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UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Abre a porta.
EPISÓDIO 11
Para Gumi-dong, certo?
- Sim, estou com pressa. - Com certeza, minha senhora.
Quanto tempo demoramos?
- Bem, cerca de... - Conduza devagar, por favor.
- Devagar. - Desculpe? Está bem.
O que fazemos?
É a Gyeong-seon?
Não, é o Seung-cheol.
Vem cá, quando se embebeda.
Vou tentar mandá-lo para casa. Fica aqui, sim?
Sim.
Não saias.
Abre a porta.
Desculpe.
Abre a porta, agora!
Não posso fazer isso. Desculpe.
Vou mandá-la para casa.
Vou mandá-la já para casa,
por isso, por favor...
... deixe-a em paz.
O quê?
"Deixe-a em paz"?
Meu Deus, tens cá uma lata...
Achavas que te ia agradecer
se tentasses proteger a minha filha?
Sai da frente.
Sei que é má-educação, mas não pode entrar.
Eu responsabilizo-me. A culpa é toda minha.
Por isso, descarregue em mim.
Se ela a vir aqui assim, vai ficar magoada.
Não faça isto, por favor. Não por mim,
mas pela sua filha.
Deixe passar só desta vez, por favor.
Eu mando-a já para casa.
Por favor.
Ainda bem que és pequenina.
O que foi? Ele foi-se embora?
Não.
Ele trouxe outro amigo e está a ser muito insistente.
Então, o que fazemos?
Disse-lhe para ir comprar álcool.
- Então, que tal se hoje... - Está bem, eu vou-me embora.
Não temos tempo para isto.
- Vou andando. - Desculpa.
Não peças desculpa.
Vai com cuidado.
- Mal chegues a casa... - Não te vou ligar.
Manda-me uma mensagem.
Está bem.
Sei que és boa condutora, mas vai devagar.
Está bem.
Adeus.
- Vou arranjar-lhe algo para beber. - Não quero nada.
AMOR
AMOR
Jun-hui.
Sabes o que sinto por ti e pela Gyeong-seon
e como gosto de vocês os dois.
Já sabes disso, certo?
- Sim. - Então, como pudeste fazer isto?
Bem, claro.
Todos cometem erros.
Todos cometem erros uma vez na vida, certo?
Não creio que seja um erro namorar com a Jin-a.
Podes pensar assim, agora.
Foi por isso que isto chegou a este ponto.
Mas, Jun-hui,
não compliquemos as coisas assim.
Tu e a Jin-a têm a vida toda pela frente.
Não deviam desperdiçar o tempo
em algo trivial como isto, não achas?
Eu sei
que não gostas do que digo.
Eu sei disso.
Mas o que mais posso dizer, tendo em conta a minha posição?
Somos praticamente família.
Não achas que isto tudo é muito inadequado?
Somos...
... apenas duas pessoas que se apaixonaram.
Não pode tentar entender-nos?
Não podes tentar entender porque me comporto assim?
Podes fazer isso por mim?
Até me ajoelho e te imploro.
- Jun-hui, por favor. Imploro-te. - Sra. Kim.
- Não, por favor... - Eu imploro-te.
Sra. Kim.
Levante-se, por favor.
Compreendeste tudo o que eu disse, não foi?
Não foi?
Não.
Sei que tenho algumas falhas.
E, por saber disso,
quero provar, não só à Jin-a,
mas a si e ao Sr. Yoon, que posso melhorar.
Confie em mim e dê-me uma hipótese.
Certo.
Afinal de contas, és tu.
Devia ser completamente sincera contigo.
Tu sabes
que eu tenho padrões altos para os outros, certo?
Não te enquadras nos meus padrões.
Sei que chamam snobes às pessoas como eu
e acusam-nas de usarem os filhos para conseguirem o que querem.
Não me importa.
Porquê?
Porque sou assim pelos meus filhos.
Todos os pais querem o melhor para os filhos,
nada menos do que isso.
Na minha opinião,
nenhum pai comprometeria esses padrões,
a menos que não tivesse escolha.
Se o pai da Jin-a ainda trabalhasse,
eu iria querer ainda melhor.
Achas que sou assim
por achar que a Jin-a me deve por a ter criado?
Não é nada disso.
Faço-o porque quero que, não só a Jin-a e o Seung-ho,
mas também os seus filhos, tenham uma vida melhor.
É preciso poder para ter uma vida melhor.
O que te dá poder, numa sociedade capitalista?
De onde achas que vem o sucesso?
Eu ainda sou novo.
- No futuro... - Meu Deus.
Não te faças de ingénuo.
Sei que compreendes cada palavra que digo.
Não direi aos outros que cedeste.
Não sejas teimoso.
Desculpe,
mas não posso desistir da Jin-a.
Diga o que disser, não posso.
Nunca poderei desistir dela.
Não me faças magoar-te mais. Não dificultes as coisas, por favor.
Não quero dizer isto,
tal como tu não queres ouvir.
Vamos esquecer tudo o que aconteceu entre nós
e voltamos às coisas como elas eram.
Desculpe.
Não posso fazer o que quer.
Vais enfrentar-me?
Se é assim que o interpreta, acho que é isso mesmo.
Tinha-te em muito boa conta.
Pensava que eras melhor.
Desculpe.
Não posso viver sem a Jin-a.
Porque mentiste?
Porque me mentiste? Porquê?
Cala-te. Sai comigo.
Isto é o melhor que podes fazer?
Achas que isto é o teu melhor?
Atreves-te a falar assim comigo?
O que fiz de errado?
Diz-me. O que fiz de errado?
Achas que não fizeste nada de errado? É o que achas?
Sim!
És inacreditável.
O que estavam a fazer? O que estavam aqui a fazer?
Exatamente o que pensas.
Porquê? Queres que te diga diretamente?
Fedelha. Larga-a, já!
Já te disse que a largasses!
Para!
- Larga-a! - Para.
Larga-a!
Para de lhe bater!
- Jin-a. - Sai da frente!
Jin-a.
Estou bem. A sério.
Não me mintas. Não estás bem.
Porque dizes sempre que estás bem?
Segue-me.
Eu estou bem.
Também estou bem.
Posso enfrentar tudo.
Vou-me embora.
A Jin-a já deve ter ido trabalhar.
Ela disse que tinha de sair cedo?
Disse?
Naquele dia
em que levaste a Jin-a para fazerem exercício matinal,
ela dormiu no quarto dela?
Claro.
É bom que não me mintas.
Claro que não.
Devias pensar nas consequências dos teus atos.
Senão, vais acabar por lamentar tudo.
Olá, Jin-a. Há quanto tempo.
Já mal me lembrava de si.
Foi por isso que vim atualizá-lo sobre a loja.
Se as coisas não estiverem melhores, não me diga nada.
Está a deixar-me desconfortável.
Mesmo que se centre no seu trabalho,
pode não conseguir que as coisas resultem.
Devia passar menos tempo com o seu namorado.
Se se desleixou por isso, merece um processo disciplinar.
Se merecer o castigo, aceito-o.
É verdade.
Gostou do filme com o Sr. Kong?
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