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UMA SÉRIE NETFLIX
Vossa Majestade.
Está na hora.
Sissi!
Sissi!
Onde está?
Sissi!
Esta moça dá comigo em doida!
Venha esconder-se comigo.
Já procurou na cave? E no sótão?
Ainda não está vestida?
Não pode ser. O Duque deve estar a chegar.
A mãe diz que o Duque a quer pedir em casamento.
Mas eu não o quero.
Porquê?
Já viu as roupas que ele usa?
Não se sente bem?
"Estou a sangrar por dentro.
Tudo por causa desta rapariga. Traga-me um schnapps ."
- Ela está consigo? - Não, mãe.
Desta vez, é a sério.
Temos de lhe dar banho, vesti-la, pôr-lhe o corpete e penteá-la.
Não permito que isto corra mal.
Sissi!
Estou a avisá-la!
Quero um homem que me satisfaça a alma.
Entende?
Sissi!
Onde está ela?
Ela disse que quer um homem que lhe satisfaça a alma.
Sissi!
Calma, Puck!
Vossa Majestade?
Está na hora.
Vossa Alteza Imperial, desejo-lhe um bom dia.
Sua Alteza Imperial.
- Alteza Imperial. - Alteza Imperial.
Após o pequeno-almoço, uma audiência com a delegação da Boémia,
seguida de provas de roupa de inverno.
Mas, primeiro, a execução.
Outra prova não.
- Adie isso. - Muito bem.
Vossa Majestade.
Mãe.
Soube que se levanta sempre muito cedo. Chegou a dormir?
Não é uma manhã agradável.
Vai habituar-se.
Acho que há coisas com que ninguém se habitua.
Anda cá. Calma, Puck.
Vai ficar tudo bem.
Pai.
Acorde.
Preciso da sua ajuda.
A Sissi não tarda.
A oração da manhã é muito importante para ela.
Ela amadureceu durante o verão.
Está pronta para se casar.
Mais chá? Marie?
Ele fugiu e caiu.
Mas acho que não está muito mal.
Todos os dias, arranja problemas.
O que andava a fazer?
Devia estar a ficar noiva.
Eu não quero a vida que ela quer para mim.
Deve haver algo mais no mundo.
O que está a fazer?
Não!
Ele tem a perna partida.
Nunca vai sarar.
Faça-o, Sissi.
Ele vai melhorar.
Nunca mais andará em condições.
Que tipo de vida é essa?
A Sissi ignora todas as regras. Faz o que bem entende.
Tem de pagar por isso.
"A morte não separa, a morte une.
É a vida que nos separa."
É do seu Heine.
Eles têm de ver o seu rosto.
É nestes momentos que um governante mostra força.
Deem-nos pão!
Temos fome!
Assassino!
Os nós!
Condenados à morte por conspiração,
comportamento insurreccionista, lesa-majestade e alta traição.
Somente Sua Majestade, o Imperador,
tem o poder de perdoar os condenados.
- Perdão! - Perdão!
Perdão!
Perdão!
Os condenados à morte têm alguma coisa a dizer?
O Imperador está no palácio e, nós, na imundice.
Vossa Majestade.
É isso mesmo.
Pode matar-nos, mas não lhe adiantará de nada.
- Sem dúvida. - Exato.
- O povo insurgir-se-á contra si! - Sim!
Eu morro pelo povo.
Sim!
Pelo po…
Feche a porta.
Já afugentou dois condes e dois duques.
Eram todos bons homens.
A minha úlcera.
O médico diz que pode rebentar.
- Vou morrer por sua causa, Sissi. - Chamo-me Isabel.
Sua…
Mãe?
Porque não é mais como a sua irmã?
O que faz ela quando está infeliz?
Não sei.
Nem eu. E é assim que deve ser.
Eu quero decidir o que quero da vida. Que mal tem isso?
O que quer fazer da sua vida? Escrever poesia?
Porque não?
Não sabe como é o mundo lá fora.
Ninguém quer uma jovem como a Sissi.
Não me pode obrigar.
Existem instituições para raparigas que perderam o juízo.
Um manicómio? Isso é demais.
Basta!
O futuro da Helena é promissor.
Um casamento muito especial.
E a Sissi não nos vai estragar isso.
Mãe, por favor, eu não sou louca.
Então, prove-mo.
O que é isso?
Um monarca que se aleija. Sabe que imagem dá?
- Não gosto de enforcar pessoas. - E eu gosto? Eles queriam matá-lo.
Não eram estes.
Mas estes são futuros assassinos.
Tem de haver outra forma.
Outra forma?
Inverno frio, colheita fraca. Povo faminto e doente. Isso leva a motins.
Não podemos enforcar todos os descontentes.
Há coisas que nem nós podemos mudar.
A raiva do povo é como uma doença,
uma úlcera.
E as úlceras têm que ser cauterizadas.
O que é isso?
Um presente do Czar Nicolau para Vossa Majestade.
Leia em voz alta.
"Meu querido amigo, que este presente lhe dê força.
Até um império poderoso como o seu é uma presa fácil quando está fraco.
O seu povo precisa de uma visão, de um novo objetivo.
Aguardo a sua aprovação e prometo-lhe um reino
onde o Sol nunca se põe."
Que gentil.
Quer que lutemos com ele na guerra contra o Sultão.
O Império Otomano está prestes a colapsar. É uma boa hora.
O nosso povo não precisa de uma guerra!
Eu sei do que o povo precisa.
Alteza Imperial.
Por favor.
Helena da Baviera.
É essa a sua solução? Tenho de me casar com ela?
O povo voltará a confiar em si se lhes der uma noiva. Garanto-lhe.
E um herdeiro ao trono.
Olhe para ela.
- A Helena é piedosa e bela. - Para mim, não basta.
Isso não interessa.
Os Prussos querem o nosso trono.
Napoleão é um impostor. Não faremos alianças com ele.
E a estética exclui as filhas dos Belgas.
Um casamento com a Baviera validará a nossa pretensão aos estados alemães.
E parece honesto.
Não combati a revolução para o Francisco ser seletivo com as noivas.
Conhecer-se-ão daqui a quatro semanas, nos festejos dos seus anos, em Ischl.
E depois anunciamos o noivado.
Vivemos tempos difíceis.
Dêmos às pessoas algo com que sonhar.
É por ler tanta poesia que a mãe a quer internar.
E, se ele começar a falar consigo, levo-a comigo.
Fico feliz por a Sissi vir.
Ela quer ficar de olho em mim, só isso.
Eu queria que viesse.
Deveras?
Temo que a Sissi…
… se perca.
Não se preocupe comigo. Já me conhece, sou forte.
Não, não é.
Mostre-me.
Ainda não acabei.
"Andorinha, dá-me as tuas asas Leva-me contigo para longe
E se contigo eu planar lá no alto
No firmamento sempre azul
Então, louvarei fervorosamente o Senhor
A quem chamam liberdade"
Não a deixe ver isso.
Serei invisível.
Prometo. Vou portar-me bem.
A partir de agora.
Bem-vinda, Alteza Real.
O Imperador já chegou?
Sua Majestade e a família imperial só chegarão amanhã.
Por favor, prepare comida antes que eu morra de fome.
O Imperador não vem para falar. Não façam perguntas pessoais.
Ele não quer saber de sentimentos. Evitem opiniões ou comentários femininos.
Sissi!
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