The first 200 lines.
Quando eu recusei o trono.
Aerys reinou, chamavam-no de Rei Louco.
Sois Aemon Targaryen.
O que te aconteceu à cara?
Escamagris.
Todos me aconselharam a enviar-te para as ruínas de Valirya
viver a tua breve vida com os Homens de Pedra.
Duas das minhas irmãs tiveram.
Estavam cobertas com aquilo.
Comportavam-se como animais.
Esconde-te.
Esconde-te.
Prendam-no.
Queres-me vivo para me torturares?
Sansa Stark?
Vi-a na Estrada Este com o Mindinho.
Vamos segui-los.
Posso apresentar-vos o meu filho, Ramsay Bolton?
Minha Senhora.
Bem-vinda a casa, Senhora Stark.
O Norte lembra-se.
Deixaste um tolo escapar com um aleijado.
E o Rickon também? O mais pequeno?
Disse-vos o que aconteceria se me servísseis com lealdade
e o que aconteceria se não o fizésseis.
Quem sois vós?
O vosso captor.
Dissestes que me leváveis à Rainha.
À Rainha Daenerys Targaryen.
Sois Mãe de Dragões.
Mostrai a vossa força.
Há semanas que ninguém vê Drogon.
Tanto quanto sei, atravessou metade do mundo.
Os sábios Mestres pedem a reabertura das arenas de luta.
Onde escravos lutavam contra escravos até à morte?
Reabri-las mostraria ao povo de Meereen
que vós respeitais as suas tradições.
Tradições são as únicas coisas que manterão esta cidade, unida.
Lamento muito, minha Rainha.
- Ele era um bom homem. - Chamavam-lhe Barristan, o Ousado.
Atravessou um continente para me servir.
Era um amigo leal.
E morreu num beco,
chacinado por cobardes que se escondem atrás de máscaras.
Podíamos retirar-nos para o bairro das pirâmides,
protegê-lo e usá-lo como base de operações.
Depois limpamos a cidade,
bairro a bairro, rua a rua,
até as ratazanas não terem onde se esconder.
Prefiro a vossa sugestão anterior.
Reuni os chefes de cada uma das grandes famílias de Meereen
e trazei-os à minha presença.
Mas eu sou o chefe da minha família.
Não, Vossa Graça.
Não tive nada a ver com isto! Vossa Graça!
Avançai.
Não podeis fazer isto.
Mais um passo.
Devoram-vos se eu lhes disser que o façam.
Talvez vos devorem se eu não disser.
Filhos.
Há quem diga que eu devia desistir deles.
Mas uma boa mãe nunca desiste dos filhos.
Castiga-os, se for preciso.
Mas não desiste deles.
Quem é inocente?
Talvez todos vós sejam,
talvez não nenhum de vós seja.
Talvez eu deva deixar os dragões decidir.
Todos os homens têm de morrer.
Não quero sobrealimentá-los.
Amanhã, talvez.
'E apesar de a Daenerys manter o controlo da Baía dos Escravos,
'unem-se forças contra ela no interior e no exterior.
'Ela recusa-se a partir até a liberdade
'dos antigos escravos estar garantida.'
Parece uma grande mulher.
E está sozinha, cercada,
sem família para orientá-la ou para protegê-la.
O familiar dela que resta está a milhares de quilómetros,
inútil, a morrer.
Não digais isso, Meistre Aemon.
Uma Targaryen sozinha no mundo...
É uma coisa terrível.
- Meistre Aemon. - Comandante.
Sam, gostava de falar com o Meistre a sós.
Como vos sentis?
Como um homem com 100 anos lentamente a morrer congelado.
Preciso do vosso conselho.
Há algo que eu quero fazer, algo que tenho de fazer.
Mas dividirá a Patrulha da Noite, profundamente.
Metade dos homens odiar-me-ão no momento em que eu der a ordem.
Metade dos homens já vos odeiam, Comandante. Fá-lo.
- Mas não sabeis o que é. - Isso não importa. Tu sabes.
O teu comando trar-te-á pouca alegria.
Mas com sorte,
encontrarás a força para fazer aquilo que tem de ser feito.
Mata o rapaz, Jon Snow.
O inverno está quase a chegar.
Mata o rapaz
e deixa nascer o homem.
Onde está o resto dos Homens Livres? Para onde foram?
- Quem os lidera? - Seguiram o Mance.
Não seguirão mais ninguém.
E tu?
É difícil liderar quando se está acorrentado.
- E se eu te libertar? - Porque farias isso?
Porque não és meu inimigo. E eu não sou teu.
Parecias meu inimigo quando matavas os meus amigos.
Ao longo de oito mil anos, a Patrulha da Noite jurou
ser o escudo que protege o Domínio dos homens.
E durante oito mil anos, não conseguimos cumprir esse juramento.
Vocês pertencem ao Domínio dos homens. Todos vocês.
E agora vai tudo mudar?
- Vai. - Porquê agora?
Porque agora eu sou comandante da Patrulha da Noite.
O que quereis que faça, Comandante?
Quero que vás a norte da Muralha,
que reúnas os Homens Livres que restam e que os tragas para cá.
Abrirei os portões para eles e deixá-los-ei entrar.
Arranjar-lhes-ei terras para se estabelecerem a sul da Muralha.
Não te prestarão vassalagem e eu também não.
Não quero que me prestem vassalagem.
Quero que lutem comigo quando chegar a altura.
No dia em que eu pedir ao meu povo para lutar com os Corvos,
arrancam-me as entranhas e obrigam-me a comê-las.
E quantas pessoas do teu povo não podem lutar.
As mulheres, as crianças, os velhos, os doentes...
O que lhes acontece? Estás a condená-los à morte.
É pior do que a morte, porque és muito orgulhoso para fazer a paz.
Ou talvez não sejas orgulhoso.
Talvez sejas só um cobarde.
É fácil dizê-lo a um homem acorrentado.
O teu povo precisa de um líder.
E precisa de ir para sul da Muralha antes que seja tarde demais.
Não temos muito tempo e eles têm menos.
Os Caminhantes vêm aí e atacarão o teu povo primeiro.
Não te peço que faças a paz para salvares a pele.
Faz a paz para salvares o teu povo.
A maior parte deles está em Larduro. Sabes onde isso é?
Junto à Ponta de Storrold.
Posso ceder-te dez cavalos e mais nove homens.
- Consegues lá chegar numa semana. - Precisaremos de navios.
Falarei com o Rei Stannis sobre emprestar-vos a frota dele.
Está bem.
Vens comigo.
És o Comandante da Patrulha da Noite.
Precisam de ouvi-lo da tua boca.
Precisam de saber que os navios em que embarcam
não serão queimados no meio do mar.
Ou vens comigo ou eu não vou.
Trarias os selvagens para dentro dos nossos portões?
Morrerão milhares de homens, mulheres e crianças
se não fizermos nada. - Deixa-os morrer.
Temos de preocupar-nos com os nossos. Menores inimigos para nós.
Menos.
- O quê? - Nada.
Há boas terras de cultivo na Dádiva.
Terras que ninguém usa agora. Uma dezena de aldeias abandonadas.
E porque achas que os agricultores abandonaram essas aldeias?
Porque os selvagens os atacaram durante anos.
Chacinaram-nos como fizeram à família deste rapaz.
Lutamos contra eles há milhares de anos.
Chacinaram aldeias.
- Chacinaram os nossos irmãos. - E nós chacinámos os deles.
Seguir-te-ei para onde fores, sabes disso.
- Mas eles mataram o Grenn. - Sim.
- E mataram o Pyp. - Sim.
Mataram 50 dos nossos irmãos. Não posso esquecer isso.
Não posso perdoá-lo.
Estavas no Punho dos Primeiros Homens.
Sabes no que eles se tornarão, se os abandonarmos.
Podemos aprender a viver com os selvagens,
ou podemos juntá-los ao exército dos mortos.
O que quer que sejam agora, é melhor do que isso.
Obrigado. Olly.
Se me queres dizer alguma coisa, diz.
Não há problema.
Não falas a sério, pois não?
Quando dizes aos selvagens que queres fazer a paz.
Estás só a fazê-lo para enganá-los.
- Não é para enganá-los. - Eles queimaram a minha aldeia.
Espetaram uma flecha na cabeça do meu pai mesmo à minha frente.
Chacinaram a minha mãe e toda a gente que eu conhecia.
Eu sei como é perder as pessoas que se ama.
Sei que isto é difícil para ti.
Mas o inverno está a chegar.
E sabemos o que ele traz.
Não podemos enfrentá-lo sozinhos.
Precisais de mais alguma coisa, Comandante?
Não.
Ela está longe dos Lannister.
É a casa dela.
Talvez Lady Sansa esteja melhor aqui.
Melhor com os Bolton que assassinaram a mãe e o irmão dela?
A Sansa está em perigo mesmo que não se aperceba disso.
Obrigada.
Vives cá há muito tempo?
Sim.
Conhecias Lorde Eddard?
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