Dave Chappelle: Deep in the Heart of Texas

Dave Chappelle: Deep in the Heart of Texas

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Dave Chappelle Deep in the Heart of Texas 2017 WEB X264-DEFLATE
Dave Chappelle Deep in the Heart of Texas 2017 720p WEBRip X264-DEFLATE
Dave Chappelle Deep in the Heart of Texas 2017 1080p WEBRip X264-DEFLATE
A Commentary by psyking

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Published on: 2017-03-31
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The first 200 lines.

Ele está em transe,

mas não está pensando em piadas.

Está compondo a narração que estou fazendo agora.

Me fazer aceitar este trabalho superava as expectativas dele,

e ele não quer perder a oportunidade com coisas tolas.

Esta é a caixa de mensagens do gênio da comédia Dave Chappelle.

Infelizmente, ele não pode ou não quer atender agora,

então deixe uma mensagem detalhada.

UM ESPECIAL DE COMÉDIA ORIGINAL NETFLIX

Legal.

Obrigado.

Muito obrigado.

Obrigado.

Como vão?

Que bom ver todos esta noite.

Obrigado.

Estou vendo vocês aí.

Podem sentar. Fiquem à vontade e relaxados.

Puxa, que bom voltar a Austin, Texas.

Que bom saber que camisa xadrez voltou à moda.

Os caras que conheço na área

se vestem como as lésbicas em Nova York, bacana.

Caramba! O Texas é...

é muito legal.

Legal mesmo.

Eu estava em Santa Fé,

e um maldito jogou uma casca de banana em mim.

Não foi tão legal.

Claro, foi um branco.

Não para acusar os brancos, só estou dizendo. Não quero generalizar.

Ele não só jogou uma casca de banana em mim,

mas foi planejado. Deu para notar.

Deu para notar. A casca estava marrom demais.

Você não comeu a banana agora,

só estava me esperando.

E só tinha branco ao redor, então ficou um climão,

pareciam estar olhando para o 12 Anos de Escravidão.

Estavam assim.

Quem faz isso?

Aí prenderam o cara.

"Alguém vai comer você na cela, sabe disso, não sabe?

Não pode jogar cascas de banana no Dave Chappelle.

Você não vai se safar."

A imprensa perguntou: "Você tem alguma declaração?"

"Declaração? Por uma casca de banana? Não!

Não tenho nada a dizer."

O cara ficou famoso por jogar uma casca de banana em mim.

Daqui a 20 anos, ele colocará os filhos na cama,

e eles dirão: "Pai, conte sobre o dia

em que você jogou a casca de banana naquele preto."

"Aquele preto safado mereceu.

Vi o nome dele em uma placa uma semana antes.

Pensei: 'Se eu pudesse me aproximar,

jogaria uma banana naquele preto, para mostrar como...'"

A polêmica da banana. Eu nem...

Eu nem quis denunciar. Aquilo já tinha me acontecido.

Sério, não com uma banana. Moro em Ohio.

Foi há alguns anos.

Eu não sabia que aplaudiriam.

Beleza. Foi a primeira vez que isso aconteceu.

"Ohio!"

Enfim...

Vivo entre os brancos.

É uma cidadezinha de Ohio.

Era inverno, tinha nevado,

então tinha muita neve na rua. Eu estava com minha irmã.

Ela estava com roupa muçulmana,

os filhos dela também,

e eu estava vestido de Dave Chappelle.

Estávamos andando, batendo papo,

aí um carro virou a esquina, a janela abriu,

e alguém jogou uma bola de neve, que bateu no meu ombro.

Eu não sabia o que estava rolando. Por que jogaram?

Porque sou negro? Porque ela é muçulmana? Porque sou o Dave Chappelle?

Não deu para notar. Mas, outra vez, eu sabia que tinha sido planejado.

Quem tem uma bola de neve em um carro aquecido?

Mas ele não planejou direito, moça.

Porque ele virou a esquina, e o sinal ficou vermelho.

Teve que parar.

Aí corri pela rua e bati na janela dele.

"Posso falar com vocês? Saiam um pouco. Só quero conversar."

Eram quatro garotos brancos, falando: "Calma, cara."

Falei: "Calma. Só quero conversar."

É um truque velho dos negros.

Eu não queria conversar, queria dar uma surra neles.

Então, se você parar no sinal,

e um negro quiser conversar com você,

não abra a porta, mesmo sendo eu, sorrindo.

Aí falaram: "Calma, cara."

E um cara no banco de trás...

Ele era mais arrogante e falou: "Foda-se! Vou sair do carro!"

Aí comecei a puxar a porta. "Me deixa ajudar, desgraçado!"

Não notei que a janela dele estava aberta.

Aí ele jogou uma bola de neve que bateu no meu peito.

"Vai se foder, seu preto de merda!"

Aí o sinal ficou verde, e eles se mandaram.

Abri um sorriso grande.

Olhei para a minha irmã, e ela disse: "Anotei o número da placa."

Fiquei contente, porque jogar bola de neve em alguém

é uma agressão menor,

mas, se chamar o outro de "preto", é um crime de ódio.

Eu e a minha irmã dançamos. "Vamos mandar o safado para a prisão!"

Não notei, mas, enquanto eu gritava com ele,

um bando de brancos estava vendo, porque é uma cidade de brancos.

Pensei que eu seria linchado.

Aí um branco chegou e disse: "Não gostei nada daquilo.

A cidade não é assim.

Não quero esse ultraje na minha vizinhança."

E outro branco falou: "Isso mesmo, também não gostei!"

E um velhinho falou:

"Rapaz, se for denunciar,

quero ir com você e fazer o mesmo."

Falei: "Vocês fariam isso por mim?"

Todo mundo disse: "Viva!" Falei: "Vamos, galera!"

Eu era o Malcolm X indo ao irmão Johnson com um rebanho de brancos.

Inacreditável. Uma hora depois, estávamos na delegacia,

e o policial disse: "Bom, Sr. Chappelle,

dezesseis denúncias idênticas.

Conferimos a placa. Dois jovens com o carro da mãe.

Os quatro suspeitos estão detidos, e a mãe está aqui.

Depende do senhor.

Se quiser denunciar, abriremos o processo.

Sr. Chappelle, está tudo bem?"

"Desculpa, estou lisonjeado.

Nunca estive em uma situação

em que pudesse decidir o destino de garotos brancos, mas...

é muita responsabilidade, senhor.

E não sei que decisão tomar."

Aí vi uma mulher andando no corredor

e falei: "Aquela..." Ele disse: "Sim, é a mãe deles."

"Posso falar com ela antes?"

Quando a mãe apareceu, ela viu que era eu

e ficou em prantos.

"Meu Deus, não quero que sejam presos.

Sinto muito. Não os criei para isso. Adoramos as suas piadas, o seu trabalho."

Falei: "Senhora, calma. Olhe só...

Também não quero que o seu filho seja preso,

mas o que ele fez foi terrível,

então podemos fazer alguma coisa

para ele entender que está errado?"

Ela disse: "Não sei. O que você tem em mente?"

"Senhora, nunca estive nesta situação.

Ah, sabe o que podemos fazer? Não sei se é pedir demais,

mas talvez se a senhora...

chupasse o meu pau um pouco.

Não vou gozar.

É só para eu contar a ele que você chupou."

Brincadeira.

Brincadeira. Eu não faria isso com a mãe de ninguém.

Talvez com a mãe dos meus filhos.

O ebola esteve no Texas, fez uma visita.

Matou aquele homem em Dallas. Cinco dias, sofrendo até morrer.

O que aconteceu com o mano negro de Dallas?

"Onde estava o soro secreto?", foi o que perguntamos.

Me lembro do começo do ebola,

tinha dois médicos americanos que ficaram doentes na África.

Eles vieram em um jatinho direto para Atlanta, para o CDC.

Eu nem sabia que o CDC atendia pacientes.

Lá, eles aplicaram

o que o The New York Times chamou de "soro secreto".

Não sei o que tem nele. É como a receita da Coca-Cola.

Mas os dois malditos sobreviveram.

Os médicos estão saudáveis,

fazendo compras em um supermercado caro,

tocando vegetais, dando uma volta.

Está tudo bem.

"Como vai, Frank?"

"Peguei ebola semana passada, mas estou melhor agora.

Eu estava sangrando pelos olhos e pelo ânus, fiquei preocupado,

mas estou bem."

E o mano negro de Dallas?

Passaram Vick no peito dele. "Boa sorte, amiguinho."

Eu sabia que ele morreria.

Me lembro bem. Uma tragédia.

Vi no The New York Times...

Disseram que ebola é a nova AIDS.

Não é incrível?

Pensei que a antiga AIDS veio para ficar,

e agora surgiu uma nova AIDS.

Não é incrível como fazem isso?

Não é estranho uma doença começar nos anos 1980

e não matar ninguém, exceto negros, gays e viciados?

Não é uma coincidência incrível

essa doença odiar todos que os brancos velhos odeiam?

Ou Deus é branco

ou o governo escondeu a doença nos globos espelhados.

Só gente divertida pega AIDS.

No mês passado, na capa do The New York Times,

a manchete foi sarampo.

Conferi a data no jornal. "Sarampo? Estamos em 1850?

Que merda é essa? Por que tem sarampo no jornal?"

Estavam tentando decidir se vacina obrigatória para crianças

é o que queremos.

Opiniões?

Vocês querem? Desculpa, senhoras e senhores, eu só...

Sei lá. Estou na dúvida.

Primeiro, negros não confiam em médicos, geralmente.

Não depois dos testes em Tuskegee.

E não esqueçam que o Michael Jackson foi morto por um médico.

Sim, ele usava drogas, mas, se eu for viciado em heroína

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