The first 200 lines.
No início, foi dada ao Homem a dádiva do Pó.
Incendiou-lhe a mente e libertou-lhe a vontade.
Mas esse livre-arbítrio corrompeu a humanidade.
O Pó voltará a ser sugado para a escuridão eterna.
O que foi dado... será retirado.
Sra. Coulter. O que aconteceu?
Diz-me se a minha filha sobreviveu.
Agora.
Ela está...
... na escuridão.
O que diz?
Lyra? Lyra? Lyra?
Lyra!
As leituras do Pó estão a variar.
Não. Não, não!
Stelmaria, é agora. O Alarbus entregou a nossa mensagem.
É ela.
Voltaste. Isso é bom. Anda ver isto.
Lembras-te da câmara de intercisão e do efeito que teve no nosso amigo,
o anjo encarcerado, certo?
A sua capacidade de atrair e reter o Pó para sempre.
Este abismo é quase o mesmo,
mas numa magnitude que nunca julguei possível.
- Vamos poder usar isso. - Ela está morta, Asriel.
A Lyra está morta.
Queres que te conte como a tua filha morreu,
ou preferes continuar a mexer nos teus brinquedos?
Se o que dizes é verdade, lamento muito.
Mas o que estou aqui a fazer é da maior importância.
- Vai mudar tudo. - Como, Asriel? Como?
- Como vai mudar algo? - Não posso ouvir agora.
Vais ouvir isto.
O Magistério criou uma bomba para a nossa filha com o ADN dela.
Ontem à noite, tentámos desativá-la. O Lorde Roke morreu a tentar.
Não te culpes. Claramente...
Acredita, não me estou a culpar.
Conheço a tecnologia. Desenhei-a. Impedi-a de detonar.
Mas um raio de luz atingiu a câmara de intercisão e ativou o lançamento.
Enviando a bomba para Lyra.
Luz angélica.
A resposta do Metatron ao teu grito de guerra.
Se não o tivesses atraído, a Lyra ainda estaria viva.
Compreendes? Tiraste-me a minha filha.
E nunca te perdoarei.
Lyra. Acorda.
Acorda!
Por favor, acorda.
- Estás bem? - Acho que sim.
O que foi aquilo?
- Não devias ir lá abaixo. - Não tens com que te preocupar.
Asriel, isto é imprudente. Asriel.
Pó.
Temos de conseguir parar isto. Puxar o Sraf para trás.
Antes, o fluxo era constante e lento. Agora, parece uma inundação.
Sai deste mundo para uma espécie de...
... vazio.
Parecia que as árvores faziam força contra nós.
Como se estivessem a tentar conter a maré.
Sem o Sraf, nenhum de nós sobreviverá.
Não sei como ajudar. Precisamos de tempo.
- Há notícias do Sergi? - Está a patrulhar a área.
- Chamei a Serafina. - Estamos a estabilizar a área.
- Ruta. - É o Sergi. Ele está com dores.
Não me consegue ouvir.
- Fica com ele. - Não consigo pará-lo.
- A escuridão está a atraí-lo. - Não.
- Tu consegues lutar contra isto. - Não consigo.
Não consigo.
Yambe-Akka. Yambe-Akka.
Não.
- Lee? - Lyra!
Estás bem? Foi um estrondo do caraças.
Achas que foram aquelas criaturas?
Não, isto foi muito mais poderoso. Nunca vi nada assim.
É por estarmos aqui? Achas que a culpa foi nossa?
Não podemos ficar aqui. Temos de continuar.
Temos de tirar estas pessoas daqui.
Por aqui. Lyra, isto sobe!
Vamos em frente, malta!
- Estás bem? - Sim, e tu?
Sim.
A explosão destruiu este sítio.
Lyra! Lyra!
- Não é muito longe, podemos saltar. - Achas que conseguem?
Conseguem, se tiver de ser.
O que aconteceria se caíssemos?
Não. Para.
Estão a seguir-nos porque pensam que sabemos aonde vamos.
Que posso tirar-nos daqui. E se não puder?
E se estivermos aqui porque não posso usar a faca?
Olha para mim. Olha para mim. Ouve.
Está tudo bem. Vamos sair daqui.
É este abismo. Também o sinto. Olha para mim.
Observa.
- Vou a seguir. - Eu!
- Eu consigo. - Eu também.
Vens? Will?
- Asriel. - Ogunwe, é isto.
Este abismo é um ato de guerra.
O daemon Sergi da Ruta foi arrastado para isto
porque era feito de Pó. Os anjos também são.
Ouve.
Pediste-nos para termos fé em ti, rejeitando todas as nossas crenças.
- E agora a Rainha Ruta morreu. - Consigo ver para além da perda.
Abre os olhos. Isto não é um contratempo, é uma dádiva.
Alto! Para trás! Para trás!
- Para trás! - Quem és tu?
Serafina Pekkala, Rainha do Clã do Lago Enara,
e exijo saber o que aconteceu à minha irmã.
Não disparem.
Rainha Serafina, bem-vinda à República.
Por favor, saiba que Ruta Skadi era uma aliada
e um elemento valioso na nossa Rebelião.
Ouvi-a a pedir a sua morte.
Sentiu a presença de uma grande escuridão e depois morreu. Lamento.
Mas eu... Mas ainda a sinto aqui.
Custa-me dizer-vos que o que aconteceu à Ruta não foi a morte,
mas foi pior.
Aquele abismo lá fora é uma rutura no multiverso,
sugando todo o Pó para o interior do vácuo entre os mundos.
Eu testemunhei a queda do daemon Sergi lá para dentro.
E acredito que nenhum ser, de carne ou Pó,
irá emergir da sua escuridão. - Então, não haverá paz para ela?
Parte da sua alma, a cair para sempre.
Para sempre no limbo.
Vi o abismo quando voava para cá.
Destruiu todos os mundos por onde passei.
- Foste tu que fizeste isto. - Não.
A tua arrogância, brincar com forças que não conheces!
Baixem as armas.
Estou à sua mercê, faça o que quiser comigo.
Mas saiba que a perda da Rainha Ruta Skadi
é tão sentida por mim como por si.
Acreditamos que é obra do Metatron. A resposta dele à nossa provocação.
Já temos a atenção dele. Ele virá atrás de mim.
Se é vingança que quer para a sua irmã,
só a meu lado irá encontrá-la.
- Vermes sarnentos. - Já vimos pior.
Lembras-te da libertação de Bolvangar?
Depois, nós os três e o Iorek entrámos no balão do Lee
e voámos para longe. - Iorek é um urso de armadura.
Eu sei quem ele é. Já o conheci. Mas não o consigo imaginar num balão.
Não era um balão qualquer. Era uma beleza.
Pois era.
Roger, tinhas sempre medo de voar.
Não tinha nada. Só quando aqueles avantesmas-dos-penhascos atacaram.
Foi a meio da noite. Eu e o Roger estávamos a dormir.
Eu estava de vigia.
E depois, do nada, aquelas criaturas cercaram-nos.
- O Lee dispara, o Iorek ruge... - E depois tu caíste para fora.
Já vos falei do xamã maluco que me fez uma sande de bacon?
Comandante Ogunwe, onde está a Aeronave da Intenção?
Estou pronta para partir.
Não posso deixá-la ir sem aprovação do Consílio.
Vá lá. Não vamos fingir.
O único voto que conta aqui é o do Asriel.
E ele só age em benefício próprio. Devias fazer o mesmo.
Eu não sou como vocês.
Estou aqui por algo mais do que benefício próprio.
O que aconteceu?
A Lyra morreu.
Lamento muito. O Asriel não me disse.
Vais dar-me o veículo ou não?
O Asriel levou-o e voou para o Norte. Lamento.
Anda.
Anda.
Aonde é que tu...
Procuras o teu pai.
- Que hipóteses temos? - Encontrámo-los.
E pensámos que era impossível.
Quero que ele encontre uma saída, antes de irmos ter com o Asriel.
Mandamos uma mensagem. Espalhar a palavra. Como se chama?
- John Parry. - John Parry?
John Parry. Jopari.
Um homem de muitos nomes. Ele falou-me de ti. És filho do xamã.
- Conhece-lo? - Sim, conheço-o.
É um homem difícil de encontrar. Sofri muito, mas valeu a pena.
Felizmente para ti, podemos conseguir evocá-lo.
Não prometo, mas vale a pena tentar. Vão andando, eu apanho-vos.
Tens a certeza disto?
Ele vai ouvir a voz da razão.
Rei Iorek...
Estou desarmado. Matar-me será mau perder.
Entristece-me ver os danos que o meu trabalho causou às tuas terras.
Os meus ursos morrem à fome porque fizeste um buraco no céu!
Rei Iorek, algo pior virá se a minha guerra não for ganha.
Dá-me uma razão para não te matar.
- Lyra da Língua Mágica. - Porque me falas dela?
Rebatizou-a. Amava-a.
Fale-me dela.
Ela é tudo o que tu não és.
Talvez devesse tê-la conhecido melhor.
Mas ela morreu.
E, se me matares agora, ela nunca será vingada.
Não compreendes. A Lyra foi para a Terra dos Mortos.
- A Terra dos... - Sim. Mas entrou viva.
- Como entrou naquele sítio? - A faca.
- A faca estava partida. - Eu consertei-a.
- Ela foi atrás do amigo, o Roger. - O rapaz da cozinha.
- Mais uma razão para te matar! - Espere!
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