir aqui, no Golfo,

isto continuará a crescer sem parar

e eles não fazem ideia de quando acabará.

GOLFO DO MÉXICO ABRIL DE 2010

Como se sentiu? Qual foi a sua primeira reação?

Foi chocante.

E foi piorando com o desenrolar das notícias.

Claro que a perda de vidas humanas era trágica.

E o fluxo de petróleo não parava!

1 PLATAFORMA PETROLÍFERA

Quando era miúda e vivia na Florida,

havia apenas uma plataforma petrolífera no Golfo do México.

33 835 PLATAFORMAS

Hoje, há mais de 33 000.

Todos beneficiamos com o uso dos combustíveis fósseis.

Carvão, gás, petróleo.

Mas a que preço?

WASHINGTON D.C. MAIO DE 2010

Eu venho falar pelo oceano.

Investimos milhares de milhões no que nos leva aos céus...

DERRAME - GOLFO DO MÉXICO

... e está a ser muito compensador.

Negligenciámos o oceano e estamos a pagar caro por isso.

O que me impressiona na Sylvia

é ela não temer apontar o dedo...

INSTITUTO SMITHSONIAN

... e dizer: "Sabem o que estão a fazer e é errado."

Ela é a Joana d'Arc dos mares.

- Vai! - É ela que está na frente,

a liderar a luta para salvar o mar.

E tem sido o objetivo da vida dela, nas últimas décadas...

REALIZADOR, EXPLORADOR DO MAR

... certificar-se que todos compreendem o que se passa e porque é importante.

O oceano dá a própria vida.

Este é um ponto de viragem.

Se continuarmos neste rumo, estamos metidos em sarilhos.

A paixão dela pelo oceano vem do facto de que,

tal como eu e muitos de nós que éramos jovens

num mundo mais jovem à volta do mar,

vimos um lugar mais cheio de vida.

Era... terrivelmente frustrante.

Era uma agonia.

Pois eu sei o que há no Golfo do México.

Eu lembrava-me de mergulhar no Golfo do México,

quando era um lugar...

Um paraíso subaquático.

E saber que estava vulnerável, que estava mesmo no rumo de...

... desta...

... desta avalanche.

É difícil explicar.

O seu livro The World Is Blue: How Our Fate and the Ocean's Are One.

É uma afirmação audaz. O meu destino e o do oceano são iguais?

Eu não vivo no oceano.

Não tenho guelras.

O que me importa o que acontece no oceano?

É profundo, sombrio, afogam-se nele

e está cheio de tubarões que nos querem devorar.

Não vê Shark Week?

Sim, vejo. Mas pense no mundo sem o oceano.

Seria um planeta muito parecido com Marte.

Sem um suporte de vida conveniente.

A maioria do oxigénio que respira, que todos respiram,

é gerada pelo oceano.

E absorve a maioria do dióxido de carbono.

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