The first 200 lines.
O que é que fiz?
Dá-me a arma.
Dá-me a arma, Henry.
Dá-me a arma.
Henry, não!
TRÊS MESES DEPOIS
E a arma.
Quem raio és tu?
Só alguém de passagem.
Tira a arma com dois dedos. Põe-na fora do alcance.
Porque não o mataste?
A arma está ali.
Já agora, ele não me magoou.
Pois, estou a ver.
Fizeste-lhe sopa?
Fiz, sim.
Está frio lá fora.
Procuro o meu irmão.
Não o vi.
Nem te disse como ele é.
É parecido contigo?
- Um pouco. - Então, não o vi.
Tem uma miúda com ele.
Posso descer?
Não.
Ellie!
O que é que eu disse?
Joel, vá lá. Eles são velhos.
Quem é a pequena psicopata?
Não lhe ligues.
Tens de nos dizer onde estamos.
Se tiveres um mapa, perderam-se?
Não vimos as placas das ruas na floresta enorme.
Credo!
Estamos algures aqui.
Exatamente onde?
Tens de responder o mesmo que a tua mulher.
Disseste-lhe a verdade?
Sim.
Estás a dizer-me a verdade?
Sim.
Arranjaram um belo sítio para se esconder.
Esconder?
Estou aqui desde antes de nasceres.
Para me afastar de todos.
Eu não queria.
Não te queria aborrecer por causa do teu irmão,
mas, se chegaram até aqui, sabem o que há por aí.
Viram Cody?
Sim, de perto. Está cheio de Infetados.
Pois. Laramie e a Reserva de Wind River.
Já não podemos ir aos sítios onde havia pessoas.
Então, não ouviram o nome Tommy?
- Não. - E os Pirilampos?
- Temos disso no verão. - Não os insetos, as pessoas.
Há pessoas pirilampo?
Podes dizer-me qual o melhor caminho para oeste?
Sim.
Vão para este.
Mas não passem para lá do rio aqui.
Nunca.
O que há para lá do rio?
Morte.
Nunca vimos quem lá anda,
mas vemos os corpos que deixam para trás.
Alguns Infetados, outros não.
Se o teu irmão está a oeste do rio, está morto.
Não nos vão assustar.
Ele ficou assustado.
Acreditas mesmo neles?
Vivem aqui há muito tempo.
- Põe isso no sítio. - Eles não sabem nada.
Nem ouviram falar dos Pirilampos.
Joel?
Joel, estás bem?
- Joel? Merda, estás a morrer? - Cala-te.
Estou bem.
- Estás bem? - Estou bem.
- Estou. - Não. Mesmo?
Porque, se morreres, estou fodida!
- Já disse que sim. - Pronto.
É só o...
... o ar frio, de repente.
Está bem.
Então, vamos procurar o Tommy e os Pirilampos.
Vai ser fácil.
Só temos de atravessar o rio da morte.
O rio da morte. Que medo.
Não comeces.
Está a escurecer.
Há cavernas ao longo do rio.
Acampamos lá, atravessamos de manhã.
Boa, estou faminta.
Devia ter roubado dois coelhos.
Arranjamos os nossos.
Ensinas-me a fazer isso?
Continua a andar.
Desce daí. Vais partir o pescoço.
- Dás-me um pouco? - Não.
O que foi? Só para aquecer. Vá lá.
Pois.
Ainda é nojento.
Então, estive a pensar...
Digamos que, encontramos os Pirilampos e que corre tudo bem.
Tiram-me sangue
e usam-no nas máquinas sofisticadas deles
e criam uma cura.
- Certo. - E depois?
O que fazemos?
"Nós"?
Está bem. Como queiras. Tu.
Podes fazer o que quiseres.
Para onde vais? O que vais fazer?
Nunca foi uma opção.
Talvez...
... uma antiga quinta, terras,
um rancho. - Fixe.
De que tipo?
De ovelhas.
- Criaria ovelhas. - Ovelhas.
São sossegadas.
São obedientes.
Pois. Está bem.
Então, só tu e um monte de ovelhas.
Romântico.
E tu? Para onde vais?
Deve ser por ter crescido na ZQ.
Atrás, temos o oceano e à frente, um muro.
Só podemos olhar para cima.
Li tudo na biblioteca da escola.
Neil Armstrong, Buzz Aldrin, Jim Lovell.
Sabes qual prefiro?
A Sally Ride.
A porra da Sally Ride.
É o melhor nome de astronauta.
Vai funcionar, certo?
A vacina?
É tarde para começar a ter dúvidas.
Eu tentei com o Sam.
O quê?
Sabia que estava infetado.
Esfreguei o meu sangue na dentada dele.
Eu sei, foi estúpido. Mas...
Queria salvá-lo.
Acho que é mais complicado do que isso.
A Marlene pode ser muitas coisas,
mas não é parva.
Se diz que conseguem, então, conseguem.
Fazes a primeira vigia ou a segunda?
Faço as duas.
Dorme um pouco.
Sonha com...
... ranchos de ovelhas na Lua.
Vou sonhar.
Devia ser.
Devia...
Ainda falas a dormir.
Acordei cedo. Adormeceste e fiquei eu a vigiar.
Acordas-me se isso acontecer.
- Não podes fazer estas coisas. - Posso, sim.
Acabei de fazer.
Sou responsável por ti, sim?
Então, não adormeças.
Não fiz barulho, tive cuidado,
procurei rastos, encontrei um ponto alto e vigiei.
Como me ensinaste.
O que posso dizer? Nasci para isto.
Para a próxima, acorda-me.
Sim, senhor.
O rio da morte, nem sinal de pessoas.
Pronto.
- Estou a aprender a assobiar. - Não sabes?
Parece-te que sei assobiar?
Não.
Mas, a sério.
Como raio fazes isso?
- É talento. - Como queiras.
Devias ensinar-me a caçar.
É rapariga. Não consegue.
Consegues disparar.
Não sei é se consegues desmanchar.
O que é isso?
- A parte em que tiras as tripas. - Pois.
Porque lhe chamam isso?
Devia chamar-se esvaziar porque é tipo...
... tirar o que está lá dentro.
Ainda assim, interessa-me.
Raios!
Não és o Will Livingston.
Pois. Mas quem é?
- Aquilo gerava eletricidade? - Sim.
Não me perguntes. Não faço ideia.
Podias ter inventado algo.
Teria acreditado.
Olha para aquele rio.
É tão azul.
Joel.
E se for este o rio da morte?
Fica atrás de mim.
Não queremos problemas. Só estamos de passagem.
No comments yet. Be the first to leave one.