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A MARCA DO TERROR
Pai!
Sim, estou a vê-Io.
Jeff!
- Bom dia, Sr. Brennan! -Bom dia, Jeff!
O pai achava que era outra pessoa!
Mas eu sabia que era o senhor. Mal vi o cavalo, soube logo quem era.
- Os teus olhos são jovens, Jeff. -Vai para Contention?
Se tiverem água no vosso poço, vou.
Este animal não bebe uma gota de água desde Sasabe Creek.
- Posso dar-lhe de beber? Posso? -Se quiseres.
- Bom dia, Pat! -Bom dia, Hank!
O Sr. Brennan vai para Contention.
- Estás à espera de companhia, Hank? -Estou no posto há demasiado tempo.
Por isso, engato a arma à minima coisa.
Cuidado, não o deixes beber muito, Jeff, ele está muito quente.
Pai, bem sabes que primeiro vou passeà-Io.
Tens um belo rapaz, Hank, conhece os animais.
Vai ser um belo chefe de posto, um dia.
Se eu puder evitar, não vai.
Não é uma boa vida estar enfiado no meio do nada.
Sempre sozinho, sem conhecer ninguém, só condutores de diligências e armas.
Não é uma boa vida.
- Sempre achei que eras feliz. -Bem... Obrigado. Era.
Enquanto a mãe do Jeff era viva, era.
Sozinho é diferente. A minha reforma chega no próximo Outono e vou aproveità-Ia.
Um homem não devia estar assim sozinho nesta terra, Pat.
Não é natural.
Estás a mandar-me uma dica, Hank?
Bem, agora que penso nisso, acho que estou.
Não está certo, trabalhares na tua propriedade sozinho.
Não posso pagar a quem me ajude. Por enquanto, ainda não.
Ainda falta construir muita coisa, cercas e afins.
Mas se me sinto só, Hank, posso falar com o meu gado.
Bem, quando te começarem a responder lembra-te do que te disse.
Acho que um balde chega, Sr. Brennan.
Deve bastar-lhe, Jeff. Bem, e melhor ir antes que o sol suba.
- O que te leva a Contention, Pat? -Quero arranjar um touro cobridor.
Isso, se o Tenvoorde mo vender ao preço que quero.
O Tenvoorde! Ainda fazes negócio com esse bode velho?
- Ainda tento. Obrigado pela água. -De nada!
Sr. Brennan!
- Pode esperar um minuto, por favor? -Claro, rapaz.
Se não for muito incómodo,
gostaria que me comprasse uns rebuçados.
Jeff, o Sr. Brennan não tem tempo para essas tolices.
Claro que tem. Algum gosto em especial?
Gostaria muito de cereja.
Seja cereja, então.
- Até à vista! -Boa sorte!
Pai, como é Contention?
Há gente por lá, Jeff. Muita gente.
Desculpe!
- Bom dia, Patrick! -Rintoonl
Vou a caminho do bar. Fazes-me companhia?
Gostaria, mas não posso. Tenho pouco tempo.
Bem, cá para mim, um grande latifundiário como tu
devia fazer como lhe apetece.
Não é bem assim. Mas não posso dizer que me importo.
- Ouve, Pat. Porque compraste em Sasabe? -Por nenhum motivo especial.
Um dia surgiu-me à frente.
Achei que era tempo de ter algo meu. Não é muito. Só um começo.
Sabes, a região de Sasabe Creek é selvagem.
- Trabalhar para o Tenvoorde ainda é mais. -Bem, ele foi duro contigo.
Nunca consegui perceber isso.
Mas sabes, nas tuas costas, ele gaba-se sempre
de que foste o melhor capataz que teve.
Fui o único que ficou com ele.
Não, foi mais do que isso. Ele apreciava-te muito.
Apreciava-te muitissimo.
Nunca reparei. Ainda conduzes para a Hatch & Hodges?
Bem, não tenho escolha. É a única linha de diligências que resta.
Estão a cobrir tudo de caminhos-de-ferro num abrir e fechar de olhos.
Os carris vão chegar a Bisbee daqui a um mês.
Ouvi dizer.
Sim, estão a construir um depósito lá.
Estive ali a falar com um tipo no outro dia.
Ele diz que em breve apanharemos um daqueles comboios
e chegaremos a Tucson sem sequer parar.
Não tarda chega a Contention.
Quando esse dia chegar, podes trabalhar na minha terra Ed.
Assim farei. Anda, vamos beber um copo.
Nada me daria mais gosto, mas ter uma propriedade implica deveres.
- O que e mais importante do que um copo? -Bem, rebuçados de cereja, para começar.
Até à vista, Ed.
- Rebuçados? -Rintoonl
Bom dia, Willard! Minha senhora.
Sei que esta tarde vais guiar a nossa diligência.
Vou guiar uma, mas não sabia que era a vossa.
Eu... Isto é, a Sra. Mims e eu alugámos a carruagem para regressarmos a Bisbee.
Vão ter uma Concord só para vocês?
Porque não esperam pela carreira normal? Chegará aqui às...
- Sra. Mims? -A Doretta e eu casámos esta manhã.
Estaremos prontos para partir às 15:00.
Estou certo de que avisarás a Hatch & Hodges.
- E trataras de carregar a nossa bagagem. -Estas a confiar na pessoa errada.
Não carrego nada nem cumpro nenhum horário de partida.
Podes ir à loja da companhia pedir isso ao despachante.
- Arranjaste uma bela mulher. -Rintoon,
quando pago por uma carruagem quero os serviços a que tenho direito.
Não tens nenhuns, Willard, visto que não és tu que estás a pagar.
Devias manter os poucos clientes que tens, Rintoon.
Passo bem sem gente da laia dele.
Quem é ele?
O genro do Gateway, desde esta manhã.
Casou com a herdeira da mina de cobre mais rica do território.
Então ela deve ser a Doretta Gateway.
Sim. Estava destinada a ficar solteirona até o Willard aparecer.
- É simples como uma parede. -Mas não o é para o Willard, certo?
Não há nada de simples nas posses do velho Gateway.
Dizem que ele vale mais de meio milhão de dólares.
Isso é demasiado dinheiro, Ed. Demasiado para um homem só.
Para o Willard não é. É um contabilista. Ou era.
Dizem que se vai tornar sócio do velho,
-visto que lhe tirou a Doretta das mãos. -Sabes, ela não me pareceu feia.
Estás em Sasabe Creek há demasiado tempo, Patrick.
Aquele homem deu-me cabo dos nervos, ia-me esquecendo de para onde ia.
Anda e deixa-me pagar-te um copo.
Fica para a próxima, Ed. Tenho de falar com o Tenvoorde.
Bem, como queiras.
- És simpático em levar-lhe uma prenda. -Até à vista!
Vá, apanhem-no! Peguem em ambas as cordas.
Apanhem-no.
Não teria feito aquilo melhor.
Deixaste cair os rebuçados.
Achei que aquilo o segurava.
Isso explica tudo, não é verdade?
Ele não percebe de cavalos, Sr. Tenvoorde.
Parece que só tem cabras na nova terra dele.
Não sabia disso.
Vão fazer um rodeo de cabras em Gotebo no próximo mês.
Devias participar.
- É o novo capataz? -É!
É só garganta, não é?
O Jace está no cargo até o meu velho braço direito voltar.
- Acha que ele vai voltar? -Acho que sim.
Mal tire da cabeça umas ideias de grandeza
-sobre ter a sua própria terra. -Creio que já falámos sobre isso.
E vamos continuar a falar até ganhares juizo.
Não esta certo, o melhor capataz da região estar a desperdiçar-se dessa maneira.
Ninguém toma conta de um rancho como tu, Pat.
Contigo uma pessoa pode ficar descansada. Olha para mim.
A tratar do meu gado, como um trabalhador,
-só porque não confio nesta gente. -Experimente despedir alguns. Resulta.
Pode começar por aquele amante de cabras.
Sr. Tenvoorde, vim comprar um touro cobridor.
Vieste, foi? O que te disse?
Paga e tens o touro. E não está certo.
Se tivesses de suar para o teres, seria diferente. Percebes?
Só sei que tenho gado para tratar.
Se não me quiser vender um touro, basta dizer.
- Então? -Vou fazer o seguinte, Patrick.
Dou-te a hipótese de teres o touro de graça.
Como quando me deu a hipótese de ter os bezerros de graça
e acabei por lhe pagar 50 dólares?
Tenho-os guardados para ti num lugar seguro.
São teus quando decidires voltar a trabalhar.
,
Gostas muito daquele teu cavalo, não gostas?
- Bastante. -Muito bem, faço uma aposta.
Um touro à tua escolha contra o teu cavalo.
E só tens de o montar.
- Montà-Io? Ao touro? -Até o imobilizares.
- Não me interessa. -Não és capaz.
- Não é isso? -Sim, é isso mesmo.
Os rapazes aqui dizem sempre que es o maior.
O melhor das redondezas. Não me pareces nada de especial.
Eu aposto no que disse o Sr. Tenvoorde. Amoleceste, Brennan.
Disse um touro à minha escolha?
Quanto tempo ficaria um homem de cama se aquele touro o pisasse?
- Depende. -Umas duas ou três semanas.
Acho que sim.
Isso deve chegar para convencer aquele teimoso a voltar a trabalhar para mim.
Dà-me a cauda dele.
Muito bem, rapazes, deixem-no por minha conta.
Até à próxima!
Rintoon!
- Quase que me atropelaste. -Não vi que eras tu.
- O que aconteceu, Patrick? -Perdi o meu cavalo.
- Foste descuidado, não foste? -Com o Tenvoorde.
- Seria de imaginar. -Rintoonl Nunca chegaremos a Bisbee
se insistes em parar para passar o tempo com... Toda a gente que encontramos.
Patrick, apresento-te o Sr. Willard Nlims. Ele é um contabilista.
Olá, Willard.
Rintoon, estás acabado! Juro-te que esta é a última vez que fazes esta carreira.
Sabes, sendo o melhor no ramo há 20 anos,
a companhia iria ter pena de me ver partir.
Quando chegarmos a Bisbee perdes essa confiança.
Atira a sela cá para cima, Patrick.
Rintoon, eu disse...
Que me vou arrepender quando chegarmos a Bisbee.
Volta lá para dentro, Willard. Atira-a cá para cima, Patrick.
Posso lembrar-vos de que esta não é...
- Não é a carruagem normal de passageiros. -Quer que vá a pé até Sasabe?
- São só 24 km. -Bem, o problema é seu.
- Tire a sela dali... -Willard!
Willard, não o podemos deixar ir a pé até tão longe.
Bem, se vier connosco, vai lá em cima.
Muito agradecido, minha senhora.
Achei estranho a diligência passar uma hora mais cedo.
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