The first 200 lines.
Mildred.
Em que está pensando, senhora?
Sabe? Acho que quer nadar.
Deixe-me em paz.
Se vc se jogar terei de me jogar também. É justo?
Eu teria pneumonia.
Não tinha pensado nisso não é? Pois pense.
Agora vá.
Vá para casa antes que nós dois tenhamos que nadar.
Mildred. O que fazes por aqui?
- O quê? - Estás doente?
Não, acho que não.
Se se sente fraca porque não tomamos um drink?
Vamos.
Comprar este negócio foi o meu melhor investimento.
- Dois drinks, Tony? - Sim, Sr.
Espero que não esteja ofendida por essa tarde. São negócios.
Também, podia ter me excluído. Não esperava...
Porque está me olhando assim?
Sempre convence as pessoas com seu papo.
É meu trabalho.
Mas agora queria convencer vc. Entende?
- Ainda tenta? - É um hábito.
- Uma vez por semana desde crianças. - Duas.
Duas. De qualquer forma, em vão.
Você não bebia desse jeito.
Aprendi nos últimos meses. Aprendi muitas coisas.
- Como o quê? - Como este licor é ruim.
Tenho bebida melhor na casa de praia, Wally.
- É um desafio? - Pode ser.
Tudo bem, aceito.
Sabe, eu gosto de bebidas boas.
- Talvez seja meu dia de sorte. - Talvez.
- Entre. - E o seu marido?
Não pode aparecer de repente?
Monte não está. Além do mais, sabes convencer, não?
Tomo como um elogio.
- Vc repete muito isso. - Repito?
- Nervoso, Wally? - Não, só com frio, por enquanto.
- Não é mais confortável aqui? - Sim, eu acho, mas...
- O que foi? - Nada.
- Não parece muito feliz. - Estou feliz, acredite.
Meu coração está cantando por dentro.
- Muito sentimental, Wally. - Sentimental não, esperto.
- Penso sobre coisas. - Que coisas?
Porque vc me trouxe aqui hoje.
Seu marido não está, meia luz, tranqüilidade, oportunidade.
- Porquê? - Talvez o ache irresistível.
Vc me faz ter calafrios. Sempre fez.
Vc faz amor tão bem. Sempre fez.
Sempre que quero algo, eu busco. E consigo.
Pode até demorar, mas tenho o que quero.
- Ah é? Deve ser bom. - Sim, é.
- Sinto muito. - Que foi?
Estou desconfortável. Vou me trocar.
Claro, Mildred. Boa idéia.
Só levo um minuto.
- Deixe aberta para conversarmos. - Quero ouvi-lo falar.
Eu também. Há algo na minha voz que me fascina.
Fico feliz por não estar chateada.
Não quis prejudicar teu negócio, mas não pude evitar.
Vejo uma oportunidade e quero aproveitar.
É como uma doença. Entende?
Ei, Mildred!
Vamos! Sabes que não gosto de beber sozinho.
Fale algo. Conversar sozinho me chateia.
Mildred.
Mildred.
Vamos. Sem joguinhos.
Sou legal até certo ponto, não me provoque.
O que há?
O que significa isso?
Ilumine a casa.
Ei, pare!
Ok, ok.
Qual o problema?
- Está desarmado. - Melhor olhar a casa.
Esse cara saiu como uma bala pela janela.
- Cortou-se na janela? - Não, fazendo a barba.
Deixa eu cuidar disso.
Qual é, eu estou bem.
Tudo bem, vá em frente.
O que fazia na casa? Pegando souvenires?
Não. Vcs terão uma noite emocionante.
Muito excitante, há um morto lá dentro.
Sério?
Aposto que estava correndo para fazer uma denúncia?
Ele disse que tem um morto a casa.
- Morto é pouco. - Melhor chamar reforço.
Patrulha 93 chamando K- Q-V-B.
Patrulha 93 chamando K- Q-V-B.
Mamãe onde esteve? Eles não me dizem nada.
- Quem? Eles quem?! - Estes homens.
Srta. Beragon? Somos da polícia.
O inspetor gostaria de falar com a Sra.
- Porquê? Que foi? - Desculpe.
Nós fazemos as perguntas além disso não sabemos.
- Deve ser sobre o carro. - A essa hora da noite?
Eu cuido disso. Não se preocupe. Vá para a cama.
- Mãe. - Por favor, vá.
- Não podem me contar? - Melhor irmos.
- Que houve? - Não quero que sua filha ouça.
É seu marido. Foi assassinado.
Assassinado?
- Oi Joe, o que vc traz? - Esta é Sra. Pierce. Digo, Beragon.
Qual? Pierce ou Beragon? Decida-se.
- Mildred Pierce Beragon. - Ok, conduza ela.
Por aqui, por favor.
Sra. Beragon acaba de entrar.
Sente-se. Logo ele irá atendê-la
Cuidado. Fico com hematomas.
- Ida, o quê vc...? - Não falem.
Ida Corwin.
- Que é isso, reunião dos ex-alunos? -É o que parece.
Dessa vez não será fácil convencer.
- Andando. - Tudo bem, tudo bem.
Oi, Ed.
- Charley, alguma novidade? - Meus pés doem.
Algo bom para a edição de amanhã?
- Hoje não. - Porquê ela está aqui?
Colou chiclete na poltrona do cinema. Satisfeito?
Ok, Charley. Ok.
- Sinto, não pude ajudar. - Não falem.
Sente-se.
Conhece aquele cara?
Sim, fomos casados.
Jornal, Sra.?
Não, obrigada.
Ok.
Agora é sua vez, agora pode falar.
Inspetor Peterson, Sra. Beragon.
- Como vai? - Como vai?
Quer sentar-se?
Sinto pelo seu marido. Deve ter sido um choque.
Bem, eu...
Temo não saber como começar.
Na verdade não precisamos da Sra.
Não precisa de mim?
Não sei como me desculpar por tê-la trazido aqui por nada.
Mas sabe, temos que ter certeza. Bem, agora temos certeza.
Não me fará perguntas? Achei que faria.
Todos pensam que detetives só fazem perguntas...
...mas alguns possuem alma, como qualquer um.
- Cigarro? - Não, obrigada.
Vá em frente, tudo bem.
Sra. Beragon, ser detetive é como fazer carros.
Vc pega todas as peças e vai juntando.
O obtêm-se um carro, ou assassinato.
Nós o pegamos.
Pode ir Sra. Beragon. O caso está encerrado.
Bem, pode ir agora.
Tudo bem homem.
Poderia...?
- Poderia me dizer quem...? - Quem fez?
Claro, a Sra. merece saber.
Não.
Não!
Sim, foi ele.
- Seu primeiro marido. Pierce. - Não deixarei fazer isso.
Quanto a Wally Fay? Como sabem que não foi ele?
Não tem motivo. Este homem o fez.
Você vê, começamos com nada.
Só com um cadáver, desculpe a expressão.
Olhamos o corpo e perguntamos, "Por que razão?"
E quando encontramos a razão, encontramos o culpado.
Neste caso, ele.
Vamos.
- Não foi ele, eu sei que não. - Sabe?
O assassinato foi cometido com isto.
- Sabes a quem pertence? - Não. Não sei.
Nós sabemos, é do Pierce. Fato número um.
Número dois: ele não negou ter matado Beragon.
Acha que foi uma boa idéia.
Se há algo que sabemos é que um inocente sempre...
...nega o crime.
Pierce não negou.
Então, vai nos culpar por estarmos seguros que ele...
...acertou 4 dos 6 tiros que disparou contra Beragon?
Mas não foi ele, ele não poderia. Ele é amável e gentil.
Ok. Ele é amável e gentil. Ele é maravilhoso.
Mas se ele é tão bom, porquê divorciou-se dele?
Porquê estava errada.
Levou quatro anos para eu perceber isso.
Vejamos. Há quatro anos ele vendia propriedades?
Sim, ele e Wally eram parceiros. Ganharam muito dinheiro.
Construíram muitas casas De repente pararam de comprar.
- As vendas caíram. - Sim?
Um dia eles romperam. Wally continuou, Bert não.
Não foram mais parceiros.
Naquele dia Bert voltou pra casa sem emprego.
- Sua correspondência, Sr. Pierce. - Obrigado, Jack.
- Tem um cartão de mudança de endereço? - Sim.
Obrigado.
Morávamos na rua Corvalis, onde as casas eram iguais.
Nosso número era 1143.
Eu estava sempre na cozinha.
Eu sentia como se tivesse vivido na cozinha a vida toda...
...exceto nas poucas horas em que me casei.
- É você, Bert? - Sim, quem mais?
- Pensei que fosse a Sra. Whitley. - Bem, não é.
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