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Egito,
a fonte mais rica de tesouros arqueológicos do planeta.
Este é fabuloso.
Sob esta paisagem de deserto
estão os segredos desta civilização antiga.
Uau! Percebe-se porque os faraós escolheram este local.
Agora, numa temporada completa de escavações,
as nossas câmaras receberam acesso sem precedentes
e seguem equipas na linha da frente da arqueologia.
Conduzo depressa porque estou empolgado.
É uma entrada. Vemos uma entrada.
Revelam segredos enterrados.
Disseram-me que encontraram algo.
Meu Deus.
Uma esfinge!
E fazem descobertas que podem reescrever a história antiga.
Desta vez,
a caça ao túmulo perdido da rainha Cleópatra.
Colleen procura pistas nos hieróglifos.
Aqui vemos Cleópatra como a deusa Ísis.
Alejandro examina múmias antigas num hospital egípcio.
Temos amuletos.
E Kathleen faz uma descoberta subterrânea surpreendente.
Céus.
Segue na direção do templo.
TESOUROS PERDIDOS DO EGIPTO
O TÚMULO PERDIDO DE CLEOPATRA
O Antigo Egito,
um reino de grandes faraós e um berço da civilização.
Após 3000 anos,
este império chegou ao fim
com a última faraó,
a rainha Cleópatra.
Há séculos que esta mulher enigmática
capta a imaginação do mundo,
mas a localização do túmulo dela ainda é um mistério.
Atualmente, arqueólogos procuram pistas por todo o Egito.
Os conceituados egiptólogos Colleen e John Darnell
são especialistas em decifrar hieróglifos.
Vão a caminho do Vale dos Reis.
Vamos ao local dos túmulos
de quase todos os faraós do Império Novo.
O vale é um labirinto com 65 túmulos escondidos.
Formam um dos maiores cemitérios reais do mundo,
mas nem todos estão terminados.
Hoje vamos ao túmulo inacabado de Ramsés XI.
É o último túmulo cuja construção foi começada no Vale dos Reis.
Muitas vezes, os projetos inacabados no Egito
podem dizer-nos mais do que o projeto terminado.
Ramsés XI reinou mais de mil anos antes de Cleópatra.
Quando morreu, o túmulo dele nunca foi usado.
Podemos ver a fase inicial da decoração do túmulo.
Já é uma representação linda de Ramsés XI.
Sabemos exatamente quem vemos,
por causa das cartelas dele diante do rosto.
Parecem ter planeado
o que seriam ilustrações e textos notáveis
na parte inicial do túmulo.
O túmulo de Ramsés XI
situa-se a leste do Vale dos Reis.
As câmaras cavernosas e salões com colunas
revelam como o faraó devia ter sido enterrado.
Mas a parte de trás do túmulo está inacabada.
Após 500 anos de túmulos de reis e rainhas no vale,
o túmulo de Ramsés marca o fim de uma era.
Ramsés XI abandonou o Vale dos Reis
e mais nenhum faraó foi aqui sepultado.
Este é o fim de um legado,
os reis deixaram de ser enterrados no Vale dos Reis,
mas é também o início de algo novo,
de túmulos reais que terminam com Cleópatra.
Os historiadores creem que este cemitério real foi abandonado
por causa dos saqueadores,
mas ninguém encontrou o cemitério dos últimos faraós do Egito:
Cleópatra e a linhagem dela.
Onde estará?
Quando o vale deixou de ser utilizado,
a sede do poder do Egito mudou para norte,
para Alexandria.
A última grande dinastia de faraós teve a capital aqui,
para explorar o comércio no mar Mediterrâneo.
O arqueólogo Dr. Ross Thomas, do Museu Britânico,
procura na antiga capital indícios que possam levar a Cleópatra.
A cidade antiga tinha cerca de 500 mil habitantes,
no século I a.C.
Era um dos portos e cidades mais importantes do Mediterrâneo.
A cidade portuária de Alexandria foi fundada por Alexandre Magno,
que conquistou o Egito há 2300 anos.
Era famosa pelos seus palácios, estátuas, pela biblioteca
e por um farol colossal com mais de 110 metros de altura,
uma das sete maravilhas do mundo antigo.
Nessa época, o Egito foi governado pelos sucessores de Alexandre,
os faraós gregos chamados Ptolomeus.
Mas essa linhagem terminou quando o país foi conquistado por Roma.
A última faraó do Egito foi a rainha Cleópatra.
Muitos arqueólogos pensam que ela será encontrada num cemitério real
algures em Alexandria, a capital construída pela família dela.
Mas é difícil procurar aqui.
A cidade antiga foi atingida por vários terramotos
e grande parte encontra-se debaixo do mar.
- Temos pesos? - Sim.
Atim, podemos preparar o meu equipamento?
O professor Emad Khalil, da Universidade de Alexandria,
começou a explorar a cidade submersa há mais de 20 anos.
Está muito atento ao túmulo de Cleópatra.
Ainda não foi encontrado em Alexandria,
mas, como dizemos sempre,
há outras cidades sob a atual Alexandria.
Os indícios da antiga capital de Cleópatra
estão espalhados no fundo do mar.
Cacos de olaria,
colunas enormes,
obeliscos tombados,
e o que acreditam ser uma das entradas do farol famoso.
Havia imensas colunas e bases de colunas,
centenas de blocos estruturais muito grandes.
Creio que vimos parte de um obelisco e parte da entrada do farol.
É extraordinário.
Cada mergulho fornece dados novos que Emad e Ross investigam,
mas não há sinais do túmulo de Cleópatra ou de familiares dela.
Supomos que quereriam ser sepultados na cidade deles.
Normalmente, há um cemitério real
com todos os túmulos dos reis e rainhas.
E se Cleópatra não foi sepultada em Alexandria?
Uma mulher pensa que todos têm procurado no sítio errado.
48 quilómetros a oeste de Alexandria,
numa cidade antiga chamada Taposiris Magna,
há um templo pouco conhecido.
Aqui, Kathleen Martinez,
uma advogada que se tornou arqueóloga,
procura algo.
Este é um dos momentos emocionantes de uma escavação.
Há uma década que ela tenta provar
que a rainha Cleópatra está enterrada sob este templo.
Desde criança que queria ser arqueóloga,
mas os meus pais convenceram-me a estudar Direito.
Tornei-me advogada.
O conhecimento e a informação que obtive enquanto advogada
são combinados com a arqueologia
e foi assim que segui Cleópatra até Taposiris Magna.
Kathleen é da República Dominicana, nas Caraíbas.
Há 13 anos, abdicou da advocacia
e começou as escavações neste templo.
Revelámos muitas estruturas importantes
que provam que este templo estava ativo
na época da rainha Cleópatra e dos faraós gregos.
Este pode ser o lugar perfeito para o túmulo perdido de Cleópatra.
Aos 18 anos, Cleópatra tornou-se faraó,
após a morte do pai dela, Ptolomeu XII.
Ela governou durante 21 anos.
Perante a ameaça de uma invasão romana,
ela formou alianças com o inimigo.
Primeiro, cortejou Júlio César e teve um filho dele.
Depois, teve uma relação com Marco António.
Em 31 a.C.,
a marinha romana, liderada por Augusto,
atacou o Egito.
Para evitar a captura,
reza a lenda que Cleópatra se suicidou
com a mordida de uma cobra venenosa.
Ela ameaçou Roma e os romanos receavam-na.
Ela pensava que podia conquistar o mundo,
mesmo sendo mulher.
Era uma guerreira e alcançou o impossível.
É por isso que é a minha heroína.
Tentarei fazer tudo o que puder para encontrar o túmulo dela.
Kathleen crê que Cleópatra pode estar sepultada neste local.
Nesta temporada, ela tem uma pista promissora,
fora do templo, a 90 metros das muralhas,
um vazio estranho no terreno.
Encontrámos um corte na rocha.
É um poço.
Tentamos perceber para onde nos leva.
Kathleen crê que o poço pode levar ao túmulo perdido de Cleópatra,
escondido debaixo da terra,
mas é perigoso escavar neste local.
Vamos, amigo. Não brinquem com essas cordas.
É perigoso, porque o balde pode virar-se
e atingir os homens que estão lá em baixo.
Com a possibilidade de entrar numa cavidade subterrânea,
receiam que o piso do poço possa desabar.
Pode cair a qualquer momento.
É uma entrada. Vemos uma entrada.
É uma descoberta importantíssima.
O poço vai dar a um túnel.
É emocionante. Tenho de ver o que é.
Está escondido há 2000 anos.
Por todo o Egito,
a caça por túmulos perdidos continua.
Oitocentos quilómetros a sul de Alexandria
fica a cidade antiga de Assuão.
É aqui que o arqueólogo espanhol Alejandro Jiménez-Serrano
lidera uma equipa grande
que trabalha na antiga necrópole de Qubbet el-Hawa.
Tem um dos maiores conjuntos de túmulos intactos do Egito.
Alejandro procura sepulturas não marcadas e túmulos perdidos.
Este local vasto é mais antigo do que o Vale dos Reis
e pensa-se ser o cemitério de muitos nobres abastados.
Hoje, ele trabalha num dos túmulos antigos.
Tenta identificar quem foi sepultado lá.
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