The English Patient

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A Commentary by PSawyer

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Published on: 2016-07-16
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The first 200 lines.

O PACIENTE INGLÊS

- Como está? - Bem.

Sua perna vai ficar boa. Tiraram estilhaços. Guardei os pedaços.

Você é a garota mais bonita que eu já vi.

Duvido.

- Me dá um beijo? - Não, vou trazer um chá.

Significaria tanto para mim.

É mesmo?

Obrigado.

Enfermeira, não consigo dormir, me dá um beijo?

- Você é linda! - Pode me cobrir?

Muito engraçado! Agora durmam.

- E o médico? - Não pergunte.

Detesto doar sangue. Não suporto agulhas.

- Tem alguém de Picton aqui? - Picton? Não sei.

Queria ver alguém da minha terra antes de partir.

- Temos alguém de Picton? - Por que Picton?

Ele é de lá. Perto do lago Ontário. Não é, soldado?

- Seu namorado não é de lá? - Qual é a companhia dele?

- 3ª dos Fuzileiros Canadenses. - 3ª dos Fuzileiros Canadenses.

- Ele conhece o capitão McGan? - Ele morreu ontem. Estraçalhado.

- O que ele disse? - Não o conhece.

Hana, abaixe-se!

Ele morreu!

ITÁLIA - OUTUBRO DE 1944

- Nome, patente, número de série. - Não sei, desculpe.

Acho que era piloto. Fui achado nos destroços de um avião...

INGLÊS? ... no início da guerra.

- Lembra-se de onde nasceu? - Estou sendo interrogado?

Pode estar querendo me enganar...

me fazer falar alemão o que eu sei.

Por quê? É alemão?

Como sabe disso se não se lembra de nada?

Pode me dar um gole d'água?

- Obrigado. - De nada.

Lembro-me de muitas coisas...

do jardim dela, descendo em direção ao mar.

- Nada entre nós e a França. - O jardim era seu?

- Ou da minha esposa. - Então era casado?

Acho que sim, mas muitos alemães são.

Ouça...

meu pulmão mal funciona, meus outros órgãos estão parando...

que diferença faz se eu for Tutancâmon?

Estou... queimado, amigo.

Lamento, não posso ajudá-lo.

Você está bem? Sei que detesta ser transferido. Sinto muito.

Hana!

Deve ter renda na próxima aldeia. Eles vão me levar. Tem dinheiro?

E se houver seda? Sei que você tem, vamos!

Vamos, será a última vez, eu juro.

Ela é um amor e me adora.

- Vou pagar, prometo! - Não costuro mais nada para você.

Eu te adoro!

Cuidado, rapazes!

Tragam água!

Jan, não!

Aonde vai?

Afaste-se!

Afaste-se!

- Não se mexa! - Não se mexa!

Não dê um passo!

Isto é um campo minado!

Isso... isso mesmo.

Fique parada. Vai dar tudo certo.

O que está fazendo? Que diabos está fazendo?

É da Jan.

Sente dor? Precisa de algo?

Você está bem?

Ele entra e sai do caminhão. Está morrendo. De que adianta?

- Não podemos deixá-lo. Você diz... - Não, não disse isso.

Isso vai ajudar.

Deve ser uma maldição.

Todos que gostam de mim...

todos que se aproximam de mim...

devo ser amaldiçoada.

Qual?

Quando ele morrer, alcanço vocês.

Não é seguro, o país está infestado de bandidos, alemães...

- É loucura, não vou permitir. - A guerra acabou, não é deserção.

Não acabou em toda parte.

É normal. Foi um choque. Para todos nós, Hana.

Preciso de muita morfina e de uma pistola.

Se algo acontecer a você, nunca me perdoarei.

Vamos para Leghorn... Livorno, como os italianos chamam.

Vamos esperar você.

- Obrigada. - De nada.

Eu vou ficar bem. Alcanço vocês. Isso.

Por que tanto barulho?

Estava enfrentando ratos, ou todo o exército alemão?

Não, estava consertando a escada.

Achei a biblioteca. E os livros foram muito úteis.

Antes de dar outro fim aos livros, podia ler alguns para mim.

Acho que são italianos, mas vou ver. E o seu livro?

O meu livro? Claro...

Heródoto... sim, pode ler.

Achei ameixas. Temos ameixas no pomar.

Pronto. Temos um pomar.

Heródoto é...

...o pai da História, sabia? - Não sei de nada.

É uma...

ameixa... bem ameixa.

Uma montanha no formato das costas de uma mulher. Certo.

- Oi, Geoffrey! - Bem-vindo!

Madox. Bem-vindo à expedição.

Obrigado. Geoffrey Clifton. Muito prazer.

Estes são D'Agostino, Bermann, o arqueólogo, e Fouad, egiptologista.

- Minha esposa, Katherine. - Muito prazer.

- Os novos aprendizes. - Bem-vindos ao Clube da Areia!

- Ao Clube da Areia. - Vou pegar xícaras.

Belo avião, não acha?

Presente de casamento dos meus sogros. Chama-se Rupert Bear.

- Geoffrey Clifton. - Almasy.

Podemos mandar meu avião para o lixo.

Sra. Clifton, este é o conde Almasy.

Geoffrey me deu sua monografia. Li no deserto. Magnífica.

Obrigado.

Queria conhecer quem escreveu tanto com tão poucos adjetivos.

Uma coisa é uma coisa, tanto faz o que vem depois. Carro grande...

...carro lento, carro com chofer... - Carro quebrado?

- Ainda é um carro. - Mas não é muito útil.

Amor?

Amor romântico, amor platônico, amor filial. São bem diferentes.

Meu amor preferido é o amor obsessivo pela esposa.

Agora vocês me pegaram.

São turistas. Recomendados pela Sociedade Geográfica Real.

Ela é encantadora e já leu de tudo. Ele é um ótimo piloto.

- Não precisamos de outro piloto. - Pode fazer mapas aéreos da rota.

Não se pode explorar do ar, Madox. A vida seria muito simples.

Contato.

Contato.

Vou tentar mover sua cama. Quero que aprecie a vista.

É bonita. É a vista de um monastério.

- Eu estou vendo. - Como? Como pode ver algo?

Não falo da janela. Não suporto a luz mesmo.

- Vejo tudo até o deserto. - Vou virá-lo.

Fazia explorações antes da guerra. Desenhava mapas.

Tenho areia nos olhos? Vai tirar areia dos meus ouvidos?

Não tem areia. É a morfina.

Vejo a minha esposa naquela vista.

- Está recordando mais? - Posso fumar?

Ficou maluco?

Por que está tão determinada a me manter vivo?

Porque sou enfermeira.

- Bravo! - Geoffrey!

Um tomate velho Uma batata de Long Island

Mas, sim, não temos bananas! Não temos bananas hoje!

Próximo... Katherine!

"O rei insistiu em provar de modo irrefutável...

que sua esposa era a mais bela das mulheres.

"Vou escondê-lo no quarto onde dormimos", disse... Candaules. "

Candaules.

Candaules contou que a rainha fazia a mesma coisa toda noite.

Tirava a roupa e deixava na cadeira perto da porta do quarto.

"E, de onde você estiver, poderá vê-la à vontade. "

E aquela noite foi exatamente como o rei disse.

Ela foi até a cadeira e tirou a roupa...

até ficar nua diante de Gyges.

E ela era mais linda do que ele imaginara.

Mas, então, a rainha viu Gyges escondido nas sombras...

e, embora sem dizer nada, ela estremeceu.

No dia seguinte...

ela mandou buscar Gyges e o interrogou.

Ouvindo a história dele, ela disse...

Cortem-Ihe a cabeça!

Ela disse: "Ou você morrerá por olhar o que não devia...

ou matará meu marido, que me envergonhou...

e se tornará rei no seu lugar".

Gyges matou o rei, se casou com a rainha e reinou por 28 anos.

Fim.

Posso girar a garrafa?

- Que Ihe sirva de lição, Geoffrey. - D'Agostino!

Está dormindo?

Não... estou adormecendo.

"Buon giorno."

- Hana? - O que você quer?

Encontrei sua amiga Mary. Ela me pediu que visse se estava bem.

Somos vizinhos. Sua casa fica a 2 quarteirões da minha, em Montreal.

Cabot, ao norte de Laurier.

"Bonjour."

Para você. Queria que fosse meu, mas é da Mary.

Meu nome é David Caravaggio, mas ninguém me chama de David.

E acham Caravaggio absurdo demais para esquecer.

Merda! Que mãos!

Eu cuido disso.

São frescos.

Não como um ovo...

Notou que há galinhas? Na Itália, há galinhas...

mas não ovos. Na África, há ovos...

mas não há galinhas. Quem os separa?

- Estava na África? - Estava.

O meu paciente também.

Eu queria ficar aqui. Tenho uma missão.

Falo a língua. Há rebeldes a serem desarmados.

Nós os abraçamos e tentamos aliviá-los das armas...

durante o abraço. Eu era ladrão.

- O exército acha que sirvo. - Então sabe atirar?

Tem algum problema nas mãos?

- Quero vê-las antes de você ir. - Ouça...

o lugar é grande. Não vou atrapalhar. Durmo no estábulo.

Tanto faz. Eu não durmo.

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