The first 200 lines.
Como prometido, os Black Donnellys estão de volta.
A cantar para um recorde.
Um pub irlandês local entrou para os livros de recordes.
Detêm o recorde de concerto mais longo.
Rebentámos os recordes mundiais.
Mais de 360 horas de música ao vivo.
É um recorde do Guinness.
Tenho outro recorde mundial por cindo dias a tocar guitarra.
Eles continuam a tocar pelo tempo que for preciso.
Nas palavras de Bachman Turner Overdrive,
"Ainda não viram nada."
Saúde, Sean.
Queremos apresentar a banda.
- Como vais? Sou o Dave. - Sou o Dave, como vais?
- É bom ver-te. - Somos os Black Donnellys.
Tocamos juntos há 12 anos.
Tocámos por todo o mundo, toda a Europa.
Atravessámos os EUA, fomos até ao sudeste asiático.
- E todos os condados da Irlanda. - Todos.
Mais do que uma vez.
Temos dois recordes mundiais.
O primeiro recorde foi do Dave,
a maratona de guitarra, 114 horas a tocar.
O outro foi o concerto mais longo de sempre,
com 372 horas.
E este será o nosso terceiro.
Quando eles começaram com os recordes,
sugeriram-no e toda a gente se envolveu.
Depois, voltaram a falar
e disseram: "Como vamos bater este?
Como vamos bater o seguinte?"
E ele vira-se: "Vamos a todos os estados na América."
Mais uma vez, vão meter-se numa coisa
que é… grandiosa.
Eu pensei, só a logística para isso… Do que estamos a falar?
Isso é…
Dei a volta à Irlanda numa carrinha com eles e não é tarefa fácil.
Percebes?
As pessoas só falam do que estão a fazer.
A maioria não se vai levantar e fazê-lo.
Os recordes mundiais não são fáceis.
Daí chamarem-se recordes mundiais. Só alguns os têm.
Queríamos ver os EUA, queríamos tocar lá.
Vi o recorde, era 50 concertos, 50 estados, em 50 dias.
Pensei: "Eu consigo, nós conseguimos, é fácil."
Eles apresentaram esta ideia louca,
de quebrar o recorde do Guinness com uma digressão em todos os estados,
com, pelo menos um concerto, em menos de 40 dias.
Ninguém o fez antes.
Nenhum indivíduo, nenhum grupo, nenhum artista.
Pronto, a ideia é a seguinte.
Começamos no nosso espaço habitual,
que é o Rí Rá Las Vegas, no Mandalay Bay.
E acabamos no Arlene's Grocery, em Nova Iorque.
E todos os estados pelo meio, todos os recontos…
- "Recontos"? - Eu disse recontos?
Recantos.
Estamos prontos a partir em menos de uma hora,
só precisamos que a tua equipa diga
como devemos documentar isto tudo,
e tudo aquilo de que temos falado.
O Guinness não confirmou este recorde antes de começarmos.
As grandes perguntas que tínhamos eram: o que define um concerto,
quantas pessoas têm de estar no espaço,
e como querem que registemos isto,
para garantir que ganhamos mesmo o recorde
no fim desta viagem monumental.
Estivemos ao telefone quatro ou cinco meses antes, para organizar tudo,
ligar aos espaços: "Olá, tudo bem? Vamos a fazer isto."
A apresentarmo-nos e dizer-lhes o que procurávamos.
Os Daves passaram imenso tempo a preparar isto tudo.
É um sonho que têm,
mas implica percorrer imenso território.
Sessenta sítios em 40 dias.
Isso implica imenso planeamento e logística.
Eu consigo!
É assim que se embala, e estes são essenciais, não é?
- Põe lá dentro! - Está bem.
Quando o Dave fala num novo recorde, choro um pouco por dentro.
Ziggy, ficas triste quando aparece a mala?
A primeira vez que estivemos juntos num ano
foi durante cinco dias, cinco longos dias.
Ele estava lá 24 horas, na altura.
Depois disso, disse-lhe: "Se fizeres outro,
que seja mais curto."
Mas ele continuou 21 dias,
e veio o próximo, que era este, claro.
- Passas-me um dos… - Quem preferes?
- O papá! - Era o que queria ouvir.
- Mamã. - Mamã.
A mamã vai ser a preferida nas próximas cinco semanas.
Há quem pergunte: "Como fazes isso?
Como está ele fora o tempo todo?"
É um emprego. Aceita-se, é a nossa forma de vida.
Se não trabalhares por algo em conjunto,
não vai funcionar.
Nada disto.
Não sabíamos no que nos metíamos.
Pensávamos que sim, mas não.
Muito bem, malta, prontos para começar aqui.
1.ọ DIA
Primeiro, queremos agradecer a todos por virem ao concerto.
É bestial ver todo este apoio.
RÍ RÁ - PUB IRLANDÊS
Estamos muito gratos, agradecemo-vos muito.
E achamos que estamos prontos,
mas não temos bem a certeza.
Vamos a isto, a ver o que acontece!
Obrigado.
Quero ver as vossas mãos no ar!
O lançamento foi bestial. Vieram os amigos e a família.
As pessoas de Vegas e do Rí Rá cuidaram de todos.
Foi uma grande energia e soube bem.
E pensei: "Pronto, é o início. Daqui, é a subir."
Havia coisas que não estavam prontas e sabiamo-lo.
Olhávamos do palco.
O condutor ainda estava no bar, a dizer: "Não temos carrinha."
Não temos caravana.
Já começámos, lançámos o recorde, não podemos parar.
Se parares, perdes o recorde.
Estávamos no carro a dizer:
"Que se lixe, vamos embora."
Fomos no meu carro até ao primeiro estado,
só para desenrascar, porque há que prosseguir.
Sim!
Por fim, lá resolvemos o assunto,
e, pelo menos, sabemos que temos rodas para andar.
Que dia caótico.
Estamos sentados nesta caravana.
- Nunca estive numa destas. - Nunca.
E escolhemos o quarto na parte de trás, para dormir.
Achámos que era esperto.
Não estou a brincar, a caravana fazia assim.
Eu subia e descia, aos pulos no colchão.
Uma hora e meia depois, só ouvi:
"Isto é infernal!"
Temos seis semanas desta merda.
Pois, então, disse a mim mesmo…
- Vou para casa. - O que raio fazemos?
2.ọ DIA
- Só queres isso? - Sim.
Custa um dólar e 89 cêntimos.
Estou a adorar isto.
Isto trata-se tudo
da nossa tentativa de recorde.
Começámos ontem em Las Vegas e tem sido uma aventura,
mas tenho o prazer de dizer que chegámos aqui praticamente inteiros.
ENTRADA DAS URGÊNCIAS
O nosso motorista principal, o Chad,
escorregou e partiu o dedo do pé, mas parece que o deslocou.
Estamos a caminho, para o ajudar.
São dez para as cinco e temos de…
Temos de estar em Carmel a tocar às 19 horas.
E Carmel fica a 125 km, por isso…
Agora estou a retroceder, o que faremos,
vamos para sul, para Carmel, para virar
rumo a norte, para Portland, no Oregon, esta noite.
Temos o Chad sob controlo, deixamo-lo aqui em Mountain View
e apanhamo-lo a caminho do segundo concerto,
que será às 19h, em Carmel.
Eles pediram os raios-X,
por isso será uma hora e meia, duas horas, no máximo,
e deixam-me entrar.
E ver como corre o raio-X.
Temos de te deixar aqui e voltar?
Parece que sim, não é?
Boa sorte.
Um amigo comum contou-me que iam em digressão pelo recorde.
Eu disse que os podia apoiar neste nível.
Foram amigos a pedir apoio.
Era uma coisa em que acreditava, foi fácil.
Tivemos sorte de ter a adega de um hotel como patrocínio principal.
- Carregámos a carrinha. - Deram-nos imenso tinto.
E um copo de tinto no fim da noite
não faz mal a ninguém.
Mas duas ou três garrafas talvez.
3.ọ DIA
Eram 3500 para voarmos para o Alasca.
E tinha de ser em voos específicos,
porque era preciso voar, fazer a cena,
voltar ao avião e sair dali.
É tão longe, os elementos estão contra ti.
As hipóteses de algo correr mal eram tão… críticas.
Tinha de correr bem.
Devemos voar para Anchorage às 5h30.
A linguagem corporal com que desligas e olhas…
Não sei, mas tocamos juntos há tanto tempo,
e eu olhei e vi que o concerto foi ao ar, não ia acontecer.
"Bom dia, Dave, fala a Jeanne.
Estou fora, volto na terça.
Lamento, mas a alteração de calendário não me convém.
Temos pessoas a vir na terça para tornar isto festivo.
Adiantar dois dias não é bom.
Obrigada."
Seis horas antes do voo previsto,
ela manda-me isto e diz: "Não me convém."
Eram más notícias.
Os voos estão marcados.
Vamos gastar 3500 em voos. O que fazemos agora?
MÚSICA IRLANDESA AO VIVO
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