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CONFISSÕES
Quando estava a ver, do outro lado da rua, sabia que o Brian Wells ia morrer?
Não fazia ideia.
- Fez a bomba? - Não.
Quando Barnes confessou, foi o desenvolvimento
que os investigadores esperavam.
Finalmente, alguém podia dizer o que acontecera a Brian
no local da torre, mas também se Brian tinha participado no assalto.
O Barnes disse que houve uma reunião pré-assalto...
AGENTE ESPECIAL DA ATF
... em casa de Rothstein, para discutir os papéis.
Perguntámos sobre a reunião e quem lá estava. Ele descreveu-a.
Disse que estavam lá o Rothstein, a Marjorie Diehl e, depois, o Stockton.
O Bob Pinetti estava lá.
O Brian Wells estava lá.
O REFÉM
O FBI não gravou a confissão de Ken Barnes.
Era a política da altura. Acreditavam que a câmara muda a dinâmica da entrevista.
Então, falei com o Ken e ele contou-me
exatamente o que disse aos investigadores.
Disse que o seu papel era ficar de vigia
e depois Marge foi a sua casa, pouco após o meio-dia, a 28 de agosto de 2003.
Ela foi buscar-me. Eu disse: "Tudo bem?" Ela disse: "É hoje.
O assalto." Eu disse...
O Jim devia conduzir o carro da fuga.
Disse: "Onde está o Jim?" Ela disse: "Na cama. Com gripe."
E quando fomos à estação de serviço da Shell,
o Bill apareceu e encomendou a piza.
Fomos de lá para casa dele.
E, então, estávamos na torre
com o Rothstein, à espera, quando o Brian chegou.
O Brian entregou a piza. Saiu do carro.
E o carro do Bill estava à frente do carro dela.
Então, ele pô-la no capot. Aliás, na mala.
E o Brian estava à espera que lhe pagassem a piza.
Eu, a Marge e o Rothstein estávamos a comer piza,
quando o Stockton trouxe a bomba de detrás do edifício.
Não sei, provavelmente a um metro do Brian.
E o Brian, nessa altura, parecia estar aterrorizado.
Como se soubesse que havia algo de errado. E começou a fugir.
Fui ter com ele e disse: "Não sejas cobarde."
E bati-lhe.
Foi quando o Rothstein sacou da arma, disparou para o ar
e lhe disse que não ia a lado nenhum.
A Margie e o Rothstein agarraram-no, imobilizaram-no.
Estavam a agarrá-lo e a Marge e o Stockton puseram-lhe a bomba.
E ele disse: "Não quero fazer isto!"
E não sei se ele pensou que era real ou que era falso,
ou qual era a situação.
A Margie pôs-lhe a t-shirt para cobrir a bomba.
Alguém lhe deu o bilhete e disse
que ele tinha de o entregar e trazer 250 000 dólares.
Ela disse: "Se fores apanhado,
diz-lhes que foram uns negros que te agarraram e puseram a bomba.
Assim, não nos metes ao barulho."
E deram-lhe a caçadeira. "Se houver problemas, usa isto."
De lá, fomos para o parque de estacionamento do Eat'n Park,
que era do outro lado da rua e acima do banco.
Marjorie Diehl-Armstrong e Ken Barnes sentaram-se num veículo e observaram
o banco a ser assaltado, por binóculos. Usaram os binóculos à vez.
AGENTE DO FBI
Precisávamos deles para ver a parte da frente do banco.
Ela estava a olhar para lá e disse:
"Parece que alguém roubou um banco!"
Eu disse: "Deixa-me ver." Nessa altura, a Polícia estava a chegar
e eu disse: "Vamos sair daqui."
De lá, seguiram para sul na Peach Street,
para a casa do Rothstein,
onde se encontraram com o Bill Rothstein,
trocaram de carros
e foi aí que a Marjorie Diehl-Armstrong voltou para a autoestrada.
Para a I-79, em sentido contrário.
Cremos que voltava para a placa de McKean Township,
à procura do último local.
Mais tarde, naquele dia, estava em casa a ver TV
e senti-me mal, porque não devia ter acontecido. Devia ter sido a fingir.
Tanto quanto eu, ele, ou qualquer pessoa sabia,
não era para ser a sério.
Mas entre a Marge e o Rothstein, acabou por ser a sério.
UMA SÉRIE DOCUMENTAL ORIGINAL NETFLIX
Agora que os investigadores tinham a confissão de Ken,
foram a uma prisão do Estado de Washington
para confrontar Floyd Stockton, o colega de casa de Rothstein.
O tipo que Ken dizia ter ajudado a prender a bomba ao pescoço de Brian Wells.
Este é o vídeo de um interrogatório durante o caso
do corpo congelado. Stockton sabia que estava encurralado.
Mas o advogado arranjou-lhe um acordo fantástico,
imunidade em troca de testemunhar contra a Marjorie.
Stockton também tinha escondido segredos.
CONFISSÃO DE FLOYD STOCKTON 27 DE MARÇO DE 2007
TRÊS ANOS E MEIO APÓS O ASSALTO
Ele mencionou que podia, a pedido do Sr. Rothstein,
ter ajudado a fazer algumas peças para o colar, mas não resultou.
Não as fez bem e o Sr. Rothstein tomou conta.
Fizemos uma encenação no local com Floyd Stockton.
Ele disse que Marjorie Diehl-Armstrong estava lá.
E o Sr. Rothstein ordenou-lhe
que colocasse o dispositivo à volta do pescoço de Wells.
Quando descreveu como se aproximou do Brian com o dispositivo,
disse que se notava o medo nos seus olhos...
E ficou um pouco incomodado
em relação ao que ia fazer.
Depois de o ter posto, ele queria sair dali
o mais depressa possível e começou a sair do local.
E disse-nos que ia a serpentear, porque achou
que ia ser alvejado pelas costas. Ele até disse: "Sabem que mais?
Sou um pedófilo condenado.
Podia ser alvejado aqui e ninguém se ia importar."
Floyd Stockton devia ter sido acusado. Mas se olharmos para o grupo
como um todo e para os papéis neste crime,
concordámos que ele era menos culpado do que os outros.
Stockton e Barnes responderam a muitas questões,
mas permaneceram vários mistérios.
Ambos disseram que não sabiam quem construiu a bomba e a arma,
quem escreveu os bilhetes, ou quem era o cabecilha.
DEVE SEGUIR INSTRUÇÕES
Quem pôs isto em movimento, quem disse: "Vamos assaltar um banco?"
Quem o disse primeiro, a Marjorie ou o Bill? Não sabemos.
Stockton e Barnes não podiam dizer nada aos investigadores
sobre o envolvimento do colega de Brian, Robert Pinetti,
que morreu numa aparente overdose, após o assalto.
O papel de Pinetti nunca seria esclarecido.
E apesar de ambos dizerem que Brian Wells participou no assalto,
não sabiam como ou quando tinha sido recrutado.
Pode ter havido compartimentalização da parte do Rothstein, que segregava pessoas.
Stockton podia não saber o que Ken Barnes tinha de fazer.
Mas estavam todos envolvidos.
Acho que o plano começou
como uma forma de todos ganharem algum dinheiro.
Mas tornou-se algo mais do que ganhar dinheiro.
Tornou-se quase como um jogo. Um jogo diabólico e maníaco,
mas um jogo, que era: "Vamos ver como nos podemos safar deste crime.
Somos mais espertos do que todos os outros.
Somos mais espertos do que a Polícia."
9 DE JULHO DE 2007 QUATRO ANOS APÓS O ASSALTO
Notícia de última hora sobre o mistério do bombista da piza.
Hoje, poderemos finalmente ter resposta para um mistério de quatro anos.
A Polícia vai acusar esta mulher, Marjorie Diehl-Armstrong,
de assalto bancário e outras acusações.
As autoridades também vão acusar o amigo, Kenneth Barnes, um traficante.
A orquestradora, diz a acusação, foi Marjorie Diehl-Armstrong,
que alegadamente recrutou Kenneth Barnes para matar o seu pai e lhe queria pagar
com o dinheiro do assalto ao banco. - É um caso estranho, não é?
Larry, isto é do mais bizarro que se pode encontrar.
Não os escrevem assim em Hollywood.
O objetivo do plano do bombista da piza?
Dinheiro. Armstrong precisava de dinheiro para o Barnes matar o seu pai.
Bill Rothstein precisava de dinheiro para saldar o património.
A questão é: Wells foi uma vítima ou um participante?
Hoje, um anúncio incrível.
A acusação diz que ele foi ambos.
A nossa investigação levou-nos a crer que Brian se envolveu
num papel limitado.
Allan, um dos aspetos mais estranhos
é que parece que a vítima é culpada.
Isso é parcialmente verdade.
E isso é mais um aspeto estranho nisto tudo.
E a mãe e os irmãos estiveram hoje na conferência de imprensa.
Estiveram a interromper a procuradora.
Nunca tinha visto uma coisa dessas.
Pode ser que o papel dele tenha mudado desde o planeamento inicial,
até se tornar num participante relutante neste esquema.
Mentirosa.
- Isso não faria dele uma vítima? - Sim.
- Podes crer. - Ámen.
Não haverá acusação contra Brian Wells,
que morreu quando a bomba explodiu.
Em vez disso, a Polícia afirma que ele aparecerá como cúmplice não acusado.
É ou não surpreendente que Brian Wells tenha sido nomeado
cúmplice neste caso todo?
Surpeendeu muitas pessoas.
Nos últimos quatro anos, descrevemo-lo como vítima,
porque achávamos que era uma vítima.
Que provas há de que esteve envolvido?
Wells esteve em casa de Rothstein no dia anterior.
Uma testemunha que estava a passar por lá na véspera do assalto
viu Wells a sair da entrada da casa do Sr. Rothstein,
a sair da reunião. A testemunha teve de travar
para não lhe bater.
Essa testemunha era muito forte e identificou
o Sr. Wells como o condutor
do veículo em que quase bateu, à saída da reunião.
Ficámos calados durante quatro anos
e agora temos a acusação a tentar implicar a vítima de homicídio.
Quando se tem uma bomba presa ao pescoço
e as autoridades federais nos cortam a cabeça
para tirar a bomba,
é impossível ter sido o Brian a pôr a bomba.
Dezanove horas após a bomba ter explodido,
as autoridades federais cortaram-lhe a cabeça
para tirar o colar. O Brian não o pôs nele próprio.
Não consigo imaginar que estejam a tentar que o público acredite nisto.
E as afirmações de que esteve com eles na véspera?
Não podem provar isso. Viu provas?
Não vi nenhuma prova que sugerisse que ele conhecia estas pessoas,
exceto que talvez lhes tivesse entregado uma piza.
A acusação também perguntou se alguém seria acusado
da morte de Brian Wells,
ou se os acusados podiam enfrentar a pena de morte.
Disseram-nos que, como se acreditava que Wells fazia parte do assalto,
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