The first 200 lines.
Tudo bem.
Tudo bem.
Que diabo?
Olá. Fala a Barnes.
Estou a obter uma leitura estranha e...
Barnes.
Posto 47. Sim.
Preciso de falar com a Diretora-adjunta Verdugo...
Sim, eu espero.
Du-Ho.
Baixem-se!
Kentaro!
Kentaro, foge!
- Vamos. Mexam-se. - Foge!
Vamos. Mexam-se.
Merda.
BASEADA NA PERSONAGEM "GODZILLA"
MONARCH LEGADO DE MONSTROS
- Belo tiro, cowboy. - Tentei.
- Podias ter morrido, idiota. - Silêncio.
E agora?
Não podemos lutar com aquilo.
Não o recomendaria.
Acho que estamos bem, por enquanto.
- Raios! Filho da mãe! - Não.
Tenho as pernas encharcadas.
Então, temos de ir depressa.
Vamos, May. Levanta-te.
Vamos. May, estás bem?
Se estou bem? Vou morrer de hipotermia.
Estás feliz por termos vindo?
TÓQUIO UM ANO ANTES
O teu trabalho é ousado.
Porquê isto?
Porquê agora?
Luzes!
Hesitaste.
É uma pergunta complicada.
E tu tiveste meses para pensar na resposta.
A arte...
... surge de um lugar do qual não nos sentimos à vontade para falar.
Para mim, é intuitivo.
Respeito o teu processo.
Mas se os compradores estiverem dispostos a gastar dinheiro, muito dinheiro,
vão querer saber o que estão a comprar. Quem estão a comprar.
As pessoas...
... não compram a arte...
... compram o artista.
Eu sei, Kimi.
Desculpa.
Nas duas horas até à abertura
arranja uma resposta que me faça acreditar em ti.
Esta noite, temos ambos muito em jogo.
Olá, mãe.
"A exploração assertiva de Kentaro Randa dos paralelos e interiores
convida o observador a desafiar as suas premissas sobre a identidade."
Quem diria que o meu filho era tão provocador?
Não sou.
Toda a gente vai adorar.
Se todos adorassem, não seria muito "provocador".
Estou orgulhosa de ti.
E o teu pai também está.
Ele nem sequer viu.
Vai ver, esta noite.
Vem diretamente do aeroporto.
Vou apanhar um pouco de ar...
... antes que todos queiram conhecer o novo artista "provocador".
Kentaro...
... trabalhaste muito por isto.
Merece-lo.
Há uns aperitivos.
Tiraste-me uma foto?
Não.
Tretas.
Eu vi-te.
Fotografei o cartaz da minha exposição,
e tu passaste à frente, embasbacada como uma turista.
"Paralelos e Interiores." Parece pretensioso.
Tremendamente.
Algo que seria tremendamente respeitador era tu...
Pois.
- Apagada. - Obrigada.
Há algum motivo para não gostares que te fotografem?
Eu...
Darias uma foto bonita.
Estás a seduzir-me?
Só a ser sincero.
És mesmo tu?
Sim.
Há vinho?
É vulgar. Mau. Pretensioso.
Vinho pretensioso.
Certo.
Gostas de uísque?
Gosto de uísque caro.
Tens sorte. O Japão tem uísque muito caro.
Fixe.
- Conheço um sítio. - Agora?
Não tens a exposição?
Apareço mais tarde.
Está bem.
Sou o Kentaro.
Sou a May.
May.
May. Aonde vais? Mais devagar.
Mais devagar?
Se não queres acrescentar dedos dos pés novos ao que já me deves,
tens de acelerar.
Ele está certo, May. Poupa a energia.
As pernas molhadas aceleram a hipotermia.
Tens de secar.
Não. Mesmo se conseguíssemos acender uma fogueira,
não podemos ficar parados com aquele titã à solta.
- Ainda andará por aí? - Sei lá.
O que... Então, e os séculos todos de experiência que tem?
É um titã, May.
São como flocos de neve.
Nunca encontrei dois iguais.
Certo. Talvez haja informações nestes seus ficheiros preciosos.
Vá para o Inferno
e leve o trabalho da sua vida. - Cuidado com isto. Vá lá, May.
O Sol vai pôr-se e a temperatura vai cair rapidamente.
Não temos comida nem abrigo.
Nem o Du-Ho.
Para onde raio vamos?
Para Noroeste. Para a costa.
Há mais probabilidades de encontrarmos pessoas.
- Acho que vi algo do avião. - O quê?
Viste o quê?
Uma estrutura. Parecia uma bola de golfe gigante.
Era feito pelo homem, um edifício ou uma colónia.
Muito bem.
Alguma de vocês o viu?
Não.
A May viu.
O quê? Não.
Não. Disseste que tinhas visto algo.
Eu não vi nada.
Estás do lado deles?
É por estares zangada comigo?
Não. Não tem que ver contigo. Tem que ver com eu morrer congelada.
Estou a tentar salvar-te. Podes só...
Confia em mim.
Sota?
Senha.
Sota, sou eu, meu. O Kentaro.
Quem?
O Kentaro.
Senha.
Deixa, esquece. Isto é uma espelunca.
Espelunca!
Rápido!
Espelunca?
Ela disse-o sem intenção.
Prova que me enganei.
Gosto de ti.
É muito fácil provocar-te.
Certo, provaste que me enganei.
May, é o Sota.
Dono.
Gerente.
Idiota.
É isso mesmo.
Espera. Tens uma garrafa só tua?
Afinal, és mesmo pretensioso.
É o normal, aqui.
- Mas bebemos algo melhor. - Certo.
Certo.
Então, és um artista de sucesso.
Criei esta iluminação.
- O quê? Não acredito. - Sim.
Portanto, ele deixa-me fingir e até abre mais cedo para mim.
E tu o que fazes?
Cenas de informática.
Nada tão interessante como a arte. Há quanto tempo fazes isso?
Desde pequenino.
Mas como emprego, acho que desde esta noite.
O quê? Como assim?
- Aquela é a tua primeira exposição? - Sim.
E não achas que devias lá estar?
Estou a criar suspense.
- Faz parte da atuação. - Parte da atuação.
Isto faz parte da atuação?
Como assim?
O bar secreto de uísque e tu, o próximo grande artista.
Ele traz outras miúdas?
Os empregados de bar não contam essas coisas.
Idiota.
Não disse que era uma atuação má.
Dentro das atuações.
Isto não é uma atuação.
Avalio um artista pela sua arte e não pela fatiota e pelo penteado.
O quê?
Estes não estão na galeria porquê?
Esses não estão à venda.
És mesmo mais do que um penteado.
A Kimi levou-me ao salão dela.
As pessoas compram o artista.
Bem, sim...
Os idiotas ricos com mais dinheiro do que bom gosto.
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