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Prego a fundo, meu!
- Vamos! - Bodzio! Ultrapassa-o!
Vá, Bodzio!
- Vá. - Michal, o carro é teu!
Mete a mudança!
- Agora! - Quase…
- Sim! - Vai!
- Agora! Sim! - Vai!
Apanhámo-lo!
Tinhas de fazer aquilo?
Pai, deixa estar.
… Hel não vai desiludir-vos este ano.
Sem nuvens, vento costeiro de 17 nós na baía.
É o clima perfeito para surfistas novatos e veteranos.
O clima perfeito para todos.
Antoś.
Acordaste.
Não chores, bebé. Por favor.
Estamos quase a chegar.
Olá, Antoś.
Olá.
Vamos!
Nós conseguimos!
Está a resultar. Isso. Vá!
Vai, Bodzio!
Sasza!
Estado da tripulação?
Todos a bordo!
- Obrigada! - Olá.
Ora viva!
Que tal?
Vamos descolar?
- Michal! - Vamos!
A descolar.
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Olá, senhoras.
Bem-vindas.
- Olá, Sr. Miron. - É bom vê-lo.
Bem-vindo de volta.
Finalmente.
As chaves estão no carro.
Mudou muita coisa aqui.
Vem à mamã. Vá.
Céus. Olá, campeão!
Porque estás tão triste?
Não te preocupes. Eu devoro lágrimas.
Um truque de magia…
Deliciosa!
Vejo mais uma lágrima.
Deliciosa!
Professor?
Bons olhos o vejam!
Olá!
- Que tal? - Cada vez mais nova.
Não posso ficar com os louros.
Vivo em Bruxelas com o meu marido, mas sinto a sua falta.
Vemo-nos ao jantar. Adeus.
Desculpe a demora.
A sua suite está pronta. A mesma de sempre, professor.
Muito obrigado.
Vamos.
Ania.
Não cabemos. Vou no seguinte.
Ania.
Não sei se é adequado um velhote abraçar uma jovem bonita.
Mas não importa. Só vivemos uma vez. Certo?
É bom que me abrace.
Desculpe. Sr. Miron?
A mascote é de mau gosto. Temos de nos livrar dela.
Mas o rapaz trabalha cá todos os verões.
Este ano, as regras mudaram.
Ainda não tinha reparado?
Desculpem intrometer-me,
mas o urso ajudou-nos muito a distrair o meu irmão.
Não é fácil. Foi imprescindível.
Que fique claro que ele tem de lavar e desinfetar o fato.
"Claro."
Vem cá…
Pronto. Vamos para ali. Vamos lá.
Obrigada. É tudo.
- Adeus. - Adeus.
Posso?
Sim.
Migalhas.
Ania.
É o meu nome artístico.
Os amigos chamam-me Janek.
Olá, Janek,
Obrigada por aquilo no hotel.
De nada.
Está bem.
Fumar faz mal à saúde, mas…
Ajudas-me?
Como se costuma dizer…
… tudo o que é fixe
ou não é saudável ou engorda
ou é amoral.
Gosto de coisas fixes.
Às vezes, o meu fato fede, mas tenho os meus métodos.
Tenho de ir ou aquela harpia mata-me.
Vens ou ficas?
Fico. Esperei muito tempo por isto.
Certo.
Até logo. Vou ter com os miúdos.
A mulher do eurodeputado está cá.
Sozinha outra vez.
Inteligente. Tem muito por onde escolher.
O Gąssowski também está bem.
Sim, muito bem.
Espero estar assim naquela idade.
Mas tens a mesma idade.
Eis as estrelas da noite!
- Hel dá as boas-vindas a Varsóvia. - Olá.
Não aguentava outro verão sem vocês. Nem pensar.
Olá, Andrzejek.
- Céus! - Olá, tia.
Tão crescida. Estou muito feliz por te ver.
Estou muito feliz por estares cá.
Senta-te. Ao lado do Kuba.
- Estás linda. - Obrigada.
Ora, ora…
Já coscuvilharam tudo?
Claro. É o nosso passatempo preferido.
Lembras-te das loucuras que fazíamos aqui?
Não é verdade.
- Ele era o mais bêbado. - Pois.
Claro.
Boa noite.
- Está tudo bem? - Sim.
Chamo-me Miranda.
Se precisarem de algo, os empregados tratam disso.
Basta dizerem.
Porque não começamos por um cocktail?
Para mim, não.
- Então, mais dois cocktails. - Certo.
Para com isso. A sério.
Maruś, calma.
- Para. Agora. - Está bem.
- Temos novidades. Das boas. - Nós também, mas diz lá.
Está bem, nós primeiro.
Vamos voltar de vez para a Polónia.
Obrigada.
A pandemia fez-vos sair de Londres?
Nada disso.
E não vos destruiu?
Pelo contrário.
Tive de contratar mais médicos. Temos muito trabalho. Não me queixo.
- O pai também está a expandir. - Sim.
Vamos abrir um escritório de advocacia em Varsóvia.
O de Londres será gerido…
Remotamente.
- Agora nós. - Espero que seja bom.
Os nossos filhos terão saudades um do outro.
A Ania entrou em Medicina.
Na King's College. Estou a rebentar de orgulho.
Que notícia maravilhosa!
E surpreendente.
Que sucesso!
Bravo! Muito bem.
Mareczek, vá.
Claro. Vamos brindar com champanhe
ao sucesso da Ania.
- Empregado! - Desculpa.
Podemos pedir champanhe?
Muito obrigado.
Parabéns.
Vais tomar conta da clínica, certo?
Não sei.
Tenho pensado
se não será demasiado cedo…
Claro, ainda tens tempo.
Podes fazer o internato em pediatria e, depois, vemos.
Champanhe.
A Ania deve ter muitas ideias, mas…
Vai ficar aí parado ou…
Finalmente.
Ela será uma excelente médica.
Pediatra.
- Qual é a diferença? - Pai, vou ser pediatra.
- Peço desculpa. - Não, eu é que peço.
- Não toque na minha filha. - Pai.
- Sabe servir à mesa? - Impensável.
Ania, estás bem?
A culpa não é dele.
- Ela entrou… - Sr. Michal.
Marek, para, por favor.
Isto não se repetirá.
Peço imensa desculpa.
O champanhe é oferta da casa, claro.
- Ao menos isso. - Acho bem.
Espera.
Desculpa.
Obrigada.
"Obrigada"?
Se não fosses tu e o champanhe,
provavelmente não teria desculpa para fugir.
Mas foste corajosa.
Eu não aguentava um segundo ali.
- Ouviste-nos? - Não foi de propósito, mas ouvi.
Nós somos invisíveis.
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