The first 200 lines.
Porque nos importamos que consigas?
Não me interessa se não se importam.
O percurso é meu. Não é de mais ninguém.
Ninguém me vai ver a andar com estes sapatos que tenho calçados.
A única que pode andar com estes sapatos sou eu.
É simples.
Não queres que ninguém te acompanhe?
Claro. Podem dar-me a mão.
Podem olhar ao longe.
Não sentirão o que sinto.
Não verão o meu ponto de vista.
Quando todos têm uma opinião e me julgam...
Como se fossem Deus...
Está tudo bem.
Está tudo bem, querida.
Estás pronta?
Pronta?
Beija-me cada manhã
Durante um milhão de anos
Abraça-me cada noite
Ao teu lado
Diz-me que me vais amar
Durante um milhão de anos
E se não resultar...
ANÉIS SENSORIAIS
Cala-te com essa merda.
A sério. Era matrifagia ou algo assim.
-O que é isso? -Estou a dizer-te.
A mãe dá à luz.
Depois, ela alimenta-se dos bebés até não sobrar nada.
-Foi uma loucura. -Não há aranhas-caranguejo na Baía.
-Mas há no meu quintal. -Não, primo, eu não...
Foi a merda mais sacrificial que já vi.
Raios!
Isto estava aberto quando o encontrei. Faltam peças.
Só lhe posso dar 15% de desconto.
São 29,75 dólares.
O seu cartão foi recusado.
Ponha 28 dólares.
Obrigada.
-Estou? -Gia, eles já estão à espera.
-Quanto tempo demoras? -Há trânsito.
Diz-lhes que chego tarde?
Quão tarde?
O seu saldo é de 2,49 dólares. Faça um pagamento.
Faz outra linha e volta a curvar.
Depois, usa o amarelo,
dá a volta e usa o verde.
-Estás bem? -Sim.
-Vamos sentar-nos. -Está bem, fixe.
Queres sentir?
-Sentiste isto? -Sim.
Tenho uma coisa para ti.
Podemos usá-los juntos, vês?
ANÉIS SENSORIAIS
Se vires atrás, vês qual é a tua disposição, está bem?
São simpáticos convosco na casa nova?
-Sim. -Sim?
A mamã mantém-vos juntos?
-Tomam conta um do outro? -Sim.
Shaynah?
Shaynah, ao menos olhas para mim?
O que se passa, querida?
É porque me atrasei?
Brinca, está bem?
Sim.
Shaynah?
Shaynah?
Ouve.
Estou a dar o meu melhor.
Isto não é fácil.
Mas estou aqui.
Estou aqui agora.
Shaynah, não sejas assim com a mamã. Olha para mim.
-Como vão as coisas, Shaynah, Trey? -Shaynah.
Shaynah.
Shaynah. Shaynah?
Está tudo bem, querida?
O que lhe está a dizer? Shaynah!
Pelo menos diz: "Adeus, mamã." Shaynah?
Vamos, Trey.
-Ela volta em breve. -Ele não quer ir.
Anda lá.
-Vamos lá. -Ele não quer ir, vê?
Vamos lá.
Anda, Trey.
Está bem.
A audiência de revisão é na semana que vem, na sexta, às 15 horas.
-Estou curiosa. Que planos tens? -Para quê?
Ainda estamos a fazer o requerimento de reunificação, por isso...
O quê?
Começámos este plano há um ano.
Agora, faltam quatro meses. Seis, se pedir mais tempo.
Sra. Jasmine, venho a todas as visitas. Passei todos os testes.
Fiz todos os cursos que mandou.
Mas atrasaste-te várias vezes.
Ainda não fizemos uma avaliação ao domicílio válida.
E não pagaste a pensão de alimentos.
Sra. Jasmine, não consigo fazer mais horas
com os cursos que me obrigam a tirar.
Então, como vou pagar tudo isso?
Vou tentar que a criança fique em casa,
pelo menos enquanto amamentas. Mas a menos que termines o programa,
não garanto que a criança fique em casa.
Os teus filhos precisam de estabilidade e não vimos o suficiente.
Que mais precisam de ver?
Fizeste a candidatura à habitação?
Ainda não.
Estamos aqui para garantir o melhor interesse para os teus filhos.
Bastam mais três assinaturas...
Não preciso de uma estrela dourada para saber que sou boa mãe.
Se o tribunal nos mandar intervir,
há outros familiares que possam cuidar desta criança?
Como não tenho escolha senão ser mãe solteira,
-também vou ser castigada por isso? -Gia?
Dispenso o teu desrespeito no meu escritório.
Agora, se não te importas...
Juro que ele vem mais cedo.
Como foi? Fala comigo.
É esgotante.
Hás de recuperá-los, G.
Não é o que diz a minha assistente social.
Não ligues à assistente social.
A Missy recuperou os filhos ao fim de quanto tempo? 24 meses?
Não é melhor do que nada?
Às vezes, é assim que esta merda funciona.
Temos de alinhar no jogo deles e fazer o que é preciso.
Trouxe tacos.
Olá, querida.
Há aqui uns 30 preservativos.
-És muito esperta, Missy. -Sim. Obrigada.
Sra. Carmen, o que está a tentar dizer?
Quantas vezes acha que vamos foder, Sra. Carmen?
Essa parte.
Não, mantenham o tamanho da família. Lembrem-se.
Posso tentar ajudar-vos a recuperar os vossos filhos, mas não consigo
se continuarem a aumentar o agregado.
-Está bem. -Muito bem, vamos começar.
ADOÇÃO
Como achas que ela se sente quando lhe chamas "mãe"?
Não sei se está desiludida ou envergonhada por mim.
Ela tem um olhar inexpressivo. Faz-me gelar o sangue.
Como se a minha presença a fizesse sentir-se pior.
No fim de contas, é a minha mãe.
E será sempre a minha mãe.
Mas não podemos escolher os nossos pais...
Portanto, é o que é.
Achas que falar com ela sobre o que sentes ajudaria?
Não, não acho.
Ela é atarefada.
O vício dela criou ansiedade dentro de mim.
E essa ansiedade passou para a minha filha.
E não sei como a salvar disso.
Tenho medo de a perder.
Em vez de curar,
ignorei e encobri.
Consumi substâncias para não sentir.
Consumi tanto que, quando parei, tive de aprender a sentir de novo.
Não é fácil.
Gia, e tu?
Não?
Está bem. Quando estiveres pronta.
Hoje, temos cá alguém novo.
Porque não te aproximas e te apresentas?
Olá, sou a Alexis.
Nasci em Fresno, Califórnia.
E...
Não há nada como uma cabra branca a divagar para me irritar.
Gia, não sei porque ages assim.
Assim como?
Tens de começar a falar nas aulas
e fingir que prestas atenção ou eles fazem queixa de ti.
Sabes que é a única forma de o relatório do tribunal mudar.
-Só estou a tentar ajudar-te. -Mas não ajudas.
Porque estás a sorrir?
Por nada. Come.
-É alguém? -Não, ninguém.
-Não sei porque estás tão reservada. -Não estou.
É forte?
Tem uns 30 cm. Nem te vou mentir.
Mas a sério, há quanto tempo falas com ele?
Há uns dois meses.
Dois meses e não me dizes nada?
Sim, dois meses. Não preciso que me critiques.
Como queiras.
Seja quem for, vê se não te deixa pendurada como o último.
Raios! É por isso que não te conto nada, Gia.
-Não confias em ninguém. -Tens razão, não confio.
Acabarás por conhecer um homem a sério e perceber que nem todos são manos.
Certo.
Só acho que, neste momento, estás demasiado tensa.
Precisas de ser agarrada, virada, levar umas palmadas...
-Rebentada, para descontraíres. -Não, obrigada.
Prefiro ficar solteira o resto da vida.
Pelo menos, já sei o que esperar.
Ambas sabemos que isso é deprimente.
Para, por favor.
A sério.
É o último erro que quero cometer.
Escuta, amiga, nem sequer é um erro.
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