The Ignorant Angels

The Ignorant Angels (Le fate ignoranti)

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Season 1

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Le fate ignoranti S01 720p DSNP WEB-DL DDP5 1 H 264-playWEB
A Commentary by LegendasPTPT
🟩 𝑶𝒇𝒇𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍 𝑺𝒖𝒃𝒕𝒊𝒕𝒍𝒆𝒔 🟩

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Published on: 2022-10-01
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The first 200 lines.

- Estou? - O que estás a fazer?

Estou a ver um filme com a Nora.

Mudança de planos. Vou para casa.

Esperas por mim, para bebermos um copo?

Demoras muito?

Não, chego aí num instante.

Preciso de falar contigo.

Sobre quê?

É uma coisa importante.

Tipo o quê?

Digo-te depois.

- Não podes esperar? - Uma pequena pista?

Ao telefone não, vá lá.

- Está bem. Mas despacha-te. - Não te preocupes. Vou já.

Até já.

Estou?

Olá. O que estás a fazer?

Estou a ver uma mulher linda.

Então, não há perigo. Encontrei a poesia que me deixaste.

Não seria mais rápido se pedisses desculpa?

Pensa nisso.

A morte, como todos os fins, contém um novo começo.

UM ANO ANTES

Por cada história que acaba, há outra prestes a começar.

É a história de um encontro entre duas pessoas

que pensam não ter nada em comum

e que, mais tarde, descobrem que são muito parecidas.

O Michele é uma dessas pessoas.

Ele não imagina que em breve vai conhecer alguém a quem ficará muito ligado,

apesar de serem o oposto um do outro.

A Antonia é a outra parte da história.

Nenhum deles poderia imaginar que se iriam encontrar daqui a um ano.

O pequeno-almoço está na mesa.

Lembra-te, hoje é a folga da Nora. Ela vai sair daqui a uma hora.

Vens jantar a casa?

Está bem. Envia-me SMS mais tarde.

Porque falo contigo sequer? És um dorminhoco.

Nora, faz pão torrado quando ele acordar.

Sim, senhora.

Vamos ali fora. Quero mostrar-te uma coisa.

Limpa o chão, a mesa e as cadeiras antes de te ires embora.

- Está bem? - Sim, senhora.

OS ANJOS INGORANTES

Vamos fazer rolo de carne, para variar.

Sim.

- Já acordaram! Olá. - Bom dia.

Não me admira encontrar-vos todas aqui a esta hora.

Porquê? Isso incomoda-te?

Quem és tu para falar? Tu nem és a porteira.

Mas moro no apartamento do porteiro.

Não to deviam alugar porque legalmente não é uma casa.

És uma moradora ilegal. Eu informei-me.

Porque não te informas das traições do teu genro à tua filha?

Isso é mentira. São fuck news.

- Diz-se fake news. - Seja como for.

Ouve, a senhora turca tem razão. Todos sabemos disso.

Vocês não mudam nada, pois não?

Por causa das vossas quezílias, a Serra está cada vez mais coscuvilheira.

Devias agradecer. Ao menos, ela tem sempre algo para te contar.

Quem te convidou para almoçar no domingo?

Não sei. Comigo é sempre à última da hora.

- Porque não vêm connosco? - Eu não.

Tenho casa e não há lugar mais confortável.

Eu vou. Há sempre comida boa na tua casa.

Mas devias mudar de amigos. Estamos fartas dos atuais.

- Quantos maritozzos comeste? - Tenho problemas de tiroide.

- Vamos andando. Até logo. - Adeus.

- Meu Deus, são tão bons. - Para com isso. Não te faz bem.

É mais fácil ver a veia no braço direito.

- Ou prefere o esquerdo? - Pode ser o direito.

Abra e feche a mão. Abra e feche.

Feche.

Abra a mão.

Se não fosse tão obeso, encontraria a veia num instante, doutora.

Não demorou muito tempo.

E o senhor não é obeso.

Mas faz análises para lhe prescreverem uma dieta

- e nunca chega a começá-la. - Está a dar-me um sermão?

Não. Mas se quisesse mesmo emagrecer…

Imagine que sigo a dieta e que emagreço.

Depois sairia comigo?

- Não sabe que tenho um casamento feliz? - Então, leve o seu marido.

Não queira conhecer o meu marido ciumento.

- Já está. - Desta vez, vou conseguir.

- Prometo. - Prometa-o a si mesmo. Venha.

- Sugiro que mude de nutricionista. - Já vou no terceiro.

- Adeus, doutora. - Adeus.

Ainda tiras sangue, quando tens tanto para fazer?

Ele não deixa mais ninguém fazê-lo.

É incrível que haja pessoas aqui que te chamam antissocial.

- Bom dia. - Bom dia.

Entre, por favor.

TEATRO DE ÓPERA ARMAZÉM

- Bom dia, Andrea. - Bom dia, Michele.

- Bom dia, Sergio. - Bom dia, Michele.

Bom dia, Sandro.

Depois do trabalho, ajudas-me a organizar o almoço de domingo?

Hoje tenho aulas, não posso faltar.

Pede à Serra.

Já estou a contar com ela.

- Deixa estar. Eu desenrasco-me. Até já. - Até já.

Então? Acordaste de madrugada?

Vieste aqui para me controlar?

Aquele azul precisa de mais mistura, senão fica uma cor compacta, Michele.

Quero acabá-la hoje. Não te preocupes.

Podes vir dar-me uma mãozinha.

Já não aguento oito horas a segurar no pincel.

As costas não me deixam.

Além disso, tornaste-te muito bom com o pincel.

Sim, mas… Attilio.

- O aluno ainda não superou o professor. - Isso nunca acontecerá, querido.

- A tinta que me pediste ontem. - Obrigado.

O que é tão importante para convocares todos para um almoço de domingo?

- O que se passa? - Espera até domingo.

Vá lá, uma pequena pista?

- Saberás juntamente com os outros. - E o meu direito de prioridade?

Por isso acordaste de madrugada para vires aqui.

És mais curioso que um gato.

Não te vou dizer nada.

És muito desinteressada pela vida, querida.

És muito antissocial.

Vais jantar cá, mãe?

Não, obrigada. Vim apenas ver-te.

Nora?

Eu percebo. Tu és assim.

És igual ao teu pai.

Ele era um antiquado. Que descanse em paz.

Não me interpretes mal, eu amava-o.

Só digo isto por ti.

Nora!

Estás aqui.

- Põe isto naquela mesa. Obrigada. - Sim, senhora.

Estás sempre fechada em casa.

Nunca sais à rua, à espera que o teu marido chegue.

Vives em função dele.

Agora percebo. A sério.

Ele era o homem mais bonito do vosso grupo de amigos.

Todas as raparigas gostavam dele

e tu nem acreditaste que ele te escolheu.

Tu é que não acreditaste. Não fui eu, foste tu.

Bem, sim.

Houve alturas em que pensei: "O que é que ele vê na minha filha?"

Isso foi há 15 anos. Já chega.

Sim. Já passaram muitos anos

e o que fizeste tu este tempo todo?

- Isto. - Nada. Ficaste aqui parada.

Nunca fazes nada, escondida na tua zona de conforto.

- Estás a desaparecer aos poucos, querida. - Sou alguma vela?

Mãe, estou exausta.

Trabalhei o dia todo.

Nem sei se o Massimo vem jantar. Por favor.

Está bem, já percebi. Não sou bem-vinda aqui.

Vou para minha casa.

Fica para jantar, senhora? O que devo preparar?

O que se passa contigo?

- Nada, senhora. - "Nada"?

Estás maquilhada. Nunca te vi maquilhada.

Tenho um namorado. Talvez.

A senhora Antonia não sabe.

- Ele é filipino? - Não. Ele é do Gana.

Do Gana.

Nora, tem cuidado.

- Não nos surpreendas. - Não percebo, senhora.

- Andas a dormir com ele? - Mãe.

Um pouco.

Muito bem. Dorme com ele, mas só um pouco. Está bem?

Quando é que nos contas a novidade?

Malta.

Malta, conheci-o há pouco e estou loucamente apaixonado por ele.

- Quem é? - Conhecemo-nos numa livraria.

Uma livraria porno?

- Procurávamos o mesmo livro. - O mesmo livro?

Um livro de poesia maravilhoso.

Entrei na livraria e fui logo falar com o funcionário.

- E comeste-o. - Para! Já chega!

Vá lá!

Já disse que procurávamos o mesmo livro.

Como podia ser o funcionário?

Espera.

Então, perguntei ao vendedor pelo livro.

Ele começa a procurar no computador e depois vai buscá-lo.

Seguiste-o até às traseiras e fizeram sexo.

- Exatamente. - Vá lá!

Eu estava a folhear um livro

quando, de repente, tive uma sensação estranha.

Desculpe, procuro uma edição dos poemas de Hikmet.

O livro com a capa vermelha. Foi publicado recentemente.

Ele abordou-me com um sorriso que era…

"Era"? Ele nunca acaba as frases?

- Talvez acabasse, se te calasses. - Deixem-no falar, vá lá!

Estão a estragar o ambiente.

Ele confundiu-me com o funcionário

e veio perguntar-me pelo mesmo livro que eu esperava.

- Não trabalho aqui. - Desculpe. Vi-o aqui e pensei…

Não, ele vem já. Depois pedimos-lhe um exemplar para si.

- Não é incrível? - Não, não é.

Mercúrio estava alinhado com Vénus. Alguém estava destinado a aparecer.

- Se ela o diz, é verdade. - É uma questão de vibração, malta.

O mesmo livro, certo?

Todos os poemas de Hikmet com material nunca publicado.

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