The first 200 lines.
APRESENTA
THE SUPPLEMENT
Estrelando
Escrito por
Figurino
Música
Diretor de fotografia
Escrito e dirigido por
Com licença, o que aconteceu?
Nada, infelizmente.
Derrubei algumas tábuas.
- Peço desculpa pelo barulho. - Está indo embora?
Acho que sim.
Amanhã, espero.
Vá com Deus.
- Espero que volte. - Não sei. Talvez.
Se eu voltar... será para sempre.
Você lamenta que eu tenha voltado. Meu quarto seria útil.
- Que disparate. - Admita.
É melhor ter um irmão em um convento que em casa.
Claro.
Caso contrário, quem rezaria por nós? Assim todos ganham.
Onde está o ganho? Aqui ou no Céu?
Aqui embaixo e lá em cima. E se você fosse santificado...
Farei o meu melhor, prometo.
Algum médico já foi santificado?
Acho que há santos de todas as profissões.
- Alguma carta para mim? - Chegou alguma coisa.
Você não queria o correio encaminhado. Não era importante.
- Algo da faculdade? - Não.
Isso é bom ou ruim?
Não sei.
Bom, eu acho.
Fale comigo.
Sobre o quê? Prefiro ficar em silêncio.
Prefiro saber o que está acontecendo com você.
Nada de bom.
Perdeu a fé?
Não em Deus. Em mim mesmo.
Isso também não é bom.
Uma menina te ligou.
- Que menina? - Tem assim tantas?
- Hanka? - A dos figurinos.
Estão procurando figurantes. Se estiver interessado, ela deixou um número.
- E você? - Tenho uma competição em breve.
O que foi?
Nada.
Não, dá para ver que é muito apertado.
Isso não cabe na cabeça!
Literalmente ou é uma metáfora?
Ambos.
É muito apertado.
- Quando você chegou? - Não importa.
Ontem. Eu te mandei um telegrama.
- Você não foi expulso? - Não.
Isso é importante?
Por que me pergunta? Depende do que importa para você.
Bem, o que acha?
De quê?
De nós. O que mais seria?
Já tomou alguma decisão?
Ainda não.
E quando vai tomar?
Não diga que não sabe, é tão monótono.
Não fique aí parado. Escolha algo que sirva.
Esteve brigando? Com quem?
Meu maior inimigo.
Afastem-se do cavalo, todos.
Ligue para o médico. E chame uma ambulância.
- Deixe-me passar. - Não, você não tem permissão...
Onde foi o impacto?
Senti algo quebrar aqui.
Alguém tem uma tesoura ou faca?
Só um momento.
Dói? Terei cuidado.
Se te levarem para o hospital, deixe seu figurino.
Por favor, saiam todos do caminho.
O que está fazendo? É uma atadura natural.
Pedi para ela cortar.
Você não deve interferir.
Sou aluno de medicina.
Pior ainda.
Pense primeiro e aja depois.
Não o contrário.
Verdade, não sangra muito.
Corte a calça. Vamos tirá-la.
Não pode esperar? Os figurantes comem depois.
Não vim para comer.
Quero explicar.
Sobre a calça? Eu concordei com você, então o que há para explicar?
- Na verdade, nada. - Algum problema?
Sente-se.
Algum problema consigo mesmo?
Quem não tem?
Todos têm problemas.
Como disse...
sou aluno de medicina.
Queria fazer umas perguntas, como médico...
Perguntas sobre o quê?
Como aluno, você achou...
difícil estar tão perto
da morte todos os dias?
Na sala de autópsias?
Não, não só.
É função do médico estar sempre presente na morte dos outros.
Acho que não poderia lidar com isso.
É um fardo muito grande.
Talvez eu seja muito sensível.
Nunca poderia falar sobre isso na faculdade. Por isso pergunto a você.
Tenho certeza de que você é hipersensível.
Talvez você esteja aqui porque o filme toca nesse assunto.
Não, nem sei sobre o que é o filme.
Nem eu.
Preciso do dinheiro. Uma amiga minha que trabalha aqui me ajudou.
Então é aqui que você se esconde de mim.
De você não. Algum problema?
É proibido sair do set com o figurino.
Mas você enviou aquele dublê na ambulância.
Era o último dia de gravação. Os figurinos devem ser entregues.
Onde o encontro agora?
Não posso simplesmente dar uma jaqueta de couro como perdida.
Peça com educação e tento descobrir para onde o levaram.
Por favor!
É tudo?
Uma mão lava a outra.
- Sem aviso? - A vida é curta, isso te incomoda?
Poderia incomodar alguém. Tenho namorado.
Mas é complicado.
Como sabe?
Tenho idade suficiente. É algo sério?
Muito sério.
É por isso que tenho medo de que as coisas não funcionem.
- E têm que funcionar? - Gostaríamos que sim.
Como sabia?
Consigo sentir.
Há muitas coisas que gostaria de te perguntar.
Ligue-me em Varsóvia.
Farei isso.
Por que está tão impaciente? Espere por mim.
- Eu, impaciente? - Suba.
Você está se exibindo.
Cuidado com a corda.
O que está te incomodando, Filip? Você não fala comigo.
Sobre o quê?
Sobre você... qual o problema?
Nenhum.
Nenhum?
Você se tormenta, é óbvio.
- Deixe-me em paz! - Tem alguma coisa errada.
Não reparei.
Agora podemos conversar.
O que você está fazendo?
- Deixe-me descer. - ReIaxe.
Falei com a sua namorada. Você está escondendo algo.
Eu não me meto nos seus assuntos.
Porque não há necessidade.
A pobrezinha não sabe onde está se metendo.
Deixe-me descer.
Quero ajudar você.
Quando precisar de ajuda eu peço.
- Você precisa agora. - Mas não estou te pedindo.
Fui longe demais.
Eu tinha boas intenções.
Desculpe.
Também peço desculpa.
Não sei o que fazer.
Você mesmo pode ver.
Não me reconhece?
Está sendo modesta ou pensa que sofro de demência senil?
Não são só os idosos que sofrem disso.
Mas não é uma das minhas preocupações.
- Por que está aí parada? - Ninguém me convidou para entrar.
Vim falar sobre um trabalho.
Alguns caras que estão gravando um videoclipe precisam de um médico.
Quer ganhar um dinheiro extra?
Valores pequenos não me interessam mais.
Então não vem?
Vou. Para ver você.
Eles têm seus próprios figurinos.
Que pena.
Já largou seu namorado?
É isso que fazem? Largar os namorados?
Mais cedo ou mais tarde.
Preferia que fosse mais tarde.
Você só diz isso por experiência própria.
Não, simplesmente tenho idade para saber que nada é permanente.
E o amor?
É o menos permanente.
Não acredito em você, embora seja mais velho.
Vai ver que está errado.
Espere um pouco e vou te convencer.
Não tenho tanto tempo para esperar.
Ainda está com o mesmo namorado?
Pensa que troco de namorado todas as semanas?
Todas as quinzenas, talvez.
Tanto tempo!
Na verdade, ainda não aconteceu nada.
Não era isso que você queria saber?
Vocês não se amam?
Não sabemos.
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