Die in a Gunfight

Die in a Gunfight

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Published on: 2021-11-13
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The first 200 lines.

Desde os cinco anos,

Ben Gibbon se meteu em 723 discussões, brigas e rixas.

Mais ou menos 32,86 por ano.

E perdeu

cada uma delas.

Com essa ficha,

seu terapeuta concluiu que ele queria mesmo perder

e que, na verdade, para o Ben,

vencer nunca foi o objetivo.

Era mais a sensação contínua

de estar flutuando dentro do próprio cérebro,

observando sua vida como um filme em que nada acontecia.

Ele podia ver, mas não podia sentir.

Portanto,

ele tinha a necessidade extrema de sentir alguma coisa.

-Meu Deus! -Qualquer coisa.

Separado da realidade e preso em seu próprio filme,

Ben buscava maneiras cada vez mais perturbadoras

de pelo menos torná-lo prazeroso para todos.

Foi uma busca sem objetivo,

cheia de conflitos e autoconciliação,

até que...

AMOR

...sem nunca saber bem o que procurava,

ele encontrou o amor.

Caramba!

De repente,

o mundo de Ben ganhou vida,

e ele sentiu a vida com uma rapidez que não achava ser possível.

Mas então,

tão repentinamente quanto apareceu,

ele se foi.

E, assim,

Ben voltou ao ponto de partida.

Levante, imbecil.

Um segundo.

Caramba, galera.

Continua batendo.

Por que estamos indo lá mesmo?

Será divertido.

Quer dizer que não vai ser.

Não é porque ela voltou?

Duvido que ela estará lá.

É a casa dela.

Nem fomos convidados, fomos?

Não.

O receio de Makul era justificado, porque Ben tinha a reputação

de aterrorizar eventos da alta sociedade.

Na verdade, após uma recente série de infrações,

uma ordem de restrição deixou tudo muito claro.

Ben Gibbon não era...

muito bem-vindo ali.

-A mamãe vem vindo aí. -Benjamin.

-Oi, mãe. -Deus, o que faz aqui?

Bebida grátis. Obrigado. Bem na hora.

-Valeu. -Venha comigo.

Você sabe que foi banido desses eventos.

Isso é passado.

Você socou o presidente do Exeter Club

-e urinou no tapete. -Certo, já entendemos.

Deveria controlá-lo mais, Makul.

Seu filho é um anarquista, Sra. Gibbon.

É um democrata.

-O que é isso? -Mãe, hematomas não saem.

-Andaram fumando maconha? -Não.

-Filho. -Aí vem o seu pai.

-Batman. -É ele.

O quê?

Está muito bom.

Se o William e a Beatrice o virem aqui,

será uma situação bem incômoda.

Não acredito no que estou vendo.

Não está muito apresentável.

É só um arranhão. Sabe como são os garotos.

A questão não é essa.

Seu filho está invadindo.

Ficarei de olho nele, e ele vai se comportar,

não é, Benjamin?

Obrigada.

Preciso chamar a polícia?

Pode tentar não parecer tão infeliz?

Os solteiros mais cobiçados da cidade vieram esta noite,

e você está sentada no canto.

Faça-me feliz. Faça um esforço.

Não que falem que minha filha passou a noite de cara amarrada.

Mary Rathcart frustrou pela primeira vez as expectativas dos pais,

quando, aos 12 anos,

foi expulsa da escola particular de maior prestígio da cidade.

Aos 16 anos,

ela já havia sido expulsa de todas as escolas da cidade.

Mas finalmente passou dos limites

quando se apaixonou por Benjamin Gibbon,

o filho famoso do maior rival de seu pai.

Quando a notícia se espalhou, foi um escândalo imediato,

e ela foi proibida de ver o jovem Gibbon de novo.

Mas, para Mary,

simplesmente não era uma opção.

Então, ela bolou um plano secreto

para fugir com o Ben para o México,

mas o plano deles logo foi frustrado,

e Mary foi enviada a um colégio interno de Paris,

onde seus talentos seriam cultivados em um ambiente mais controlado.

Mary escreveu para Ben muitas vezes.

Primeiro, para dizer...

Sinto sua falta.

Depois para perguntar...

Esqueceu de mim?

-Depois, um simples... -Vá se catar!

Mas, por motivos que Mary não entendia,

Ben nunca respondeu.

E aí, ela parou de escrever.

Ela se esforçou para esquecer o Ben

e o mundo que deixara para trás.

Ela ficou em Paris para estudar na Sorbonne

e se comprometeu com uma vida nova,

Mas seu coração permaneceu fechado.

Atormentada por uma solidão crônica,

ela não conseguia se libertar.

E, ainda assim, seu pai autoritário garantiu

que ela sempre fosse vigiada de perto.

Portanto, ela nunca esteve tão sozinha quanto se sentia.

No final,

o tempo apagou o fogo que ainda restava nela,

e como um pássaro domesticado buscando o conforto da gaiola,

ela voltou para casa, exausta e humilhada.

Voltou ao seu ponto de partida.

Eu disse

-"Quero ele fora". -Benjamin já estava de saída.

O que foi?

Quer dizer alguma coisa?

Só quis dar as caras.

Deveria um gelo nesse olho.

Está parecendo um maldito criminoso.

Por gerações, as famílias Gibbon e Rathcart

estiveram em lados opostos.

Até se poderia ir mais longe e chamar de "rixa de sangue".

E, como em toda rixa de sangue,

ela começou com um pouco de sangue.

O ano era 1864.

Tarleton Rathcart, Theodore Gibbon,

duas figuras poderosas

na crescente indústria jornalística de Nova York,

se reuniram para um duelo

após o jornal de Theodoro publicar uma matéria indelicada

sobre os sapatos de Tarleton.

Theodore foi atingido pela bala de Tarleton,

proferindo as últimas palavras.

Digam para aquele desgraçado traidor do Rathcart

que o verei no Inferno!

JORNAL DOS GIBBONS

...Ao longo dos anos, as publicações de ambas as famílias

cresceram constantemente nos maiores grupos mediáticos,

conhecidos hoje como "Gibbon Telecommunications"

e "Rathcart Corporation",

e o duelo continuou.

Pode-se dizer que é "a rixa midiática mais agressiva da história",

mas para Henry Gibbon e William Rathcart,

nunca foi sobre negócios,

era pessoal.

Nos dê licença.

Vamos, filho.

Você já é adulto.

Deveria se comportar como tal.

Saia.

O que foi isso?

William foi um pouco duro, não achou?

A Mary voltou.

Cara, os casacos.

Certo.

Pare!

Segurança!

Meu Deus!

-Pegou? -Vai, vai.

Ele roubou os casacos de novo.

Walter, é o meu casaco!

Parem!

Gibbon!

O exílio de Mary em Paris foi realizado às pressas e sem aviso.

Ele ligou e mandou mensagens,

mas nunca obteve resposta.

Ele mandou e-mail, mas não obteve resposta.

O paradeiro de Mary e seu silêncio

permaneceram um mistério inquietante...

BANCA DE JORNAL

...até que Ben se deparou com uma matéria de fofocas

detalhando suas aventuras em Paris.

Com o coração partido,

Ben usou a passagem só de ida que esperava usar com Mary

e desapareceu para o México sem avisar

e sem intenção de voltar.

Sua única tentativa de comunicar suas terríveis intenções

foi uma carta enigmática enviada para seus pais.

Ele retornou sete meses depois

na companhia de Makul.

Por um juramento de sigilo,

eles nunca contaram como se conheceram,

mas se tornaram inseparáveis desde então.

Não suporto isso.

Após tantos anos, achava que aquele garoto iria crescer.

Dessa vez, Henry terá que fazer um cheque.

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