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Sei que não queres estar aqui.
Mas sem ti e o Baruch, podia nunca a encontrar.
Portanto, obrigado.
Quase 400 anos com o Baruch devem ter-me amolecido.
Quatrocentos anos?
- Sabes onde ele está agora? - Claro.
Os anjos ligam-se a qualquer mente, mas entre nós o elo é mais forte.
Sentimos em uníssono, apesar de sermos dois.
Agora, ele está próximo de Asriel.
Sabes o que Asriel vai pedir-te?
O meu pai falou-me da guerra antes de morrer.
Disse-me que tenho um dever.
Há em ti um guerreiro, Will.
Tu derrotaste o Rei dos Ursos.
E encontrarás uma forma de proteger aquela que amas.
Lyra.
Lyra.
Roger!
Tens de me ajudar.
Vou ajudar-te!
Juro que não te desiludirei!
Eles estão a magoar-me.
Quem?
Diz-me onde estás e eu encontro-te!
Na Terra dos Mortos.
Roger!
Roger!
Roger?
Estava a ter aquele sonho outra vez.
Temos de o encontrar, quando sairmos daqui.
Aonde foste?
Eu...
Não pude seguir-te até lá.
À Terra dos Mortos.
Este sítio não está nada mal.
É apenas o começo, comandante. Apenas o começo.
É impressionante, Lord Asriel.
Mas os teus soldados precisam de organização.
É para isso que aqui estás.
Ruta, bem-vinda de volta.
Comandante Ogunwe, apresento-te
a Rainha Ruta Skadi do clã das bruxas do Lago Lubana e o demónio, Sergi.
Um membro crucial do meu Concílio.
- Comandante. - Vossa Majestade.
Ruta, com licença.
A Ruta conhece-te bem, comandante. Ela escolheu-te.
Escolheu-me?
Eu escuto sussurros entre mundos.
Ouço o que outros não ouvem.
Estamos a reunir um exército.
O senhor e os seus soldados são dos melhores.
Ainda bem que aprova. Esperamos estar à altura.
É o que todos esperamos.
De quantos mais precisaremos?
- De quê? - Disto.
Soldados, bruxas.
A força da Autoridade está nos números.
Enorme riqueza de gente disposta a defender o seu misticismo e dogma.
Nós só precisamos de o provocar.
Então, tudo isto é só uma provocação?
Anda, vais ver.
Quero o último projeto da Nave Intenção.
Sim, senhor.
Como sabes que esta não te matará?
Seria preciso mais do que uma pequena queda para nos destruir aos dois.
Comandante, perguntaste de quantos soldados precisaríamos.
A verdade é que eu não sei.
Mas a chave para provocar a Autoridade não reside nos homens.
Poderá residir no Pó.
Asriel, falas por enigmas. Eu lido com estratégia.
Não me estou a explicar.
Temos de forçar a Autoridade a mostrar-se.
E aí, precisaremos de todos os lutadores que conseguirmos.
Não quis assustar-vos.
O que queres?
Não quero fazer-vos mal. Procuro alguém.
Uma rapariga. Chama-se Lyra.
Foste seguida?
- Acho que não. - Há soldados do Templo na floresta.
Eu não vi ninguém.
Aconteceu algo aqui, há uns dias, e agora, estão por todo o lado.
Vem connosco.
Está a afastar-se.
Que pena.
Tinha vontade de os comer.
Lamento.
É do sal.
Queima as raízes.
Estes, para a guarnição a sul.
- E duzentos e cinquenta para oeste. - Lord Asriel.
- Roke. Nada de pessoas. - Senhor.
- O que é? - Uma mensagem.
Da nossa espia no Magistério, a Agente Salmakia.
Diz que se preparam para uma missão de busca.
- De quê? - Da sua filha, senhor.
Acham-na a criança mais importante que já existiu.
A Salmakia crê que ela corre perigo.
Quando é que a Lyra não corre perigo?
Mais alguma coisa?
- Não, mais nada. - Muito bem.
Descartas a Lyra com demasiada facilidade.
Sabes o que o Magistério pensa sobre ela.
Para a Autoridade, a Eva foi a mãe da criação.
A Lyra é somente uma criação minha e da Marisa.
Ela não é a Eva, é uma menina.
Deve ter informações que precisam ou alguma capacidade que descurámos.
Para além de conseguir ler o aletiómetro,
tem muito poucas, receio. Além de faro para sarilhos.
O que foi?
- Que queres que diga? - A verdade.
Há anjos a sobrevoar o campo.
Que estão eles a fazer?
Estão a lutar.
Evacuar o campo!
Não se aproximem demasiado. Não!
Afastem-se!
O peito está a mexer.
...Um luta pela Autoridade, o outro, por nós.
- Qual é qual? - Não sei, talvez nenhum deles.
Ruta?
Este tem um estatuto superior. Pode ser um arcanjo.
Este, não sei.
Tentamos movê-lo?
- Tem-lo na mira? - Sim.
Afastem-se!
És um agente da Autoridade?
- Por favor. - Que disseste?
Devo dar-te uma mensagem.
Vamos assumir que esse está com a Autoridade e este connosco.
Eu levo-o para dentro. Sargento?
Levem-no para a câmara de intercisão.
Certo, dá-me a tua mensagem.
Encontrámos o rapaz, o portador.
Que rapaz? Portador de quê?
Da Æsahættr, a Matadora de Deus.
A única arma que o destruirá.
- Destruirá quem? - A Autoridade.
O quê?
E o seu Regente.
O meu irmão Enoch.
A Autoridade tem um regente?
Baruch?
Como? Quem fez isto?
- Um anjo. - Já o aprisionámos.
Ele está a deixar-nos.
Ainda não. Diz-me, onde encontro o rapaz?
Ele vai ter com a Lyra.
A Lyra?
Encontra-o.
Está um anjo à espera.
O meu Balthamos.
Encontra-os.
Encontra a faca.
Balthamos.
Baruch!
Não percebo. Não faz sentido.
O que não faz sentido?
O que lhe fizeram?
Que aconteceu, Balthamos?
Isto é culpa tua.
Forçaste-me a vir aqui.
Queria que ficássemos juntos.
Queria ir com ele.
Eles mataram-no!
O mensageiro regressa.
Ele não resistiu.
Não disse uma palavra. Limitou-se a olhar para mim.
Ontem, eu acreditava que os anjos eram meros símbolos
e as bruxas eram vilãs de histórias infantis.
Porém, aqui estou eu.
Aqui está.
A nossa espécie visitou o seu mundo no passado.
Há muitos séculos atrás.
O Templo queimava mulheres suspeitas de feitiçaria.
Eu lembro-me.
As bruxas vivem muitas centenas de anos.
Os anjos, milénios.
Isso dá-lhes um poder e uma visão superiores ao que ambos entendemos.
Imagino que nos vejam, às bruxas, como nós vemos os humanos.
Como?
Vida curta, extinguem-se facilmente.
Então, porque lutam connosco?
Esperança.
Creio que há uma hipótese de vencermos.
Então, confia em Asriel?
Apostaria a minha vida.
Estás acordado. Isso é bom.
Esta câmara, criei-a para fazer experiências com Pó.
Como tal, é forrada a adamantino,
cujas propriedades impedem o Pó de sair.
Tu, tal como o meu demónio, és totalmente feito de Pó.
Por isso, podes ficar preso até à eternidade.
Eu sou eterno.
- Não conheço o tempo. - Que bom para ti.
Ficarás confortável. Vou começar agora.
Vou fazer-te perguntas, tu respondes.
O que tanto teme a Autoridade para mandar um anjo atacar outro?
Não queres falar?
Talvez receies revelar
que a Autoridade já não governa o Reino do Céu
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