The first 189 lines.
É tudo o que tenho para trazer hoje.
Isto e o meu coração ao lado.
Isto e o meu coração.
E todos os campos.
E todos os extensos prados.
Estás a ver-me dormir?
Sim.
Não faças isso. É assustador.
Não voltarei a fazê-lo pois não voltarás a dormir aqui.
Estás a dizer-me para voltar à pensão?
Não dormirás mais na minha cama quando tu e o meu...
... irmão se casarem.
Já agora...
Sabes que o Austin come bolachas à noite?
Ficam migalhas em todo o lado.
Quero voltar a dormir.
Não consigo dormir contigo aí.
Porque não?
Porque há um...
... ronco.
E ronca e ronca.
Estás a dizer que ressono?
Quem me dera poder casar contigo.
Serias um marido horrível.
Como podes dizer isso?
Não tens aptidões práticas.
E és muito pequena para afastar os inimigos.
Muito bem.
Mas aposto que ficava bem de fato.
Tenho uma ideia.
Vamos correr até ao fim da terra e... deixamo-nos cair.
Parece-me bem.
Bom dia, meninas.
Que belo dia para fazer algum trabalho jurídico
e abraçar o resto das nossas vidas aqui.
Não sei como é que cabem as duas numa cama tão pequena.
Emily, não devias estar lá em baixo a ajudar a mãe?
Não. Temos uma criada para isso.
Fogo!
NUNCA VI "VULCÕES"
O que se passa?
A Maggie queimou o pão.
Só o primeiro pão, minha senhora.
É uma tradição irlandesa.
Isso é engraçado. Adoro isso.
Espero que não seja dada a acidentes.
Só matei quatro maridos.
Sinto que vai trazer o caos a esta casa.
Bom dia. Fui buscar água.
Obrigada, Vinnie.
Emily, ajudas a Maggie a fazer um pão novo, por favor?
Mãe, que parte do "temos uma criada" é que não entendes?
Desculpa?
Contratámos a Maggie para eu não ter de fazer as tarefas.
Para ter tempo para mim.
Tempo para ti? Para fazeres o quê?
Para ouvir os ditados de Deus.
A minha irmã é poetisa.
Poesia. Já escrevi uns poemas.
- A sério? - Sim.
Na maioria, versos humorísticos.
O mundo dos versos humorísticos em Dublin está ao rubro.
São quase oito horas. Os homens estão a ficar com fome.
Alguém terá de lhes preparar o pequeno-almoço.
Parece que terei de ser eu.
Não, minha senhora. Não diga disparates. Eu trato de tudo.
Sente-se e descontraia.
Ela não sabe descontrair.
Quando cai uma folha na lareira, ela entra em pânico.
Caiu uma folha na lareira?
Pai, achas que o Partido Whig pode sobreviver?
Espero que sim. Vou candidatar-me ao Congresso como Whig.
Parece que, neste país, já ninguém concorda em nada.
Parece que estamos polarizados.
Bom dia, pai.
Bom dia, minha amada.
- Bom dia. - Como dormiste, querida?
Vejamos o que vem no jornal.
Não! Nem sequer fala na grande notícia.
Qual?
A lagarta no meu jardim transformou-se em borboleta.
És tão estranha.
É preciso mais água quente.
- Maggie! - Chamou?
Sim, mais água quente para o Sr. Dickinson, por favor.
Sim, menina. Vou já.
Hoje, um geólogo famoso vai dar uma palestra.
Voltou de um laboratório no Monte Vesúvio.
Um laboratório num vulcão?
É a coisa mais fixe que já ouvi.
O Prof. Hitchcock.
Uma estrela das Ciências em Harvard até o roubarmos.
Uma vitória para Amherst.
Austin, devias ir.
Não, não é preciso.
O quê? Como podes não ir?
Licenciei-me há um ano. Fui a muitas palestras.
Eu vou.
Não.
- Porque não? - Sabes porquê.
Tenho a água quente, Edward.
Pode dizer à sua esposa para se sentar?
Eu sou a criada, eu faço as tarefas. Isto é, se ela me deixar.
Senta-te, querida.
Já experimentei sentar-me. Não é para mim.
Porque é que as mulheres não podem ir à palestra?
O professor foi contratado para ensinar universitários,
não as jovens da cidade.
Então, porque não posso ir para a universidade?
A minha tese foi essa. "O Lugar Certo das Mulheres."
Leste a minha tese, certo?
Folheei-a.
Deixa-me resumi-la.
A mulher deve receber educação, claro.
Mas essa educação não deve ser igual à de um homem.
E porque seria, se o papel para o qual ela é formada é tão diferente?
A educação prepara-nos para uma carreira.
E a carreira de uma mulher é em casa.
E se eu quiser saber mais sobre vulcões
para entreter as visitas que recebermos?
Vejo que estás só a dizer disparates, esta manhã.
Porém, tenho de ir trabalhar.
Edward?
Podemos falar?
Se for rápido. No meu escritório.
Tu também.
Bebi demasiado café.
Não é justo.
Há tanto que eu quero aprender e não posso ir para me ensinarem.
Tenho de roubar conhecimento aleatório quando ninguém está a ver.
Não te preocupes. A escola é uma seca.
Para mim, não seria porque o meu cérebro funciona.
Isso não é simpático. Além disso, não podíamos permitir raparigas na escola.
Seriam uma distração.
Só quero ir a esta palestra.
Eu quero ir ver as plantas da casa nova
que o pai vai construir para nós.
Será uma romântica villa italiana. Tão fixe.
Sue, queres vir comigo falar com o arquiteto?
Por acaso, ela não pode.
Temos planos.
- Quais planos? - Coisas de raparigas.
Eu disse à Sra. Packard que a ajudava com as coisas do falecido marido.
Porque tens de fazer isso?
É como pago o quarto e a comida. E ela está demasiado triste para fazê-lo.
Certo. Se vamos passar o dia separados...
Sim?
Não nos esqueçamos do nosso ritual.
Qual ritual?
Ambos comemos uma castanha quando repica o sino vespertino.
Certo.
Também o farei.
Não. Só eu e a Sue.
Castanha no sino vespertino. Não me podes impedir.
Não fui uma boa esposa para ti?
Que diabos? Claro que sim.
Não mantive a casa imaculada
e cozinhei refeições que foram entre satisfatórias a apetitosas?
Claro.
Claro que sim, isso tudo. Desde que casámos.
Então, porquê, Edward?
Porquê? Porque insististe em contratar uma criada?
Querida, achei que...
... espera-se que uma família da nossa posição tenha criadagem.
Tu tens criados. Tens o Henry, o rapaz da cavalariça.
Se queres um mordomo, um lacaio, então, arranja-os.
Mas eu nunca quis uma criada.
Pensei que estavas satisfeito com os meus esforços.
Eu não consigo explicar isto. A menos que...
A menos que aches que precisamos da Maggie porque não sou suficientemente boa.
Não. Não, minha querida. Prometo que não é isso. De todo.
Então, diz-me. O que originou isto?
Chega de interrogatório.
Contratei uma criada porque achei que era o melhor para a família.
Ponto final.
Não. Fizeste-o por ela.
Ela convenceu-te a isto. Ela tem jeito para as palavras.
Posso não ser tão eloquente como ela, Edward, mas digo-te uma coisa.
Estás a ser condescendente. Ela não está a aprender o seu lugar.
E arranjares uma criada não vai ajudar.
É que...
O quê?
É que a cozinha era... uma coisa minha.
E esta seda azul?
As ancas ficam bastante largas?
Quero ter um ar muito fértil para aquela pessoa.
Vinnie, não me digas que ainda gostas daquele Joseph Lyman.
Betty, não conte. Ela sabe os meus segredos.
Vens cá uma vez por semana. E não tens problemas em falar.
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