Ultimate Supercar

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Season 1

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A Commentary by LegendasPTPT
🟩 𝑶𝒇𝒇𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍 𝑺𝒖𝒃𝒕𝒊𝒕𝒍𝒆𝒔 🟩

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Published on: 2023-01-08
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The first 200 lines.

É uma marca conhecida pela sua sofisticação,

desportividade

e espiões.

Hoje, esta marca inglesa de automóveis

é um dos últimos fabricantes independentes de automóveis.

Essa pressão impulsiona-me.

Não temos tempo suficiente. Não temos recursos suficientes.

Passamos alguma fome.

Para sobreviver, a Aston Martin pretende expandir-se.

E, para financiarem isso, precisam de uma nova máquina topo de gama.

Assim, regressam ao estirador

para desenhar um exterior mais potente.

Vão projetá-lo para superar os limites da aerodinâmica

e fabricar manualmente cada um dos exemplares personalizados.

Isto tem de ser uma vitória.

A demanda da marca pela vitória poderá depender de uma só máquina:

o DBS Superleggera.

Vai de zero aos 100 km/h em apenas 3,2 segundos.

Tem uma velocidade máxima de 340 km/h

e custa umas tremendas 225 mil libras.

O DBS Superleggera.

É o carro superestrela topo de gama da Aston Martin

e talvez o veículo mais importante que a marca já produziu.

É um símbolo da Grã-Bretanha.

É tão típico como os autocarros vermelhos e os táxis pretos.

A Aston Martin não cria projetos de vaidade.

A marca inglesa com cem anos

tem lutado constantemente para sobreviver.

É aquele tipo de história do desfavorecido britânico.

Esta à altura de Dunquerque.

Cara-a-cara,

enfrentando uma espécie de condenação inevitável.

Historicamente, a marca nunca produziu muitos veículos,

nem empregou muita gente.

Porém, sempre fez muito com os recursos que tinha à mão.

Quando estamos em minoria é quando somos muito bons.

Talvez isso faça parte da coisa.

Isso faz com que tudo aconteça e toda a gente se supera.

A batalha pela sobrevivência aprimorou uma competência única:

o fabrico de máquinas Gran Turismo ou GT.

Veículos que combinam atributos de alto desempenho

com conforto em viagens de longa distância.

Uma receita que costuma atrair clientela célebre e muito exigente.

Temos uma história incrivelmente rica. O Mick Jagger,

a Família Real...

As pessoas conhecem a Aston Martin.

Porém, o mais notável fã da Aston

poderá ser o espião mais famoso do mundo:

Bond, James Bond.

A relação começa com o filme "007 - Contra Goldfinger" em 1964,

no qual entra um DB5 todo artilhado. E continua até hoje.

A imagem do Sean Connery encostado a um DB5

fica na mente das pessoas.

O DB5 ajudou a Aston a tornar-se uma marca famosa.

E foi seguido por outros lendários GT como o DB6,

o V8 Vantage

e o DB7.

Nós dominámos o mercado dos GT de luxo.

Já terem dominado do mercado dos GT de luxo

não lhes garante que o dominem no futuro.

Atualmente, o secção GT é altamente competitivo,

uma vez que as famosas marcas de alto desempenho

como a Ferrari e a McLaren disputam o mercado da Aston

e, ao mesmo tempo,

as importantes marcas de carros de luxo, Bentley e Rolls Royce,

criaram carros mais velozes e arrojados.

Todos os nossos carros têm de ter êxito.

Para fazer face à concorrência, em outubro de 2014,

a empresa contrata Andy Palmer,

o veterano da indústria automóvel com 23 anos de experiência,

para ajudar a restaurar a glória e criar alicerces para o futuro.

Muita gente achou que estava maluco.

Eu sabia que a Aston tinha os seus problemas.

Porém, eu acreditei que podia equipar-me

para trabalhar como diretor

numa empresa com problemas para resolver.

A boa notícia é que o cargo de diretor

é o trabalho de sonho de Palmer.

A má notícia é que a marca

tem andado constantemente à beira da insolvência.

É difícil contar as vezes em que estivemos por um fio

e as crises financeiras.

Ao longo de dez décadas, a marca abre falência sete vezes,

passando consistentemente por uma diversidade de donos

que vão desde o engenheiro petroquímico Victor Gauntlett

ao magnata armador Sir Arthur Sutherland

e até ao rei dos tratores David Brown.

A mais recente transferência acontece em 2007,

quando a empresa Ford vende a marca para se salvar.

Eu não achava que estava louco.

Saboreei a oportunidade empresarial que existia.

A instabilidade da Aston não é nada de novo para a marca

ou para a indústria.

No virar do século XX,

existem milhares de empresas de automóveis a tentar sobreviver.

Se pensarmos na indústria automóvel, ela tem cerca de 130 anos.

Começou com milhares de nomes,

passou a centenas e depois para menos de cem.

Atualmente, muitos fabricantes minimizaram os riscos

juntando-se a outras marcas para formarem conglomerados globais.

A Bentley, inimiga de longa data dos GT, pertence ao grupo Volkswagen.

Ao passo que a Rolls Royce, outro rival histórico,

pertence à BMW.

Até os ícones britânicos Jaguar e Land Rover

pertencem a uma multinacional indiana.

A Aston, por outro lado, é uma das últimas marcas independentes.

A última de uma raça em extinção.

Ser-se independente

é uma daquelas pressões no sistema.

Não temos irmão mais velho para nos dar apoio.

Avançar requer um plano novo e ousado

para escapar aos erros do passado, quando indivíduos abastados

compraram repetidamente a empresa por vaidade,

mas raramente, se é que alguma vez, investiram no seu futuro.

Vimos o mesmo erro repetir-se continuamente,

ou seja, pessoas extremamente ricas que compravam a empresa,

investiam no novo carro, mas não lhe davam seguimento.

O segundo álbum é sempre o mais difícil.

Mas se não o gravarmos, somos conhecidos apenas por um êxito.

Para evitar outro sucesso momentâneo

seguido de um terrível falhanço, Palmer propõe uma solução radical

à qual chama Plano do Segundo Século.

Introduzir todos os anos um carro novo no mercado

durante sete anos consecutivos,

antes de voltarem a repetir todo o processo.

É uma abordagem muito simples.

São sete carros diferentes. Um carro por ano.

Cada um tem um tempo de vida de sete anos.

Fazer, repetir. Fazer, repetir.

Não é ciência aeroespacial, como se costuma dizer.

A peça vital desta estratégia é o DBS Superleggera,

a superestrela da marca e modelo topo de gama.

É o terceiro de sete máquinas

e é fundamental para gerar o dinheiro necessário

para a possível expansão da marca.

O DBS é incrivelmente importante

porque é o carro que está a gerar o dinheiro

que vai para a expansão do portfólio que nos permite redefinir a empresa.

Se o DBS Superleggera tiver êxito, a marca terá recursos

para se expandir num leque de máquinas,

incluindo SUVs, e talvez assegurar o seu futuro.

Porém, o falhanço poderá arruinar todo o empreendimento.

Não sei se leram "A Arte da Guerra",

mas eu passei muito tempo no Oriente

e "o inimigo do meu inimigo meu amigo é".

"A melhor forma de defesa é o ataque."

Para partir para a ofensiva

e levar a luta aos outros fabricantes de automóveis,

Palmer vira-se para o Diretor de Criação Marek Reichman

e incumbe-o de conjugar o aspeto de um Aston Martin

com as necessidades de engenharia de um supercarro moderno.

Resumindo, temos uma estrutura de engenharia

que nos dará um carro que será um competidor.

E como conseguimos isso? Quais são os princípios por trás do carro?

Depois, começamos a formular ideias.

O primeiro obstáculo é encontrar uma forma sensual e elegante para o DBS.

O processo começa com papel e caneta.

Com o design, controlamos aquilo a que chamaria

a "faceta emocional" do carro. A primeira interação.

Assim, esforçamo-nos para definir essa beleza.

A dificuldade de definir a beleza de um supercarro moderno

jaz na contradição.

Marek e a sua equipa têm de criar um exterior luxuoso.

Porém, o ar tem de poder circular pela máquina e em torno dela,

algo que requer entradas de ar e ailerons feios.

O poder da caneta, para um designer, é a capacidade de mostrar uma ideia.

Porque eu posso falar com alguém e tentar descrever algo.

Mas, se fizer um esboço,

só demoro segundos a mostrar o que quero dizer.

Conseguimos convencer alguém

de que este é o objeto que deve ser fabricado.

Uma pessoa vai investir milhões em quê?

No que eu estou a dizer? Em quê? Nisto.

E, mal mostramos o que queremos dizer, as pessoas dizem:

"Sim, vou investir nisso porque é óbvio que é lindo."

Os esboços fazem a transição do mundo antigo para o novo,

à medida que a equipa passa de duas dimensões para o espaço 3D

e os modeladores profissionais dão forma ao barro

para dar vida à nova máquina.

Porém, não se pode apenas desenhar e esculpir uma forma agradável.

Para ter êxito,

o desempenho da máquina tem de ser tão bom como o seu aspeto.

Desenvolver um carro superestrela como o DBS

é a coisa mais difícil de fazer na indústria automóvel.

Ele tem de ser o pináculo da engenharia contemporânea.

Isso implica dedicarmos-lhe a nossa vida.

Uma devoção que requer que a equipa de engenharia da marca

exceda os limites da aerodinâmica

no seu novo carro superestrela topo de gama.

Algo que requer um pouco de magia

e a aplicação com sucesso de um teorema do século XVIII.

Há mais de um século que a Aston Martin luta para sobreviver.

A sua última ressurreição e o seu Plano do Segundo Século

dependem da nova máquina topo de gama da marca:

o DBS Superleggera.

O DBS Superleggera é a peça vital

no plano de sete anos porque é o terceiro carro.

Tem de ser o carro que todos querem conduzir.

Nunca é demais sublinhar a necessidade de sucesso do DBS.

Se prosperar, a Aston poderá expandir os seus SUVs,

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